domingo, 8 de janeiro de 2017

Israel precisa de soluções que se identifiquem com a nação

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Ultimamente temos ouvido muitos comentários a respeito de Israel, as decisões tomadas pela ONU e Unesco e o que cada país admite ser o melhor para a tão sonhada paz no Oriente Médio e entre Israel e países vizinhos. A primeira observação importante para se refletir é que Israel não está em guerra com quem quer que seja. Não temos a intenção de "abrir fogo" a não ser em caso de ataque terrorista. Que o Exército israelense está sempre atento, não se pode condenar. E se os demais países não se sentem a vontade pela existência da nação de Israel e vivem em conflito, com certeza isto é o outro lado da moeda.


Mas esta não é a primeira vez que o Conselho de Segurança das Nações Unidas elabora uma resolução sobre a legalidade dos assentamentos israelenses. Para o Governo de Israel a criação de novos bairros nas proximidades de territórios ditos da Cisjordânia é parte de um programa habitacional e uma estratégia de defesa desde o plano Allon em 1967 quando se deu a conquista dos territórios. Na verdade, o que mundo chama de assentamentos são cidades com cerca de 20 a 50 mil habitantes, povoados e colônias agrícolas. 


Túnel que liga Jerusalém a Gush Etzion passa por baixo de Beit Lechen 

Então, acirrado o conflito entre os países que apoiam a resolução condenando Israel de violação do direito internacional, outras propostas estão sendo elaboradas para conter ou até mesmo exigir a evacuação das Colônias. Assim, todos os países envolvidos se expressão a favor de mudanças extremas no território israelense.

Mas tem uma frase que me chamou bastante atenção neste final de ano: " A roupa de Saul não cabe em Davi". Interessante entender é que esta frase vai muito além da passagem bíblica que se refere ao confronto entre Davi e Golias. No qual, ao resolver lutar contra o gigante filisteu, Davi foi submetido a usar a armadura e espada do exército de Saul. Por ser menor e mais novo em idade, é óbvio que o rapazote não conseguia sequer dar um passo usando armamento pesado (1 Sm 17.38.39). 

E o que estava em jogo no contexto bíblico era a honra do exército de Israel frequentemente afrontado pelos insultos do gigante Golias (vs 8-9). Então Davi decidiu que lutaria e venceria aquela batalha com base em suas experiências anteriores. Além da sua ousadia o rapaz tinha consciência que o Senhor D-us estaria com ele em todo tempo. Mas ao invés de aceitar as medidas de segurança do rei: as roupas, espada e capacete de Saul, Davi decidiu agir com as suas próprias armas. Ao matar o gigante Golias, Davi encorajou os demais soldados a perseguir o exército inimigo e assim venceram uma guerra. 

E o que isso tem a ver com o assunto exposto no início da matéria? Entendemos que Israel não pode acatar para si as decisões de outros países e governantes levando em conta que é um país independente com suas próprias diretrizes. O Governo Israelense e seus ministros são responsáveis pelo bem estar do povo e desenvolvimento dos diversos setores da economia, educação, turismo, transportes, hospitais, etc. que fazem de Israel um país que se destaca no panorama mundial. 

Uma decisão de um país, seja ele da América ou da Europa ou Ásia que não se identifica com as necessidades reais de Israel e os planos elaborados de desenvolvimento para todo território não pode ser acatada principalmente se desrespeita o povo e suas tradições, religiosidade e conquistas. Ninguém pode, de forma arbitrária condenar Israel por não se dobrar diante das demais nações do mundo! Primeiro, porque em Israel existe um Governo. Segundo, porque existe uma população ativa com direitos e deveres. Terceiro, porque existe uma consciência sólida de cidadania, de sentimento judaico-sionista no coração do povo tão marcante como nas letras do hino nacional israelense.

 Acredito que a melhor atitude é deixar Israel resolver as coisas do seu próprio jeito!


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