domingo, 17 de abril de 2011

Faixa de Gaza

Israel devolveu a área da Faixa de Gaza para os palestinos e na época 8 a 9 mil judeus foram instruídos a deixar a área ou preparar-se para a retirada compulsória a partir da noite de 16 de agosto de 2005. As famílias foram removidas do lugar onde viveram durante anos e transferidas para as casas em outras áreas dentro do território Israelense. Construções como sinagogas, foram completamente demolidas, para evitar retorno de judeus e como medidas para erradicar toda e qualquer memória dos judeus naquele pedaço de terra.

Na época fiquei bastante triste e comovida ao ver os judeus saindo de suas casas, a maior parte deles, amparados por soldados israelenses que auxiliavam na remoção dos colonos. Muitas lágrimas marcaram a retirada do povo judeu da Faixa de Gaza, mas também houve conflitos com uma minoria que não queria acatar a decisão de Ariel Sharon, na época Primeiro Ministro de Israel.

Era de se esperar que a área fosse totalmente reestruturada pelo governo palestino para se adequar as necessidades daqueles que então passariam a residir naquela localidade. Esperava-se que tanto o governo como os novos habitantes se responsabilizassem pelas melhorias e que também dessem apoio a comunidade e criassem pólos de recreação, moradia e comércio.

No entanto, o que se seguiu a meu ver um verdadeiro absurdo, a retaliação ao governo israelense para que ajudasse a qualquer custo os palestinos fornecendo água, luz, combustível, gêneros alimentícios e, pasmem: segurança! Por diversas vezes, assisti o bombardeio de notícias inflamando a sociedade mundial contra Israel e distorcendo informações acerca dos moradores da Faixa de Gaza.

Ano passado, em pleno centro da cidade do Rio de Janeiro havia uma faixa com a seguinte declaração: “Israel transformou a faixa de gaza num campo de concentração” e é óbvio que fiquei irritadíssima! O episódio da Flotilha em águas internacionais contribuiu para uma acirrada campanha contra Israel, ao ser interceptado quando diziam levar ajuda comunitária a Gaza.

Em junho de 2007, após confronto armado com o Fatah, o grupo terrorista Hamas assumiu o controle da faixa de Gaza. Assim, o terreno que deveria ser usado para melhorar a qualidade de vida dos moradores, passou a ser usado como “quartel general” do Hamas. Desde então e por diversas vezes e particularmente esse mês, o Hamas investiu em ataques com mísseis as diversas cidades israelenses.

E para completar o Irã está fabricando mísseis especiais para o Hamas, que podem ser através de túneis contrabandeados para a Faixa de Gaza.



A violência chegou ao ápice na semana passada depois que militantes do Hamas dispararam um foguete antitanque do outro lado da fronteira em um ônibus escolar israelense, ferindo gravemente um adolescente israelense. Israel retaliou com ataques aéreos e terrestres, matando 19 palestinos.

Militantes de Gaza dispararam pelo menos 140 foguetes contra Israel durante os quatro dias de combates, que tinha abrandado desde mediadores egípcios e as Nações Unidas conseguiram uma trégua informal no domingo.




A notícia na rede UOL diz que “um relatório da ONU divulgado nesta terça-feira destaca o desempenho da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em seis campos diferentes para desenvolver as instituições do Governo face à consecução de um Estado independente... Pelo dossiê, divulgado pelo Escritório de Coordenação da ONU em Jerusalém, trata-se da governança, da condução da lei e dos direitos humanos; a qualidade de vida; a educação e a cultura; a saúde; a proteção social, e a água e as infra-estruturas.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, lançou em 2009 um plano para definir as bases econômicas e institucionais de um futuro Estado soberano para setembro de 2011, ao invés de esperar que o diálogo de paz com Israel (atualmente estagnado) de resultados.

O projeto tem como objetivo levantar as instituições e sanear a economia para preparar o estabelecimento de um Estado palestino nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental, assim como em Gaza”.

Essa última parte da notícia me deixou confusa, “assim como em Gaza”?


Seria muito esperar que o futuro estado independente a ser proclamado permaneça em paz com Israel se a idéia é seguir o modelo apresentado na Faixa de Gaza, que tem num Grupo Terrorista Hamas o controle do território e o ódio e aversão ao Estado de Israel. No mínimo podemos esperar fogo cruzado atravessando os céus de leste a oeste (Gaza e Cisjordânia) de Israel e cidades inteiras sob ataques violentos.




Mas, alheio a toda e qualquer tipo de intenção obviamente camuflada em “direitos humanos” ou estado independente”, se por um lado há uma campanha da Cisjordânia para alcançar a adesão de vários países para sua proclamação, por outro vamos encontrar a opinião pública, em parte, favorável a tal decisão.

Ainda gostaria de citar que num ato de “generosidade” o próprio Hamas faz rara oferta de tréguas a Israel no último final de semana e diz “que iniciou diálogos com outros grupos militantes na Faixa de Gaza para exortá-los a pararem de disparar foguetes contra Israel”. No entanto, é clara a intenção de sua recusa em reconhecer o Estado de Israel. Assim, é melhor não confiar!

Minha opinião é que o Estado de Israel atente para os últimos acontecimentos para depois não ter que dividir sua atenção e seu exército para defender o pequeno espaço de terra que vai sobrar entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

Marion Vaz

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