quarta-feira, 13 de junho de 2012



As paredes do Yad Vashem em Jerusalém, foram pintadas com dez mensagens antissemitas. Os autores de tal vandalismo ainda não foram identificados, mas certamente erraram em sua demonstração de indignação, seja lá o que estivessem reenvindicando.

O Museu do Holocausto foi dedicado as vítimas do Shoah que merecem respeito e não deveria ter sido alvo de tal afronta. Mesmo conseguindo chamar a atenção da população, pixar prédios ou monumentos públicos e históricos é no mínimo uma medida arbitrária e eles deveriam ser punidos sim.

Às vezes, é mais fácil e mais humano enfrentar as situações de maneira educada e ordeira do que dar de frente com a política do país. Mesmo que as declarações feitas com relação a criação do Estado de Israel fossem verdadeiras essa não seria a melhor maneira de expor, pois os muros da cidade de Jerusalém por si só contam a História da nação.



Marion Vaz



terça-feira, 12 de junho de 2012

O quarto Mandamento


Interessante  essa notícia exposta no jornal Jerusalém Post que explica a divergência na opinião pública a respeito do transporte público gratuito que passou a circular em diversas áreas em Israel.

A notícia nada teria de diferente dos demais países se não fosse por apenas um detalhe: o quarto mitzvah  “Lembra do dia do shabat para o santificar”.

Em Israel existe um impasse entre o secular e o religioso. Ninguém quer deixar de cumprir as ordenanças sobre o shabat. Mas, existem serviços de prioridade e importância vital  para a sobrevivência da população que não podem parar no shabat e por isso funcionam normalmente.

Não existe lei  em Israel  que proíba a movimentação de transporte público no shabat, e por isso foi feito um teste com veículo gratuito e cerca de 200 pessoas aproveitaram para viajar na condução nesse último sábado.

Alguns alegaram que atividades de lazer são feitas no shabat e que se houvesse ônibus disponível seria bom para a população. O prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, criticou a falta de transporte público:  “Israel é o único país do mundo em que o transporte público deixa de funcionar por um quarto de ano por causa do shabat e dos feriados judaicos”.

Chegamos ao dilema: O que fazer com o quarto Mandamento?

Em épocas passadas dar-se-ia a própria vida em função do cumprimento dos mitzvot, e principalmente do shabat.  Hoje,  a quantidade de carros e ônibus, principalmente de turismo, que transita nas estradas israelenses são, no mínimo, uma afronta a D-us.

Imagens transmitidas pela webcan mostram a movimentação de pessoas no Muro Ocidental, pessoas filmando, tirando fotos, aglomeradas em diversos pontos, falando, apontando completamente alheias a santidade do lugar, contrastando  com o fervor das orações feitas ali.

Mas, difícil mesmo é ter que galgar a  escada do progresso, visando o bem estar da população sem entrar em conflito com a Lei. Assim, Israel se vê nesse empasse. Digo Israel, porque muitos judeus nem teriam dúvidas em que caminho seguir. Como naquela famosa parábola do “bom” samaritano em que o sacerdote e o levita que seguiam para o Templo, nem sequer cogitaram em tocar no homem prostrado na estrada, tendo-o como morto (pois assim parecia), em função do cumprimento das leis acerca da purificação.

Assim, mesmo que o governo insista em colocar transporte público no shabat e feriados judaicos, o que certamente traria grande auxílio a população,  o quarto Mandamento jamais perderá o seu valor, pois ele é o diferencial de Israel “como único país no mundo” que preserva os Mitzvot dado a Moshe pelo Eterno, de geração em geração”.



Marion Vaz

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tributo a Eliezer Ben Yehuda




A primeira vez que me deparei com  idioma hebraico fiquei fascinada. Queria aprender a ler e escrever. Busquei oportunidades de estudar e logo comecei a dar os primeiros passos. Hoje, sou apaixonada pelo hebraico e até me arrisco a cantar algumas melodias.

 Quando li esse artigo confesso que fiquei muito impressionada com o trabalho desse grande homem que ousou realizar um sonho: trazer de volta o idioma hebraico para a vida cotidiana do povo judeu.


O Blog Eretz Israel contribui para eternizar o nome e os feitos de Eliezer Ben Yehuda e assim publicamos essa matéria extraída do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Eliezer_Ben-Yehuda

Eliezer Ben-Yehuda (Lujki, 7 de janeiro de 185821 de dezembro de 1922)
Estudou em uma yeshivá, com o sonho de se tornar rabino, e logo aprendeu o hebraico dos livros antigos.

Com todas as mudanças que ocorriam nessa época no contexto mundial, Ben-Yehuda começou a interessar-se pelo mundo secular, mudando-se para uma escola russa, onde terminou seus estudos em 1877. Nesta época, foi cativado pelo ideal de restauração e revificação da nação búlgara, concluindo que o povo judeu também tinha tal direito.
Para Ben-Yehuda, os judeus deviam voltar a Eretz Israel, a "Terra de Israel", formar uma nação e ter uma língua própria, uma escrita unificadora e esta seria o hebraico. Porém, o hebraico era, até então, um idioma sagrado, usado apenas para estudar e orar. Concluiu que ele mesmo deveria ir a Palestina e começar a pôr em prática seu sonho.

Antes foi a Paria estudar medicina, mas foi interrompido, em 1881, ao contrair tuberculose o que acelerou seu aliá. Ele se mudou acreditando que seu anseio era algo possível. Quando ainda morava na Europa,

Decidiu que falaria apenas hebraico com qualquer judeu que conhecesse, e ainda em Paris, em um café, obteve seu primeiro sucesso, conversando com Mordechai Aleman e provando para si mesmo que era possível.
Ben Yehuda relatou entusiasmado para sua mulher, Débora, outra conversa que tivera com o trocador de dinheiro no seu desembarque em Yafo. Aí ele viu que até as pessoas mais simples poderiam conversar em hebraico.

Quando seu filho Ben-Zion Ben-Yehuda, também conhecido como Itamar Ben-Avi, nasceu em 1882, fez sua mulher prometer-lhe que ele cresceria sendo o primeiro menino a falar tudo em hebraico. Essa política domiciliar ficou conhecida como o “hebraico em casa”.  
A imagem abaixo mostra a rua Ben Yehuda em Jerusalém.

De acordo com Ben-Yehuda, este foi um fato muito importante para o futuro da língua hebraica, pois com uma criança em casa que só falava hebraico, os pais e todos visitantes teriam também que falar no mesmo idioma, e assim, quando a criança falasse hebraico por si só, teria sua teoria sido comprovada.

Itamar Ben-Avi, em sua autobiografia, descreve algumas medidas drásticas tomadas por seu pai, muito traumáticas na sua infância. Como por exemplo, se tivessem visitantes em sua casa que não soubessem falar hebraico, seu pai o mandava para o quarto, pois ele não poderia se quer ouvir outro idioma. Ele conta também de um dia que seu pai não estava em casa e sua mãe começou a cantar músicas em russo. Quando seu pai chegou e ouviu a cantoria, que não era em hebraico, gritou e brigou com sua mãe.

De todos os passos para instaura a língua, o mais importante foi o “hebraico na escola”, quando Eliezer recomendou aos rabinos e professores usar o hebraico como idioma de instrução nas escolas da Palestina, em matérias tanto religiosas quanto seculares.

Ele foi então convidado a lecionar o idioma hebreu na Escola de Torá e Avodá ("Trabalho") da Aliança Israelita Universal, em Jerusalém. Em pouco tempo, seus alunos já conversavam normalmente em hebraico, graças ao seu método de falar livremente e diretamente, ou seja, sem tradução para outras línguas.
Seu exemplo impressionou professores, mas estes enfrentavam dificuldades como falta de professores, de livros, de terminologias, e assim por diante. “Eram como meio-mudos, falando com as mãos e com os olhos.” Com o tempo, esses problemas foram sendo superados e uma nova e jovem geração que só falava hebraico surgiu e desenvolveu-se.

Além de ensinar jovens, Ben-Yehuda queria também ensinar aos adultos, e por isso passou a publicar seu próprio jornal, HaTzvi, em 1884. Escrito todo em hebraico, continha tópicos de interesse do povo que morava na Palestina, incluindo notícias internacionais e locais, como tempo, moda, etc. O jornal era também utilizado para introduzir novas palavras, que não existiam no hebraico antigo, entre elas “jornal”.

Outra criação de Ben-Yehuda em prol do desenvolvimento do hebraico foi o Dicionário Completo do Hebraico Antigo e Moderno. Ele começou a montá-lo para uso próprio em Paris, como guia para auto-ajuda, porém concluiu que seria bom publicar a obra para ajudar a todos que tinham o mesmo problema que ele: falta de vocabulário.

O dicionário, de 17 volumes, só pôde foi concluído após sua morte, por sua segunda esposa e seu filho. Esse é, ainda hoje, o único dicionário na lexicografia hebraica.
O ideal de Ben-Yehuda recebeu ajuda da grande massa de judeus que chegaram a Palestina no mesmo ano em que ele, 1881. Parte significativa desses imigrantes era como ele: jovens, educados e idealistas. Eles receberam suas ideias e muitos já estavam prontos para falar hebraico quando chegaram, transmitindo-o às crianças em casa, nas creches, nas escolas.

Assim, entre 1881 e 1921, era formada uma massa jovem e fervente de faladores da língua hebraica, com o hebraico como único símbolo do nacionalismo linguístico.
Esse fato foi reconhecido pelas autoridades britânicas, que reconheceram em 1922 o hebraico como língua oficial dos judeus da Palestina. Um mês depois, Ben-Yehuda faleceu de tuberculose.

Bem antes de morrer, Eliezer escreveu em seu jornal:

“Para tudo é preciso apenas um homem em crise, inteligente e ativo, com iniciativa para devotar toda sua energia nisso, não importando o processo, nem todos os obstáculos no caminho. Em todo novo invento, em todo passo, mesmo o menor deles, o processo necessita ter um pioneiro, quem lidera o caminho sem deixar nenhuma possibilidade de voltar atrás”.

Segundo o historiador Cecil Roth: “Antes de Ben-Yehuda, os judeus podiam falar hebraico. Depois dele, o fizeram.” Sem dúvida, para a revificação da língua hebraica, aquele pioneiro foi Eliezer Ben-Yehuda.
Fonte da imagem de Jerusalém
http://www.jerusalemshots.com/Jerusalem_he138-7376.html

domingo, 3 de junho de 2012

Moinho de Montefiori


O Moinho de Montefiore foi construído em 1857 na baixa da cidade de Jerusalém e tem 18 metros de altura. Este moinho é uma das mais antigas e conhecidas imagens de marca da cidade.

Foi construído pelo filantropo Sir Moses Montefiore na tentativa de acabar com a pobreza e contribuir como fonte de emprego para os judeus pobres da cidade. A construção deste moinho e algumas casas, contribuiu para o crescimento do 1º bairro judeu fora das muralhas da cidade antiga.


O moinho nunca foi usado como moinho e foi danificado durante a guerra de 1948 quando se criou o Estado de Israel. Atualmente o moinho é um museu dedicado à Sir Moses Montefiore.


 
Sir Moses Montefiore. (1784-1885).








Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Moses_Montefiore
Fonte da foto: www.jerusalemshots.com/

Judaismo



Parashá Frutos do Céu e da Terra

"Escuta ó céus, e falarei: E a terra vai ouvir as palavras da minha boca." (Devarim 32,1)

O corpo de uma pessoa e alma vem a este mundo como um só. O corpo do homem é transitório, virando pó, quando a vida neste mundo chega ao fim. Seu espírito, no entanto, que é eterno passa para o mundo da verdade a ser ressuscitado com a vinda do Mashiach.

No curso normal dos acontecimentos descobrimos que as pessoas alimentam a sua existência física, materialista desde seus desejos e necessidades na área de frutas treethis são concretas, imediatas e observáveis.

O lado espiritual do homem é mais abstrato, intangível, e muito mais fácil negar e ignorar. É, no entanto, bem conhecido - até mesmo como a ciência moderna tem vindo a reconhecer - que o corpo e o espírito são interdependentes. Um espírito sem rumo vai orientar o corpo fora do curso e enfraquecê-lo. Um espírito vazio fará negligenciar seu bem-estar físico, levando à doença e à deterioração do corpo e da mente.

Os céus e as terras simbolizam espiritualismo e materialismo. Que muitas vezes se referem a assuntos espirituais como assuntos materiais e os celestes como terrestres. Para que não pensemos que estamos ignorando questões terrenas e viver nossas vidas neste mundo em um nível exclusivamente espiritual, Moisés nos informa nesta parte que duas testemunhas eternas, o céu e a terra, unem-se para simbolizar para nós, o equilíbrio adequado entre o físico e o espiritual.

Assim como a vegetação no solo não pode sobreviver sem o alimento e as chuvas e do orvalho celeste, assim também, a nossa existência física tem a sua própria legitimidade, desde que é nutrida por uma alma justa e rica interiormente.

Esta é a intenção do versículo que se segue (Devarim 32,2): "A minha doutrina deve cair como a chuva, o meu discurso deve destilar como o orvalho; como chuvisco sobre a erva e como chuvas sobre as ervas."

Coordenação e harmonia entre o corpo "terrestre" e da alma que é "celestial" são os frutos. Como Rashi comenta: ". ... Se eles serão considerados dignos, estas testemunhas virão e recompensá-los; a videira dará o seu fruto e a terra dará a sua produção e os céus darão o seu orvalho"

Rabino Simon A. Dolgin. Biografia: 1915 Nascido em Chicago. 1939 Doutor de letras hebraicas no Hebraico Collage Teológico. 1939 - 1971 rabino da Beth Jacob Congregation in Beverly Hills por 32 anos, morreu em Israel em 19 de abril em 89 anos de idade.
Fonte  http://www.virtualjerusalem.com/judaism.php?Itemid=4908