quarta-feira, 27 de outubro de 2010


DVD de Israel - Grátis.

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Eu já recebi o meu!

Lindas imagens de Israel ao som de uma melogia:

"You`ll Never Be The Same

sábado, 23 de outubro de 2010

Tzion


"Sion tem sido como um sinal na vida e sobrevida do povo judeu, um sinal de identidade e de identificação.



O conceito de Sion originou-se de um sentido concreto que se refere à fortaleza conquistada e habitada pelo rei Davi conforme os relatos bíblicos.

Com o tempo, a designação Sion estendeu-se ao monte onde se achava a fortaleza, passando mais tarde a indicar também o Templo, a cidade de Jerusalém e toda a terra de Israel.



O termo, contudo, prosseguiu-se se ampliando e passou a ter, além de um sentido objetivo e denotativo, um significado subjetivo e conotativo, e é possível afirmar que Sion, como conceito afetivo e abrangente, corresponde à totalidade judaica, o que significa todas as formas de expressão reunidas:



espiritualidade e materialidade, fé e nação, oração e agricultura, o sagrado e o profano e tudo o que representa a vida e a alma judaica. Resumindo, se fosse possível reunir as idéias de Deus, lei, povo e terra em um só termo, este termo seria Sion.


A importância da terra de Israel na existência e continuidade do judaísmo é expressa no próprio texto bíblico, a Torá, na passagem que relata a origem do povo judeu sob a influência do patriarca Abraham.


Ele teria recebido de Deus a ordem de abandonar a sua terra e a casa de seus pais para dirigir-se a Canaã, onde teria uma numerosa descendência, a qual deveria de se tornar uma grande nação.

Tal passagem acha-se em Gênesis 12.1,2 e 7, com a fala de Deus a Abraham, que àquele tempo, era ainda Abram:


Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei: de ti farei uma grande nação e te abençoarei, e engrandecerei o teu nome (...) Darei à tua descendência esta terra.”

Tova Sender

Fonte: Livro Iniciação ao Judaísmo, p. 37,38

domingo, 10 de outubro de 2010

Herodium




A Fortaleza de Herodium - uma colina artificial construída camada por camada
até que ele tivesse altura suficiente para dominar a paisagem.



Herodes, o Grande, construiu Herodium (ou Herodion) cerca de 24 aC, como o palácio e uma fortaleza. O Herodium está no topo aplainado de uma colina que se eleva a cerca de 400 metros acima da paisagem . O teto e torres e os quartos privados da família real, não existem mais. Os restos de quatro torres, no entanto, ainda são visíveis.

Josefo descreve a Herodium da seguinte forma: "A fortaleza ... é naturalmente forte e muito apropriado para este tipo de estrutura, elevada a uma altura (maior), pela mão do homem e arredondado na forma de um seio. Nos intervalos tem torres redondas e dentro dela são caros apartamentos reais feitas para a segurança e ornamento, ao mesmo tempo (Antiguidades dos judeus 15,324).

Além disso, segundo Flávio Josefo, quando Herodes morreu seu corpo foi levado para o Herodium e enterrado lá "em um ataúde de ouro maciço cravejado com pedras preciosas" (Antiguidades 17,191-99; Guerras dos judeus 1,656-73). Seu status real garantiu um enterro de luxo. A maioria das pessoas tinha túmulos comparativamente. Um túmulo foi encontrado em Herodium, mas está longe de ser certo que é de Herodes.

Haviam cisternas abaixo da fortaleza, cheia de água da chuva para garantiu o abastecimento de água. Além disso, três grandes cisternas foram cortados na inclinação fora da fortaleza (próximo à entrada da escadaria) e de águas pluviais foi canalizada para os da encosta.



A água era extraída dessas cisternas por funcionários para a cisterna em cima da colina, que provavelmente estava sempre cheia.

O palácio privado de Herodes situava-se no interior da fortificação e foi magnificamente decorado com piso de azulejos coloridos, mosaicos e pinturas nas paredes, incluídos todos os recursos imagináveis para o conforto. A parte leste do palácio havia um jardim em um átrio rodeado por três lados por arcadas, suas colunas enfeitadas com capitéis coríntios.

Na planície abaixo da fortaleza ao norte, o Baixo Herodium cobria uma área de cerca de 38 hectares bem planejada com edifícios e jardins colocados em um eixo norte-sul. Os prédios foram construídos ao redor de uma piscina grande que foi preenchida pela água do aqueduto construído especialmente para transportar água das nascentes na Artas perto das piscinas de Salomão a oeste.

A piscina foi rebocada para evitar infiltrações e usado como o principal reservatório de Herodium, bem como para a natação. As fundações de um edifício redondo foram encontrados no centro da piscina. Ele tinha um telhado sustentado por uma fileira de colunas e foi, provavelmente, um pavilhão de lazer e entretenimento.

A piscina era cercada por jardins extensos e bem cuidados. Seis pórticos constituído por colunas com capitéis decorados rodeados pelos jardins de três lados, com um comprimento de cerca de 250 m. Haviam Salões cada um medindo 110 x 10 metros construídos ao longo do leste e do oeste da piscina. O corredor leste foi construído sobre uma parede do terraço de 13 metros de largura e extremamente alto. A sala octogonal, no centro do salão ocidental tinha as paredes decoradas com afrescos e pilastras. Supõe-se que esta sala serviu como uma sala de recepção, ou talvez até mesmo como sala do trono do rei quando residia em Herodium.

O complexo de piscinas foi cercada por edifícios de vários tipos. No norte, era uma grande estrutura que inclui áreas de armazenamento e quartos dos empregados. No noroeste de um armazém foi descoberto e fragmentos de dezenas de frascos de armazenamento de cerâmica foram encontrados entre os escombros.


No sudoeste uma grande balneário foi escavado, o que provavelmente serviu a comitiva e convidados do rei. Era composto por um número de quartos e piscinas, um caldarium (quarto quente) aquecidas pelo sistema de hipocausto (o piso foi levantado em suportes, permitindo que o ar quente circular abaixo do piso, com consequente aquecimento da sala). As paredes foram decoradas no balneário pintado padrões de quadrados e em mármore de imitação. O chão era pavimentado com mosaicos coloridos, em padrões geométricos e florais, bem como com romãs, videiras e cachos de uva.


Fonte: http://www.bible-architecture.info/Herodium.htm

sábado, 9 de outubro de 2010

Jerusalém

Jerusalém, Jerusalém
Por mais de um século, o povo judeu vinha sofrendo a humilhação de estar sob a dominação romana. Ao entrar triunfante em Jerusalém, em 63 a.C., o general Pompeu teve o atrevimento de penetrar no Templo, iniciando um período de profanação que acentuou ainda mais a perda de independência da nação judaica.

Entretanto, enquanto o Templo permanecesse de pé e houvesse um rei judeu no trono (Agripa), haveria a esperança de uma independência futura.
Por isso, à medida que o século se aproximava do fim, a crescente expectativa messiânica combinava-se com as aspirações nacionalistas judaicas e os conflitos provocados pela ambição política de grupos rivais.


Do ponto de vista de Roma, o judaísmo era uma autonomia insuportável, só tolerada para manter o nacionalismo judaico sob controle. Entretanto, se os ideais religiosos desencadeassem os sentimentos nacionalistas, Roma estaria pronta para intervir.

Em 44 d.C., a morte do rei Agripa colocou todo o país sob a administração direta de Roma, acabando com a ilusão da independência judaica. A crescente opressão romana, o alinhamento das autoridades romanas ao lado dos gentios que habitavam a terra, e as repetidas violações da santidade do Templo criaram uma atmosfera propícia à revolta. Em abril do ano 66 de nossa era, quando o governador romano confiscou dezessete talentos do tesouro do Templo, os nacionalistas judeus se rebelaram. Eles se apoderaram do Templo, interromperam os sacrifícios diários em honra ao imperador romano e capturaram a fortaleza de Massada.

A Revolta

A Grande Guerra, ou Primeira Revolta Judaica, foi um evento ímpar naquela região, porque os judeus foram o único povo no antigo Oriente Próximo a lançar uma ofensiva em larga escala contra o Império Romano. Ímpar também foi o fato de que nenhum outro conflito da Antigüidade foi relatado com tantos detalhes por uma testemunha ocular.

Essa testemunha foi um historiador judeu do primeiro século chamado Yosef ben Mattityahu, mais conhecido como Flávio Josefo. Josefo era um ex-fariseu e comandante das forças nacionalistas judaicas na Galiléia. O historiador romano Dio Cássio também forneceu outro importante relato, baseado em documentos militares oficiais.

Em resposta à insurreição judaica, concentrada principalmente em Jerusalém, Vespasiano, principal comandante romano, foi enviado para sufocar o levante com cerca de cinqüenta mil soldados. O ataque de Vespasiano começou no norte de Israel que, ao contrário de Jerusalém, ofereceu pouca resistência. Por exemplo, as famílias judias que ocupavam a fortaleza galiléia de Jotapata, defendida por Josefo, preferiram cometer suicídio a se renderem ao inimigo. Quanto a Josefo, ele passou para o lado dos romanos.

Uma exceção foi a cidade de Gamla, nas Colinas de Golã, que, no outono do ano 67 d.C., tentou conter o avanço romano em direção a Jerusalém. Os romanos, porém, dizimaram a cidade, massacrando quatro mil judeus. Para que suas famílias não fossem vítimas da brutalidade de Roma, cerca de cinco mil judeus tiraram a própria vida, saltando para a morte do alto dos abismos que cercavam aquela área. A atitude heróica daquela cidade lhe rendeu o título de "Massada do Norte".

O Cerco de Jerusalém

O Parque Arqueológico Ofel, adjacente ao monte do Templo, em Jerusalém. Pedras do antigo Templo cobrem a rua herodiana, no extremo sul da Muralha Ocidental, da Porta dos Mouros até o lado sudoeste do monte do Templo.





No verão do ano 70 de nossa era, a Décima Legião de Vespasiano chegou às portas de Jerusalém e sitiou a cidade. Por causa da afluência de refugiados vindos de outras cidades judaicas destruídas pelos romanos, além dos próprios habitantes da Judéia que fugiam das legiões, a população de Jerusalém tinha, no mínimo, triplicado.

A reputação de Jerusalém como cidade grande e inexpugnável (ela era uma das maiores cidades do mundo antigo) fazia dela um desafio significativo para os já enfraquecidos soldados romanos. Entretanto, como centro da autoridade política e espiritual da revolta judaica, a cidade estava também destinada a ilustrar de forma exemplar o castigo aplicado por Roma a seus inimigos.

Na época do cerco romano, duas das mais combativas facções nacionalistas judaicas, os zelotes e os sicários, tinham assumido o controle do monte do Templo com a ajuda de mercenários idumeus (descendentes dos edomitas).





Os idumeus tinham assassinado impiedosamente os saduceus e fariseus que constituíam as alas mais moderadas da sociedade e ocupavam as posições de governo. Desde o início, o objetivo dos combatentes era aniquilar as forças de ocupação romanas e expulsar os invasores da terra de Israel. Agora que a guerra havia chegado à Cidade Santa, era vencer ou morrer.

Para evitar que a população judaica da cidade fugisse ao invés de lutar até a morte, os zelotes destruíram os depósitos de alimentos e proclamaram a inviolabilidade divina de Jerusalém. Como a única maneira de sair da cidade era num caixão, um dos líderes da seita dos fariseus, o rabino Yochanan ben Zakkai, escapou escondendo-se num deles e rendendo-se a Vespasiano.


Ao ser levado à presença do general, o prisioneiro dirigiu-se a ele como imperador e disse que Deus só permitiria que Sua Cidade Santa fosse conquistada por um grande soberano. Segundo a tradição, naquele mesmo instante chegou um mensageiro vindo de Roma para comunicar que o imperador havia morrido e que Vespasiano tinha sido escolhido como seu sucessor.

Impressionado com a profecia do rabino, o novo imperador permitiu-lhe proteger os rolos da Torá e os eruditos que se dedicavam ao seu estudo na cidade de Yavneh. Assim, embora o Templo tenha sido destruído, a Torá foi preservada; e, embora Jerusalém tenha sido arrasada, o judaísmo foi poupado.

O Golpe Final

Vespasiano retornou a Roma para assumir seus deveres como imperador e entregou a seu filho Tito, comandante da Décima Legião, a tarefa de completar a tomada de Jerusalém. Apesar da fome que tomava conta da cidade, os judeus celebraram a última Páscoa em seu Templo e se prepararam para a ofensiva romana.

O ataque começou dias depois, com um bombardeio de catapultas que durou dois meses, até que, finalmente, os romanos romperam o muro. Indo de casa em casa, os conquistadores incendiaram a cidade, massacrando todos os judeus que encontravam pela frente. Um testemunho arqueológico da ferocidade dos combates é a "Casa Queimada", localizada dentro do atual Bairro Judeu [da Cidade Antiga]. Ali estão as ruínas de uma das casas destruídas pelos romanos em 70 d.C., com os restos de uma mulher que foi morta com uma lança na mão e tombou na soleira da porta.

Embora enfraquecidos pela fome, os judeus defenderam o monte do Templo contra a invasão dos romanos por três semanas. Então, no nono dia do mês de Av (agosto), os romanos atingiram o complexo do Segundo Templo. Como um sinal dos céus, o primeiro Templo havia sido destruído pelos babilônios nesse mesmo dia, 656 anos antes.

Dio Cássio descreveu a resistência final dos judeus reunidos em torno do recinto sagrado: O povo estava posicionado embaixo, no pátio, os anciãos nos degraus, e os sacerdotes no Santuário propriamente dito. E, embora eles fossem apenas um punhado de pessoas lutando contra um exército muito superior, só foi possível derrotá-los depois que uma parte do Templo foi incendiada. Diante disso, eles buscaram a morte. Alguns se lançavam contra as espadas dos romanos, outros matavam seus companheiros, outros tiravam a própria vida e outros se jogavam no meio das chamas. Parecia a todos, e principalmente a eles mesmos, que, longe de ser uma derrota, o fato de perecerem junto com o Templo representava vitória, salvação e felicidade.


Depois disso, os romanos saquearam o Templo e retiraram dele todos os objetos de valor. Mais tarde, esses tesouros foram exibidos em Roma, durante a parada da vitória, carregados por milhares de escravos judeus. A imagem desse dia permanece até hoje no Fórum Romano, gravada num dos altos-relevos do monumento conhecido como o Arco do Triunfo de Tito.


Uma vez começado o incêndio do Templo, os romanos cortaram as árvores daquela área para fazer uma grande fogueira em torno da estrutura. A umidade acumulada nos blocos de pedra calcária do Templo se expandiu com a alta temperatura e explodiu as paredes, e todo o edifício sagrado ruiu num só dia.

A Questão do "Por Quê?"

Josefo comentou que a demolição do Templo contrariou as ordens específicas de Tito, que queria preservá-lo. Realmente, a política romana era controlar os templos dos povos conquistados e depois permitir que eles fossem novamente utilizados para o culto de seus deuses, como um ato de clemência em troca da completa submissão. Alguns eruditos acreditam que os soldados romanos, meio enlouquecidos pela duração da resistência judaica e pelo desejo de se apoderarem dos tesouros do Templo, incendiaram tudo deliberadamente.

Algumas fontes judaicas afirmam que o fogo começou acidentalmente quando a tocha de um soldado atingiu as cortinas do santuário. Entretanto, quando minha turma na Universidade Hebraica de Jerusalém debateu essas opções, nenhuma delas nos pareceu satisfatória.

Então procuramos nosso professor, Isaías Gafni, um judeu ortodoxo, e perguntamos qual era a sua opinião. Depois de uma pausa e de um sorriso, ele nos disse: "Talvez Jesus tivesse razão!" Quer sua resposta tenha sido apenas uma tática de retórica rabínica ou um lampejo inconsciente de inspiração, o fato é que ela acabou com a discussão.

Para os rabinos, o motivo da destruição do Templo foi sinat chinam, "ódio sem sentido" entre os judeus. Segundo essa teoria, a violenta rivalidade entre as seitas judaicas explodiu numa espécie de guerra civil, dividindo o povo judeu, enfurecendo a Deus e expondo a nação ao juízo divino e à fúria dos romanos.

Ver artigo completo em www.beth-shalom.com.br/artigos/jerusalem.html

Escrito por Randall Price
Presidente do World of the Bible Ministries, Inc., é arqueólogo e autor de vários livros sobre Jerusalém e o Templo Judaico.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, outubro de 2004.

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ESTANDARTES DE ISRAEL


ESTANDARTES DE ISRAEL

Dt 33:26-29

26 Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens.

27 O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o.

28 Israel, pois, habitará seguro, a fonte de Jacó habitará a sós numa terra de cereal e de vinho; e os seus céus destilarão orvalho.

29 Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Eterno, escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos.


ESTANDARTE DA TRIBO DE RUBEN

Gn 49:3-4

3 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e as primícias do meu vigor, o mais excelente em altivez e o mais excelente em poder.

4 Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porque subiste ao leito de teu pai e o profanaste; subiste à minha cama.


ESTANDARTE DA TRIBO DE LEVI


Dt 33:8 De Levi disse: Dá, ó Deus, o teu Tumim e o teu Urim para o homem, teu fidedigno, que tu provaste em Massá, com quem contendeste nas águas de Meribá;

11 Abençoa o seu poder, ó SENHOR, e aceita a obra das suas mãos, fere os lombos dos que se levantam contra ele e o aborrecem, para que nunca mais se levantem.



ESTANDARTE DA TRIBO DE JUDÁ

Gn 49:8 Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti.

9 Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará?

10 O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos.


ESTANDARTE DA TRIBO DE ZEBULOM

Gn 49.13 Zebulom habitará na praia dos mares e servirá de porto de navios, e o seu limite se estenderá até Sidom.

Dt 33:18 De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas.

19 Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia

ESTANDARTE DA TRIBO DE ISSACAR

Gn 49:14 Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os rebanhos de ovelhas.

15 Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil.

Dt 33:18-19

18 De Zebulom disse: Alegra-te, Zebulom, nas tuas saídas marítimas, e tu, Issacar, nas tuas tendas.

19 Os dois chamarão os povos ao monte; ali apresentarão ofertas legítimas, porque chuparão a abundância dos mares e os tesouros escondidos da areia.


ESTANDARTE DA TRIBO DE DÃ

Gn 49:16 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.

17 Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os talões do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás.

18 A tua salvação espero, ó Eterno!

Dt 33:22 De Dã disse: Dã é leãozinho; saltará de Basã.

ESTANDARTE DA TRIBO DE GADE

Gn 49:19 Gade, uma guerrilha o acometerá; mas ele a acometerá por sua retaguarda.

Dt 33:20 De Gade disse: Bendito aquele que faz dilatar Gade, o qual habita como a leoa e despedaça o braço e o alto da cabeça.

21 E se proveu da melhor parte, porquanto ali estava escondida a porção do chefe; ele marchou adiante do povo, executou a justiça do SENHOR e os seus juízos para com Israel.

ESTANDARTE DA TRIBO DE ASER

Gn 49:20 Aser, o seu pão será abundante e ele motivará delícias reais.

Dt 33:24 De Aser disse: Bendito seja Aser entre os filhos de Jacó, agrade a seus irmãos e banhe em azeite o pé.

25 Sejam de ferro e de bronze os teus ferrolhos, e, como os teus dias, durará a tua paz.


ESTANDARTE DA TRIBO DE NAFTALI

Gn 49:21 Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas.

Dt 33:23 De Naftali disse: Naftali goza de favores e, cheio da bênção do Eterno, possuirá o lago e o Sul.



ESTANDARTE DA TRIBO DE JOSÉ

Gn 49:22-26 José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro.

23 Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem.

24 O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel,

25 pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos das profundezas, com bênçãos dos seios e da madre.

26 As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos.

ESTANDARTE DAS TRIBOS DE EFRAIM E MANASSES

Dt 33:13 De José disse: Bendita do SENHOR seja a sua terra, com o que é mais excelente dos céus, do orvalho e das profundezas,

14 com o que é mais excelente daquilo que o sol amadurece e daquilo que os meses produzem,

15 com o que é mais excelente dos montes antigos e mais excelente dos outeiros eternos,

16 com o que é mais excelente da terra e da sua plenitude e da benevolência daquele que apareceu na sarça; que tudo isto venha sobre a cabeça de José, sobre a cabeça do príncipe entre seus irmãos.

17 Ele tem a imponência do primogênito do seu touro, e as suas pontas são como as de um boi selvagem; com elas rechaçará todos os povos até às extremidades da terra. Tais, pois, as miríades de Efraim, e tais, os milhares de Manassés.


ESTANDARTE DA TRIBO DE BENJAMIM

Gn 49:27 Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devora a presa e à tarde reparte o despojo.

Dt 33:12 De Benjamim disse: O amado do SENHOR habitará seguro com ele; todo o dia o SENHOR o protegerá, e ele descansará nos seus braços.

FONTE: http://www.comunidadebethshalom.com/

As Bandeiras dos Quatro Grupos

http://w2.chabad.org/images/global/spacer.gifD'us instruiu Moshê: Cada um dos grupos deve ter sua própria bandeira. O povo deve marchar sob este estandarte. Cada bandeira tinha três cores, representando as três tribos. Cada cor correspondia à cor da pedra preciosa daquela tribo no peitoral do Sumo Sacerdote.

1 - A bandeira do grupo de Yehudá
Esta bandeira tinha três listras; uma azul, representando a tribo de Yehudá; preta, representando a tribo de Yissachar, e uma branca, representando a tribo de Zevulun.

Na bandeira estavam bordados os nomes Yehudá, Yissachar e Zevulun. Também possuía o seguinte versículo: 

"Levanta, ó D'us, para que Teus inimigos sejam dispersados e os que Te odeiam fujam de Ti."
A bandeira de Yehudá era a primeira a marchar; portanto, fazia sentido ter uma oração pedindo a D'us que protegesse o povo judeu de seus inimigos.
Esta bandeira tinha a pintura de um leão, porque a tribo líder, Yehudá, era comparada a este animal.

2 - A bandeira do grupo de Reuven
Esta bandeira era também em três cores: vermelho para Reuven, verde para Shimon e uma mistura de branco e preto para Gad. Trazia os nomes destas três tribos. No centro possuía o seguinte versículo bordado:
"Ouve, ó Israel, D'us é nosso D'us, D'us é um."

Por que foi escolhido este versículo? Antes que Yaacov morresse, perguntou a todos os filhos se acreditavam em D'us. Eles responderam com este versículo. Reuven era o mais velho dos filhos e certamente o primeiro dentre eles a falar, então era apropriado que estas palavras se tornassem o lema da tribo de Reuven. Na bandeira havia um desenho de flores violetas chamadas dudaim (mandrágoras ou jasmim).

No livro de Bereshit, na parashá de Vayetsê, a Torá nos relata como o pequeno Reuven, trouxe estas flores para sua mãe. Tomou cuidado de colher somente aquilo que não pertencia a ninguém, para não incorrer no pecado de roubo. Assim como Reuven se afastou do furto, sua tribo agia da mesma maneira.

3 - A bandeira do grupo de Efrayim
As cores deste estandarte eram: preto, tanto para Efrayim como para Menashê; para Binyamin, uma mistura das cores de todas as bandeiras. Os nomes Efrayim, Menashê e Binyamin estavam na bandeira. Tinha o seguinte versículo bordado: 

"A nuvem de D'us pairava sobre os israelitas quando eles viajavam durante o dia."


Sobre esta bandeira havia uma pintura de um menino, porque D'us chama a tribo de Efrayim de "um menino amado por D'us."

4 - A bandeira do grupo de Dan
As três cores desta bandeira eram: roxo para Naftali, a cor da safira para Dan, e pérola para Asher. Os nomes Dan, Naftali e Asher estavam bordados na bandeira. Havia também este versículo bordado: "Quando a arca repousava, Moshê proclamava: 'Volta, D'us, e repousa entre os milhares e milhares de Israel!'"

O desenho na bandeira era o de uma serpente, porque nosso Patriarca Yaacov comparou Dan a uma cobra.

O Significado dos Estandartes
Os estandartes que principiavam e lideravam os vários acampamentos no deserto, possuíam profundo significado espiritual, e não devem ser confundidos com os atuais brasões familiares, ou estandartes nacionais.
De fato, as nações do mundo copiaram dos judeus a idéia de uma bandeira nacional; contudo, os estandartes foram projetados e expostos inteiramente por orientação Celestial.

Os judeus viram profeticamente os estandartes na Outorga da Torá. Perceberam a Shechiná descendo sobre o Monte Sinai acompanhada de 22.000 carruagens de anjos próximos à Shechiná, e vasto número de carruagens adicionais que a rodeavam.

Os anjos estavam agrupados ao redor da Shechiná como se fossem quatro divisões portando quatro diferentes estandartes:
  1. À direita (sul), estava a divisão do anjo Michael.
  2. À esquerda (norte), estava a divisão do anjo Uriel.
  3. À frente (leste), estava a divisão do anjo Gavriel.
  4. À retaguarda (oeste), estava a divisão do anjo Rafael.
Os estandartes Celestiais de fogo foram percebidos pelos judeus em vários matizes de cores.

A inspiradora visão dos exércitos celestiais fez os israelitas exclamar: "Se ao menos estivéssemos organizados sob estandartes, com a Shechiná em nosso meio, exatamente como os anjos!..."

Por que desejaram estandartes? Ansiavam sentir a santidade especial de posicionarem-se como o exército Celeste, que beneficiava-se de um nível mais elevado de ligação com o Todo-Poderoso.

D'us informou então a Moshê que Ele concederia ao povo judeu seu pedido pelos estandartes.

Porém foi apenas trinta dias depois do Tabernáculo ter sido erguido (e a Shechiná, que partira após o pecado do bezerro de ouro) que D'us considerou os judeus merecedores de atingirem esse nível superior de santidade. D'us ordenou a Moshê: "Os judeus devem acampar sob quatro estandartes líderes."

Como as Quatro Divisões Levantavam Acampamento e Seguiam Jornada
Quando as Tribos levantavam acampamento e seguiam jornada, entravam em formação de acordo com as especificações de D'us.

O Todo-Poderoso instruiu Moshê: "Ao iniciar cada jornada, a divisão sob o estandarte de Yehudá deve avançar para frente, e viajar a testa. Deve ser seguida pelas famílias levitas de Guershon e Merari. A próxima divisão a marchar é a de Reuven seguida pela família levita de Kehat. Então deverá avançar a divisão de Efrayim, e finalmente a de Dan."

A ordem em que viajavam foi determinada de acordo com um profundo plano Divino.

Yehudá ia à frente. E o grupo de Dan marchava por último. Por que? Quando Yaacov, nosso Patriarca, abençoou Yehudá, comparou-o a um leão. E quando Moshê deu-lhe sua última bênção, também comparou a tribo Dan a um leão. Por causa de sua grande força como "leões", estas duas tribos foram escolhidas para estarem à frente e atrás do povo judeu durante as viagens.

A tribo de Dan, que era uma tribo numerosa, além de rechaçar os inimigos que atacavam pela retaguarda, recuperava artigos perdidos por outras tribos.

A Grandeza dos Estandartes
Quando os israelitas tomavam suas respectivas posições sob os estandartes, a Shechiná descia das bandeiras celestiais para pairar sobre os judeus. Eram, desta forma, elevados a novos píncaros de santidade, como o exército de D'us na Terra.

As nações gentias que viam os judeus descansarem sob os estandartes eram tomadas de temor e reverência. Conseguiam reconhecer a santidade de um povo que vivia como uma unidade organizada para servir o Todo-Poderoso. Sentindo que os judeus na Terra pareciam-se com anjos Celestiais, exclamavam admirados: "Que nação é esta que se parece com a aurora, bela como a lua, clara como o sol, e que inspira temor sob seu estandarte?!"

A memória dos estandartes jamais foi esquecida por nosso povo.

Por milhares de anos depois de haverem tido os estandartes, sempre que um judeu era perigosamente tentado a comprometer sua fé a fim de granjear fama e fortuna, replicaria às persuasões dos gentios: "O que podem oferecer que se possa comparar à grandeza que uma vez experimentamos? No deserto, estávamos sob os estandartes, como o Acampamento de D'us na Terra. Suas promessas são míseras e insignificantes, comparadas às do Todo-Poderoso."

Assim, a lembrança da glória dos estandartes auxiliou os judeus a permanecerem fiéis e leais à Torá.

Texto extraído do site:  http://www.pt.chabad.org/


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Poema Eretz Israel

Terra Prometida!

Contemplo-a com meus olhos cheios de lágrimas, e
Um aperto no coração.
Como desejava ver-te e saltitar em toda direção.

Enquanto acalentava este sonho esperei,
Por quarenta anos caminhei,
E quanto sofrimento passei!

Minha Eterna Canaã!
Meu Eretz Israel, terra de azeite e mel.

Lindo como os lírios que brotam em ti!
Amo-te mais do que a terra onde nasci.


És o meu respirar. As batidas do meu coração,
Que dizem numa eterna canção:
- Tu és a terra da minha possessão!


Terra Prometida! Para habitar em ti correria,
Acordaria a cada manhã e no leito do teu rio dormiria.
Se pudesse... Acredite... Não morreria!





Terra Prometida! És no meu coração uma realização!
Mas que condenação!
Não passarei para o lado de lá do Jordão!


Marion Vaz


Poema dedicado a Moshé que atravessou o deserto levando o povo de Israel em direção a Terra Prometida.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Simchat Torá


A Festa de Simchat Torá

Em algum ponto após o século XII, Shmini Atzeret também passou a ser conhecido como Simchat Torá, "a alegria da Torá". Na Diáspora, este nome foi dado somente ao segundo dia de Shmini Atzeret.



A Base

Apesar de o nome não ser conhecido no período talmúdico, a prática de ler o último capítulo da Torá, Deuteronômio 33-34, neste dia, foi definida pelo Talmud. Desta prática, gradualmente, surgiu uma tradição de uma celebração especial e alegre para marcar o término da leitura da Torá.

A base para tal celebração encontra-se no Midrash que descrevia Salomão como tendo feito um banquete especial depois que foi presenteado com sua sabedoria. Disse Rabi Eleazar:

"Daí podemos deduzir que fazemos uma festa para marcar a conclusão da Torá, pois quando D'us disse a Salomão: 'Eu te dei um coração sábio e compreensivo como não dei a ninguém antes ou depois de você...' e ele imediartamente fez uma festa para todos os seus súditos para celebrar o evento, é apenas adequado fazer um banquete e celebrar o término da Torá."

O Desenvolvimento

Enquanto a tradição de alegria adicional neste última dia do feriado de Sucot em homenagem ao término da leitura da Torá começou durante o nono e décimo séculos da era comum, no tempo dos Geonim, o nome Simchat Torá passou a ser usado ainda mais tarde.

O costume de ler a última porção da Torá foi definido pelo Talmud, mas a leitura do primeiro capítulo do Gênesis não foi introduzida em Simchat Torá até algum tempo depois do século XII.

As razões para esta leitura adicional foram:

1) para indicar que "assim como éramos privilegiados por assistir o término da leitura, deveríamos também ser privilegiados por testemunhar o início";

2) para prevenir o Satã de acusar Israel de que eles estavam felizes por terminar a Torá (no sentido de se livrar dela) e não se preocupavam em continuar a lê-la.

Inicialmente era costume que a mesma pessoa que completava a leitura do Deuteronômio lia a o capítulo do Gênesis de cor, sem ler do Rolo da Torá, considerando que "dois rolos não podem ser levados pelo mesmo leitor."

Eventualmente, a prática se desenvolveu e passou a chamar-se duas pessoas diferentes, uma para a leitura da última porção do Deuteronômio, e outra para a primeira porção do Gênesis, e dois rolos distintos passaram a ser usados.

A Honra

Cada uma desta aliot (chamadas à leitura da Torá) passou a ser vista como uma grande honra.

As pessoas honradas com as leituras são chamadas Chatanim, noivos (da Lei). Aquele que preside o término do Deuteronômio é chamado de Chatan Torá (noivo da Torá), e o que preside o início do Gênesis é chamado de Chatan Bereshit (noivo do Genêsis).

Passou a ser costume que homens tão honrados oferecessem uma refeição festiva neste dia. Hoje em dia, estas pessoas honradas usualmente oferecem um Kidush após o serviço religioso.

Música e Dança no Circuito

Além das passagens prescritas, é comum que a congregação se junte para cantar várias outras músicas, geralmente versos da Torá ou do sidur que foram musicados.

Também é prática nas congregações mais tradicionais que os presentes unam-se à roda e dancem entre cada volta. Os que estão carregando os rolos da Torá também entram na dança.

Nas yeshivot, escolas de estudos judaicos, e nas congregações onde a juventude tradicional predomina, a cantoria e dança que acompanham as hacafot podem durar por muitas horas. Muitas vezes são continuadas para o lado de fora da sinagoga, oferecendo cenas de alegria e extase.


Crianças pequenas geralmente recebem bandeiras decorativas, ou rolos da Torá em miniatura para seguirem os rolos da Torá nas comemorações.


Fonte: http://www.webjudaica.com.br/chaguim/