quinta-feira, 30 de junho de 2011

Coca Cola faz campanha de reciclagem em Israel


A Coca-Cola espalhou pontos de reciclagem por todo o território de Israel e aproveita o Places, do Facebook, para divulgar a ação.

















A campanha foi chamada de "The Recycling King" e fez com que mais de 10 mil postos fossem instalados no país, então, afirma a marca, "não importa onde você esteja em Israel, você pode encontrar uma caixa de reciclagem por perto".








A Coca-Cola de Israel também lançou sua loja pop-up exclusiva para os produtos reciclados que ajudam na conscientização ambiental e capteama a atenção dos cidadãos.








A loja também dispõe de um posto de informação e uma exposição dos artistas que contribuíram para a edição limitada de mobiliário, design e peças de moda.





RECICLE - FAZ BEM PRA VOCÊ - FAZ BEM PARA O PLANETA!

Participe http://www.facebook.com/pages/CicloVivo-Plantando-Not%C3%ADcias/190180631026443

Fonte:

CURSOS / BOLSAS DE ESTUDOS EM ISRAEL


CURSOS


A Embaixada de Israel oferece bolsas de estudos para cursos em Israel que cobrem:

- Palestras por especialistas, visitas de campo, materiais de estudo.
- Hospedagem em quarto duplo com pensão completa
- Seguro médico durante o período do curso
- Certificado ao término do curso para os bolsistas que cumprirem as atividades exigidas, presença e apresentação de trabalho final.
- A bolsa de estudos não inclui o bilhete aéreo (ida e volta).

Os formulários para inscrição (links para download abaixo) devem ser preenchidos no idioma do curso pretendido (inglês ou espanhol).

Todo o processo seletivo é feito em Israel que não divulga o número de vagas. A Embaixada de Israel é responsável pela divulgação, recebimento das inscrições, envio das inscrições e auxílio na ida do candidato para Israel.

Para candidatar-se aos cursos é necessário enviar somente para o e-mail dcm-sec@brasilia.mfa.gov.il a documentação necessária (que encontra-se na primeira página dos formulários) escaneada (digitalizada).

Mais detalhes no link:


terça-feira, 28 de junho de 2011

A Margem Ocidental do Jordão pertence a Israel




A Margem Ocidental do Jordão (Cisjordânia) é o centro geográfico da revelação divina e a pátria bíblica dos judeus há mais de 3000 anos. 

Na Declaração de Independência do Estado de Israel está escrito: "Aqui surgiu o povo judeu. Aqui foi formada sua identidade espiritual, religiosa e política. Aqui o povo viveu em liberdade e independência. E aqui os Bney Yaakov construiram uma cultura nacional e universal, dando ao mundo o eterno Livro dos livros".

Desde a entrada dos israelitas na Terra Prometida havia na Margem Ocidental do Jordão nove lugares significativos em relação ao Plano de Salvação:


1. Siló, o primeiro centro religioso no tempo dos juízes (Js 18.1).

2. Quiriate-Jearim, para onde foi devolvida a arca da aliança (1 Sm 6.21; 7.1).

3. Mispa, centro religioso na época de Samuel, local onde Saul foi coroado (1 Sm 7.5ss; 10.17ss).

4. Gibeá, cidade real de Saul (1 Sm 23.1ss).

5. Hebrom, local da coroação de Davi e capital de Israel durante sete anos e seis meses (2 Sm 5.1-5).

6. Jerusalém, capital política e religiosa de Israel de 1000 a 578 a.C., de 537 a 332 a.C. e de 37 a.C. a 70 d.C. (com soberania limitada). Desde 13 de dezembro de 1949 ela é novamente a capital de Israel. Em 1980 Jerusalém foi declarada "capital eterna e indivisível de Israel".

7. Siquém, residência real do reino do Norte sob Jeroboão (1 Rs 12.25).

8. Tirza, residência dos reis de Jeroboão a Onri (1 Rs 14.17; 15.21,33; 16.8,23).

9. Samaria, capital do reino do Norte sob Onri e Acabe (1 Rs 16.28ss).

Quando o novo Estado de Israel foi fundado em 1948, a Jordânia ocupou ilegalmente essa área. Os árabes que viviam ali foram transformados em cidadãos jordanianos e, aliás, o são até hoje. 

Na guerra de junho de 1967, Israel libertou sua antiga pátria bíblica, a Margem Ocidental do Jordão. No entanto, isso gera contínuos protestos dos árabes e do resto do mundo. Além disso, exige-se que Israel desocupe esses territórios porque os palestinos querem estabelecer ali um Estado independente. Essas aspirações, porém, desconsideram os seguintes fatos históricos:

1. Soberanos árabes conquistaram essa região apenas no 7º século depois de Cristo e estabeleceram ali dezenas de milhares de árabes.

2. Nos 19 anos de ocupação jordaniana da Margem Ocidental (1948-1967), os palestinos tiveram a oportunidade de criar seu próprio Estado [e não o fizeram].

Mas normalmente a Bíblia e a política não estão de acordo. A Bíblia é a Palavra de Deus, a política é palavra humana. Na Bíblia encontramos a vontade soberana de Deus, na política a diplomacia humana.

Para os cristãos a Bíblia é o único parâmetro válido. E justamente esses territórios da Margem Ocidental (cujo nome bíblico é Judéia e Samaria!), disputados com tanto ardor, pertencem a Israel como nenhum outro! Mesmo que ali venha a existir um Estado palestino, certamente ele não será de grande duração, pois esse solo é parte da Terra Prometida. 

O Deus de Israel há Seu tempo vai interferir corrigindo os erros que os homens cometerem.


Autor: Conno Malgo 

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/margemocidental.html

Jerusalém - Prova da Fidelidade de Deus

Oposição à edificação do Templo

Esdras 4 fala dos judeus que tinham retornado da Babilônia e estavam trabalhando na reconstrução do Templo. Infelizmente, esse trabalho logo passou a ser duramente combatido por opositores declarados: “Ouvindo os adversários de Judá e Benjamim que os que voltaram do cativeiro edificavam o Templo ao Senhor, Deus de Israel, chegaram...” (Ed 4.1-2).

Qual foi a estratégia dos antagonistas daquela época? Eles se infiltraram no meio dos judeus que edificavam: “...e lhes disseram: Deixai-nos edificar convosco...” (Ed 4.2). Mas logo “alugaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano...” (Ed 4.5).

Além disso, os oponentes escreveram três cartas difamatórias. E por meio de uma dessas cartas o trabalho de edificação da Casa do Senhor acabou sendo paralisado: “Cessou, pois, a obra da Casa de Deus, a qual estava em Jerusalém; e isso até ao segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia” (Ed 4.24). É assim que termina o triste capítulo 4 do Livro de Esdras.

Deus mantém a supremacia

 
Israel é e continuará sendo a menina dos olhos de Deus. Quem toca nessa menina dos olhos terá de se acertar com o Deus Todo-Poderoso! Se compararmos o último versículo do capítulo 4 com Esdras 5.5, vemos uma enorme diferença: “Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar”. Como se explica isso? É bem simples: nesse intermédio havia acontecido algo muito importante: “Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo espírito estava com eles” (Ed 5.1). O próprio Deus, o Senhor, mostrou que era Ele quem detinha todo o poder, apesar das aparentes vitórias dos inimigos.

O Senhor começa uma obra e sempre a termina, mesmo que todo o poder do inferno se levante em oposição. Justamente por isso, Jerusalém é até hoje uma prova da fidelidade divina. Quantas vezes já se tentou acabar com Jerusalém? Mas o Senhor velou e vela pessoalmente até aos dias de hoje sobre Sua cidade. Assim foi no tempo de Esdras: Deus mesmo velou para que a cidade – e especialmente o Templo – fossem reconstruídos.

A forma negativa com que termina Esdras 4 contrasta fortemente com o início do capítulo 5. É animador ver o Senhor interferindo: Ele o fez depois que um grande desânimo tomara conta dos judeus que edificavam, como está descrito em Esdras 4.24. Deus tem tudo sob Seu controle até nos mínimos detalhes! Gostaria que meus leitores se concientizassem dessa verdade de uma vez por todas: Deus nunca chega tarde! Ele não chega atrasado para Israel, nem para nós.

O momento que Ele escolhe para vir e ajudar em alguma causa é sempre o momento certo, o melhor momento. Na verdade, Ele nem precisa vir, pois sempre está presente, ainda que, às vezes, não percebamos Sua presença na nossa vida. Preste mais atenção no que diz Esdras 5.1: “...em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles”.

A presença de Deus na cidade era fato consumado; Deus não precisava aparecer para poder ajudar. Ele estava ali fortalecendo as mãos daqueles que a edificavam. Portanto, Ele sempre esteve e estará ali!

Autor: Marcel Malgo

Ler artigo completo em http://www.beth-shalom.com.br/artigos/jerusalem_fidelidade.html

domingo, 26 de junho de 2011

Acorrentados pela Liberdade



Os pais do soldado israelense Gilad Shalit invadiram neste sábado o espaço cercado pela polícia ao redor da residência do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, e se acorrentaram no local, exigindo a libertação imediata do filho. Há poucos dias Noah Shalit declarou em forma de protesto: "Israel não foi capa de resgatar meu filho"

Centenas de israelenses se reuniram neste sábado nas imediações da Faixa de Gaza. O protesto aconteceu em um ponto próximo à base militar onde Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006, para pedir ao Governo que aceite os termos exigidos pelo movimento islamita Hamas para uma troca de prisioneiros, eles exigem que Israel liberte mil presos palestinos em troca do soldado.

Pesquisa divulgada recentemente revelou que 63% dos israelenses de origem judaica apóiam a troca de Shalit por mil presos palestinos, incluindo os 450 especialmente requeridos pelo Hamas e considerados arquiterroristas. No entanto, Netanyahu afirma que isso colocaria em risco centenas de famílias israelenses.

A Cruz Vermelha praticamente implorou ao Hamas para dar indícios que Gilad ainda está vivo, mas esse pedido foi recusado. Essa atitude ja era de se esperar, é como se eles não tivessem nada para apresentar ou como provar que Gilad está vivo, então ficam alimentando as discussões sobre a troca de prisioneiros, arrastando as negociações para terem seus prisioneiro libertos. Mas em troca do que?





Cartaz de protesto na França




Em resposta, Netayahu afirmou que "a festa acabou" e instruiu o Serviço de Prisões de Israel para limitar os privilégios dados a palestinos detidos por crimes de segurança.

Nesse caso Netayahu tem toda razão, por que ele colocaria a segurança do povo de Israel em risco dando liberdade a centenas de criminosos? Mas se eles mostrassem Shalit vivo seria um passo em direção a liberdade. De um lado, a família Shalit e a opinião pública, do outro, milicianos do Hamas, Netanyahu ao centro com a responsabilidade de proteger o Estado de Israel e suas famílias e onde está Gilad Shalit que serve de peteca?  Por que eles não mostram o jovem vivo? Onde está Gilad Shalit?

Enquanto isso, a luta pela liberdade do jovem continua, nas ruas, nas embaixadas, nas redes sociais. Uma luta contra o tempo a favor da vida! É desejo do meu coração que Gilad volte para sua casa, para sua família e em perfeitas condições físicas, psicológicas e espirituais, embora eu entenda que em tais circunstâncias isso é humanamente impossível! Mas com diz o texto sagrado: Para D-us nada é impossível!


Marion Vaz

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gilad Shalit – A História de um herói nacional

As nuvens carregadas que pairavam sobre a cidade faziam parte daquela triste paisagem de um dia qualquer da semana. Havia chovido na noite passada e estava frio. Assentado em sua casa, o homem olhava as notícias do jornal Haaretz sempre prestar atenção no que elas diziam.

Já havia se passado muitos dias e ele não tinha notícia do filho. A mulher ainda dormia por causa do efeito do remédio e ele não sabia mais o que fazer ou o que pensar. Desde que o filho foi levado cativo por milicianos do Hamas, passava os dias esperando algum tipo de milagre. As horas se arrastavam alongando as manhãs, as tardes e as noites ou passavam rápido demais até que ele se desse conta que há um ano atrás ou dois... Ele o filho haviam saído para passear no centro da cidade, ou passaram a tarde assistindo o jogo de futebol ou o noticiário naquela mesma sala.

Às vezes, aquelas lembranças teimavam em massacrar-lhe o coração, já tão esmagado pelo sofrimento. Não tinha como impedir que o passado lhe assombrasse, pois tudo lembrava o filho: o quarto vazio, as roupas na gaveta, objetos, livros, retratos espalhados pela casa, 
o silêncio... 



Aquele maldito silêncio incomodava mais do que as brigas de Gilad com o irmão, ou as calorosas discussões na adolescência. Pensou em como queria voltar ao passado...  

Então caminhava até o quarto do filho e passava horas olhando um a um, cada objeto que pertencia ao filho, arrumando-os imaginando que quando o jovem voltasse encontraria tudo organizado e limpo. As lágrimas vinham inundar sua face e ali, sozinho, chorava, sem ter o que ou quem o consolasse. Na frente das pessoas tentava mostrar firmeza, coragem, determinação, mas só D-us sabia como era realmente difícil.

Muitas vezes sentiu que era injusto com o outro filho, estava sempre tão nervoso que se distanciava e o jovem sentia a falta do pai. Às vezes os dois compartilhavam da mesma dor e das lembranças. Aí o pai se afastava de novo e ficava olhando pela janela vendo os amigos de Gilad andando pelas ruas, voltando pra casa, pra suas famílias. Ouvia seus risos, suas brincadeiras, como Gilad fazia. Alguém o cumprimentava e ele acenava mecanicamente.

A dor maldita que imprensava o coração no peito voltou a incomodar. O homem gemeu e tentou não chorar. Mas era difícil! Queria gritar! Queria socar alguém! Acusar esta ou aquela pessoa! Por que meu Deus? Por quê? Tinha que ser o meu filho? Às vezes se pegava indagando. Não que quisesse que isso acontecesse com o filho de outro. Não! Mas ninguém podia condená-lo por pensar assim. 

Era o seu menino! O garotinho que viu nascer, dar os primeiros passos, cambaleando aqui e ali segurando firme em sua mão... E agora... Sabe-se lá o que estaria acontecendo com ele... 

Quando alguém insistia para que ele e a mulher se alimentassem melhor, tentava ser gentil, mas era difícil engolir qualquer coisa sem saber se o filho tinha almoçado ou jantado... Ou... Se há dias estava passando fome, jogado num canto qualquer. Como poderia saborear uma comida sem saber o que o filho estaria comendo! Que droga! Gritava ao jogar longe o prato de comida que lhe ofereciam. São terroristas! Falava alto tentando convencer-se do pior.  Meu filho não está numa prisão comum... Podiam estar maltratando ele, aterrorizando... Então rezava pediando a D-us para manter a integridade física e mental do filho.

- Shalit... Murmurou. Como era difícil conviver com aquele vazio na alma! 

Em algum momento achou que o filho já estava morto e que era por isso que “eles” se silenciavam... Revoltado pensava que se o filho estivesse realmente morto... E Deus sabe como ele não queria isso... Ele tinha o direito de enterrar seu filho! Ele tinha esse direito...

Ás vezes, colocava a culpa em D-us, no Todo Poderoso de Abraão, que abriu a Mar Vermelho para o povo de Israel passar, mas não foi capaz de proteger seu filho! Depois pedia perdão a HaShem colocando a culpa na dor da separação, na falta de notícias sobre o filho, no desespero que tomava conta de sua alma!

- Quero meu filho de volta... Voltou a gemer como se fosse uma oração. Então, a pior das lembranças lhe veio:

O jovem Shalit entrou em casa fazendo um grande alvoroço. Os pais estavam na sala e fizeram um leve movimento com a cabeça para observar o filho. Não que estivessem estranhando toda aquela bagunça. Não era de hoje que Shalit esperava aquele momento chegar e sempre que podia lá estava ele contando os dias para poder entrar no Tzahal - as Forças de Defesa de Israel.





Desde pequeno admirava os soldados israelenses com seus uniformes e armas andando pelas ruas. Eram seus heróis nacionais sempre prontos a entrar em ação para defender o povo, como tantos outros do passado. Heróis que fizeram a história do povo de Israel. Que se imortalizaram por sua coragem e determinação. 

“Um dia vou ser um deles!” Pensava o adolescente.


Os pais já tinham se acostumado com a idéia, pois todos os jovens em Israel, ao completarem 18 anos, ingressavam no Tzahal. Mesmo as moças não tinham outra opção, e engrossavam as fileiras com seus uniformes verde-escuro, armas e capacetes ou boinas. 

O rapaz foi para o quarto e a porta entre aberta deixou as notas musicais que tocava em seu violão contagiar toda a casa. O pai sorriu como se pudesse voltar no passado, e reviver seus próprios dias de juventude. A mãe resolveu apressar o término do almoço para que pudesse reunir toda a família em volta da mesa. De repente, o som do violão parou e Shalit passou na frente dele falando ao telefone com a namorada, fazendo planos para o próximo final de semana.

Lembrou que sorriu alto brincando com o filho, imitando sua voz de menino apaixonado, Gilad jogou uma almofada no pai para que ele parasse de atrapalhar o namorico. A mãe chamou a família para almoçar e logo estavam sentados em volta da mesa fazendo a oração costumeira. Surgiram outros assuntos, como em qualquer ambiente familiar. Ninguém se deu conta que aquele era o último dia que veriam o jovem Shalit.

Nos primeiros meses do cativeiro, quando tentavam reunir a família na hora do almoço ou do jantar, a mãe colocava o prato de Shalit como se o filho estivesse em casa. O pai tentava argumentar, dizer que não fazia sentido aquele prato ali, o dia inteiro... Mas como convencer uma mãe que seu filho não vai voltar? Como impedir que ela sirva o café da manhã para o filho do mesmo jeitinho que fazia antes? 

Aquelas refeições diárias perderam o sentido... E quantas vezes os dois se esbarravam no corredor durante a madrugada, porque ficavam olhando pela janela a espera do filho e voltavam sonolentos porque o cansaço os dominava? Ou passavam horas esperando o telefone tocar e rezavam por qualquer notícia.,. Qualquer uma!

Mas a notícia não veio, passou-se um ano, dois, três, quatro...  E nada! No terceiro ano de cativeiro mandaram um vídeo onde Gilad mostrava a data de um jornal, o jovem pálido e magro fazia um apelo por sua vida. O vídeo circulou pela Internet, mas as negociações para sua libertação não fluíram como se esperava.  




A partir daquela data ninguém mais teve notícias do jovem Shalit. Segundo as declarações do governo nem mesmo os médicos da Cruz Vermelha tiveram o direito de dar assistência médica a Gilad.

Os pais resolveram apelar, não podiam ficar calados, precisavam de ajuda. Alguém tinha que intervir e fazer algo pelo filho, mas quem? Quem teria tanto poder?  

Apelaram para a mídia, ministros, para os jornais, amigos, governantes, redes sociais, parentes, comunidades, fizeram passeatas, entrevistas, acamparam próxima a residência do Primeiro Ministro... 





Mas os membros da milícia que mantinham Gilad no cativeiro não deram a menor satisfação sobre a vida do filho.

Mais um ano se passou. O mês de junho estava chegando e com ele a lembrança daquele dia terrível...

O rapaz havia ingressado no Tzahal e naquele ano de 2006 completaria 20 anos. A Faixa de Gaza havia sido devolvida como parte das negociações para a paz entre Israel e seus vizinhos. O pelotão de Gilad patrulhava o kibutz Kerem Shalom quando militantes armados do Hamas capturaram Shalit e por meio de um túnel que construíram na fronteira o levaram para o cativeiro.

A partir daquela data ninguém mais teria notícias dele. Quando os pais foram comunicados o desespero passou a fazer parte de suas vidas e desproporcionalmente aquele pesadelo crescia a cada dia. O medo, a dor, a angústia, a espera e o silêncio mantinham suas almas unidas, não eram mais uma família feliz apenas participantes de uma terrível e desumana historia que parecia não ter fim...

O filho não estava viajando, não estava morando em outro lugar e esqueceu-se de telefonar. Não! Ele não estava estudando em outro país... Estava preso, amarrado, ferido... Se pudesse... E só Deus sabe como desejava isso, trocaria de lugar com o filho... E não houve um só dia que tenha deixado de pensar nele! Queria poder dizer-lhe isso pessoalmente, tocar nele e dizer: Eu estou aqui ao seu lado! Eu nunca te abandonei meu filho! Nunca desisti de você! Nunca!

O pai chorou ao lembrar-se dessa promessa que fez aos filhos quando eles eram pequenos de sempre protegê-los e que podiam confiar nele!  Chorou mais ainda por não poder cumpri-la agora... 

Ele, o maior de todos os heróis, como seus filhos o chamavam, estava ali de mãos atadas, sem super poderes, sem visão de raio x, sem poder de invisibilidades para entrar e sair de qualquer lugar, sem força sobre humana para salvar o seu filho querido e trazê-lo de volta para casa.

Agora ele se sentia apenas  um pobre e simples mortal pedindo a sua ajuda, as suas orações e esperando por um milagre...

Free Gilad Shalit


Marion Vaz

(Nesse quinto aniversário do cativeiro de Gilad Shalit (25 de junho), eu gostaria de dar um final feliz a essa história, mas nesse momento só posso compartilhar dessa dor.)

 

Três Meses depois...  18 de outubro de 2011


O tempo parece não querer passar por vezes que o pai olha o relógio... Faz tanto tempo... e cada minuto acrescenta uma dose a mais de sofrimento.
-Será?  Pensa, balbucia a cada instante.

Olha em volta e contempla o restante da família que compartilha da mesma agonia. A mãe aperta os dedos das mãos que já está vermelha e dolorida. A espera é tão desconfortante... Mas todos, sem excessão, estão anciosos. O telefone... a pouca distancia é o aparelho mais importante naquele momento e naquele acampamento.

Mas há também aquele sentimento de cumplicidade quando os olhares se encontram. O filho mais velho parece calmo. Mas só parece. Ele levanta... anda de um lado para outro... Depois olha para o pai que o convida a  chegar mais perto. Ele obedece e os dois se abraçam.
- Vai dar tudo certo! Responde o homem com olheiras que marcam o rosto.
- Como sofreu... Compreende o filho com aquele mesmo aperto no coração que o acompanhou nos últimos anos.

O pai parece ler seus pensamentos e de repente percebe-se um lapso de sorriso no rosto: A certeza veio... De repente... Como aquele pequeno raio de sol que entra pela janela anunciando um novo dia. Todos se olham e compartilham de uma esperança.

E de repente... Sem que qualquer um deles pudesse prever... O som do telefone invade o ambiente.  Perplexos, ficam paralizados sem saber o que fazer por alguns instantes. O som que tanto esperavam continua.

As mãos tremulas do chefe da família agarram o aparelho como se fosse uma boia em alto mar. A voz do outro lado da linha... Também trêmula... Rouca... Arranca lágrimas contidas nos olhos do homem que está em pé.
- Pai... O coração bate forte... Descompaçado... A voz amiga que tanto ajudou na defesa do filho... Agora falha... Pai... Ouve outra vez.
- G-Gilad... Me filho... Gagueja. É você?
- Eu vou pra casa... A voz parece fraca... Mas é ele mesmo! Reconhece o pai apontando o fone.

A família toda está ali... A mãe tenta se levantar, mas as pernas não ajudam e ela senta de novo e chora e ora e louva...
- Meu filho está vivo... Vivo...

O pai renova as forças, limpa as lágrimas que banham o rosto e libera todas as suas emoções.
- Eu vou te buscar! Começa a gritar! Filho! Eu vou te buscar! Eu to indo!

Não demora muito e uma comissão do Estado de Israel está próxima ao local. O dia está claro e a cidade em alerta. Pessoas de todas as idades também não dormiram naquela noite aguardando silenciosamente...

Enquanto o carro percorre a estrada, a familia Shalit percebe em cada rosto uma palavra de fé, em cada aceno de mão, nas camisetas estampadas, nas bandeiras azuis e branca que tremulam nas mãos das crianças.

Não! Não  é um sonho! Seu filho estava voltando para casa depois de cinco anos de cativeiro!

Gilad Shalit é recebido em seu país como um herói nacional.

 
Obridada Senhor D-us!


Gilad Shalit voltou para casa em 18 outubro de 2011. O preço pela sua liberdade foi pago porque uma vida, um homem, um soldado israelense vale muito mais!

D-us seja louvado!

Marion Vaz

terça-feira, 21 de junho de 2011

Faixa de Gaza - Controle total do Hamas



Não me surpreende que notícias como esta que afirmou que o bloqueio a Gaza,  feito por Israel fortaleceu a política e a popularidade do grupo Hamas, influenciem na opinião pública contra Israel. 

Quando a culpa pelo que vem acontecendo com os refugiados palestinos que vivem na Faixa de Gaza, que compõem cerca de 70% da população e são os principais afetados pela situação, deve-se a total falta de poder do próprio governo palestino que se omite diante das necessidades da população e os deixou a mercê do grupo terrorista.

Nessas circunstâncias, o setor público, controlado pelo Hamas, tornou-se o principal empregador da população da Faixa de Gaza onde o índice de desemprego é um dos maiores do mundo, chegando a 45%.  Segundo o relatório da agência da ONU, dos 1,5 milhões de habitantes da Faixa de Gaza, apenas 190.365 trabalham e a maioria deles é empregada pelo governo do Hamas.




Então não adiante colocar a culpa em Israel e proclamar aos quatro cantos que foi o bloqueio que levou ao empobrecimento geral da população de Gaza. Pois o próprio relatório afirma que “Durante esses cinco anos de bloqueio, a maioria dos bens de consumo no território foi trazida de fora para a Faixa de Gaza por intermédio de centenas de túneis escavados em direção ao Egito. De acordo com o relatório do Centro Peres, com a "economia dos túneis", empresários ligados ao Hamas controlam o comércio da Faixa de Gaza e cobram taxas que, por sua vez, financiam a atividade das forças de segurança da organização”.

Interessante citar que todo armamento do Hamas é alimentado por seus parceiros, para que diariamente, bombardeiem as cidades de Israel. Por que o dinheiro utilizado nessas “campanhas militares”  não supre a necessidade dos habitantes de Gaza? Porque estamos lidando com terroristas!?  

No dia 28 de maio o Egito abriu a fronteira de Rafah para entrada e saída de palestinos da Faixa de Gaza. A medida, no entanto, não vislumbra o trânsito de mercadorias.

Nessa confusão toda, aonde encontramos as Autoridades Palestinas? Fazendo campanha para criar um estado palestino dentro de Israel! Se eles não conseguem controlar um pedacinho de terra daquele tamanho de Gaza, imagine o que os grupos terroristas não vão fazer na Cisjordânia??  E quando tudo estiver um caos adivinhe em quem colocarão a culpa?? 

Mesmo com o território sob controle israelense já acontecem tantas ameaças e atentados contra Israel, imagine perder o controle da fronteira com a Síria e Jordânia? Além do que, o presidente do Irã vai ter acesso direto com milícias terroristas e vai ser muito mais fácil "entupir" o recém formado estado (caso isso aconteça) de misséis para por em prática o tão sonhado plano de "varrer Israel do mapa" com constantemente anuncia! 


Então não haverá argumentos, para impedir que Israel se defenda, e aí sim, teremos a Terceira Guerra Mundial através da Mídia e D-us nos guarde de uma mortandade! Então, em setembro, é melhor cortar o mal pela raiz!


Marion Vaz


Ódio à flor da pele


Algumas matérias postadas na Internet  nas últimas semanas me chamaram a atenção e, na maioria delas, por criticarem a religião judaica abertamente. 
Uma história de que os judeus ortodoxos haviam condenado um cão à morte por apedrejamento, postado num jornal de grande circulação também foi alvo de comentários e críticas aqui no Brasil. 

Cada “pensador” expôs a sua indignação de forma clara e objetiva, achando um absurdo que o pobre cachorro tivesse um “fim“ tão drástico. O que me chamou a atenção é que a maioria das pessoas revoltadas, além de fazer conjeturas sobre o assunto, massacrou os pobres judeus via internet com suas opiniões. 



Algumas delas reivindicaram e justificaram as ações nazistas que dizimaram os judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Algumas proclamando o nome do autor (Hit...) e praticamente desejando ter estado presente naquela época para assistir de perto.

Interessante que apenas uma pessoa ressaltou que a história não era verídica e que o Conselho judaico iria processar o autor da lamentável brincadeira. Independente dessa observação os usuários do site continuaram fazendo críticas antissemitas a respeito do assunto.

O que fez parar para pensar como e por que um grupo de pessoas que se compadeceu tanto do pobre cão, infelizmente, mostrou às claras, todo o ódio que sentia por um ser humano, ou melhor, por um grupo de pessoas, apenas pelo fato de serem judeus?

Preocupante, a maneira como o mundo caminha para o caos!

O mesmo sentimento se fez presente nos comentários expostos num site de Ceticismo há dois anos quando informaram que  judeus ortodoxos estavam fazendo campanha contra a Internet. Até o nome hebraico de D-us foi usado de forma pejorativa. Espero mesmo que eles não precisem clamar ao D-us de Israel em algum momento de suas vidas! Mas se o fizerem certamente Ele se compadecerá! 

O Jornal de Israel informou que a notícia sobre o cão, amplamente divulgada até mesmo na imprensa internacional, era um boato e que o responsável pediu desculpas. Ainda assim, os leitores continuam fazendo suas críticas a religião ortodoxa judaica e ao Estado de Israel.


Marion Vaz                                

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A autoridade da Lei e do Sinédrio nos discursos de Jesus


Há pouco tempo li um artigo bem interessante na Web judaica cujo título me chamou a atenção: Por que os judeus não acreditam em Jesus. O autor faz questão de esclarecer que o artigo não tem a intenção de desacreditar outras religiões, mas de expor a posição judaica sobre o tema.

Entre outros são abordados assuntos sobre a Trindade, doutrina defendida pela religião cristã, quando para o Judaísmo Deus é um (echad). 








Algumas características do Mashiach também são ressaltadas no artigo que, comparadas com os textos do Novo Testamento, afirmam que Jesus não cumpriu todas as exigências. 

Algo que me chamou a atenção foi para o fato do Messias ser descendente de Davi, por parte de pai, do Rei David (Genêsis 49:10 e Isaías 11:1). De acordo com o Cristianismo, Jesus nasceu de uma mãe virgem e, portanto José seria seu pai adotivo, não podendo descender do Rei David”. 

Você há de convir que tal declaração é bem interessante.  No entanto, nos dias de hoje, afirma-se que para um homem ser considerado judeu é imprescindível que tenha tido uma mãe judia.

Independente das divergências entre as duas religiões encontramos algumas declarações de Jesus registradas no Evangelho de Mateus (5.17), nas quais o próprio Jesus declara que em hipótese alguma tinha o direito ou a autoridade para ab-rogar a Lei.

O texto afirma que ele mesmo veio para cumprir tudo o que já havia sido escrito pelos “antigos”. No Comentário Judaico do Novo Testamento encontramos a definição para o termo cumprir: Completar. 


Assim, Jesus teria dito que ele veio completar a Lei, e não, como muitos afirmam destruir, revogar ou até mesmo refazer, toda a Palavra de Deus que já havia sido revelada por meio da Lei e dos profetas.







Alguém pode estar se perguntando qual a necessidade desse comentário. O Sermão da montanha como é chamado, não se refere apenas as Beatitudes, mas a todo o restante do capítulo e os demais. Pensemos que os ouvintes eram moradores das regiões circunvizinhas, que estavam ali para ouvir um judeu.

Partindo desse ponto, seria impossível que Jesus fizesse qualquer afirmação contra a Lei e os profetas (Vs 19). Muito pelo contrário. Eu poderia até dizer que tal declaração era também uma defesa, talvez imaginando que poderia ser mal interpretado (ops! Isso vem acontecendo diariamente). 

Assim, ele passou a dar instruções, e também afirmava a autoridade da Lei para julgar e condenar, como também afirmava que o Sinédrio, era o conselho supremo no campo religioso, político e judicial do povo judeu (Vs 22).

Eu não sei em que ponto da História houve essa troca de valores, mas aqui nesse texto, encontramos Jesus usando todo o seu conhecimento referente a Lei e dos escritos dos profetas para embelezar seu discurso.

Vejamos: Primeiro ele afirma que não veio destruir a Lei, mas cumprir (ou completar). 

Segundo, afirma que “até que tudo se cumpra (passem céus e terra, segundo o texto analisado) nem um Yod (menor letra do alfabeto hebraico) e nem til (que se refere ao anexo que diferenciava algumas letras hebraicas de outras), se omitirá da Lei”. Jesus não estava dando autoridade a ninguém de mudar o texto sagrado. Mesmo porque, “o zelo pela Lei” não permitia que houvesse erros na reprodução dos textos. Não seria Jesus, um judeu, o primeiro a fazer isso!

Terceiro, no versículo 19 ele mesmo afirma que qualquer pessoa que violasse um mandamento, mesmo o menor deles, seria considerado o menor no Reino dos céus, expressão que praticamente intitulava todas as suas mensagens. Observe que Jesus foi enfático ao afirmar que não era só o fato de errar, mas de induzir outros a errarem. Ele tratou o cumprimento dos mandamentos com seriedade e ainda explicou as consequências.

Imagine que, cumprir a Lei e os profetas era parte primordial (fazendo uso de uma expressão basicamente cristã) para receber galardão. Eu não entendo como e por que se reverteu essa palavra, para afirmar que os Mandamentos a que Jesus se referia eram “aqueles” que ele ensinaria no decorrer de seu ministério, quando todo o texto refere-se à Lei. 

Mesmo porque os dois únicos mandamentos que Jesus ensinou, registrados no capítulo 22.37,39: “Amarás o Senhor teu Deus e ao teu próximo como a ti mesmo” são citados respectivamente em Dt 6.5 5 e Lv 19.18.  E olha que interessante, ele afirma que “destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas”!

O versículo seguinte (20) recebeu uma interpretação completamente fora do contexto. Quando Jesus afirma aos seus ouvintes que a prática da justiça deles deveria exceder a prática dos escribas e fariseus, não estava menosprezando esses dois grupos de judeus religiosos que faziam parte o Sinédrio, Conselho judaico que ele “delegaria” poderes no versículo 22. Seria uma contradição!   

Mesmo assim, o versículo é mencionado como se a justiça praticada por escribas e fariseus fosse algo deteriorado. E que aqueles que quisessem entrar no reino dos céus deveriam exceder tal justiça! Como? O que? Quando? Quanto? São lacunas que surgem... ou não! Depende do ouvinte, se ele realmente está interessado no texto ou se está ali só passando o tempo...

É alarmante que em pleno século XXI ainda tenha pessoas que deturpem o texto bíblico, para fazer valer sua filosofia ou em função de beneficiar parte da religião. Estão mudando o Yod e o til sem o menor constrangimento.

Outro dia um pregador afirmou que em todo o seu tempo de ministério ele jamais tinha feito uma pregação do Antigo Testamento e que não estava motivado a fazer isso tão cedo.  Ou seja, ele simplesmente não fala sobre o que está escrito no AT! (Não me pergunte porque, eu não entendi essa linha de raciocínio que omite parte da Palavra de Deus aos ouvintes!).

No capítulo 8 desse mesmo livro encontramos Jesus enfatizando o cumprimento da Lei, após curar um homem de lepra. Segundo Mateus, Jesus fala ao homem  que ele deveria  apresentar ao sacerdote a oferta que Moisés determinou na Lei.

A fervente e calorosa discussão de Jesus com alguns fariseus, registrada no capítulo 23 de Mateus, tornou-se o ponto de apoio para a difamação e retaliação da seita farisaica até os dias de hoje. Qualquer dicionário da língua portuguesa define fariseu como sujeito hipócrita. Essa forma pejorativa tem o apoio de lideranças (cristãs) que insistem em pronunciar tal definição.

Outros textos do Novo Testamento continuam a ser mal interpretados e difundidos entre os crentes, como por exemplo, na carta aos Romanos no capítulo 10.4, que afirma “o fim da Lei é Cristo”.  Em sua maioria, os crentes afirmam que a palavra fim aqui é término, quando na verdade tem um sentido de objetivo.

Assim, se considerarmos a palavra cristo no grego como tradução da palavra Messias que no hebraico é Mashiach entendemos que Paulo faz a seguinte declaração: “o objetivo da Lei é o Mashiach”.  

Concluímos que, se tanto na religião judaica como na cristã faz-se necessário a vinda de um Libertador para transformação do mundo que vivemos, nada nos resta a não ser esperar pela sua vinda. Quanto àquele que crê que Ele já veio e habitou entre nós como nos diz João 1.1, tanto para aqueles que aguardam e rezam todos os dias para a vinda do Mashiach, uma coisa é certa:    HaMashiach Ba!    


Marion Vaz




domingo, 19 de junho de 2011

Mieczyslaw Pemper, o homem que escreveu a Lista Schindler



Mieczyslaw Pemper, o homem que escreveu a lista Schindler, e que ajudou a salvar 1.200 judeus durante a Segunda Guerra Mundial, morreu nessa quinta-feira aos 91 anos.


De família judia, Pemper nasceu em 1920 em Cracóvia, foi preso durante a Segunda Guerra Mundial e mandado para o campo de concentração de Plaszow, também na Polônia. 










Durante sua prisão ele foi forçado a trabalhar como datilógrafo de um dos generais nazistas mais temidos, Amon Goeth. Lá Pemper também conheceu o empresário tcheco-alemão Oscar Schindler. 
 
A Lista com os nomes de mais de mil prisioneiros judeus que seriam contratados por Schindler na fábrica, e que os salvou da morte, foi escrita por esse homem que faleceu em Ausburg, na Alemanha, onde morava há mais de 50 anos. 


"Quem salva uma vida salva o mundo inteiro"   Talmud


Marion Vaz

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Festival das Luzes em Jerusalém




A partir desta quarta-feira, no início da noite a cidade de Jerusalém se tornará palco de instalações e representações que terão como protagonistas os jogos de luzes e sombras. Na foto abaixo a Festa das Luzes no dia 18/06/2011 (Imagem da webcam)




Uma pequena obra de teatro aos pés da velha cidadela, com surpreendentes lâmpadas penduradas, projeções de desenhos sobre as muralhas e luzes coloridas em contraste com a sobriedade dos antigos muros são alguns dos espetáculos que surpreenderão as pessoas que estiverem nesses dias na cidade.







Festival da Luz, Uma iniciativa da Autoridade de Desenvolvimento de Jerusalém e da Empresa Municipal de Ariel, destaca o papel da luz em um ambiente urbano, apelando para o sentimento da populações em relação a cidade, bem como trazer as pessoas de todo o Israel, para viver uma experiência extraordinária em Jerusalém durante a noite.






No ano passado, 250 mil visitantes de todas as idades passaram a ver dezenas de espectáculos, além de passeios, artistas, locais históricos e muito mais

Para mais informações, datas, horários e mapas de desempenho tour, visite o site: Festival da Luz E, naturalmente, desfrutar de imagens de edições anteriores no YouTube:

Além dos artistas israelenses que participam do evento, o festival contará com vários artistas internacionais que apresentarão seus trabalhos em Jerusalém.

O destaque do festival será uma obra dirigida por Uri Vidislavsky e na qual dezenas de dançarinos e acrobatas dançarão sob efeitos especiais criados com focos de luz.



Para ver fotos da Festa das Luzes de 2010 acesse http://www.jerusalemshots.com/Albom24-en.html
 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Imigrantes ilegais em Israel



A questão dos imigrantes, um fenômeno global, passou também a ser um assunto de discussão no parlamento israelense. Em 2010 a população de Israel foi calculada em 7.587 milhões de habitantes, sendo que 75,5% de judeus e 24,5% palestinos e imigrantes.

Essa preocupação tem seus motivos, primeiro em relação à qualidade de vida da população israelense, segundo com o próprio status do Estado que deveria ser em sua totalidade judaico, terceiro, em relação aos imigrantes e suas famílias.

No começo dos anos 1990 imigrantes vindos de longe, especialmente do Sudeste Asiático, começaram a desembarcar no pequeno país, com incentivo do governo local, em busca de melhores condições de trabalho. Eram tailandeses, filipinos e chineses, por exemplo, que começaram a substituir a força de trabalho palestina.



No entanto, esses estrangeiros atualmente são vítimas de preconceito e deportação, apesar de alguns terem tido filhos em solo israelense. 

Segundo a opinião do economista israelense Shir Hever como os setores de construção, agricultura, saúde e limpeza precisavam de mão-de-obra barata, por décadas essas empresas negligenciaram investimentos em capital humano, maquinário e salários apropriados para se modernizar e tornaram-se dependentes do trabalho palestino. Esse trabalho foi substituído nos anos 1990 pelos imigrantes. 

A partir de 2009, para conter a onda imigratória e preservar a predominância de judeus na população, deu início a uma série de medidas. Em agosto de 2010, foi aprovada uma lei que permitia a deportação de crianças de imigrantes.

Em 20 de maio, o Knesset aprovou uma lei que restringia imigrantes que trabalham no setor de saúde a uma região específica do país – ela foi denominada por críticos como “Lei da Escravidão.

A “Lei da Escravidão”, na verdade era uma emenda à Lei de Entrada israelense, que regula questões de vistos e deportação, mas foi vetada pela Suprema Corte de Israel, por considerá-la uma forma de escravidão moderna: “Quando um trabalhador deixava seu empregador, perdia o visto de trabalho, tornando-se ilegal. Como resultado, trabalhadores eram explorados e maltratados por empregadores, não eram pagos, tinham que escolher entre um mau empregador ou perder o visto.”

Os mediadores que traziam os imigrantes cobravam entre cinco e 24 mil dólares de cada um. As companhias têm um enorme interesse nesse sistema em que mais trabalhadores sejam trazidos a Israel e rapidamente deportados, e que novos venham para substituí-los. Elas lucram com isso. 

O governo luta para impedir que centenas de milhares de trabalhadores ilegais inundem o país e que somando aos palestinos venham a se formar a tão temida “bomba demográfica”, o que seria um perigo ao caráter judaico do Estado de Israel.

Fonte :  http://operamundi.uol.com.br

sábado, 11 de junho de 2011

Quando a religião fala mais alto



 

Judia ortodoxa, Naama Shafir, pediu para jogar com blusa por baixo do uniforme, mas teve a solicitação negada pela organização do campeonato, assim a atleta de Israel pode ficar fora do Europeu de basquete.






De acordo com o regulamento, todas as jogadoras devem usar o mesmo uniforme. Naama, no entanto, quer seguir as orientações de sua religião, que diz que as mulheres devem cobrir os ombros em público. Nesta quinta, Naama afirmou que, então, não vai participar da competição. A Federação Insraelense chegou a apelar da decisão, mas não foi atendida.

Ao ler essa notícia fiquei imaginando a complexidade do tema abordado e suas conseqüências. Interessante como a religião é menosprezada em função das normas estipuladas pelas empresas. 

Aconteceu aqui mesmo no Rio de Janeiro, um rapaz foi proibido de usar um kipá num shabat, porque a empresa de Telemarketing tinha regras com relação ao uniforme de seus funcionários. Ele não teve outra opção a não ser deixar o emprego.

Há alguns anos, lembro-me de ter estudado com uma jovem cuja religião também guardava o sábado. A diretoria da escola chamou a atenção dela por causa das faltas e que se ela continuasse a faltar às aulas no sábado iria repetir o ano. A moça afirmou que não estava disposta a ignorar as tradições de sua religião, até o pastor da jovem teve que intervir perante os diretores, mas eles estavam irredutíveis. Eu realmente não me lembro o desfecho da história, e sim da jovem de cabelos cumpridos, afirmando que não iria deixar de guardar o sábado por causa da escola.
 
Por que a jovem jogadora não pode usar uma roupa por baixo do uniforme? Lembro-me de que moças mulçumanas optaram em jogar usando lenços nos cabelos em seus países. Shafir afirmou que no seu time ela tem permissão de usar uma blusa por baixo do uniforme.



Felizmente, a religião ainda fala mais alto. E alguns optam em perseverar na fé de seus patriarcas e nos mandamentos de D-us como fez Daniel ao  não se contaminar com os manjares do rei. Como os jovens Hananias, Misael e Azarias que preferiam a fornalha a se ajoelhar diante de uma estátua.

Hoje, os tempos são outros, as táticas mudaram e as exigências para que Israel se torne “igual às outras nações” são feitas do modo mais sutis, como acabamos de ler. 

Uma reportagem no Haaretz criticava judeus por saírem as ruas proclamando a reconstrução do Templo. Embora houvesse um pouco de exagero nas frases expostas e aclamações de alguns israelenses,  o importante é o sentimento religioso não ficou adormecido e o povo ainda clama por sua crença.

Se por uma lado, Israel se destaque por causa dos avanços tecnológicos e políticos, mantém, mesmo que seja a um custo elevado, suas tradições culturais e religiosas, é isso é algo que devemos admirar!




Marion Vaz

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Yom Shavuot





1. Shavuot no calendário judaico.

Shavuot palavra que em hebraico significa semanas. Shavuot é uma das três festividades de peregrinação nas quais a visita a Jerusalém e ao Templo era obrigatória. As outras duas festividades são Pessach e Sucot.

2. Denominações da festa
·  Chag HaShavuot - Festa das Semanas, que conclui o período de sete semanas, no qual se conta o Omer. Assinala o começo da colheita do trigo. 

·  Chag HaBikurim - Festa das Primícias - "E no dia das primícias ordenes aos filhos de Israel e digas: ao oferecer-me vossos sacrifícios cuidado em fazê-lo em tempo, nas semanas sagradas, e terão reunião santa, e não realizarão nenhum trabalho. (Nm 28:2). Sobre os pães da primícia, que se sacrificam no Templo, e sobre o período das primícias, que se inicia em Shavuot, cada um é imposto a trazer primícias das sete espécies perante D'us, no Templo. (Dt 26). 

·  Zman Matan Toratenu - (Data da Entrega da Nossa Lei) - Esta denominação não consta na Torá. Foi atribuída pela tradição popular como o dia em que o povo de Israel recebeu de D'us por intermédio de Moisés, os Dez Mandamentos, no Monte Sinai. O Decálogo com os mandamentos básicos do judaísmo, estão gravados nas duas Tábuas da Lei. 


·  Chag HaKatzir - (Festa da Colheita) - Baseia-se no versículo "Vechag hakatzir bucurei Masseichá, asher tizrá bassadê", ou seja: "é a festa da colheita das primícias frutos do teu trabalho que houveres semeado no campo".(Ex 23. 16). 





·  Pentecostes - Palavra grega que significa "qüinquagésimo", pois em Shavuot celebra-se o qüinquagésimo dia após o início da contagem dos dias do Omer, mencionado na primeira noite de Pessach. 

·  Atséret - A palavra "Atséret" significa "reunião", e Atséret é o único nome pelo qual Shavuot é chamado no Talmud. Os rabinos do Talmud consideravam Shavuot como o dia de encerramento da festividade de Pessach, que devia ser comemorado como um dia de "reunião solene" e "convocação sagrada". Eles consideravam que a relação entre Shavuot e Pessach era a mesma que entre Shemini Atséret e Sucot. Shemini Atséret era a conclusão de Sucot e Shavuot a conclusão de Pessach.

3. Shavuot - Festa campestre e festa religiosa

O caráter mais antigo de Shavuot é o de festa campestre. No mês de Sivan termina a colheita de cereais. Um momento de tal importância na vida do povo dedicado ao cultivo da terra, não podia transcorrer sem a recordação de D'us, e sem uma exteriorização de gratidão. Assim, pois, dos próprios produtos que, graças à proteção divina puderam ser extraídos do solo, eram separadas as primícias, como oferenda. Por isso Shavuot é chamada também, Chag Habikurim, Festa das Primícias.
Na época do Templo, Shavuot se caracterizava pelas peregrinações. Grandes grupos de agricultores afluíam de todas as províncias e o país adquiria um aspecto animado e pitoresco. Os peregrinos se organizavam em longas caminhadas, e dirigiam-se para Jerusalém, acompanhados durante o trajeto pelos alegres sons de flauta.
Em cestos decorados com fitas e flores, cada um conduzia a sua oferenda; primícias de trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas, tâmaras. Produtos que deram renome ao solo de Eretz Israel. Chegados à Cidade Santa, eram acolhidos com cânticos de boas vindas e penetravam no Templo, onde faziam a entrega dos seus cestos ao sacerdote. A cerimônia se completava com hinos e toques de harpas e outros instrumentos musicais.

4. As Sete Espécies

Em "Chag HaShavuot" a entrega de "bikurim" é simbolizada por sete espécies, frutos da terra e do trabalho dos hebreus.
·  Trigo e cevada (chitá usseorá) são produtos de inverno, que se beneficiam com a estação das chuvas. A cevada amadurece antes do trigo, logo nos primeiros dias de primavera, na época de Pessach. O Omer era uma medida de cevada que se trazia ao Templo a partir do segundo dia de Pessach. O trigo, por amadurecer mais tarde, só era levado ao Templo, por ocasião de Shavuot.
·  Uva (Guefen) - em Israel, geralmente, a uva só amadurece durante os meses de Tamuz e Av (junho e julho). Porém, em algumas regiões, pode-se já colher alguns cachos em Sivan, na época de Shavuot. A Bíblia nos fala do episódio de exploradores, enviados por Moisés, de enormes cachos, que eram tão pesados a ponto de se tornar necessário carregá-los a dois, sobre um bastão. Cultiva-se a uva atualmente nos montes da Judéia, e as grandes plantações se encontram em Rishon Le Tzion e Zichron Yaacov.
·  Figo (Teená) - descansar à sombra de seu vinhedo e de sua figueira, que representava para nossos antepassados o ideal de uma vida de paz. A figueira cresce na montanha e requer muito pouco tratamento. Compara-se a Torá ao figo: "O figo, ao contrário de todas as outras frutas, é inteiramente comível. O mesmo se passa com as palavras da Torá; nenhuma é inútil". Encontra-se, hoje em dia, em Israel, figos frescos e figos secos de excelente qualidade.
·  Romã (Rimon) - existia na Terra de Canaã, no momento da conquista de Josué (Números XII,23). Ela amadurece somente no fim do verão (agosto, setembro). Em Shavuot não se podia trazer então a fruta, porém as flores da romã, que enfeitavam os cestos. Para definir um homem cheio de méritos, diz-se que ele está tão completo de mitzvot quanto a romã de grãos.
·  Oliva (Zait) - o país de Israel era tão rico em óleo, que o rei Salomão pode pagar com óleo os cedros do Líbano, que ele havia recebido do rei Tyr. A oliva amadurece durante os meses de Elul, Tishrei (setembro, outubro) e, portanto, o óleo só era trazido ao Templo no fim do verão.
·  Tâmara (Tamar) - nossos sábios explicam que não se trata do mel das abelhas, mas do açúcar das frutas e, mais em particular, da tâmara (tamar). A tamareira cresce em abundância no vale do Beit Shean e nas margens do Kineret. Esta árvore dá à paisagem um ar de nobreza incomparável. O salmista compara sua crença à do justo," que floresce como uma tamareira".

5. Costumes de Shavuot

Os três dias que precedem Shavuot dedicam-se, geralmente, ao estudo da Bíblia e de outros textos sagrados. As pessoas preparam-se, assim, para receber a festa, tal como os israelitas do deserto se aprontavam, por ordem de Moisés, "para o terceiro dia". Costuma-se passar a primeira noite de Shavuot em vigília, entregando-se a discussões sagradas com alguns amigos. O Tikun Leil Shavuot, espécie de antologia em que figuram fragmentos de todos os livros da Bíblia, como também dos tratados do Talmud até o Zohar (obra fundamental da Cabala), serve de material para as leituras dessa noite.

Na Sinagoga

No serviço religioso realizado na sinagoga, é incluído a leitura da promulgação dos dez mandamentos. Em várias comunidades costumava-se recitar os versículos de "Akdamot" antes de ler a Torá, com entonação especial e sensibilizante.

Apesar da desaprovação inicial de algumas antigas autoridades por achar ser uma imitação de certos ritos da Igreja, as sinagogas e lares, em Shavuot, são decorados com plantas, flores e ramos de árvores, o que enfatiza a origem agrícola desta festividade.

No lar

Nos lares, são preparadas comidas especiais, preferencialmente lácteas e pratos adoçados com mel. Este costume tem uma origem muito interessante, pois deriva de uma passagem do Cântico dos Cânticos, do rei Salomão, que diz: "mel e leite há sob tua língua", o que significa que a Torá é tão doce como o mel, tão nutritiva como o leite.

6. Meguilat Ruth 



Ruth é a heroína moabita do livro bíblico de Ruth e antepassada do rei David. Ruth, que era filha do rei de Moab, casou-se com um israelita e viveu com a família dele em Moab. Quando seu marido morreu, sua sogra, Naomi, incentivou- a voltar para casa, Ruth, no entanto, recusou- se a abandonar a idosa Naomi, prometendo ir com ela e aceitar seu povo e seu D'us (Ruth 1:16). Naomi então a instruiu nos princípios e práticas do judaísmo, e Ruth tornou-se uma convertida devota. Naomi e Ruth chegaram a Belém (Beit Lechem), em Yehudá, "no começo da colheita de cevada" (Ruth 1:22). Ruth, que não semeou nos campos de Israel, recolhe espigas que caem por detrás dos ceifadores e, assim, ganha o pão para si e para sua sogra. A moabita continua a obedecer aos conselhos de sua sogra, pois sabe que todos eles são produto de sua sabedoria e seu amor profundo. Após viver algum tempo em Belém em grande pobreza, Ruth casou mais tarde com Boaz, um parente de seu falecido marido. Embora Ruth fosse fisicamente incapaz de ter filhos, D'us realizou um milagre e ela concebeu. Ruth sobreviveu até o reinado de seu tataraneto Salomão. 

Em Israel, nos jardins de infância, são organizadas para esta data festas especiais antes da vinda do feriado. Nestas festas trazem as crianças cestos de frutas e ornamentam estes cestos com flores que lembram a todos a "festa da ceifa".