segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A Aliança do Eterno na História de Israel


Eu tenho muito carinho pela história de Israel que é rica em detalhes de toda a trajetória que os Bney Yaakov fizeram, para tomar posse da promessa feita aos patriarcas: Abraão, Isaque e Jacó. Com efeito, muitas foram as batalhas que tiveram de enfrentar para que a promessa se cumprisse, na geração daqueles que enfrentaram os quarenta anos de caminhada no deserto.


A posse da terra no período bíblico não era apenas para se estabelecerem num pequeno espaço do planeta. Não. A entrada de Israel na Terra Prometida é uma história a ser repassada de geração a geração e chegou aos dias de hoje como uma transferência de valores. Um legado. 


Cada parte do território de Israel não é apenas um lugar de morada, mas de permanência. Uma herança eterna. O povo da aliança não poderia viver em qualquer outro lugar a não ser naquele para o qual estavam predestinados.


É muito difícil olhar para Israel hoje e não fazer referência a esse passado, aos patriarcas, e a todos os “heróis” que, no decorrer dos anos, se esforçaram para que hoje fossemos uma nação. Devemos muito a cada um deles, pelo empenho, pela determinação, pela coragem a que se dispuseram em defender seus ideais. Somos fruto de muito trabalho, de muitas lágrimas e perdas que aconteceram no caminho. 


O território tem cidades e nomes de lugares que encontramos nos textos bíblicos que reforçam e autenticam a promessa. A história permanece intacta, emoldurada nos corações daqueles que vivem de norte a sul, leste a oeste do país. Devemos respeitar a memória de todos que lutaram, incansáveis, por cada pedacinho de terra de Eretz Israel. Devemos respeitar o povo judaico que permanece nas cidades hoje onde escolhem viver, criar seus filhos e netos como parte do processo da caminhada.


Israel hoje é um país de alta tecnologia, respeitado por grande parte das nações do mundo, governado com democracia, valorizando a vida de cada cidadão, onde a convivência pacífica é simbolo da paz que tanto se deseja. Cada pessoa representa sua família, seus antepassados, suas crenças, suas tradições.


Que sejamos dotados desta capacidade, por fé, de dar continuidade a história, o legado, a promessa.



Marion Vaz


terça-feira, 23 de novembro de 2021

Passaporte Verde para entrar em Israel

 


Aeroporto Ben Gurion - Tel Aviv


Visitar Israel é o sonho de milhares de pessoas de todo o mundo. A Terra Santa, ou Terra Prometida manteve os portões do Turismo fechado por muito tempo, devido a pandemia do Covid-19 que se alastrou por todos os países. 

O governo israelense tomou as medidas necessária para conter o avanço do coronavírus no país, com distanciamento social, uso de máscaras, vacinas e lockdown. E como já era de se esperar a população conseguiu superar as dificuldades.

Mesmo abrindo as portas para o turismo algumas regras foram impostas a quem deseja ver de perto os lugares sagrados e a cidade santa de Jerusalém. 

Turistas que desejam viajar para Israel precisam receber o passaporte verde e seguir as regras estabelecidas pelo governo israelense.

No momento, só será permita a entrada de pessoas que tenham sido vacinadas com a 1ª e 2ª dose num prazo de menos de seis meses. No entanto. será aceita uma terceira (reforço) desde que comprovada através de documentação.

Um teste de PCR negativo deve ser realizado num prazo de 72 horas antes do voo para Israel.

Outras exigências poderão ser consultadas no site do governo.



domingo, 17 de outubro de 2021

Aliah - O Retorno a Pátria




Aliah, o termo que em hebraico significa "subida", define bem o movimento dos judeus em direção à terra de Israel. Desde os tempos bíblicos havia este sentimento de habitar na terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó. 

A Lei do Retorno consiste em que todo judeu, seu cônjuge, filhos e netos tem direito de fazer Aliah. Todo judeu que optar pela imigração, parte de seu país de origem para Israel e contribui de maneira distinta para o crescimento da população israelense no território.

E no decorrer da história podemos notar que houve inúmeras tentativas desse retorno e temos número considerável de judeus, em épocas e contexto diferentes, retornando à pátria.

Indiscutivelmente, posso afirmar que, uma nova sociedade foi formada muito antes de 1948 quando Israel finalmente conseguiu sua independência política. Havia um sonho sionista em curso na mente e no coração daqueles que já habitavam no território e também daqueles que lutavam para a criação do Estado de Israel.

A Aliah impulsionou a base política, econômica e cultural da sociedade judaica bem como o crescimento demográfico do país, tão importantes nos primeiros anos de independência. O desenvolvimento de instituições sociais, riquezas culturais e prosperidade tecnológica deve-se aos milhares de engenheiros, acadêmicos, cientistas, artistas e capital humano de todas as demais áreas que contribuíram de forma única para fortalecer Israel.

As ondas de imigração que começaram por volta de 1882, considerada a primeira aliah, prosseguiram nos anos seguintes 1904, 1914, 1918, 1924, 1929, 1949, 1950, 1954, 1984, 1990 e 1991. 

Mas a Lei do Retorno não se baseia no regresso em massa de judeus para o território de Israel visando crescimento demográfico desordenado. Hoje, existe um processo de inscrição, um programa de aceitação, acompanhamento, direitos e benefícios para o olim em sua nova jornada. 

A Aliah não é uma guerra do retorno, mas um processo assistido desde o primeiro contato. Não se trata de uma recolocação territorial, trata-se de um acolhimento. Quando uma pessoa ou família chega em Israel ela é abraçada pelo país, e uma instituição já se incumbiu de organizar a sua entrada, o voo, curso de hebraico e outros benefícios que poderão facilitar a sua estadia e adaptação nos primeiros meses.

Os novos residentes vão enfrentar desafios desde a escolha do tipo de comunidade em que querem ingressar à adaptação a cultura, sociedade e até mesmo as diferenças climáticas. Há quem diga que um ano é pouco para se adaptar totalmente, mas, que a escolha pessoal de viver em Israel, de fazer parte da sociedade judaica vai, aos poucos, superando todos os conflitos internos.

Outro fator importante refere-se a religiosidade, assim, o retorno à pátria tem sua contribuição espiritual na vida de todos aqueles que fizeram aliah no passado e nas pessoas que chegam a Israel todos os anos. E independente do grau de religiosidade, todos os olim estão debaixo da mesma atmosfera e são participantes das bênçãos do Eterno.


Marion Vaz










segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Israel - Cada geração uma história

 


A história de Israel é feita de etapas. Cada geração foi, aos poucos, responsável por uma parcela dos eventos que conhecemos. E com certeza cada passo dado, cada decisão era apenas a vivências daqueles dias e como hoje, a população de Israel continua escrevendo a própria história .

Muitos leem as páginas do Antigo Testamento com tanta rapidez sem pensar no tempo que levou para que cada episódio fosse realmente concluído. E o tempo é o único responsável por desencadear múltiplos eventos e todo aprendizado que o povo judaico obteve.

Não era apenas a vida de uma sociedade tomando forma, mas o desenrolar da história, de pessoas cujos nomes nem são colocados em evidência. Mas que estavam lá, fazendo parte de cada etapa. E o que me deixa estarrecida de uma forma boa é esta capacidade de reviver a história que o povo judaico tem. 

Em cada festividade, em cada shabbat, em cada Pessach, e não apenas o fato de relembrar, e reviver, mas de vivenciar, de sentir, de trazer para o presente todos os momentos e sentimentos do passado. E assim trazer de volta vidas, roupa, cheiro, perdas e vitórias de épocas tão longínquas.

E hoje, embora que, de uma forma tão normal, tão cotidiana, continuamos a escrever nossas próprias histórias. Seja caminhando pelas ruas de Jerusalém, cantando e dançando ou lutando pelo país. Orando junto às pedras do muro ocidental ou saindo às ruas com bandeiras para festejar o Haatzmaut. Parece até poético, mas no simples fato de comprar alimento nos mercados estamos marcando nosso espaço e mostrando o quão presentes estamos na terra de Israel. 



Marion Vaz


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Covid-19 - Israel, os não vacinados estão entre os casos graves

 

Uma dose de vacina contra o coronavírus no Maccabi Health Services em Jerusalém
Crédito: Ohad Zwigenberg


Apesar da vacinação em massa no Estado de Israel contra a Covid-19, percebe-se agora que, pelo menos  dos 20% da população israelense que não foram vacinados,  correspondem por metade dos casos graves no país devido a disseminação da variante Delta e os casos aumentaram significativamente desde o final do mês de julho.

Cerca de 1,5 milhão de israelenses já receberam a terceira dose da vacina de reforço. Anat Ekka Zohar, chefe da Divisão de Qualidade, Pesquisa e Saúde Digital do Maccabi Health Services,  disse semana passada que a terceira dose da vacina é altamente eficaz contra infecções e doenças graves. A população elegível foi instruída a se vacinar o quanto antes. 





Fonte: https://www.haaretz.com/israel-news/israel-s-20-unvaccinated-now-account-for-half-of-all-serious-covid-19-cases-1.10146662




quarta-feira, 19 de maio de 2021

Ataques de Gaza - Quando isso vai ter um fim?

Nas últimas semanas Israel sofreu ataques de grupos terroristas que estão localizados em Gaza.  Foram mais de 2300 mísseis invadindo o espaço aéreo do território de Israel. Muitos deles foram interceptados pelo Iron Dome e destruídos no ar. No entanto, estilhaços caíram em terra e causaram a morte de inocentes. O Estado de Israel entrou em alerta e sirenes podiam se ouvir em Ashdod, Ashkelon, Sederot e outras cidades ao sul do país e até mesmo em Tel Aviv. 


O confronto em terra começou em plena festividade de Iom Yerushalayim em locais no próprio Monte do Templo, onde os revoltosos mostraram total aversão a Unificação da cidade de Jerusalém, que aconteceu em 1967.  A Capital de Israel, que também é a cidade mais sagrada para os judeus, se torna palco de distúrbios em áreas isoladas em que árabes agridem judeus em plena rua. Mas o ambiente em si na cidade é de tranquilidade e convivência pacífica.

O propósito das investidas do Hamas contra Israel é pressionar os árabes ao descontrole se suas ações na tentativa de destruir os judeus, parecendo que podem concluir seus objetivos.

No entanto, o que se vê é o sofrimento dos civis em áreas demarcadas e controladas pelo grupo terrorista neste momento de confronto, pois o contra ataque por parte de Israel é necessário para o proteção da nação. 

Os mísseis foram lançados um após outro sem interrupção, o que levou o Governo de Israel a responder imediatamente colocando sua força bélica na fronteira de Gaza e lançando misseis para destruir os locais de comando do Hamas. Infelizmente, o número de vítimas palestinas continua crescendo em meio ao conflito. Israel não iniciou o confronto. Israel quer paz com seus vizinhos. Mas Israel não pode deixar os seus cidadãos ameaçados e expostos a tal ataque.

Esperamos que as negociações de paz possam surgir efeito. 

Shalom Lekulam Israel


Marion Vaz

Atualização: Quinta-feira dia 20/05, Israel e Hamas aprovaram um cessar fogo simultâneo, mediado pelo Egito.