sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Netanyahu em nova batalha política para garantir justiça e paz em Israel

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O Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recebeu a incumbência do Presidente Reuven Rivlin de formar um novo governo. Ele tem um prazo de seis semanas para conseguir mais apoio e formar coalizão. 

Fracassada a tentativa de formar uma aliança com o partido de Gantz estamos diante de uma outra "batalha" para conseguir os votos necessários e garantir um governo real e apropriado para a Nação de Israel. 


Marion Vaz

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Eleições em Israel - Qual a herança (Eretz) vamos deixar para as gerações futuras?


Novas eleições ocorreram em Israel este mês. Não sei o que pensar. Estamos diante de um impasse? O povo não sabe o que quer? Ou será que estamos perdendo a noção do perigo? Dois partidos políticos tiveram a maioria dos votos e agora estão tentando uma nova "parceria". O partido Likud de Benjamin Netanyahu, atual Primeiro Ministro de Israel, e o partido azul e branco de Benny Gantz. 

Reuven Rivlin, Presidente de Israel, convocou a liderança dos dois partidos para apresentarem proposta de governo de unidade nacional partilhada. 

Sinceramente... Tenho minhas dúvidas quanto a esse tipo de "acordo". Durante o tempo de governo, Netanyahu demonstrou total devoção ao país e a qualidade de vida judaica de Israel. Esse é um ponto importante não só para o momento presente, mas as gerações futuras. Que todo povo judaico se pergunte: Que tipo de país vamos deixar para nossos filhos e netos? 

A nova proposta do governo de Netanyahu de anexar Judeia e Samaria ao território, aplicando primeiramente a soberania israelense ao Vale do Jordão e a área do Mar Morto, poderá ir a votação no Parlamento em seu novo mandato. É prioridade do governo de Netanyahu manter seguras as fronteiras de Israel. Não queremos uma nova Faixa de Gaza.

Especialistas que analisaram o plano de governo de Gantz afirmam que ele "provavelmente não adotaria esse tipo de expansão". Tipo de expansão? Quer termos são esses? 

Assistindo aos noticiários, o candidato Benny tem apoio da coligação árabe. A "Lista Unida" que agrupa os partidos árabes em Israel elegeu 13 deputados e estão dispostos a apoiar Gantz como Primeiro Ministro de Israel. Só nos resta perguntar: O que desejam em troca desse "apoio"? Estamos dispostos a pagar? 

Na minha opinião, o tempo de mandato de Netanyahu já o caracteriza como "alguém que sabe o que está fazendo" e quando e como resolver os problemas internos. Ele se envolve mesmo com a liderança do país e me parece apto para o cargo. O comprometimento com os principais líderes mundiais é um ponto positivo. E a expectativa em fazer aliança com dezenas de outros países, na intenção de fortalecer a Nação de Israel no contexto mundial é de suma importância. Enquanto isso, Benny aparece como um novato neste campo. Não estou dizendo que Gantz não tem influência ou capacidade de liderança. Não estou menosprezando sua dedicação e atuação na carreira militar. 

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É próprio do ser humano dar credibilidade ao novo, ao desconhecido, a introduzir pessoas no governo de um país na esperança de que "tudo" se resolva. Tem gente que faz tudo às cegas. Mas tenho medo de que mudanças repentinas alterem a "ordem dos fatores" e determinem quem manda num país que deveria ser judaico em sua totalidade. Não que não se deva dar "voz as minorias". Mas dar poder de decisão sobre o legado da nação judaica? Discordo.

Benjamin Netanyahu, do Likud, e Benny Gantz, do Azul e Branco, candidatos ao cargo de primeiro-ministro de Israel — Foto: Jack Guez, Oded Balilty / AFP

Um Governo de unidade nacional partilhada requer unidade em suas propostas e decisões.

Existem os prós e contra ao governo de Netanyahu e talvez ele não seja de todo perfeito. Nenhum ser humano é. E sinceramente, você pode achar que, como não estou em Israel, não sei exatamente o que ocorre no país. Concordo.

Mas será que queremos tanto ser o "Bom samaritano" que vamos esquecer dos caminhos que trilhamos até aqui? Vamos esquecer dos nossos pais e do sacrifício que foi "herdar a Terra Prometida"? Que preço nos é oferecido em troca da "paz" ? Vamos esquecer dos Mandamentos de Eterno e de seu desejo: "Eis que te ponho numa terra boa..." Vamos ? E esquecer dos profetas que nos disseram: "Nunca mais serão duas nações"? E pra que? Pra ter aprovação de quem?

Vou citar os textos sagrados de novo: Quando Neemias resolveu reconstruir os muros e os portões de Jerusalém foi fortemente confrontado por "Sambalates e Tobias". Sabe qual foi a resposta? "Estou fazendo uma grande obra" e sabe o que Neemias informou a eles quando quiseram "compartilhar" do mandato? "O Eterno D-us no fará prosperar, nós nos levantaremos e edificaremos (Jerusalém, a terra, o país) mas vós não tendes partes, nem justiça e nem memória em Jerusalém" (Neemias 2.20).

Forte?! Às vezes, é preciso mais do que coragem para tomar decisões importantes. Israel se assemelha aos outros países em alguns pontos. Estamos no século 21. Concordo. Mas Israel também é a nação do D-us vivo. Volto a perguntar ao povo judaico: Qual a herança (Eretz) vamos deixar para as gerações futuras?



Marion Vaz





domingo, 21 de julho de 2019

domingo, 7 de julho de 2019

Festival das Luzes








O Festival das luzes ocorre anualmente na cidade de Jerusalém. A capital de Israel tem suas ruas e as paredes de pedras iluminadas e com decorações de tirar o fôlego. Um desenvolvimento tecnológico direcionado para essa atração cultural para moradores e turistas, faz de Jerusalém uma cidade iluminada e cheia de vida.

Chag Sameach

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O D-us de Israel ouve


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A crença num D-us Eterno e Único é a base da religião judaica. O Shema é pronunciado pelos filhos de Israel desde a época de Moisés, o Libertador: "Ouve ó Israel, o Senhor nosso D-us é o único Senhor (Devarim 6.4).  Mas esse envolvimento do povo com o seu D-us também tem um retorno. E é no episódio da chamada de Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito (Shemot 3) que encontramos uma ligação tão forte.

Ao anunciar a Moisés a sua missão, o Eterno traz a memória o pacto feito a Abraão e sua descendência e ainda anuncia o nome pelo qual seria lembrado eternamente. O D-us de Abraão, D-us de Isaque e D-us de Jacó viu a opressão que os filhos de Israel sofriam no Egito e ficou imensamente incomodado. Era hora de dar um basta a tanto sofrimento e levar aquele povo de volta a Terra Prometida.

Falando dessa forma parece até uma espécie de "contos de fada" em que lemos de um ser supremo aparecendo com seus poderes quebrando "feitiços" e fazendo valer o bem. Mas muita gente ainda lê os textos sagrados assim, sem entender a realidade que o povo de Israel vivenciava naquele período da história. Sem sequer cogitar no sofrimento, na angústia, nos temores e nas mortes causadas pelos trabalhos forçados aos descendentes de Abraão.

E é por isso que este texto me surpreende, quando o Todo Poderoso de Israel procura um homem que vagava no deserto para fazer dele o libertador. 

O texto sagrado revela três pontos importantes: 

- Primeiro: D-us viu a aflição do povo. E não de uma forma comum, Ele viu atentamente. Tanta brutalidade no tratamento com os hebreus incomodou o Eterno. 

- Segundo: D-us ouviu o clamor do povo. D-us ouviu os seus gemidos, o choro sofrido. Interessante que o texto afirma que D-us anunciou a Moisés: "Conheci as suas dores" (3.7) e isso é tão profundo e tão lindo ao mesmo tempo. Estamos diante de um D-us que se faz presente em meio ao sofrimento.

- Terceiro: D-us resolve libertar o povo através de Moisés. O texto diz: "Desci para livrar". Observe que D-us faz um movimento. Ele sai do lugar em que estava para tomar uma atitude a favor do povo de Israel.

Moisés ainda está confuso e procura desculpas para não realizar tal missão. Ele e o Todo Poderoso tem uma longa conversa. O Eterno estaria sempre ao seu lado, a cada passo, a cada problema que tivesse que enfrentar e aos poucos Moisés se convence do que tem que fazer. É compreensível que as dúvidas e o temor de enfrentar Faraó o intimidasse, mas o Senhor o havia designado para aquela missão.

Este envolvimento dos personagens bíblicos com o Eterno sempre me chamou a atenção. O homem mortal conversando com o seu Criador. Abraão, Yaakov, Moisés, Davi e outros, dialogando com um D-us, chamados de amigos, ouvindo seus ditos e até contrariando suas intenções como fez o próprio Abraão (Gn 18.25) e Moisés ao interceder pelo povo (Ex 32.33). 

Após aquela conversa com o Eterno, Moisés volta com as ovelhas do seu sogro e informa que precisa ir ao Egito. Sua missão começa. E não era apenas libertar o povo de uma vida de escravidão. Era trazer de volta a promessa da Terra Prometida, o pacto feito aos patriarcas, a esperança de viver em sua própria terra. A  grande multidão que acampa no deserto precisa de alimento espiritual: Surge a Lei e os Mandamentos. O povo precisa ter comunhão com D-us: Ergue-se o Tabernáculo. Orações e holocaustos começam a fazer parte do dia a dia. Festas e tradições marcam a religião. Muitas foram as dificuldades nas areias quentes do deserto. 

Conflitos e guerras não podiam ser evitados, mas D-us dava vitória em todo o tempo. Enfim, chegamos! Cada tribo de Israel marcou o seu território. Ali, não estava mais um povo escravo, mas sim os herdeiros da promessa, conscientes de que aquela era a "terra de trigo e cevada, videiras e figueiras e romãzeiras, terra de azeite e mel". 

Centenas de anos se passaram. Israel hoje é uma grande nação. 71 anos de Independência marcam um novo tempo para os judeus. Eretz Israel - É uma realidade!


Marion Vaz



domingo, 9 de junho de 2019



Shavuot é também chamada de Yom Habicurim, ou o Dia dos Primeiros Frutos. Como forma de agradecimento a D’us, começando em Shavuot, cada fazendeiro na terra de Israel levava ao Templo Sagrado uma oferenda do primeiro trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras que cresciam no campo. 

O povo judeu preparou-se para a entrega da Torá. Durante este tempo, o povo judeu deixou de ser um povo de escravos,e se tornou uma nação sagrada, pronta para receber a aliança com Deus.

Shavuot é também chamado Chag Hacatsir, a Festa da Colheita, porque o trigo, o último dos grãos a ficar pronto para ser cortado, era colhido nesta época do ano.