sexta-feira, 13 de março de 2020

Israel em Quarentena

                                                             Imagem da webcam Kotel

Nem tudo é azeite e mel na Terra Prometida e medidas urgentes foram necessárias para proteger a população. O Governo de Israel interrompeu a chegada de turistas ao país temporariamente. Escolas e Faculdades foram fechadas, eventos esportivos paralisados e até mesmo a reunião na Grande Sinagoga em Jerusalém neste Shabbat não se realizará. 

O coronavírus é o responsável pelas mudanças que ora vem atropelando a vida dos israelenses. A imagem acima do Kotel completamente vazio neste final de tarde de sexta-feira lá em Jerusalém, nos dá uma ideia de como o país está enfrentando esta quarentena.

Netanyahu fez um pronunciamento pedindo aos demais partidos para resolverem a questão das eleições mais tarde, visto que o agrupamento de pessoas pode resultar na proliferação da doença. Benjamin Netanyahu afirma que é necessário um "governo de emergência" visando o combate a pandemia do coronavírus. 


Estamos diante de uma questão de segurança nacional não só em Israel, mas também em muitos outros países onde a doença tem feito suas vítimas. Esperamos que o Instituto de Pesquisa Israelense atenda as expectativas obtendo a vacina contra o Coronavírus em três meses como declarou. 

Continuamos nossas orações ao Eterno para que, nesse processo, muitas vidas em todo mundo possam ser poupadas. Shalom Lekol Israel.


Marion Vaz

Atualizações:



Faixas amarelas foram colocadas para demarcar o espaço físico - Boa iniciativa.
15/03

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16/03




quarta-feira, 4 de março de 2020

Eleições em Israel - A voz do povo nas urnas


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e sua esposa Sara falam a apoiadores na sede da campanha do partido Likud, na cidade de Tel Aviv — Foto: Gil Cohen-Magen / AFP Photo

O Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou sua vitória nesta terça-feira. A voz do povo se fez ouvir através do voto depositado nas urnas em todo país. "Esta é a vitória mais importante da minha vida" declarou Netanyahu compartilhando um momento decisivo com uma multidão de eleitores. 

Um novo desafio, uma nova jornada começa agora para o partido e para todos aqueles que, num esforço desenfreado, desejam um bem maior para a nação de Israel. 

Oremos para que o Eterno D-us continue na mente e no coração dos israelense. Que haja  mesmo unidade,. Os desafios são muitos para manter o país num patamar de relevância perante as demais nações do mundo. O trabalho não é pouco e nem para um só homem. 

Com certeza o Eterno D-us de Israel estará atento as necessidades do Seu povo. Shalom.



Marion Vaz

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Israel - Uma Nação com Propósitos Divinos

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Um grande projeto começa com alguns passos que podem ser pequenos mas ao longo do processo tornam-se firmes e marcantes. Quando D-us projetou Israel como Nação, começou com um homem, nosso patriarca Avran que viva na cidade de Ur dos Caldeus. A ordem dada era para que Avran saísse daquele lugar e seguisse em direção a Terra Prometida. Obviamente Avran não sabia para onde deveria seguir, quanto tempo de caminhada, obstáculos e dificuldades que enfrentaria. Mas confiou na promessa de que ele seria uma grande nação e que D-us guiaria seus passos. Algo que me chama atenção no relato bíblico de Gênesis 12 é que a promessa feita a Avran é que ele seria uma benção (v.2). O Eterno não prometeu algo vago ou inapropriado. Ele disse claramente:

"E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção" - E há algo de divino nesse processo de transformação em que seus descendentes, Isaque e Jacó, dão origem a esta grande nação. Interessante que ao obedecer a voz do Eterno, Avran assumiu a crença no Único D-us em meio aos povos idólatras. E isso foi um diferencial. Esse legado atravessou a linha do tempo e chegou até nós.

A Terra Prometida, ainda com o nome de Canaã, era habitada por outros povos que disputavam o espaço territorial e Avran não se deixou abalar e o patriarca andou por todo território tomando posse de cada lugar pela fé.

Depois dele vamos encontrar muitos outros personagens dessa história bíblica movidos por uma força maior de que aquele território não era apenas um sonho, uma ilusão. A fé no Eterno foi maior do que as dificuldades, tornando a promessa viva até os dias de hoje. Personagens de todos os tempos deram continuidade as conquistas, para que os Mandamentos do Eterno não se perdessem no tempo. 

Cada parte da história bíblica destaca um personagem comprometido com a Promessa e o território. Moisés guiando o povo pelo deserto até as margens do Jordão. Os jovens que cresceram no deserto fortaleceram o ideal da Terra Prometida em seus corações. Josué liderando a conquista da terra, Davi eternizando o reinado, Neemias na sua dedicação de reconstruir os muros e a cidade de Jerusalém., os Macabeus retomando o controle. Judeus em todas as partes do mundo movidos por essa paixão por Jerusalém, orando e enviando famílias para reconstruir a nação. Famílias judaicas inteiras que permaneceram no território mesmo em dias sombrios, mantendo tradições e a religiosidade.

A História de Israel, que começa com o patriarca Avran, tem inúmeros personagens cujos atos heroicos e a devoção a terra de Israel, foram pouco a pouco moldando a face da nação. Uma frase de Eliezer Ben Yehuda  define bem o que estamos tentando passar, de que "todo processo necessita de um pioneiro". A geração de hoje que habita em Israel também tem seus pioneiros. Quantos talentos surgiram nos últimos anos?

Ben Yehuda disse: Para tudo é preciso apenas um homem em crise, inteligente e ativo...quem lidera o caminho sem deixar nenhuma possibilidade de voltar atrás". Ele decidiu no seu coração que iria falar só em hebraico com qualquer judeu que encontrasse. O sonho dele era trazer de volta o idioma hebraico para a vida cotidiana do povo judeu. Ele fez Aliá e deu continuidade ao processo em Israel.

O Movimento Sionista de Theodor Herzl é indiscutivelmente o passo principal para o renascimento da nação de Israel. No congresso em Basileia foram adotados o hino nacional e a bandeira e quase 50 anos após a sua morte (1048) o ideal de Herzl estava mais forte do que tudo. 

A Declaração de Independência feita por Ben Gurion estabelece um pais. A Guerra de Independência alarga as fronteiras.  Iom Yerushalayim marca a unificação da cidade de Jerusalém para sempre.

Anos de negociações com as nações da terra, não teriam efeito sem a determinação e a liderança dos Presidentes e Primeiros Ministros de Israel que deram a vida pela nação. Israel se destaca hoje como uma das potências mundiais em tecnologia e demais setores.

E somos herdeiros dessa História! Nossas vidas, tradições e costumes e nossa paixão pela terra nos define como povo escolhido para habitar ali. E esse comprometimento tem que ser repassado para as gerações futuras! Não vamos abrir mão do nosso legado. Israel é uma nação com propósitos Divinos e não apenas um povo que tenta sobreviver em meio aos bombardeios.


Marion Vaz



domingo, 26 de janeiro de 2020

Fórum Mundial sobre o Holocausto em Jerusalém










Cerca de 50 líderes mundiais estavam presentes na cerimônia do 5° Fórum Mundial sobre o Holocausto realizado em Jerusalém. A Capital de Israel recebeu ainda centenas de pessoas que participaram do Evento Lembrando o Holocausto e Combatendo o Antissemitismo, ouvindo discursos, musicais, filmes e orações. O Fórum contou também com o testemunho de sobreviventes o que emocionou a muitos dos participantes. 

Em seu discurso, Benjamin Netanyahu proclamou: "Há 75 anos eramos pó, hoje somos uma Potência Global, as cinzas do Holocausto transformaram-se em vida. O Evento relembra 75 anos da libertação do Campo de Concentração Auschwitz, o maior campo de extermínio nazista. 6 milhões de judeus perderam a vida entre 1941 a 1945 na Segunda Guerra Mundial com base genocida e de limpeza étnica.  

No encerramento do Fórum, líderes mundiais colocaram flores no memorial do Holocausto. O Yad Vashem é o Memorial Oficial de Israel em lembrança às vítimas do Holocausto.


Marion Vaz


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

As Crateras do Mar Morto








A contínua diminuição do nível da água no Mar Morto causa mudanças irreversíveis transformando sua costa. Crédito das imagens: Ruth Schuster - Haaretz

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Chanuká - O Milagre das luzes


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Está chegando a festa de Chanuká. Um marco na história de Israel e no processo, seja religioso ou territorial, foi um verdadeiro milagre. No mundo moderno isso pode até parecer exagero. Mas o que não for algo inexplicável seria basicamente o que? Uma coincidência? Não. Israel é a terra do milagre. É um lugar onde tudo acontece porque a mão do Todo Poderoso está estendida para abençoar a terra, o povo e qualquer um que precise de uma intervenção divina.

E tudo aconteceu de maneira tão simples e ao mesmo tempo inesperada no passado, que o povo da época glorificou ao Eterno. A história foi recontada para as gerações seguintes até chegar até nós. Quando  terra de Israel estava sob domínio estrangeiro, os judeus perderam o direito a exercer sua religiosidade. Um sacerdote idoso e líder da comunidade se recusou a oferecer sacrifícios a deuses gregos. Ele e seus filhos empreenderam uma guerra contra seus opressores e decidiram lutar pela libertação de Jerusalém.

Os Macabeus, como foram denominados, e seus aliados invadiram a cidade e se apossaram do Templo sagrado. Retiraram os ídolos do local e restauraram o altar e fizeram uma nova Menorá. Havia azeite impuro para acender as luzes, mas eles não queriam utilizá-lo. Em uma pequena ânfora com o selo do último Sumo Sacerdote justo, havia um pouco de azeite que duraria apenas um dia. O azeite se multiplicou por oito dias, tempo suficiente para fabricar e consagrar um novo. 

O milagre de Chanuká não consiste apenas no acender das luzes, mas nos mostra um caminho mais excelente. Fala de fé e perseverança, de propósitos firmes e de conquistas. A história de Israel é repleta deste tipo de milagre. E nós também somos um milagre, porque sobrevivemos a tudo o que nos foi imposto e estamos aqui para celebrar uma visão milenar: Temos direito a nossa terra - Eretz Israel.

Chanuká tem seu simbolismo: Acendemos as luzes para iluminar a vida, orações nos aproximam do Eterno, doces nos lembram o óleo sagrado, os oito dias nos lembram o cuidado do Eterno e a providência divina, a pureza do óleo nos fala de santificação e obediência as ordenanças do nosso D-us. Celebramos as conquistas na vida religiosa, basicamente a vitória da fé judaica na cidade de Jerusalém num período conturbado da História. 

E como disse antes, no mundo moderno temos doces diversos para saborear e crianças brincando com Sevivon, mas Chanuká nos lembra que as ameaças existem. Mas nós não somos apenas um povo, não somos apenas uma bandeira, somos famílias unidas e como o Matathias e seus filhos, somos fortes o bastante para construir, dia a adia, a nossa nação. 

Chag Sameach


Marion Vaz








segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Confrontos e dias amargos que ainda estão por vir


A Terra que emana leite e mel vivi dias amargos. Os conflitos bélicos entre Israel e militantes terroristas deixaram suas marcas neste mês de novembro. Misseis invadiram os céus israelenses mudando o azulado da paz em momentos de terror e agonia. Ouviram-se as sirenes e alertas para que a população se protegesse. A contra investida do exército de Israel também alcançou seus objetivos. Jihad Islâmica perde componentes. Assim vemos os nomes que entram e saem da História sem muita glória durante o tempo de sua existência. 

Com as divergências políticas em andamento, podemos observar um país um tanto perdido, sem saber o que vem pela frente, O Primeiro Ministro Netanyahu é acusado de fraude. suborno e quebra de confiança e outros delitos. Se agora precisa enfrentar um julgamento ou pedir imunidade política, como vivenciar tal situação e ainda manter equilíbrio emocional para seguir em frente? Enquanto isso Benny procura aliança com partidos árabes para formar o novo governo que irá implantar no país. E se  tiver novas eleições as mãos de quem vão governar esse país? Netanyahu poderá se candidatar? Se vencer poderá governar? Se for condenado será preso por 10 anos? Bem, essas são as laudas que percorrem as páginas dos jornais nesses últimos dias.

Eu fico aqui pensando, sem querer transparecer que perdi a fé no meu país, até que ponto verdades são verdades ou são meias mentiras? Que jogo de poder é esse que atolou a nação de Israel nos últimos meses e por que a população tem reagido de forma mais aleatória? Seriam os tempos modernos capaz de  transformar as mentes em criaturas robotizadas, com crendices de "paz e boa vontade para com os homens"? Eu realmente não entendo como se pode apelar para um governo de unidade partilhada: judeus e árabes se Israel é 74,6 % de judeus?  Estou preocupada. Confesso.  Porque tudo isso me deixa assim, confusa em relação a segurança de Israel. 

Podemos notar certa semelhança com os dias de hoje, ao observar os textos bíblicos em seus vários contextos. Israel sendo confrontado e ameaçado por povos vizinhos, a falta de unidade, os erros e pecados cometidos perante o Senhor, gente sofrendo amargas punições. Um povo incrédulo se rebelando contra os seus governantes e fazendo valer a sua vontade até que tudo desse errado e não tivesse como voltar atrás...  Seria isso uma volta de 360 graus de tempos em tempos? 

Essa Era moderna que alimenta a tecnologia e elege "reis" desfaz mesmo o vínculo com o passado? E pra onde vai a esperança de uma terra prometida aos filhos de Yaacov? De que adiantou atravessar o Mar Vermelho?  E de que adiantou todas as conquistas e sofrimentos de nossos pais e avós se dermos de "bandeja" parte da nossa herança? Que tipo de gratidão estamos esperando? E se essa ilusão de nação forte e destemina, que toma as rédias do seu destino, não for capaz de lidar com todo o ódio alimentado nos corações? 

Se a gente traz a memória um passado tão distante, se revivemos tudo isso em nossas festas e no acender das velas, podemos ao menos parar de ser ignorantes em relação aos "outros"? Podemos parar de fingir que somos bem vindos em nossa própria terra e notar que e a nossa felicidade suscita rancor e que esse sentimento ressalta nos olhos daqueles que nos observam?

Se você acha que estou sendo pessimista, me responde: de quem são os mísseis que nos ameaçam? De onde vem as pedras que nos atingem? A única solução é entender que os dias amargos que estão por vir podem ser evitados. Podemos sim viver em paz, respeitar os direitos de todos os cidadãos que dividem o espaço no território israelense, sem ter que tratar a nossa herança como algo transitório.  


Marion Vaz