sábado, 13 de abril de 2013

Tel Aviv - Mazal Tov


Além que de ser um importante pólo econômico e a cidade mais rica de Israel, abrigando a Bolsa de Valores de Tel Aviv e muitos escritórios de empresas e centros de pesquisa e desenvolvimento fez 104 anos em 11/04. Ela foi fundada em 1909.

Hoje, suas praias, bares, cafés, restaurantes, lojas de luxo, o ótimo clima e o estilo de vida cosmopolita levaram a cidade a se tornar um popular destino turístico para visitantes nacionais e estrangeiros, além de ter feito a cidade ganhar a reputação de "metrópole do Mediterrâneo que nunca dorme".  

Tel Aviv é o centro financeiro do país e um grande centro de artes cênicas e de negócios.

A área urbana é a segunda mais rica do Oriente Médio. Tel Aviv-Yafo  תֵּל־אָבִיב-יָפוֹ  é a segunda maior cidade de Israel com uma população estimada em 2011 em 405.000 habitantes.

A cidade situa-se na costa mediterrânica tem uma área de 51,8 quilômetros quadrados. É a maior e mais populosa cidade da região metropolitana de Gush Dan onde vivem 3,15 milhões de pessoas (2008). A cidade é governada  por Ron Huldai.


Mazal Tov




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tel_Aviv



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Yardenit no limite




A notícia que apareceu no Haaretz, jornal israelense, me chamou a atenção. A poluição das águas dos rios e mares é um problema ambiental que afeta várias partes desse nosso globo terrestre.

Aqui mesmo no  Brasil, a revista Amanhã do jornal O Globo traz a tona em suas reportagens o problema de poluição das baías, lagoas e rios. Apesar de o Brasil ser uma potência hídrica, apenas 6% da nossa água foi classificada de própria para consumo.

O descaso da própria população, a falta de saneamento básico, o despejo indevido de material tóxico tem sido apontado como os culpados pela contaminação de nossas águas nos levando ao caos e contribuindo para um mundo cada dia mais carente do elemento mais importante de nossa existência:  Água potável.

Israel enfrenta o mesmo drama. Os altos índices de contaminação nas águas do Local de Batismo, Yardenit, obrigaram o Ministério de Saúde de Israel a proibir o seu uso. Os batismos feitos ali, como nos tempos de João Batista, terão que parar até que ambientalistas certifiquem que a água não causará danos à população.

O Local, sagrado para a religião cristã, recebia fieis que desciam as águas batismais num ato de fé e fortalecimento espiritual. Esse ritual praticado desde os primórdios também se constitui num interessante atrativo turístico para a região. Certamente o Ministério de Turismo terá interesse que a prática volte a ser realizada.



As águas do Rio Jordão correm do norte ao sul de Israel e deságuam no Mar Morto. As regiões ao redor se beneficiam dele para consumo, irrigação e demais atividades. 



O Jordão é o principal rio de água do país e ele também tem sua importância espiritual. Encontramos nos textos sagrados da Tanach diversos trechos relacionados ao Jordão, personagens bíblicos e a atuação do próprio D-us legitimando-o.

Certamente os fieis que ali tiveram uma experiência sagrada sonham em voltar lá e aqueles que ainda não fizeram esperam ansiosos para a liberação de suas águas.



Marion Vaz



sábado, 6 de abril de 2013

Shoah

Dia de Memória do Holocauto, decretado pelo governo de Israel na data em que aconteceu o Levante do Gueto de Varsóvia, para lembrar e homenagear as 6 milhões de vítimas do Holocausto nazista durante a 2a Guerra Mundial. 

 

O Gueto de Varsóvia originalmente continha quase 450.000 pessoas. Em janeiro de 1943, esse número havia sido reduzido drasticamente para 37.000. O resto havia sido levado para o trabalho escravo ou para campos de extermínio. Rumores diziam que os alemães iriam acabar com o gueto, esvaziá-lo. Os habitantes que ainda viviam ali, famintos e enfraquecidos por doenças, resolveram lutar.

O Que Torna o Holocausto Único na História?   Fonte Webjudaica.com/


"O eminente filósofo judeu, Emil Fackenheim, apresenta uma descrição concisa das características que distinguem o Holocausto de outras bárbaries, em seu livro To Mend the World: Foundations of Post-Holocaust Jewish Thought.

* A "Solução Final" foi arquitetada para exterminar todos os judeus: homens, mulheres e crianças. Os únicos judeus que sobreviriam caso Hitler tivesse se saído vitorioso seriam aqueles que de alguma forma tivessem escapado de serem descobertos pelos nazistas.



* Ter nascido judeu (na verdade, a mera evidência de "sangue judaico") era suficiente para garantir punição e morte. Fackenheim nota que esta peculiaridade distinguia os judeus dos poloneses e russos, que foram mortos porque havia muitos deles, e dos "arianos", que não eram procurados a não ser que resolvessem se delatar. Com a possível exceção dos ciganos, ele conclui, os judeus foram o único povo a ser morto pelo mero "crime" de existir.



* O extermínio dos judeus não tinha explicação política ou econômica. Não era um meio para se chegar a um fim; era um fim por si só. O assassinato de judeus não era considerado parte do esforço de guerra, mas era o próprio esforço em si; assim, recursos que poderiam ter sido usados na guerra foram propositadamente dirigidos para o programa de extermínios..."






quarta-feira, 3 de abril de 2013


Território Israelense



Ao conquistar sua soberania Israel também conquistou um território que hoje aparece nos mapas. 
 

O termo Palestina apareceu com ingleses e não tem apoio em textos anteriores a essa data. Em textos bíblicos temos a Filístia – região costeira ao Mediterrâneo e cujos habitantes eram os filisteus.
No entanto, o termo Palestina é hoje, constantemente  mencionado para indicar o território de Israel e aparece em muitos mapas e artigos em diversos jornais, revistas, blogs na Internet.

O interessante é como o uso de uma determinada palavra (qualquer palavra) passa a denominar lugares, pessoas, fé, atitudes. É só olhar em volta e podemos presenciar isso, principalmente quando há envolvimento do próprio homem.

A palavra Palestina que somente no último século passou a denominar um território pode ser encontrada em vários textos escritos principalmente naqueles relacionados à religião. A História dos Hebreus, por exemplo, publicada num encarte de jornal, traz o termo palestina para designar o território de Israel numa época em que os cananeus habitavam ali.

Outro exemplo prático é o próprio termo Canaã, a terra dos cananeus, o lugar indicado para qual o patriarca Abraão deveria seguir, mas que também é o termo usado pelos cristãos para definir o lugar aonde desejam chegar: A Eterna Canaã. E assim, um lugar aonde a idolatria imperava, assumiu o lugar da Terra Prometida (que hoje é Israel) no conceito religioso dos povos.

Da mesma forma existe um consenso comum na religião cristã quanto a personagens do Antigo Testamento, estes cujo conceito religioso monoteísta era vinculado à religião de Israel, hoje são proclamados como membros dessa crença. Assim, passagens do AT são lidas e explicadas (ou distorcidas) em função da fé cristã. 

Alguns desdobramentos, que infelizmente são apoiados até mesmo pela falta de conhecimento do próprio contexto social e político da época, implicam numa inverdade. Tais argumentos relativos à fé e ao comportamento de personagens bíblicos deram origem as falácias e mitos, ao ceticismo e ao comprometimento do texto sagrado, mas que na presente década agrada a uns e outros.
 
Assim também, no contexto político da nossa época, Cisjordânia é um território bastante defendido como ideal de pátria para o povo palestino. No entanto, esse lugar hoje nada mais é do que parte do território israelense que vem sendo controlado pelo Governo de Israel. Mas segundo muitos estudiosos e leigos a paz no Oriente Médio depende da partilha e a eleição de um Estado palestino. 

Esse desejo de partilha é fortalecido pela indecisão das Organizações Unidas em proclamar publicamente, o que já é de consenso, a cidade de Jerusalém como capital de Israel.

Jerusalém

O absurdo maior é que encontramos o termo Palestina em mapas bíblicos definindo todo o território israelense em épocas anteriores ao primeiro século da era cristã, quando biblicamente aquela extensão de terra era conhecida como terra de Israel, terra de Judá, Tzion (palavras usadas no texto sagrado).
 
Essa nomenclatura acaba fortalecendo a opinião dos palestinos de serem os donos da terra e implica em sérias divergências, principalmente em relação às profecias bíblicas que desde os primórdios são as detentoras da veracidade da herança e do pacto de D-us com os patriarcas e sua descendência.

Estamos diante de um verdadeiro “apocalipse” dos textos bíblicos, pois a divulgação desses termos e sua crescente adaptação ao nosso cotidiano sem dúvida desviam e  descaracterizam a própria Palavra do Eterno D-us e seus propósitos para com o povo de Israel.


Marion Vaz


segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Força da Tradição Judaica


 

O Pessach é o feriado mais prolongado de Israel segundo Yaheli Berlinski, administradora do blog Vivendo em Israel. 

Em sua matéria ela descreve os costumes que antecedem as festividades e como isso afeta a sociedade. Leia o texto é muito interessante.

Pensando nisso, encontro em outras Chag as mesmas características, que no decorrer dos anos, passaram a ficar mais vívida e mais atraente em todas as comunidades judaicas.

A preparação para o Pessach começa cedo, com a limpeza das casas, a retirada de todo produto que tenha fermento,  além da preparação psicológica para o ato religioso.

A leitura do Sedér é obrigatória e assim passamos de geração a geração os nossos costumes, a nossa tradição, desde a época de Moshe até os dias de hoje.

O que me impressiona é a força que a Tradição tem de manter todas as pessoas envolvidas, o que também acontece em algumas crenças e seus costumes, mas que no Judaísmo isso se converteu num ato de sobrevivência da própria história do povo, quanto de sua religião, como de seus costumes.

E como tal festividade afeta a sociedade? Lá em Israel fica notoriamente proibido comprar produto com fermento nessa época, não importando qual a crença do consumidor.

Supermercados, lojas ou qualquer outro estabelecimento simplesmente cobrem os produtos com um pano. Esta foto tem uma placa que adverte ao consumidor: "Fermentado. Por favor, não toque!” Achei isso muito interessante!



Esse contexto social e religioso de hoje não difere muito dos fatos relatados na Torah em que os povos que decidiram caminhar ao lado de Israel, na trajetória pelo deserto, também tinham que obedecer aos mesmos critérios de observação das leis e purificação.

Enquanto as prateleiras brasileiras estavam repletas de chocolate e ovos de Páscoa, as de Israel tinham produtos vetados ao consumo em obediência as leis judaicas.

Enquanto as famílias aqui no Brasil e no mundo se deliciavam com doces e guloseimas, embora que algumas praticassem seus rituais de evitar comer carne na sexta-feira, as famílias judaicas comiam Matzá (pão sem fermento) em memórias do povo que saiu do Egito.

E assim, vivenciamos em pleno século XXI a continuidade das tradições e crenças que nossos antepassados guardavam e transmitiram aos seus filhos. Embora que alguns o tenham feito dentro de suas limitações impostas por regimes políticos vigentes na época, chegaram até nós e continuam exercendo atração sobre as pessoas para que se realize um ato de preservação da história de um povo. 


Marion Vaz

Fonte das imagens: blog Vivendo em Israel.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Pessach


  • Pessach é uma festa nacional: "O Senhor os tirou da fornalha do Egito, para que seham um Povo de Sua herança, como são hoje."

  • O sacrifício de Pessach era individual e comunitário; era comido num grupo. "Uma pessoa não pode celebrar o seder de Pessach sozinha, "deixe os que estejam necessitados virem e celebrarem Pessach."

  • A matzá simboliza a servidão e a liberdade. Não havia tempo para assar o pão para todos no forno. Era o pão da aflição.



 
Chag Pessach Samear