sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Muro Ocidental

O Muro Ocidental é tudo o que resta do Segundo Templo de Jerusalém. Peregrinos do mundo inteiro juntam-se para orar neste santuário sagrado. As grandes pedras repousam umas sobre as outras sem cimento entre elas.

Durante os anos em que Jerusalém era dividida e controlada pelos jordanianos (1948 a 1967), o acesso ao Kotel era proibido. Após a reunificação da cidade, o lugar foi desobstruído e limpo com a demolição de inúmeras cabanas. A ampla esplanada foi pavimentada e o acesso liberado a todos os judeus e aos visitantes de todo mundo.

Tornando-se assim, um lugar de encontro para orações e festividades judaicas como o Bar Mitzvah e outras comemorações tanto civis como religiosas.



Hoje, mais do que a metade do muro está abaixo do nível do solo, o que pode ser visto quando o visitante entra no túnel ao lado do muro.



Arco de Wilson
A área de oração dos homens continua a partir da seção ao ar livre através de uma passagem para o norte. Dentro desta área é um grande arco originalmente construído por Herodes e agora conhecido depois de um explorador britânico em 1860.

Apesar de apenas 25 metros de altura agora, o arco originalmente tinha 75 metros de altura quando o Vale Central foi muito mais profundo.

Maior pedra no Muro das Lamentações




 Um seguimento especial de pedras grandes é visível nas paredes sul e oeste de hoje. No oeste consiste em quatro pedras, a maior das quais pesa 570 toneladas e tem 44 metros de comprimento, 10 metros de altura e 12-16 metros de profundidade. A pedra mais próxima, o muro é de apenas 40 metros de comprimento. A maior pedra na Grande Pirâmide pesa 11 toneladas.
 
O Muro nunca está deserto, a qualquer hora do dia ou da noite e pelas madrugadas, seja inverno ou verão podem-se ver judeus em pé, diante de suas pedras gigantescas, orando em voz alta.

Ali, milhares de visitantes colocam em suas fendas, pequenos pedaços de papéis com suas petições.





Imponente, o Muro Ocidental atravessa os anos e os séculos, para marcar sua presença e trazer de volta a fé e a lembrança da presença de Deus na Cidade Santa, Jerusalém.




Marion Vaz

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tzom Assará BeTevet Enlutados pelas Vítimas do Holocausto

O dia 10 de Tevet foi escolhido como Dia Nacional de Luto pelas Vítimas do Holocausto cuja data de morte não é conhecida.

Panorama Histórico

O Holocausto atingiu proporções tão grandes de matança, que para a maioria dos mortos não foi possível determinar uma data para se celebrar o Yahrtzeit(aniversário de morte).

Para muitos, também não havia sobreviventes para rezarem o Kadish (reza em memória pelos enlutados), então, como estas vítimas seriam lembradas?

Em 1948, o récem determinado Rabinato Central de Israel propôs um Dia Geral de Kadish para ser recitado em memória a todos que se encaixavam nestas categorias acima. Eles escolheram o 10 de Tevet, que tradicionalmente marca o início do cerco a Jerusalém que levou à destruição do Templo.

A Escolha do Dia

A escolha do dia claramente reflete a incorporação de uma tragédia contemporânea na tradição judaica. Umas das discussões geradas foram se isto não estaria se sobrepondo à Halachá, introduzindo-se novas formas de ritual no já tradicional ritual judaico

Ao escolher esta data, os rabinos estavam claramente assumindo que a tragédia do Holocausto deve ser vista dentro do contexto das catástrofes associadas à destruição do Templo e da Independência Judaica.

A escolha do 10 de Tevet como dia de memória para aqueles cujo Yahrzeit é desconhecido é mais do que uma concessão rabínica: o jejum é significativo pois representa a semente da destruição. O Holocausto, assim como a Destruição dos dois Templos, não aconteceram isoladamente. Foram eventos planejados sistematicamente.

Portanto, o jejum de 10 de Tevet implora para que cada Judeu considere não apenas os eventos pelos quais eles passaram, mas também os que seus antecedentes vivenciaram, e as conseqüências que eles tiveram. Isto é claramente alimento para nossos pensamentos, nos dias de hoje, na justaposição deste jejum e a não-tão-insignificante lembrança às vítimas do Holocausto.


Fonte: http://www.webjudaica.com.br/chaguim/textosFesta.jsp?festaID=19

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Judaísmo Messiânico

Em seu Comentário Judaico do Novo Testamento, o teólogo Davi H. Stern discute as bases para a sua crença em Yeshua como Mashiach. Desafiando dogmas pré-estabelecidos pelo Cristianismo, traz à realidade a liberdade de exercer sua religião messiânica: 100% judeu e 100% messiânico.

Essa nova (antiga) religião encontra seus obstáculos. Se por um lado, o Judaísmo Tradicional opõe-se terminantemente a ela, discutindo o assunto em blog e palestra, afirmando que o judeu não pode acreditar que o Yeshua morto numa cruz é o Messias de Israel, por outro lado, os cristãos afirmam que os messiânicos estão “reconstruindo a parede de separação” que Jesus Cristo derrubou.

Em muitas igrejas o judeu messiânico é denominado judeu “convertido” e sofre pressões seja em cima dos púlpitos através de insinuações, seja através de cânticos e pregações. Certa ocasião um pastor evangélico afirmou que ao usar o kipá, o judeu convertido não era “nova criatura”. Em contra partida, Igrejas evangélicas que aderem símbolos judaicos em seus templos e liturgia são "atacadas" diariamente de optarem pela Judaização do Cristianismo.

Assim, desafiando os argumentos apresentados pelos dois lados, o Judaísmo Messiânico estabelece as suas bases e são hoje, um número considerado de religiosos em todo o mundo e em Israel.

Em seu blog Shalom Israel, o rabino messiânico Joseph Shulam residente em Jerusalém há mais de 60 anos e que lidera a mais antiga sinagoga de judeus messiânicos de Israel, chamada "Roê Israel", afirmou em um de seus artigos que a liberdade de culto é maior para o cristão em Israel do que para o Messiânico e que muitos já sofreram perseguições. O blog traz notícias atualizadas dos que acontece no Estado de Israel e no mundo.

Mas o que é Judaísmo Messiânico?

Segundo seus defensores, é a religião que os discípulos de Jesus professavam após sua morte e ressurreição. É o judaísmo que aceita Yeshua como seu Mashiach. Então o autor do CJNT, David Stern, tem essa grande responsabilidade: criar um Judaísmo Messiânico Viável para o judeu do século XX e que se relacione com a própria história.

Assim, o judeu messiânico não deixa suas raízes, ele observa a Torah e suas tradições, respeita as datas festivas e guarda o shabat. Também usa o kipá com exemplo de respeito e submissão ao Eterno, o talit, tzitzit e tefilim. Assim como rejeitam terminantemente a Teoria da Substituição em que a Igreja assume para si todas as promessas feitas a Israel. Compreendem que tanto a Tanach (AT) como a B`rit HaDashá (NT) formam a Palavra de Deus e que Yeshua veio para “completar” (a compreensão)  e não para destruir a Lei.

Para o Judaísmo Tradicional continua prevalecendo as crenças e tradições de seus antepassados, mas também a esperança (Hatikvá) da restauração de Israel através do Mashiach e milhões de judeus em todo o mundo reafirmam a sua fé:

“Creio firmemente na vinda do Messias, e ainda que demore, esperarei todos os dias a sua vinda”.




Atualização em 13/12/2014


Acesse o link http://shalom-israel-shalom.blogspot.com.br/2014/12/judaismo-messianico-cresce-e-ganha.html e saiba como crescem e vivem os judeus messiânicos em Israel e sua contribuição para a sociedade judaica.










Marion Vaz

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Achado arqueológico em Ashkelon

A forte tempestade que varreu Israel no fim de semana causou uma quantidade de danos a sítios arqueológicos em todo o litoral do Mediterrâneo, mas também descobriu uma impressionante estátua de mármore de uma mulher data da época romana (entre 1650 e 1800) em Ashkelon.

Entre os pedaços de terra que rompeu a partir do precipício estavam peças de um grande edifício que, aparentemente, eram parte de uma casa de banhos romana.

Seções de um piso de mosaico colorido também foram arruinados. Muitos fragmentos foram lavados pela água.

O arqueólogo Dr. Israel Yigal da Autoridade de Antiguidades de Israel na região de Ashkelon, explicou: "É uma estátua linda branco que está faltando a cabeça e parte de uma mão. Aparentemente foi importado da Itália, Grécia e Ásia Menor, e podem ter representado a deusa Afrodite. "

"A mulher retratada na estátua está vestindo uma toga e se apoiando em uma coluna de pedra quadrada e sua roupa foi cuidadosamente esculpida - os dedos dos pés são delicados, vemos suas sandálias e enfatizou seu seio pequeno Basta uma estátua belíssimo."



A estátua tinha caído de um precipício relativamente alto, de aproximadamente dez metros de altura, mas saiu surpreendentemente ilesa. Dr. Israel calcula que a cabeça da estátua e mão estavam faltando mesmo durante a época romana.


Estátua romana encontrada na costa de Ashkelon.
Foto: Assayag Ilan

"Foi descoberto por um transeunte e nós resgatamos a estátua a partir nas ondas do mar ", disse o Dr. Israel e com a ajuda generosa do município Ashkelon, que sedeu um guindaste. Estamos transferindo-a para os armazéns do governo em Beit Shemesh."


Fonte: http://www.haaretz.com/news/national/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Politicamente incorretos

Na pressa de se envolver em questões políticas no Oriente Médio, o presidente do Brasil faz alianças com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Fotos com sorrisos e apertos de mãos aparecem nos principais jornais do mundo e no Haaretz, provocando diferentes opiniões.


Na semana passada vemos novamente o Brasil em evidencia, não só pela artilharia pesada no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, mas também pela declaração de Luís Inácio da Silva, falando em nome de toda a nação (Brasil), reconhecendo a Cisjordânia como um Estado Palestino livre e independente, com base nas fronteiras anteriores a Guerra dos Seis Dias em 1967.

Para tal decisão o presidente em exercício afirmou que estava ajudando nas negociações de paz no Oriente Médio e por isso atendia ao apelo de Mahmoud Abbas, presidente da autoridade nacional palestina. Argentina e o Uruguai entraram para essa famosa lista, o que foi duramente reprovado pelo governo de Israel, visto que até os EUA afirmou que esse reconhecimento de um Estado Palestino era prematuro.




Se a intenção era promover a paz e por fim ao conflito árabe-israelense, o tiro saiu pela culatra, pois a crise só tende a aumentar, o apoio só serviu para inflamar os corações de palestinos contra as autoridades israelenses.



Para piorar a questão os palestinos querem Jerusalém Oriental para sua futura capital e para Israel, Jerusalém é sua capital eterna e indivisível. E nós não vamos abrir mão dela!





E deixe-me repetir: Dividir Jerusalém não é apenas dividir um pedaço de terra, é abrir mão de parte da própria História de Israel e dos heróis que deram a vida pela cidade! É não ter mais o direito de orar junto ao Muro Ocidental! E pra entender melhor, vou dizer numa linguagem bem carioca: "Não vai rolar!"






O problema tende a se agravar e a partir de tais declarações podemos esperar Intifadas e retaliações e muitas críticas ao Estado de Israel.

Em relação ao Brasil, uma nova crise se aproxima. Não sei se financeira ou espiritual. No que diz respeito às promessas de Deus a Abraão e seus descendentes, lemos em Gênesis 12.3 “abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”. O texto bíblico é bem claro. Mas o descaso em relação ao amor de Deus para com o seu povo, as incoerências na interpretação do texto sagrado, a intolerância religiosa, leva milhares de pessoas a se oporem ao estabelecimento do Estado de Israel.

E pensar que no passado (1947) foi um brasileiro chamado Oswaldo Aranha que presidiu a Assembléia Geral da Onu que culminou na criação do Estado de Israel, fato que rendeu a Aranha eternas gratidões dos judeus e sionistas por sua atuação. Hoje, em Jerusalém tem uma placa em sua homenagem e a gratidão israelense extendeu-se ao colocar seu nome nas ruas de Tel Aviv e Bersheva.

Mas no presente o Brasil faz aliança com um homem que diz em alto e bom som: “Vamos varrer Israel do mapa!” Isso deve ser um grito desesperado para aparecer na Mídia! Só pode ser! Ou alguém acredita que varrer Israel é algum tipo de figura de linguagem? Em minha opinião é outra “solução final para o problema judeu!” E cá está o Brasil se posicionando ao lado dessa pessoa! O erro para tal exagero politicamente incorreto praticado nessa última semana só pode ser fruto de “mentes brilhantes”! O que deixa uma indagação: O que farão no futuro?

O vice-ministro das Relações Exteriores israelita, Daniel Ayalon, afirmou nesta terça-feira (14/12) que "os brasileiros e argentinos caíram em uma armadilha dos palestinos" e que a decisão do Brasil e da Argentina causou um "mal-estar" em Israel.**

Se as alianças foram feitas em função da economia nacional, para aumentar capital e negociações financeiras, como afirmaram, estamos novamente do “lado errado da força”, pois Israel é considerado um dos mais avançados em desenvolvimento econômico e industrial. É uma das 34 economias avançada do mundo. Enquanto no Brasil a floresta Amazônica é dizimada, em Israel transformam desertos em lugares férteis. Desde a criação do Estado de Israel eles investem em pesquisas e tornaram-se o pioneiro em biotecnologia agrícola, irrigação por gotejamento, a solarização dos solos, a reciclagem de águas de esgoto. Todos os setores econômicos têm altos índices de desenvolvimento.*

Enquanto isso, o desrespeito aos direitos humanos no Irã é criticado pelos próprios iranianos. Pra não falar nessa última eleição (2009) em que membros da oposição foram presos, coagidos a fazer confissões. Houve assassinatos, torturas e estupro de manifestantes detidos. Esse é o “modelo” de governo que queremos nos inspirar? Acho que não.

Outro fato que merece ser comentado diz respeito ao “queridinho “ do sistema governamental do Irã, o Hamas, que até hoje mantém o soldado israelense Gilad Shalit em cativeiro e incomunicável. Nem mesmo a Cruz Vermelha teve o direito de entrar em contato com o jovem para saber se estava vivo ou não! Hoje (14/12) o líder do grupo Ismail Haniyeh afirmou: "Nunca reconheceremos o Estado judaico!" Não há PAZ que resista a falta de respeito a existência do Estado de Israel.

Profecias apocalípticas afirmam que nos finais dos tempos, todos os povos e nações se voltaram contra Israel e se unirão para tentar destruí-lo na famosa Guerra do Armagedom. Mas a Bíblia afirma que “então virá o Libertador”. Resta-me interceder pelo meu povo e clamar ao Todo Poderoso que atue a favor de Israel, como fazia em épocas passadas. E apelar aos nossos governantes que observem melhor quando forem fazer acordos e apertos de mãos.

Marion Vaz


* Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Israel
** http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/internacional

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Chanukah 2010




Chanucá (em hebraico: חֲנֻכָּה) também conhecido como o Festival das Luzes é um feriado de oito dias no calendário hebraico.





De acordo com o Talmud, a re-dedicação na sequência da vitória dos Macabeus sobre o Império Selêucida, só havia azeite para alimentar a chama eterna no Templo por um dia. Milagrosamente, o óleo queimou por oito dias, que foi o tempo que levou para preparar e consagrar o azeite doce.

As Lições de Chanukah

Do ponto de vista histórico filosófico, toda festa judaica nos traz ensinamentos relevantes, que se ligam às realidades do nosso cotidiano.

Conta-nos o Talmud que, na era "messiânica", as festas judaicas perderão seu significado diante das festas de Purim, e Chanucá. De fato, as razões para estas afirmações são óbvias: festejamos Purim, pois sobrevivemos à intenção perversa de um "maluco" (Haman) que desejava destruir o povo de Israel fisicamente.

Chanucá porém se festeja, pois escapamos da intenção de destruição espiritual, engendrada pelo "Helenismo". Contada como simplesmente uma história, Chanucá, realmente se parece miraculosa, pois que, um sacerdote, pai de cinco filhos, consegue derrotar o mais sofisticado exército do império helenita, até parece uma obra de ficção. Analisemos alguns fatos históricos.

Os quatros impérios que reinaram sobre o nosso povo foram: Babilônia, Pérsia. Grécia, Roma. A perseguição dos judeus pelos gregos foi a mais perigosa, pois visava atingir a alma e a identidade judaica, bastando citar dois fatos: queriam proibir a prática do Shabat, ou seja, a alma da criação e segundo, a circuncisão, ou seja, a identidade judaica.



Eis porque, a batalha de Chanuca é um marco histórico da maior relevância na construção da nação judaica.



O império grego sempre venceu suas guerras pelo seu elevado grau de sabedoria, idéias e conhecimento, aliás, fortemente influenciado pelo judaísmo. E este foi o motivo da dificuldade de nossa luta contra o domínio cultural grego.

A superioridade filosófica grega foi um forte atrativo para muitos judeus intelectuais ou não, para abandonarem os ensinamentos da Torah. (Que o diga o Rambam).

Dos esconderijos da montanha do povoado de "Modim", Jerusalém, o velho sacerdote Matathias Hasmoneu e seus cinco filhos, movidos por uma fé inquebrantável, respondeu fortemente ás ameaças do bem armado comandante sírio, Apolônio, e seus sucessores do exército sírio.

Ora, sabe-se que não se vence nenhuma batalha ou guerra quando ela não se acompanha de um forte ideal de defesa e sobrevivência. Quebrar a submissão espiritual é o quesito básico e o ponto vital para qualquer vitória física. Esta é a lição. Unidos pais e filhos em torno de um ideal, de construir uma nação foi o marco histórico desta data.

O óleo puro só bem ilumina quando ele não contém impurezas e quando o templo de nossas vidas está repleto de ideais superiores.


A chamada festa das luzes deve servir de exemplo para todas as instituições da nação judaica de todos nossos lares, pois é uma luz que emana de um passado de lutas, de glórias e de fé de nossos ancestrais.





Autor: Doutor Abraham Pfeferman, Médico e Professor
Fonte: Beit Chabad do Itaim

Fonte: http://www.webjudaica.com.br/chaguim/

sábado, 4 de dezembro de 2010

Carmel pegando fogo como nos tempos de Elias



Foto de satélite mostrando o incêndio em Israel





Ao tomar conhecimento do incêndio que está devastando a floresta no Monte Carmel lembrei de um dos episódio mais marcantes da história de Israel que está registrado no livro de 1 Reis (18.19-39) quando o profeta Elias convoca o povo para o Monte Carmel para uma decisão muito importante: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o senhor é Deus segui-o..." (Vs 21).

O profeta propôs uma disputa com os 400 profetas de Baal e o Deus que respondesse com fogo esse seria o Deus verdadeiro. O povo concodou. Foi feito um altar e os profetas de Baaal começaram a clarmar por fogo.Depois de inúmeras tentativas de súplicas e auto flagelação, desistiram.

Era a vez do profeta Elias clamar por fogo. Mas algumas atitudes eram necessárias: Primeiro ele reconstrói o altar com 12 pedras conforme as tribos de Israel, depois faz um rego ao redor do altar e manda trazer água para inundar tudo até que o altat estivesse completamente molhado.

Diante de todo o povo Elias começa sua oração clamando ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. O versículo 38 informa que de imediato Deus responde sua oração e cai fogo sobre o altar consumindo o holocausto, a lenha, as pedras, o pó e a água ao redor. Numa atitude de adoração ao Deus de Israel todo o povo começa a glorificar e exaltar o seu nome. O texto bíblíco tambem informa que os profetas de Baal foram perseguidos e mortos.


No entanto, diferente do episódio bíblico, o incendio desta semana prejudicou mais de 17 mil habitantes do Norte do país, com 600 presos, foram evacuados por causa do incêndio que fora de controle, destruiu centenas de hectares de floresta de pinheiros, antes de varrer as encostas das colinas do Carmel para Haifa, a terceira maior cidade de Israel.


Entre os mortos havia prisioneiros palestinos, o que provocou muita discussão na Mídia. Equipes de bombeiros combatem o fogo seja pelo ar ou por terra e com ajuda internacional. Esperamos que tudo se resolva e que todos possam viver em paz.


Marion Vaz

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Só Acontece em Israel



Milhares de pessoas se encontram. E independente de raça, credo religioso ou nação de origem, elas se sentem atraídas pelo magnetismo da Terra Santa, que as envolve como uma névoa , transportando-as para épocas longínquas para reviver cada episódio da história bíblica.





Marion Vaz

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Essência do Talmud

Ao retornarem do exílio babilônico, Esdras reuniu o povo para renovar o pacto de fidelidade e obediência às leis de Deus. Com o passar dos anos surgiria então uma nova classe de guias e conselheiros do povo, cuja tarefa principal era ensinar o significado das orientações bíblicas.

A lei escrita Torá Shebikh`tav era considerada a regra de conduta e fé do povo judeu. A “orientação oral” Torá Shebealpe, consistia em diversas leis e costumes que faziam parte da vida judáica durante séculos. Estas eram entregues oralmente de geração em geração.

Com a destruição do Templo no ano 70 EC e o povo judeu expulso de sua terra a “orientação oral” corria o risco de sofrer modificações. Por volta do ano 200 da Era Comum sob a orientação do rabino Yeruda Hanassi surgiu a codificação escrita e a essa obra deu-se o nome de Mishná “aquilo que se estuda” ou “aquilo que se repete”.

O processo de discussão e interpretação não parou. Surgiram dois centros de debates, um na Palestina e outro na Babilônia. Mas nada se fixava em forma escrita, tudo era passado oralmente. Dois a três séculos mais tarde surge a Guemara redigida no idioma aramaico. Da união do texto da Mishná e da Guemara nasceu o Talmud. Há dois compêndios diferentes de Talmud acompanhando as duas versões da Guemara: o Talmud Yerushalmi foi compilado em Israel, durante o século IV da Era Comum e o Talmud Babli (Babilônia) foi compilado ao redor do ano 500 embora tenha continuado a ser editado posteriormente.

Há também outros livros, com datas anteriores considerados paralelos ao Talmud. Mas este é que dirige a vida judaica. Estuda-lo pode se tornar uma experiência interessante, quando se valoriza o esforço dos líderes da religião judaica em manter seus ensinamentos e tradições.

Os 63 tratados reunidos nessa enorme enciclopédia chamada Talmude (somatório da Mishná e da Guemara) consistem a clara expressão do pensamento judaico, estimulado pela diversidade dos sábios que continuaram polemizando cada uma de suas paginas.

O Talmude é uma obra viva, cuja construção nunca se deteve. Ao longo dos séculos novas hipóteses e interpretações continuaram enriquecendo-o. O conteúdo do Talmude pode ser classificado em duas grandes categorias: halachá (jurídicos) e agadá (literários). É interessante observarmos a afirmação dos poetas Hayyim Nahman Bialik e Y. H. Ravnitzky que explicam que a halachá é o pão, e a agadá, o vinho, e concluem: não só de pão vive o homem.

Pirkê Avot, ou seja, Capítulos dos Pais são seis breves capítulos que resumem forma de máximas e provérbios, os ensinamentos étnicos dos grandes mestres do Talmude. Hilel e Shamai e os rabinos Akiva e Meir então entre eles.

A essência do Talmud é extraída de seus ensinamentos, mesmo que pelo excesso de zelo, exijam-se anos de dedicação e instrução:

“Deus se esconde – a fim de que o homem o procure
Rabi Nahman

Numerosos são os projetos do coração do homem,
Mas é o designo de Deus que o conduz.
Provérbios

A fé é o fundamento de todas as coisas.
Baal Shem tov

O Santo Bendito conhece até mesmo aquilo que o coração do homem desconhece.
Rabi Baruch de Medzibosh

Ora. Ora. Ora mais ainda. Qualquer que seja o objeto da tua necessidade,
orar é o melhor meio de obtê-la.
Rabi Nahman de Bratslav


Marion Vaz

TOKER, Eliahu. Pirkê Avot: Versos dos Pais. Revista História Vida. Grandes Religiões 2 Judaismo. 2008

LURÇAT, Pierre Itshak. Princípios da Vida tradições Judaica. Rio de Janeiro. Ed.Record. 2004



Texto extraído do livro Eretz Israel de Marion Vaz

Todos os direitos autorais reservadosa autora.

sábado, 20 de novembro de 2010

Apagando o passado ?


Polônia, palco de um dos episódios mais triste da História da Humanidade, está novamente em evidência:






A construção da mais alta estátua de Cristo do mundo, mais alta inclusive que a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi concluída à tarde em 06/10 em Swiebodzin, oeste da Polônia.

A estátua mede 36 metros de altura, contra 33 do Cristo carioca, e foi instalada sobre uma colina com 16 metros de altura.



Tal como o Cristo Redentor, a estátua de Swiebodzin, cidade de 40 mil habitantes, é completamente branca, tendo como única diferença uma coroa dourada de três metros de altura.

Sylwester Zawadzki, padre da paróquia da Divina Misericórdia, em Swiebodzin, lançou o projeto da construção há cinco anos, com o objetivo de atrair mais visitantes para a cidade, aumentando o turismo local.

Ao sul da Polônia encontramos Auschwitz-Birkenau o mais horrendo dos Campos de Concentração onde o número total de mortes produzidas está ainda em debate, mas se estima que entre um milhão e um milhão e meio de pessoas morreram ali.





O Gueto de Varsóvia - foi o maior gueto judaico estabelecido pela Alemanha Nazista na Polônia, que nos três anos da sua existência, a fome, as doenças e as deportações para campos de extermínio reduziram a população estimada de 380 000 para 70 000 habitantes.


Cerca de 50 000 documentos históricos, incluindo ensaios sobre vários aspectos da vida no gueto, diários, memórias , coleções de arte, jornais ilegais, desenhos, trabalho escolar, posters, bilhetes de teatro, receitas, notas das aulas, etc. foram escondidos dos alemães em três locais separados, fornecem-nos hoje esclarecimento sobre a vida no gueto.





A construção dessa estátua seria uma forma de apagar o passado? De mudar o foco para uma nova realidade? Ou um método de reconciliação com o Mundo?




Progressos e religiões à parte, essa nova “visão” de um lugar “arrependido” e “convertido” tornou-se notícia em todo mundo!



Marion Vaz

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gueto_de_Vars%C3%B3via

O quarto Homem

Na fornalha vejo um homem, Hananias,
Que não se ajoelhou diante da estátua do rei.

Na fornalha vejo um homem, Misael,
Cujo coração não foi levado em Cativeiro.

Na fornalha vejo um homem, Azarias,
Cuja fé no Deus único tornou-se fonte de inspiração.

Na fornalha vejo outro homem, parece um Deus.
Ele passeia no meio do fogo como se nada o pudesse atingir.

Ele protege os seus filhos.
Olho mais de perto e Ele parece sorrir.
Num dado momento me diz:
- Posso proteger você também!


Marion Vaz

sábado, 13 de novembro de 2010

Israel Bíblico - O que temos a aprender

Pensar no território de Israel e não compará-lo ao Israel bíblico é algo quase impossível. Imagina-se logo Moisés atravessando o Mar Vermelho com uma multidão, em Davi golpeando o gigante Golias, em Abraão recebendo as promessas de D-us e em Jesus caminhando pela Judéia, Galiléia e Samaria. São imagens que carregamos em nosso subconsciente, que se desprende do passado para o presente num piscar de olhos.

Para não falar de homens, mulheres e jovens que almejam algum dia, fazer o percurso em direção à Terra Prometida. Quantos suspiros! Sentimentos que guardamos no mais profundo de nossos corações. Alguns até choram quando pensam nessa possibilidade. E não menos importante, os desejos se misturam quando se vêem dispostos a orar e pedir a benção de D-us para o Estado de Israel.

Intrigante é a facilidade de que alguns têm de denegrir a imagem de Israel em suas pregações ou conversas. Dificilmente encontro alguém manuseando a Bíblia, com profundo conhecimento do contexto histórico-cultural de Israel, que consiga expor-se sem comprometer ou deteriorar a idéia que a maioria dos ouvintes já tem a respeito desse lugar tão largamente amado por uns e tão odiado por outros.

O que me entristece é que não há arrependimentos. A maioria se acha plenamente convicta de sua obrigação espiritual em “advertir aos irmãos” quanto ao que chamam de “mensagem bíblica”. Às vezes o fazem com tanta naturalidade que provocam gritos e explosões de glórias a D-us dos desavisados. Tais preletores não têm a menor idéia de que mensagem fica lá, no subconsciente, e quando a pessoa ouve novamente falar de Israel, logo vem em mente "um povo pecador, rebelde e distante de D-us" (essa é a letra de um hino que fez sucesso por algum tempo numa rádio evangélica).

Aconteceu numa reunião dominical quando no auge da pregação o abençoado com as mãos levantadas e correndo de um lado para o outro afirmou: “Moisés não queria nem saber o que estava escrito na Torah!” A platéia expressou exatamente o que o pregador desejava: “Glória a Deus!”

De imediato pensei: Misericórdia! Ou ele não sabe quem é Moisés, ou não sabe o que a Torah! Será que se tivesse dito Pentateuco haveria o mesmo alarido? Qual a intenção ao usar a palavra hebraica Torah? Eu fico triste com esse tipo de atitude.

Eles usam exemplos do Israel bíblico em suas diferentes épocas, sem sequer mencionar o fato de que eram gerações completamente diferentes. A própria Bíblia nos informa que havia gerações que simplesmente “não conheciam o Senhor” (Jz 2.10) e o versículo ainda nos adverte que eles não conheciam nada do que Deus fez a Israel. E então fizeram coisas que desagradaram e alguns seguiram a outros deuses (VS 11-13). Resumo: As gerações anteriores deixaram de falar sobre os feitos de Deus para com o povo aos seus filhos e netos e assim foram se afastando de Deus! Será que não é exatamente isso que fazemos atualmente? Quando omitindo fatos históricos ou mudamos o contexto em função de "dogmas que criamos" para enfim nos assegurarmos de um público cada vez maior?

O fato de Deus consentir no registro de todos aqueles incidentes com o povo de Israel, não é para que Israel seja menosprezado, mas para que aprendamos com ele! Já ouvi declarações tão maliciosas que parece até que o homem (crente) do século XXI alcançou a Perfeição e que se tornou imune ao erro, ao pecado! Imagine se toda a nossa vida (nos mínimos detalhes) fosse exposta em um livro para que todos pudessem ler? E se todos os nossos defeitos fossem comentados e repetidos dia apos dia de geração em geração? Não é o fato de se falar o que está escrito na Bíblia, o que me incomoda é a omissão do contexto sócio-cultural de Israel, é o desprezo pela religião judaica, é o antissemitismo!

Há poucos dias atrás ouvi um pastor eloqüente ministrando sua habitual mensagem por um canal de televisão. O teor da mensagem era sobre o NOVO. Para garantir o controle espiritual dos seus adeptos, o abençoado insistia em expressões como: nova criatura, Deus fez tudo novo, Novo Testamento, nova aliança, renovo, etc. Em um dado momento ele declarou que o Antigo Testamento perdeu a validade diante do Novo Testamento. Ele não explicou mais nada por causa do término do tempo da mensagem (talvez seja esse o problema - a falta de tempo pra as pregações). Seguindo a linha de raciocínio do tal pastor deu pra entender que ele falava de costumes de igreja A e igreja B. Pergunto: O que o Antigo Testamento tem haver com isso?

Toda a Bíblia é a Palavra de Deus! Não se pode menosprezar tudo o que Deus determinou na Lei e nos Profetas! Isso ele não se interessou em falar e o ouvinte que procure ter o melhor discernimento sobre assunto! É por causa desse menosprezo pelo AT que existem crentes que fazem uma seleção dos livros do AT para ler. Alguns só leem os Salmos porque são mais fáceis de entender. Pra não falar naqueles que nunca leram a Bíblia toda.

Já percebi que alguns chavões também contribuem para deteriorar a imagem de personagens bíblicos: Jeremias, o profeta chorão; Jonas, o profeta que fugiu; Cuidado com a Penina! Sara riu porque era incrédula; Pedro negou três vezes! E o pior deles quando se referem a Davi como adúltero e homicida! Etc. Pergunto: Como nós chegamos a esse estágio?

Eu temo pelas futuras gerações e que num futuro próximo, não haja mais compreensão do certo e do errado! Foi um movimento sócio-cultural e religioso (antissemitismo) que se desenvolveu durante séculos, que transformou a vida de judeus numa verdadeira guerra pela sobrevivência. Muitos foram mortos por causa da intolerância social e religiosa, Esse sentimento trouxe agravantes que culminaram no Holocausto – 6 milhões de judeus mortos na Segunda Guerra Mundial.

Infelizmente, nos dias atuais, falar mal do povo de Israel, principalmente Israel bíblico, tornou-se algo comum, louvável e às vezes, inescrupulosamente doentio. Desculpe, mas se você não concorda comigo preste mais atenção no que ouve em alguns hinos que são cantados e em determinadas pregações e detecte as frases de efeitos que mancham a imagem de Israel. Imagem já deteriorada pela Mídia nas questões referente ao Oriente Médio em função dos conflitos árabes-israelense.

Felizmente, existem aquelas pessoas que realmente não só estudam os textos bíblicos, e tem a preocupação de entender o que dizem os originais no hebraico e grego, as tradições judaicas e o contexto sócio-cultural de cada época, mas transmitem aos demais. E estes, vai aí o meu agradecimento, pois fica muito mais fácil enxergar um Israel completamente diferente!

Baruch HaShem!

Marion Vaz

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ISRAEL – Uma Ameaça ou um Sinal?

Na História da humanidade encontramos um povo lutando pela sobrevivência de seus valores morais e espirituais. O Estado de Israel tem enfrentado verdadeiros bombardeios que ora chegam pelos ares – mísseis Katiucha, ora chegam através da Mídia – ameaças e declarações que deterioram a imagem desse país perante a sociedade.

Quando Deus se apresentou a Abrão propondo fazer dele um povo tão numeroso como as estrelas no céu, nasceu Israel. Essa história descrita nas páginas do Primeiro Testamento enfatiza a idéia de uma Terra Prometida ao povo hebreu e seus descendentes. Isaque e Jacó, herdeiros da mesma promessa, mantêm o mesmo relacionamento com Deus e repassam as palavras do Criador aos seus filhos.

Depois de um período de 430 anos de cativeiro no Egito, sob a liderança de Moisés o povo de Israel caminha pelo deserto impulsionados pelas promessas feitas em épocas longínquas. Num ato heróico, o destemido Josué lidera as tribos de Israel naquela difícil tarefa. Conquistar a Terra Prometida foi um longo e árduo processo.

Além do registro do começo de toda a história de Israel encontramos nas páginas da Bíblia uma história alternada por conquistas, derrotas, perdas, vitórias, código de leis, pecados, exílio e retorno.

O período do exilo, parte na Assíria e parte na Babilônia, serviu para alicerçar e conservar a identidade nacional e na proporção que o povo se mantivesse afastado da idolatria, manteriam sua cultura e sua religiosidade. A esperança de retornar a Tzion foi uma chama acesa por um período de setenta anos.

As levas de judeus vinda da Babilônia puseram em prática a reconstrução da cidade de Jerusalém e de seus muros. Com Esdras e Neemias, além do retorno espiritual temos mudanças na esfera política e sócio-econômica.

Sucessivas alterações políticas no panorama histórico mundial nas épocas subseqüentes, contribuíram para alicerçar a consciência ideológica do povo judeu e sua relação, quase indiscutível, com o território localizado naquela parte de Oriente Médio.

Em 1948 temos um momento histórico já previsto nas profecias bíblicas: Nasce o Estado de Israel. Um sonho de Theodor Herzl cinqüenta anos antes, defendido por grupos sionistas que elaboraram uma plataforma junto a diversos países para enfatizar a criação de um lar para os judeus. A partilha da Palestina em dois estados: um judeu e um árabe foi a pauta da reunião da Assembléia Geral da ONU realizada em 29 de novembro de 1947.

Com a declaração de Ben Gurion aos 14 de maio de 1948 o novo Estado entra para História, e como já era de se esperar, fazendo de sua Independência uma Guerra de Libertação. Aliados de cindo países árabes entram em confronto com o recém criado Estado judeu numa tentativa cruel e covarde de exterminar o povo de Israel.

Aliás, essa idéia de exterminar Israel parece ser imitada por líderes militares de tempo em tempo. Aconteceu no Egito com Faraó, no exílio com Hamã, no cerco de Jerusalém nos anos 70 da Era Comum com Vespasiano e Tito, nos Campos de Concentração onde 6 milhões de judeus foram mortos e agora Israel se vê novamente em conflito com grupos extremistas e terroristas que ameaçam os territórios recém reconquistados.

Mas a própria história de Israel nos mostra um povo que não se deixa intimidar, nem mesmo pelas apelações de países poderosos. Estamos diante de um povo que luta constantemente por uma posição geopolítica no cenário mundial. Seria essa a ameaça?

E se Israel é uma ameaça, quem se sente assim tão ameaçado?

Não bastou todas as perseguições de âmbito religioso que massacraram os judeus por anos sem fim? Períodos negros da própria História da humanidade com desfechos que nos dias de hoje nos deixam perplexos? Passaram pelos Impérios, Cruzados, Inquisição, Genocídio, seria esta a ameaça? Porque venceram uma Guerra em Seis Dias? Porque há sempre um remanescente? Um grupo de resistência? Um sionista, que engajado em ideais coloca-os acima de tudo? Seria esta a ameaça? Ou seria isto um sinal?

O que temos visto e ouvido nestes últimos anos é a transformação sócio-econômica de Israel e sua inclusão no panorama político mundial. Textos bíblicos afirmam que Israel é o relógio de Deus, é a nação escolhida para desempenhar um papel importante que culminará no Juízo de Deus sobre os povos. Com certeza vemos nisto um Sinal.

Um Sinal para todos os povos da terra.




Sinal de Benção (Gênesis 12.3), sinal de Salvação (Salmo 68.19), sinal de Juízo (Isaías 2.4)

Marion Vaz

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


DVD de Israel - Grátis.

Entre no site e click.

http://www.goisrael.com/dvd/

Eu já recebi o meu!

Lindas imagens de Israel ao som de uma melogia:

"You`ll Never Be The Same

sábado, 23 de outubro de 2010

Tzion


"Sion tem sido como um sinal na vida e sobrevida do povo judeu, um sinal de identidade e de identificação.



O conceito de Sion originou-se de um sentido concreto que se refere à fortaleza conquistada e habitada pelo rei Davi conforme os relatos bíblicos.

Com o tempo, a designação Sion estendeu-se ao monte onde se achava a fortaleza, passando mais tarde a indicar também o Templo, a cidade de Jerusalém e toda a terra de Israel.



O termo, contudo, prosseguiu-se se ampliando e passou a ter, além de um sentido objetivo e denotativo, um significado subjetivo e conotativo, e é possível afirmar que Sion, como conceito afetivo e abrangente, corresponde à totalidade judaica, o que significa todas as formas de expressão reunidas:



espiritualidade e materialidade, fé e nação, oração e agricultura, o sagrado e o profano e tudo o que representa a vida e a alma judaica. Resumindo, se fosse possível reunir as idéias de Deus, lei, povo e terra em um só termo, este termo seria Sion.


A importância da terra de Israel na existência e continuidade do judaísmo é expressa no próprio texto bíblico, a Torá, na passagem que relata a origem do povo judeu sob a influência do patriarca Abraham.


Ele teria recebido de Deus a ordem de abandonar a sua terra e a casa de seus pais para dirigir-se a Canaã, onde teria uma numerosa descendência, a qual deveria de se tornar uma grande nação.

Tal passagem acha-se em Gênesis 12.1,2 e 7, com a fala de Deus a Abraham, que àquele tempo, era ainda Abram:


Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei: de ti farei uma grande nação e te abençoarei, e engrandecerei o teu nome (...) Darei à tua descendência esta terra.”

Tova Sender

Fonte: Livro Iniciação ao Judaísmo, p. 37,38

domingo, 10 de outubro de 2010

Herodium




A Fortaleza de Herodium - uma colina artificial construída camada por camada
até que ele tivesse altura suficiente para dominar a paisagem.



Herodes, o Grande, construiu Herodium (ou Herodion) cerca de 24 aC, como o palácio e uma fortaleza. O Herodium está no topo aplainado de uma colina que se eleva a cerca de 400 metros acima da paisagem . O teto e torres e os quartos privados da família real, não existem mais. Os restos de quatro torres, no entanto, ainda são visíveis.

Josefo descreve a Herodium da seguinte forma: "A fortaleza ... é naturalmente forte e muito apropriado para este tipo de estrutura, elevada a uma altura (maior), pela mão do homem e arredondado na forma de um seio. Nos intervalos tem torres redondas e dentro dela são caros apartamentos reais feitas para a segurança e ornamento, ao mesmo tempo (Antiguidades dos judeus 15,324).

Além disso, segundo Flávio Josefo, quando Herodes morreu seu corpo foi levado para o Herodium e enterrado lá "em um ataúde de ouro maciço cravejado com pedras preciosas" (Antiguidades 17,191-99; Guerras dos judeus 1,656-73). Seu status real garantiu um enterro de luxo. A maioria das pessoas tinha túmulos comparativamente. Um túmulo foi encontrado em Herodium, mas está longe de ser certo que é de Herodes.

Haviam cisternas abaixo da fortaleza, cheia de água da chuva para garantiu o abastecimento de água. Além disso, três grandes cisternas foram cortados na inclinação fora da fortaleza (próximo à entrada da escadaria) e de águas pluviais foi canalizada para os da encosta.



A água era extraída dessas cisternas por funcionários para a cisterna em cima da colina, que provavelmente estava sempre cheia.

O palácio privado de Herodes situava-se no interior da fortificação e foi magnificamente decorado com piso de azulejos coloridos, mosaicos e pinturas nas paredes, incluídos todos os recursos imagináveis para o conforto. A parte leste do palácio havia um jardim em um átrio rodeado por três lados por arcadas, suas colunas enfeitadas com capitéis coríntios.

Na planície abaixo da fortaleza ao norte, o Baixo Herodium cobria uma área de cerca de 38 hectares bem planejada com edifícios e jardins colocados em um eixo norte-sul. Os prédios foram construídos ao redor de uma piscina grande que foi preenchida pela água do aqueduto construído especialmente para transportar água das nascentes na Artas perto das piscinas de Salomão a oeste.

A piscina foi rebocada para evitar infiltrações e usado como o principal reservatório de Herodium, bem como para a natação. As fundações de um edifício redondo foram encontrados no centro da piscina. Ele tinha um telhado sustentado por uma fileira de colunas e foi, provavelmente, um pavilhão de lazer e entretenimento.

A piscina era cercada por jardins extensos e bem cuidados. Seis pórticos constituído por colunas com capitéis decorados rodeados pelos jardins de três lados, com um comprimento de cerca de 250 m. Haviam Salões cada um medindo 110 x 10 metros construídos ao longo do leste e do oeste da piscina. O corredor leste foi construído sobre uma parede do terraço de 13 metros de largura e extremamente alto. A sala octogonal, no centro do salão ocidental tinha as paredes decoradas com afrescos e pilastras. Supõe-se que esta sala serviu como uma sala de recepção, ou talvez até mesmo como sala do trono do rei quando residia em Herodium.

O complexo de piscinas foi cercada por edifícios de vários tipos. No norte, era uma grande estrutura que inclui áreas de armazenamento e quartos dos empregados. No noroeste de um armazém foi descoberto e fragmentos de dezenas de frascos de armazenamento de cerâmica foram encontrados entre os escombros.


No sudoeste uma grande balneário foi escavado, o que provavelmente serviu a comitiva e convidados do rei. Era composto por um número de quartos e piscinas, um caldarium (quarto quente) aquecidas pelo sistema de hipocausto (o piso foi levantado em suportes, permitindo que o ar quente circular abaixo do piso, com consequente aquecimento da sala). As paredes foram decoradas no balneário pintado padrões de quadrados e em mármore de imitação. O chão era pavimentado com mosaicos coloridos, em padrões geométricos e florais, bem como com romãs, videiras e cachos de uva.


Fonte: http://www.bible-architecture.info/Herodium.htm

sábado, 9 de outubro de 2010

Jerusalém

Jerusalém, Jerusalém
Por mais de um século, o povo judeu vinha sofrendo a humilhação de estar sob a dominação romana. Ao entrar triunfante em Jerusalém, em 63 a.C., o general Pompeu teve o atrevimento de penetrar no Templo, iniciando um período de profanação que acentuou ainda mais a perda de independência da nação judaica.

Entretanto, enquanto o Templo permanecesse de pé e houvesse um rei judeu no trono (Agripa), haveria a esperança de uma independência futura.
Por isso, à medida que o século se aproximava do fim, a crescente expectativa messiânica combinava-se com as aspirações nacionalistas judaicas e os conflitos provocados pela ambição política de grupos rivais.


Do ponto de vista de Roma, o judaísmo era uma autonomia insuportável, só tolerada para manter o nacionalismo judaico sob controle. Entretanto, se os ideais religiosos desencadeassem os sentimentos nacionalistas, Roma estaria pronta para intervir.

Em 44 d.C., a morte do rei Agripa colocou todo o país sob a administração direta de Roma, acabando com a ilusão da independência judaica. A crescente opressão romana, o alinhamento das autoridades romanas ao lado dos gentios que habitavam a terra, e as repetidas violações da santidade do Templo criaram uma atmosfera propícia à revolta. Em abril do ano 66 de nossa era, quando o governador romano confiscou dezessete talentos do tesouro do Templo, os nacionalistas judeus se rebelaram. Eles se apoderaram do Templo, interromperam os sacrifícios diários em honra ao imperador romano e capturaram a fortaleza de Massada.

A Revolta

A Grande Guerra, ou Primeira Revolta Judaica, foi um evento ímpar naquela região, porque os judeus foram o único povo no antigo Oriente Próximo a lançar uma ofensiva em larga escala contra o Império Romano. Ímpar também foi o fato de que nenhum outro conflito da Antigüidade foi relatado com tantos detalhes por uma testemunha ocular.

Essa testemunha foi um historiador judeu do primeiro século chamado Yosef ben Mattityahu, mais conhecido como Flávio Josefo. Josefo era um ex-fariseu e comandante das forças nacionalistas judaicas na Galiléia. O historiador romano Dio Cássio também forneceu outro importante relato, baseado em documentos militares oficiais.

Em resposta à insurreição judaica, concentrada principalmente em Jerusalém, Vespasiano, principal comandante romano, foi enviado para sufocar o levante com cerca de cinqüenta mil soldados. O ataque de Vespasiano começou no norte de Israel que, ao contrário de Jerusalém, ofereceu pouca resistência. Por exemplo, as famílias judias que ocupavam a fortaleza galiléia de Jotapata, defendida por Josefo, preferiram cometer suicídio a se renderem ao inimigo. Quanto a Josefo, ele passou para o lado dos romanos.

Uma exceção foi a cidade de Gamla, nas Colinas de Golã, que, no outono do ano 67 d.C., tentou conter o avanço romano em direção a Jerusalém. Os romanos, porém, dizimaram a cidade, massacrando quatro mil judeus. Para que suas famílias não fossem vítimas da brutalidade de Roma, cerca de cinco mil judeus tiraram a própria vida, saltando para a morte do alto dos abismos que cercavam aquela área. A atitude heróica daquela cidade lhe rendeu o título de "Massada do Norte".

O Cerco de Jerusalém

O Parque Arqueológico Ofel, adjacente ao monte do Templo, em Jerusalém. Pedras do antigo Templo cobrem a rua herodiana, no extremo sul da Muralha Ocidental, da Porta dos Mouros até o lado sudoeste do monte do Templo.





No verão do ano 70 de nossa era, a Décima Legião de Vespasiano chegou às portas de Jerusalém e sitiou a cidade. Por causa da afluência de refugiados vindos de outras cidades judaicas destruídas pelos romanos, além dos próprios habitantes da Judéia que fugiam das legiões, a população de Jerusalém tinha, no mínimo, triplicado.

A reputação de Jerusalém como cidade grande e inexpugnável (ela era uma das maiores cidades do mundo antigo) fazia dela um desafio significativo para os já enfraquecidos soldados romanos. Entretanto, como centro da autoridade política e espiritual da revolta judaica, a cidade estava também destinada a ilustrar de forma exemplar o castigo aplicado por Roma a seus inimigos.

Na época do cerco romano, duas das mais combativas facções nacionalistas judaicas, os zelotes e os sicários, tinham assumido o controle do monte do Templo com a ajuda de mercenários idumeus (descendentes dos edomitas).





Os idumeus tinham assassinado impiedosamente os saduceus e fariseus que constituíam as alas mais moderadas da sociedade e ocupavam as posições de governo. Desde o início, o objetivo dos combatentes era aniquilar as forças de ocupação romanas e expulsar os invasores da terra de Israel. Agora que a guerra havia chegado à Cidade Santa, era vencer ou morrer.

Para evitar que a população judaica da cidade fugisse ao invés de lutar até a morte, os zelotes destruíram os depósitos de alimentos e proclamaram a inviolabilidade divina de Jerusalém. Como a única maneira de sair da cidade era num caixão, um dos líderes da seita dos fariseus, o rabino Yochanan ben Zakkai, escapou escondendo-se num deles e rendendo-se a Vespasiano.


Ao ser levado à presença do general, o prisioneiro dirigiu-se a ele como imperador e disse que Deus só permitiria que Sua Cidade Santa fosse conquistada por um grande soberano. Segundo a tradição, naquele mesmo instante chegou um mensageiro vindo de Roma para comunicar que o imperador havia morrido e que Vespasiano tinha sido escolhido como seu sucessor.

Impressionado com a profecia do rabino, o novo imperador permitiu-lhe proteger os rolos da Torá e os eruditos que se dedicavam ao seu estudo na cidade de Yavneh. Assim, embora o Templo tenha sido destruído, a Torá foi preservada; e, embora Jerusalém tenha sido arrasada, o judaísmo foi poupado.

O Golpe Final

Vespasiano retornou a Roma para assumir seus deveres como imperador e entregou a seu filho Tito, comandante da Décima Legião, a tarefa de completar a tomada de Jerusalém. Apesar da fome que tomava conta da cidade, os judeus celebraram a última Páscoa em seu Templo e se prepararam para a ofensiva romana.

O ataque começou dias depois, com um bombardeio de catapultas que durou dois meses, até que, finalmente, os romanos romperam o muro. Indo de casa em casa, os conquistadores incendiaram a cidade, massacrando todos os judeus que encontravam pela frente. Um testemunho arqueológico da ferocidade dos combates é a "Casa Queimada", localizada dentro do atual Bairro Judeu [da Cidade Antiga]. Ali estão as ruínas de uma das casas destruídas pelos romanos em 70 d.C., com os restos de uma mulher que foi morta com uma lança na mão e tombou na soleira da porta.

Embora enfraquecidos pela fome, os judeus defenderam o monte do Templo contra a invasão dos romanos por três semanas. Então, no nono dia do mês de Av (agosto), os romanos atingiram o complexo do Segundo Templo. Como um sinal dos céus, o primeiro Templo havia sido destruído pelos babilônios nesse mesmo dia, 656 anos antes.

Dio Cássio descreveu a resistência final dos judeus reunidos em torno do recinto sagrado: O povo estava posicionado embaixo, no pátio, os anciãos nos degraus, e os sacerdotes no Santuário propriamente dito. E, embora eles fossem apenas um punhado de pessoas lutando contra um exército muito superior, só foi possível derrotá-los depois que uma parte do Templo foi incendiada. Diante disso, eles buscaram a morte. Alguns se lançavam contra as espadas dos romanos, outros matavam seus companheiros, outros tiravam a própria vida e outros se jogavam no meio das chamas. Parecia a todos, e principalmente a eles mesmos, que, longe de ser uma derrota, o fato de perecerem junto com o Templo representava vitória, salvação e felicidade.


Depois disso, os romanos saquearam o Templo e retiraram dele todos os objetos de valor. Mais tarde, esses tesouros foram exibidos em Roma, durante a parada da vitória, carregados por milhares de escravos judeus. A imagem desse dia permanece até hoje no Fórum Romano, gravada num dos altos-relevos do monumento conhecido como o Arco do Triunfo de Tito.


Uma vez começado o incêndio do Templo, os romanos cortaram as árvores daquela área para fazer uma grande fogueira em torno da estrutura. A umidade acumulada nos blocos de pedra calcária do Templo se expandiu com a alta temperatura e explodiu as paredes, e todo o edifício sagrado ruiu num só dia.

A Questão do "Por Quê?"

Josefo comentou que a demolição do Templo contrariou as ordens específicas de Tito, que queria preservá-lo. Realmente, a política romana era controlar os templos dos povos conquistados e depois permitir que eles fossem novamente utilizados para o culto de seus deuses, como um ato de clemência em troca da completa submissão. Alguns eruditos acreditam que os soldados romanos, meio enlouquecidos pela duração da resistência judaica e pelo desejo de se apoderarem dos tesouros do Templo, incendiaram tudo deliberadamente.

Algumas fontes judaicas afirmam que o fogo começou acidentalmente quando a tocha de um soldado atingiu as cortinas do santuário. Entretanto, quando minha turma na Universidade Hebraica de Jerusalém debateu essas opções, nenhuma delas nos pareceu satisfatória.

Então procuramos nosso professor, Isaías Gafni, um judeu ortodoxo, e perguntamos qual era a sua opinião. Depois de uma pausa e de um sorriso, ele nos disse: "Talvez Jesus tivesse razão!" Quer sua resposta tenha sido apenas uma tática de retórica rabínica ou um lampejo inconsciente de inspiração, o fato é que ela acabou com a discussão.

Para os rabinos, o motivo da destruição do Templo foi sinat chinam, "ódio sem sentido" entre os judeus. Segundo essa teoria, a violenta rivalidade entre as seitas judaicas explodiu numa espécie de guerra civil, dividindo o povo judeu, enfurecendo a Deus e expondo a nação ao juízo divino e à fúria dos romanos.

Ver artigo completo em www.beth-shalom.com.br/artigos/jerusalem.html

Escrito por Randall Price
Presidente do World of the Bible Ministries, Inc., é arqueólogo e autor de vários livros sobre Jerusalém e o Templo Judaico.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, outubro de 2004.

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ESTANDARTES DE ISRAEL


ESTANDARTES DE ISRAEL

Dt 33:26-29

26 Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens.

27 O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o.

28 Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho.

29 Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Eterno, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos.


ESTANDARTE DA TRIBO DE RUBEN

Gn 49:3-4

3 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, o mais excelente em altivez e o mais excelente em poder.

4 Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama.


ESTANDARTE DA TRIBO DE LEVI


Dt 33:8 De Levi disse: Dá, ó Deus, o teu Tumim e o teu Urim para o homem, teu fidedigno, que tu provaste em Massá, com quem contendeste nas águas de Meribá;

11 Abençoa o seu poder, ó SENHOR, e aceita a obra das suas mãos, fere os lombos dos que se levantam contra ele e o aborrecem, para que nunca mais se levantem.



ESTANDARTE DA TRIBO DE JUDÁ

Gn 49:8 Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti.

9 Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará?

10 O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos.


ESTANDARTE DA TRIBO DE ZEBULOM

Gn 49.13 Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom.

Dt 33:18 De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas.

19 Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia

ESTANDARTE DA TRIBO DE ISSACAR

Gn 49:14 Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os rebanhos de ovelhas.

15 Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil.

Dt 33:18-19

18 De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas.

19 Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia.


ESTANDARTE DA TRIBO DE DÃ

Gn 49:16 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.

17 Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás.

18 A tua salvação espero, ó Eterno!

Dt 33:22 De Dã disse: Dã é leãozinho; saltará de Basã.

ESTANDARTE DA TRIBO DE GADE

Gn 49:19 Gade, uma guerrilha o acometerá; mas ele a acometerá por sua retaguarda.

Dt 33:20 De Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar Gade, o qual habita como a leoa e despedaça o braço e o alto da cabeça.

21 E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do chefe; ele marchou adiante do povo, executou a justiça do SENHOR e os seus juízos para com Israel.

ESTANDARTE DA TRIBO DE ASER

Gn 49:20 Aser, o seu pão será abundante e ele motivará delícias reais.

Dt 33:24 De Aser disse: Bendito seja Aser entre os filhos de Jacó, agrade a seus irmãos e banhe em azeite o pé.

25 Sejam de ferro e de bronze os teus ferrolhos, e, como os teus dias, durará a tua paz.


ESTANDARTE DA TRIBO DE NAFTALI

Gn 49:21 Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas.

Dt 33:23 De Naftali disse: Naftali goza de favores e, cheio da bênção do Eterno, possuirá o lago e o Sul.



ESTANDARTE DA TRIBO DE JOSÉ

Gn 49:22-26 José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.

23 Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem.

24 O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel,

25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre.

26 As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos.

ESTANDARTE DAS TRIBOS DE EFRAIM E MANASSES

Dt 33:13 De José disse: Bendita do SENHOR seja a sua terra, com o que é mais excelente dos céus, do orvalho e das profundezas,

14 com o que é mais excelente daquilo que o sol amadurece e daquilo que os meses produzem,

15 com o que é mais excelente dos montes antigos e mais excelente dos outeiros eternos,

16 com o que é mais excelente da terra e da sua plenitude e da benevolência daquele que apareceu na sarça; que tudo isto venha sobre a cabeça de José, sobre a cabeça do príncipe entre seus irmãos.

17 Ele tem a imponência do primogênito do seu touro, e as suas pontas são como as de um boi selvagem; com elas rechaçará todos os povos até às extremidades da terra. Tais, pois, as miríades de Efraim, e tais, os milhares de Manassés.


ESTANDARTE DA TRIBO DE BENJAMIM

Gn 49:27 Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo.

Dt 33:12 De Benjamim disse: O amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o SENHOR o protegerá, e ele descansará nos seus braços.

FONTE: http://www.comunidadebethshalom.com/

As Bandeiras dos Quatro Grupos

http://w2.chabad.org/images/global/spacer.gifD'us instruiu Moshê: Cada um dos grupos deve ter sua própria bandeira. O povo deve marchar sob este estandarte. Cada bandeira tinha três cores, representando as três tribos. Cada cor correspondia à cor da pedra preciosa daquela tribo no peitoral do Sumo Sacerdote.

1 - A bandeira do grupo de Yehudá
Esta bandeira tinha três listras; uma azul, representando a tribo de Yehudá; preta, representando a tribo de Yissachar, e uma branca, representando a tribo de Zevulun.

Na bandeira estavam bordados os nomes Yehudá, Yissachar e Zevulun. Também possuía o seguinte versículo: 

"Levanta, ó D'us, para que Teus inimigos sejam dispersados e os que Te odeiam fujam de Ti."
A bandeira de Yehudá era a primeira a marchar; portanto, fazia sentido ter uma oração pedindo a D'us que protegesse o povo judeu de seus inimigos.
Esta bandeira tinha a pintura de um leão, porque a tribo líder, Yehudá, era comparada a este animal.

2 - A bandeira do grupo de Reuven
Esta bandeira era também em três cores: vermelho para Reuven, verde para Shimon e uma mistura de branco e preto para Gad. Trazia os nomes destas três tribos. No centro possuía o seguinte versículo bordado:
"Ouve, ó Israel, D'us é nosso D'us, D'us é um."

Por que foi escolhido este versículo? Antes que Yaacov morresse, perguntou a todos os filhos se acreditavam em D'us. Eles responderam com este versículo. Reuven era o mais velho dos filhos e certamente o primeiro dentre eles a falar, então era apropriado que estas palavras se tornassem o lema da tribo de Reuven. Na bandeira havia um desenho de flores violetas chamadas dudaim (mandrágoras ou jasmim).

No livro de Bereshit, na parashá de Vayetsê, a Torá nos relata como o pequeno Reuven, trouxe estas flores para sua mãe. Tomou cuidado de colher somente aquilo que não pertencia a ninguém, para não incorrer no pecado de roubo. Assim como Reuven se afastou do furto, sua tribo agia da mesma maneira.

3 - A bandeira do grupo de Efrayim
As cores deste estandarte eram: preto, tanto para Efrayim como para Menashê; para Binyamin, uma mistura das cores de todas as bandeiras. Os nomes Efrayim, Menashê e Binyamin estavam na bandeira. Tinha o seguinte versículo bordado: 

"A nuvem de D'us pairava sobre os israelitas quando eles viajavam durante o dia."


Sobre esta bandeira havia uma pintura de um menino, porque D'us chama a tribo de Efrayim de "um menino amado por D'us."

4 - A bandeira do grupo de Dan
As três cores desta bandeira eram: roxo para Naftali, a cor da safira para Dan, e pérola para Asher. Os nomes Dan, Naftali e Asher estavam bordados na bandeira. Havia também este versículo bordado: "Quando a arca repousava, Moshê proclamava: 'Volta, D'us, e repousa entre os milhares e milhares de Israel!'"

O desenho na bandeira era o de uma serpente, porque nosso Patriarca Yaacov comparou Dan a uma cobra.

O Significado dos Estandartes
Os estandartes que principiavam e lideravam os vários acampamentos no deserto, possuíam profundo significado espiritual, e não devem ser confundidos com os atuais brasões familiares, ou estandartes nacionais.
De fato, as nações do mundo copiaram dos judeus a idéia de uma bandeira nacional; contudo, os estandartes foram projetados e expostos inteiramente por orientação Celestial.

Os judeus viram profeticamente os estandartes na Outorga da Torá. Perceberam a Shechiná descendo sobre o Monte Sinai acompanhada de 22.000 carruagens de anjos próximos à Shechiná, e vasto número de carruagens adicionais que a rodeavam.

Os anjos estavam agrupados ao redor da Shechiná como se fossem quatro divisões portando quatro diferentes estandartes:
  1. À direita (sul), estava a divisão do anjo Michael.
  2. À esquerda (norte), estava a divisão do anjo Uriel.
  3. À frente (leste), estava a divisão do anjo Gavriel.
  4. À retaguarda (oeste), estava a divisão do anjo Rafael.
Os estandartes Celestiais de fogo foram percebidos pelos judeus em vários matizes de cores.

A inspiradora visão dos exércitos celestiais fez os israelitas exclamar: "Se ao menos estivéssemos organizados sob estandartes, com a Shechiná em nosso meio, exatamente como os anjos!..."

Por que desejaram estandartes? Ansiavam sentir a santidade especial de posicionarem-se como o exército Celeste, que beneficiava-se de um nível mais elevado de ligação com o Todo-Poderoso.

D'us informou então a Moshê que Ele concederia ao povo judeu seu pedido pelos estandartes.

Porém foi apenas trinta dias depois do Tabernáculo ter sido erguido (e a Shechiná, que partira após o pecado do bezerro de ouro) que D'us considerou os judeus merecedores de atingirem esse nível superior de santidade. D'us ordenou a Moshê: "Os judeus devem acampar sob quatro estandartes líderes."

Como as Quatro Divisões Levantavam Acampamento e Seguiam Jornada
Quando as Tribos levantavam acampamento e seguiam jornada, entravam em formação de acordo com as especificações de D'us.

O Todo-Poderoso instruiu Moshê: "Ao iniciar cada jornada, a divisão sob o estandarte de Yehudá deve avançar para frente, e viajar a testa. Deve ser seguida pelas famílias levitas de Guershon e Merari. A próxima divisão a marchar é a de Reuven seguida pela família levita de Kehat. Então deverá avançar a divisão de Efrayim, e finalmente a de Dan."

A ordem em que viajavam foi determinada de acordo com um profundo plano Divino.

Yehudá ia à frente. E o grupo de Dan marchava por último. Por que? Quando Yaacov, nosso Patriarca, abençoou Yehudá, comparou-o a um leão. E quando Moshê deu-lhe sua última bênção, também comparou a tribo Dan a um leão. Por causa de sua grande força como "leões", estas duas tribos foram escolhidas para estarem à frente e atrás do povo judeu durante as viagens.

A tribo de Dan, que era uma tribo numerosa, além de rechaçar os inimigos que atacavam pela retaguarda, recuperava artigos perdidos por outras tribos.

A Grandeza dos Estandartes
Quando os israelitas tomavam suas respectivas posições sob os estandartes, a Shechiná descia das bandeiras celestiais para pairar sobre os judeus. Eram, desta forma, elevados a novos píncaros de santidade, como o exército de D'us na Terra.

As nações gentias que viam os judeus descansarem sob os estandartes eram tomadas de temor e reverência. Conseguiam reconhecer a santidade de um povo que vivia como uma unidade organizada para servir o Todo-Poderoso. Sentindo que os judeus na Terra pareciam-se com anjos Celestiais, exclamavam admirados: "Que nação é esta que se parece com a aurora, bela como a lua, clara como o sol, e que inspira temor sob seu estandarte?!"

A memória dos estandartes jamais foi esquecida por nosso povo.

Por milhares de anos depois de haverem tido os estandartes, sempre que um judeu era perigosamente tentado a comprometer sua fé a fim de granjear fama e fortuna, replicaria às persuasões dos gentios: "O que podem oferecer que se possa comparar à grandeza que uma vez experimentamos? No deserto, estávamos sob os estandartes, como o Acampamento de D'us na Terra. Suas promessas são míseras e insignificantes, comparadas às do Todo-Poderoso."

Assim, a lembrança da glória dos estandartes auxiliou os judeus a permanecerem fiéis e leais à Torá.

Texto extraído do site:  http://www.pt.chabad.org/