quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Judaísmo x Cristianismo

Resolvi escrever essa matéria depois de ler comentários em um artigo num blog messiânico. O blog em si é muito esclarecedor quando a crença de judeus messiânicos e traz notícias atualizadas do Estado de Israel.

Embora a minha política aqui no Eretz Israel seja destacar um conteúdo judaico, confesso que o assunto chamou a minha atenção.

É notória a minha indignação quando ouço palestras de lideres religiosos falando do Israel biblico e suas insinuações que desmerecem a crença judaica em favorecimento da fé cristã. Daí os diversos artigos já exposto neste blog.

Mas desta vez discordo claramente de pessoas que se dizem seguidoras de Jesus (Cristo), que dizem amar Israel, que respeitar a cultura judaica, mas não perdem a oportunidade de citar textos ou de querer introduzir sua própria crença e seus conceitos ao povo judeu.
Confesso minha tristeza diante desses fatos. Os ensinamentos em que fui criada, os dogmas religiosos que me impuseram, as calorosas discussões teológicas que servem de base a crença cristã, são bem utilizadas por uns, mas infelizmente são grosseiramente difundida por outros ao desfavorecer a crença judaica.

Acredito que a fé, seja qual for a crença é que faz da pessoa, um ser religioso. Mas alguns teimam em declarar serem os detentores da Verdade Absoluta. O contexto social e religioso da época dos episódios bíblicos se perde totalmente em virtude da ideia propagada sei lá por quem, há tantos anos atrás.  Ao depararem com o texto bíblico afirmam: a interpretação é esta e ponto final.

No princípio (Berechit) criou D-US... Assim inicia o texto bíblico nos dando a informação de um D-US imutável, onisciente e onipotente. Depois o Eterno introduz seus Mandamentos. Cristãos e judeus tem diante de si um eterno enigma, pois se para o segundo grupo esses Mitzvot são eternos, o primeiro grupo insiste que são apenas "sombras da era vindoura".

A chegada de um Mashiach une as religiões, mas a ideia de quem é esse Messias causa polêmica entre as gentes. Enquanto Israel aguarda a vinda do seu Mashiach, cristãos de todo mundo e a comunidade messiânica festejam o seu nascimento nesta época natalina.

Enquanto no Judaísmo a conversão dos "goim" é opcional, o que não impede a conversão sincera, os seguidores de Jesus insistem em fazer proselitismo afim de aumentar o número de fieis advertindo que somente na sua religião há salvação. Aceito sim que  existam pessoas sinceras que dedicam suas vidas em serviço e orações. D-US há de recompensar cada um.

Mas me recuso a discutir que toda religiosidade judaica no decorrer dos anos seja desconsiderada em função de outra crença. O que a Bíblia diz a respeito do amor e das promessas do Eterno para com o povo de Israel são irrevogáveis e intransferíveis.

Em respeito a liberdade religiosa de cada indivíduo, acredito sim, num D-us imutável e que a Sua Palavra apresenta o caminho para a vida eterna.

Marion Vaz



3 comentários:

  1. Shalom Marion. Sou Cristão e creio sinceramente que Jesus é o Messias, porém, Amo Israel, seu povo, suas crenças e seus costumes , pois Israel é a terra prometida e o seu povo, o povo escolhido e esse é o motivo deste amor: Tudo o que Ele faz é perfeito e maravilhoso...Paz sobre Israel....Renato Andreoli

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  2. Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada que pode parecer esdrúxula: a perseguição aos judeus. Portanto, nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não tolera indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas das conclusões as quais cheguei e as quais o meio acadêmico de forma protecionista insiste ignorar.

    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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  3. Quando iniciei minha pesquisa diletante acerca da origem do cristianismo, eu já tinha uma ideia formada que pode parecer esdrúxula: a perseguição aos judeus. Portanto, nada de Bíblia, teologia e história das religiões. Todos os que haviam explorado esse caminho haviam chegado à conclusão alguma. Contidos num cercadinho intelectual, no máximo, sabiam que o que se pensava saber não era verdade. É isso o que a nossa cultura espera de nós, pois não tolera indiscrições. Como o mundo não havia parado para que o Novo Testamento fosse escrito, o que esse mesmo mundo poderia me contar a respeito dessa curiosidade histórica? Afinal, o que acontecia nos quatro primeiros séculos no mundo greco-romano, entre gregos, romanos e judeus? Ao comentar o livro “Jesus existiu ou não?”, de Bart D. Ehrman, exponho algumas das conclusões as quais cheguei e as quais o meio acadêmico de forma protecionista insiste ignorar.

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