Este blog é dedicado a todos aqueles que nutrem um sentimento especial pelo Estado de Israel e respeitam o povo judeu e todos os seus costumes e tradições e amam Jerusalém como a cidade que Deus escolheu, para nela por o seu nome para sempre,
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Ataque terrorista em avião com israelenses
sábado, 26 de setembro de 2026
Outono e a Festividade de Sucot
O outono chegou em Israel, mas não com paisagens de filmes, mas como uma despedida do verão. E @fannnyesther.il nos informa que esta estação em Israel tem o seu próprio ritmo. Os dias ainda são ensolarados e dá para caminhar pela cidades, sítios arqueológicos e passeios agradáveis. Noites frescas e as primeiras chuvas.
A festividade de Sucot já começou e por todo o país e na cidade de Jerusalém, que está repleta de pequenas cabanas temporárias, seja na sacada do apartamento, nas ruas, nos restaurantes. Por todo lado você encontra um lugar de refúgio para comer, pensar e lembrar do povo que caminhou no deserto.
Marion Vaz
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O Dia em que Israel parou
Uma vez no ano, o Judaísmo faz um convite diferente: Pare de correr! Como uma data solene, o Dia do Perdão, te convida a refletir, sondar o coração e não pensar apenas onde foi que você errou, mas como vai proceder daquele dia em diante.
Iom Kippur é um dia para pedir perdão, mas também é um dia alegre, porque se confia no agir e no poder do Eterno. São cerca de 25 horas de jejum completo, resistindo ao desejo de comer ou beber água, para se dedicar à espiritualidade.
A Nação para, em todos os sentidos. Não há movimentação de transportes nas ruas, lojas e shoppings abertos e nem transmissão de TV e rádios. Até o aeroporto Ben Gurion cessa suas atividades. É uma dia para reflexão, pedir perdão a D-us, se conciliar com as pessoas.
Reconhecer e retroceder nos conceitos e atitudes, como uma oportunidade de ser uma versão melhor de si mesmo. E talvez esse, seja realmente um dos significados do Iom Kippur.
Israel para, observa, restaura sua comunhão com o Eterno para seguir em frente. E nas primeiras horas há um silêncio quase obrigatório, significativo. Religiosos, tradicionais e seculares tem suas atividades e momentos de devoção. Há quem fique na Sinagoga o dia todo e aqueles que andam de bicicleta.
E ao término do dia do Iom Kippur, a vida volta a rotina, as atividades, a alimentação sadia e a hidratação do corpo. E não é sobre comer muito antes do depois do Dia do Perdão, é sobre equilibrar os nutrientes.
A fé judaica sabe que somos falhos, mas que palavras pronunciadas com sinceridade de coração são promessas conscientes.
Kol Nidrei começa com uma confissão silenciosa para dar liberdade de fazer novas promessas. É saber que o passado não decide sozinho, o nosso futuro.
Marion Vaz
domingo, 20 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Danos Colaterais - Ataque a Israel - Naza
O ataque a Israel desta vez, não veio através de mísseis ou conflitos com terroristas ou países vizinhos. Aconteceu dentro do país. Dois cineastas e "aspirantes" a lenda consolidou sua vingança através de um filme de longa-metragem, onde supostamente contam detalhes dos contra-ataques de Israel ao território de Gaza.
O documentário que foi "forjado" no território inimigo com imagens de Gaza sob destroços, repercutiu na Mídia quando foi consagrado no 83º Festival de filmes em Veneza. Os cineastas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor receberam o "prêmio" e 25 minutos de aplausos pelo desempenho.
No filme, depoimentos anônimos (como se Israel não fosse descobrir) de 24 ex-membros do Exército israelenses e serviços de inteligência, abordam o sistema artificial de inteligência calculando o número de vítimas civis no caso de ataques e bombardeios na Faixa de Gaza, o que foi chamado de "danos colaterais".
Com certeza, Israel faz um cálculo meticuloso no intuito de evitar mortes de civis. Israel NÃO mira um míssil num hospital, mesquita ou área aberta em Gaza. Israel fez ataques contra as bases do Hamas. Difetente dos ataques do Hamas ao território israelense. O documentário não teve compromisso com a verdade.
O Ministro de Cultura Miki Zohar já solicitou uma investigação de identificação das "fontes anônimas" e cogita a revogação da cidadania israelense dos cineastas.
A menos de 1 mês do 7 de outubro, a data mais avassaladora de 2023, quando centenas de judeus foram sequestrados e levados reféns pelos terroristas do Hamas, e cerca de mais de 1200 almas perderam a vida num ataque brutal, Yuval e Rachel resolveram fazer defesa ao povo de Gaza, que praticamente fizeram parte do ataque.
Se queriam uma história, era só ter se aprofundado nas pesquisas e ouvido o depoimento dos reféns para entender como crianças, jovens, idosos e soldados estão lidando com os "danos colaterais" desde o dia que voltaram para casa.
Mas, pela expressão facial dos cineastas ao receberem a premiação, eu deduzi que a repercussão negativa em Israel sobre a tal "conquista" já tinha chegado aos ouvidos deles. Sob aplausos, bandeiras e gritos de Philístia free, ficou bem claro o porquê deles terem sido escolhidos.
Temendo não poder voltar para Eretz, os cineastas mudaram o discurso para: Eu escolho a minha "pátria" e "O que eu vou fazer nessa terra estrangeira?" - Opção 1: Ficar por aí algum tempo. Opção 2: Fazer parte da nova flotilha de Greta. Porque a recepção aqui no Aeroporto de Ben Gurion, não vai ser das melhores.
Para o Governo de Israel e do Exército, o documentário é uma traição ao país. Para os reféns e sobreviventes do cativeiro é um descaso completo a tudo o que sofreram. Para familiares que perderam seus queridos é uma afronta e um desrespeito a memória daqueles que foram assassinados no 7 de outubro.
Mas para a Mídia e a coligação de 11 países e o Reino Unido que fizeram uma sanção contra Israel, é um colírio nos olhos. A palavra segregação racial, usada no discurso de Miliband, fez um enorme "sentido" no documentário.
Enfim, eu não acho que os cineastas pensaram muito na questão ética, mas agora que, provavelmente, estão desempregados, vão ter que repensar suas decisões. E ninguém venha com aquela conversa de "liberdade de expressão".
Marion Vaz
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Emunah
A tradução da palavra Emunah não é apenas fé, o conceito vai além de apenas confiar ou estabelecer uma crença de que tudo vai dar certo. É o conceito de confiar em D-us mesmo sem entender seus caminhos, seu agir.
Emunah se rende ao fato de "confiar que até os desvios podem te levar ao lugar certo". E que "nem tudo pode acontecer como a gente quer" ou pediu. Mas de sentir o agir de D-us e sentir conforto ao caminhar por atalhos ou estradas longas.
No Salmo 27 Davi estava empenhado em alcançar a bondade de D-us, não num tempo futuro, mas no presente, diante das adversidades que estava enfrentando. E Emunah nos leva a acreditar naquilo que nossos olhos ainda não enxergam, a exemplo de Abraão, que obedeceu ao chamado do D-us e seguiu para uma terra distante.
Com certeza a bondade de D-us pode estar diante dos olhos, nos dias comuns que vivemos, sem sequer perceber ou dar valor as pequenas (grandes) bênçãos que nos alcançam.
Emunah não é apenas uma emoção, algo passageiro, mas sim uma postura que nos mantém firmes, mesmo diante das circunstâncias ou momentos de crise. É confiança inabalável nos propósitos do Eterno.
Precisamos sim olhar para o alto, como no salmo 121 e confessar que o socorro está a caminho, que vem Daquele que fez os céus e a terra. E que o Senhor que nos guarda está no controle de todas as coisas.
Marion Vaz
sábado, 12 de setembro de 2026
Rosh Hashaná Ano 5787
O ano novo judaico tem algo mais significativo do que apenas uma mudança no calendário. Não se trata apenas de trocar de datas, mas sim de entender como entrar no próximo ano, de coração grato e consciente.
E Israel iniciou o seu ano de 5787 com cerca de 10.3 milhões de habitantes. Cerca de 24 mil novos olim através da Alyah, chegaram ao país. Foram feitas novas descobertas arqueológicas que concentram atividades de vida judaica no território e o turismo voltou com toda a sua força.
E apesar das críticas, das guerras, das vozes que teimam em contradizer as vitórias e conquistas de Israel, entramos no novo ano com um cartão de bênção sobre a vida, a família e o país.
E Rosh Hashaná tem um período de reflexão sobre o que se fez e não deu certo, para encarar o próximo ano com novas experiências, novos caminhos, novos projetos, renovando o entendimento sobre a vida, a saúde e as bênçãos que o Eterno nos concede todos os dias.
Que os nossos nomes sejam escritos no Livro da Vida e que haja paz sobre Israel!
Shaná Tová Umetuká
Marion Vaz
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Ninguém pode ditar as fronteiras de Israel
Em depoimento nas redes sociais, o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estabeleceu as normas de defesa dos territórios israelenses, afirmando que nenhum grupo terrorista vai ditar as regras sobre o território da nação se estabelecendo sobre as fronteiras.
Conflitos no norte do país com o Hezbollah são constantes e é lá no alto do Monte Hermon que o exército israelense se posicionou para controlar e proteger o território demarcado por Israel desde a Guerra de Independência. As fronteiras com o Líbano, Síria e Jordânia, Egito e Gaza também são constantemente vigiadas.
E este cenário de guerras e confrontos faz parte da História de Israel no decorrer dos anos, para que o propósito maior que é o estabelecimento da nação continue sendo respeitado pelos demais países que fazem fronteira e demais ao redor do mundo.
Infelizmente, nem todo confronto pode ser evitado e sim, a vida de civis é afetada. E é nesse cenário de sirenes e mísseis cruzando os céus que o povo judaico continua a sua marcha dentro da Terra Prometida. E nenhum confronto vai impedir que o país continue se desenvolvendo e ampliando o legado.
E esta guerra na Mídia de países que só se posicionam quando Israel se defende com contra-ataques, não vai funcionar. Porque Israel tem o direito sobre suas conquistas, seu crédito sobre as guerras que trava, sua relevância no cenário mundial.
E ninguém pode estabelecer limites ou sanções sobre a nação israelense, por conta de suas fronteiras, história, cultura e religião, e ficar impune diante do Eterno. Na dúvida, Miliband, é melhor não pagar para ver. E ao Consulado do Reino Unido em Jerusalém, só tenho 3 palavras: Tchau, adeus e bye bye.
Marion Vaz
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Eleições em Israel
Mas as eleições em Israel estão marcadas para o próximo mês e os partidos já estão com a pauta na mão, enfrentando seus oponentes. Para Primeiro Ministro de Israel eu votaria em Benjamin Netanyahu, por causa da sua postura em relação à nação como um todo.
A votação para o Parlamento, Knesset, ocorre a cada quatro anos e conta com 120 cadeiras, das quais 16 a 18 pertencem a grupos religiosos como os Haredim e outros. Para conseguir a vitória, o primeiro-ministro precisa de 61 cadeiras.
A coalizão de Netanyahu é composta pelo seu próprio partido de direita, o Likud, Partido Sionista Religioso, do ministro das Finanças Bezalel, partido de direita Poder Judaico, do ministro de Segurança nacional Itamar Ben-Gvir.
Os partidos judaicos ultraortodoxos: Judaísmos Unido da Torá e Shas, deixaram o governo em 2024, mas têm ajudado a sustentá-lo.
Na oposição temos o partido Yashar (Hb. Honesto), de Eisenkot, o partido Juntos de Bennett e Lapid, o partido Israel Nosso Lar de Avigdor Lieberman. Quatro outros partidos que representam a minoria árabe de 20% da população: Hadash, Taal, Raam e Balad. O partido de esquerda Democratas é liderado por Yair Golan.
As controvérsias sobre o melhor governo para Israel têm peso no episódio mais sangrento da história recente de Israel, o 7 de outubro de 2023. Israelenses culpam o atual governo por "não ver os sinais" de alerta de que o Hamas estava se preparando para o ataque.
Sob o governo de Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel desmantelaram o território de Gaza em busca dos reféns e dos terroristas do Hamas. E ao norte do país, o exército também atacou as bases de apoio ao grupo terrorista Hezbollah. Os conflitos com o Irã ainda marcados por ameaças e retaliações seguem a passos lentos.
No entanto, segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Rafael Rozenszajn, independente deste cenário de guerras e ataques terroristas, a economia de Israel é a que mais cresce em relação aos países mais ricos do mundo (cerca de 3,5%), podendo chegar a 5,5% neste ano de 2026. A taxa de desemprego está na casa dos 3% e a inflação segue controlada em menos de 2%, e a moeda israelense valorizou em 7%.
O crescimento do PIB está em 15,4%. A exportação de bens e serviços lidera em alta de mais de 35%, cerca de 64 bilhões de dólares.
Voltando ao assunto das eleições: Quem realmente vai ser eleito ou reeleito como Primeiro Ministro de Israel? Não sei.
Mas com certeza, o que se pode fazer é analisar todos os dados e propostas de cada candidato, sua estrutura política e psicológica, transparência financeira, capacidade de liderança, relações estratégicas e laços diplomáticos com outros países e objetivos em comum para a proteção e desenvolvimento da nação israelense.
Ficou mais fácil?
Marion Vaz
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Elul - Tempo de reflexão
Elul traz revelações de quem somos, o que buscamos, o que perdemos. Cada dia um aprendizado. E como durante a semana corremos atrás da vida, no shabbat paramos, para refletir, para admitir e perceber a vida que já temos.
Às vezes, você não precisa de todas as respostas, confiar faz parte do caminho, do entendimento de quem somos e para onde vamos. Em Elul reserve tempo para agradecer, mesmo que a resposta ainda esteja a caminho ou ainda melhor, às vezes ela já chegou só que de forma diferente.
Elul é um tempo de proximidade divina. Tempo de retorno, preces, caridade. E de adicionar leituras de Selichot e de checar seu Tefilin. E não importa para onde foi, o quão longe você está, existe sempre um caminho de volta para Hashem.
O toque do shofar é um chamado para o arrependimento, para teshuvá, para um novo tempo, de ajuste espiritual, de clamar por uma intimidade maior com o Eterno. O acender das velas do Shabbat nos inspira a abrir um "portal" onde comum e sagrado se separa.
Em Elul saudamos a todos: "Que você seja inscrito e selado para um ano bom e doce - Leshanah tovah tikateiv veteichateim.
Marion Vaz
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Faz parte da cultura judaica deixar um legado
A cultura judaica vai muito além de uma relação de símbolos e conhecimentos. Ela molda a nossa mente e coração em função da vida presente, futura e da religiosidade.
O rabino fez referências às Startups, e que em Israel elas promovem a solução de problemas. E que esse pensamento do judeu de trazer uma solução, de visão do futuro, de iluminar a sociedade são características da cultura milenar que ele carrega no coração.
Chutzpah - É esta ideia de um espírito de ousadia associado ao propósito de fazer a diferença. Um compromisso com a vida, herdado pelo povo judaico desde os tempos remotos. Ele explica que "Empreendedorismo na visão judaica é altruísta, ou seja, fazer a diferença na vida dos outros".
E se olharmos para Israel hoje é muito difícil não fazer associação com o Israel bíblico e todas as ordenanças que o Eterno deixou, que muito se pratica ainda hoje. A promessa do Eterno feita ao patriarca Abraão: " Tu serás uma grande nação..." Bereshit 12.2 tem cumprimento nos dias de hoje.
"Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (vs 3) faz referência ao legado espiritual, como também, as mudanças tecnológicas que beneficiam a sociedade.
A importância de um legado não é apenas uma história para se contar, é manter viva as tradições, os valores e a própria história, não por mera atividade diária ou ocasional. Mas porque o legado traz impacto na vida das famílias e na sociedade.
O Israel atual conquistou territórios e seu espaço no panorama mundial, e a tendência de crescimento demográfico e tecnológico é um fenômeno que admiramos. A Aliah coopera com o desenvolvimento trazendo judeus do mundo inteiro para habitar em Israel. Alguns destes ainda estão em transição porque trouxeram culturas e ideologias na bagagem. E por isso, os conflitos em Jerusalém por causa da guarda do Shabbat, entre Haredim e os donos do Café Basimta.
Eu penso que romper com o legado em função da vida moderna de Israel, pode sim, ter um impacto negativo ao longo dos anos. É preciso priorizar Israel como um país judaico, com suas tradições e cultura, sem perder a oportunidade de dar continuidade ao projeto maior de D-us.
Marion Vaz
domingo, 2 de agosto de 2026
Judeus messiânicos são os donos do café Basimta
Em recente comunicado, os administradores do café Basimta afirmaram serem judeus messiânicos. Pelo jeito vão continuam apostando na confusão ao manterem o estabelecimento aberto no dia Santo para os judeus, o shabbat.
Religiosos Haredim insistem no conflito tentando intimidar os donos do bistro e clientes que frequentam o café, pelo quinto sábado consecutivo.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Haredi - Aquele que teme a D-us
Religiosos Haredim em Israel contam com cerca de 13,6% da população atual e segundo pesquisas é o grupo que mais cresce podendo chegar a 16% em 2030. São judeus ultraortodoxos que vivem em maior parte em Jerusalém e Bnei Brak e grupos que se deslocaram para outras cidades como Beit Shemesh e Haifa.
Fazem parte da população religiosa de Israel e tem como fundamento o estudo em tempo integral em yeshivot e as leis da Torah. Desde a independência de Israel (1948) eles receberam a isenção ao serviço militar e subsídios do Governo quando eram um grupo pequeno.
O conflito em Jerusalém e outras partes do país continuam e vem se agravando à medida que os Haredim fazem protestos para manter uma posição separatista e livres de influências seculares.
Por outro ângulo, Israel vem se projetando mundialmente como uma nação em crescimento e desenvolvimento tecnológico em várias áreas e precisa manter o Tzahal (Exército Israelense) forte e destemido.
O serviço militar obrigatório orienta o recrutamento para moças e rapazes, independente do contexto social ou religioso, mas os Haredim não aceitam esta condição e assim geram ressentimento entre a população que paga seus impostos e mandam seus filhos para o exército.
Os conflitos em Jerusalém são ofensivos, tanto para com os policiais que tentam manter a ordem e precisam agir de forma drástica para controlar a situação, quanto para os judeus ultraortodoxos que sofrem agressões, prisões e sanções judiciais.
Com certeza não dá para evitar determinados conflitos internos num país desenvolvido, sejam eles por causa da religião, política ou social. Confesso que é difícil ver as cenas dos conflitos, mesmo porque a população deveria estar unida contra um inimigo maior, que a todo momento, procura oportunidade para destruir Israel.
A definição da palavra haredi no leva para o âmbito espiritual: Aquele que teme a D-us. Interessante que o termo remonta ao livro do profeta Isaías (66.5) que mostra conflitos entre irmãos por causa da fé.
Se por um lado os Haredim defendem a sua origem e devoção, por outro lado a população civil, ora respeita, ora desrespeita esta crença que faz de Israel um país judaico?
E o que acontece, no entanto, em relação aos Haredim, como "aquele que teme a D-us" ? Por que esta divergência no cumprimento da lei civil do alistamento? Aquele que treme diante da Palavra do Eterno, não fará justiça? Não trará honra para sua casa, sua família, por meio do cumprimento da lei do alistamento?
Com certeza, o Governo de Israel pode criar condições especiais para que os judeus ultraortodoxos que se alistarem, possam servir ao país e manter sua espiritualidade e suas orações tradicionais. Lembrando aos Haredim que estão no Tzahal, que cada uma das experiências e todo aprendizado vai agregar valores para suas vidas.
Marion Vaz
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Conflitos em Jerusalém
Dois conflitos em Jerusalém envolvendo religiosos marcaram a semana com certa tensão. O primeiro diz respeito à Lei do serviço militar que permite que os ultraortodoxos fiquem fora do alistamento. A mudança na lei já foi alvo de debate e segue a passos lentos. Esta semana o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que poderia isentar os religiosos nessa obrigatoriedade.
Já mencionamos o assunto aqui no post do Eretz Israel e você pode conferir os detalhes e necessidades da convocação. Por outro lado, os residentes do país continuam debatendo sobre o assunto e afirmam que a lei é para todos. Mas com as eleições chegando e o país enfrentando 3 ameaças de guerras ao mesmo tempo, Faixa de Gaza, Líbano e Síria, como fazer aliança com os partidos e manter as cadeiras no Parlamento?
O segundo conflito envolveu o Café Basimta que abriu suas portas a cerca de um mês e vem promovendo o lugar nas redes sociais. Judeus Haredim fizeram protesto no local por causa do shabbat. A administração do Café resolveu abrir todos os dias da semana, oferecendo um ambiente de aconchego para quem quer aproveitar o cardápio, até mesmo no sábado.
Para os judeus é uma afronta às leis da Torah e eles não mediram esforços para mostrar o descontentamento. Fizeram protestos e até quebraram vidraças. Os policiais foram chamados para impedir o acesso dos Haredim e proteger a propriedade e os demais clientes.
Quando fui a Jerusalém em 2022 cheguei no shabbat e sim, todos os estabelecimentos comerciais respeitavam as normas e mantinham as portas fechadas até o pôr do sol. Ao anoitecer presenciei a mudança de horário e as lojas começando o expediente de trabalho. O povo foi chegando para comer, beber, passear e conversar e como era a festa do Sucot houve música e dança em plena Ben Yeruda street.
O único estabelecimento aberto às 15 horas da tarde era o McDonald`s, que no caso era uma franquia, e mesmo assim porque todas as funcionárias no atendimento eram árabes israelenses. Não desperdicei o combo do big mac. Mas confesso que acho imprescindível que os judeus preservem as lei do shabbat e todos os seus costumes e tradições porque é o que caracteriza a nação de Israel como judaica.
Marion Vaz
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Gaza - A verdade sempre aparece
Kotel - Jerusalém
Circulou nas redes sociais esta semana um vídeo dos "queridinhos" da Mídia, os moradores da Gaza, correndo pelas ruas do território, mas não porque estavam com fome e tinha chegado um caminhão de mantimentos do tal solidarismo mundial. Não. E também não estavam em guerra, correndo para salvar a própria vida. Não.
O vídeo não mostrava uma população oprimida, choramingando miséria, esquecidos pelo mundo. Não. E também não tinha crianças chorando, desnutridas, sem moradia, pedindo paz porque o futuro delas estava ameaçado. Não. O vídeo também não mostrava as mulheres de Gaza, correndo com crianças agarradas na cintura fugindo até dos terroristas do Hamas. Não!
O vídeo também não mostrava trabalhadores pedindo emprego, igualdade social, questionando o governo atual (Hamas) ou qualquer intervenção política dos seus "padrinhos" e outros países que, com certeza, continuam enviando ajuda humanitária para os "necessitados". Não!
O vídeo que circulou na Internet mostrou uma população insane, querendo guerra, e pasmem: A volta do 7 de outubro! Isso mesmo! Os "coitadinhos" de Gaza corriam pelas ruas com cartazes, filmando e postando sua reivindicação para a desgraça alheia! Influenciando uns aos outros a buscar oportunidade para a morte e degradação moral e física dos israelenses! Sim!
Aqueles que a Mídia mostrou durante meses a fio como inocentes, desnutridos, sem pátria, que estavam até em risco de extinção (nem sei quem teve esse tipo de raciocínio) por causa da busca incansável de Israel pelos reféns e a destruição do Hamas, estavam pedindo o retorno da guerra!
O que nos mostra claramente com que tipo de pessoas estamos lidando. Há cerca de 1000 dias atrás, quando os israelenses foram atacados, mortos e viol@dos fisicamente, as nações do mundo não se compadeceram de Israel, fizeram vista grossa a toda aquela desgraça, só para acudir a população de Gaza. E agora, a verdade aparece, não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro, sob as reais intenções dos moradores no território de Gaza que são amigos dos terroristas e incentivam a guerra.
Com certeza não haverá mais outro dia tão avassalador e cruel como o dia 7 de outubro de 2023. O ataque que os terroristas do Hamas fizeram contra Israel, pode ser colocado lado a lado com o Holocausto, devido a crueldade, malícia e completo ódio contra a vida humana. Só quem ama o povo de Israel conhece a dor, a angústia e o desespero da população que vivenciou tal infâmia. Os demais fingem surpresa.
O recado para tais intenções é um só: 7 de outubro nunca mais! Israel está preparado e não vai colocar limites para proteger a população e o território.
Os reféns sobreviventes que voltaram para Israel, estão vivos para contar toda a verdade do que passaram em Gaza e pelas mãos dos terroristas. Estão se cuidando e pedindo forças a D-us para seguir em frente. O caminho é longo mas eles vão conseguir.
E enquanto Gaza comemora os 1000 dias do ataque terrorista pedindo desgraça, Israel segue o curso da vida em busca da paz, do bem estar do seu povo, vitórias em jogos macabeus, música, esporte, conquistas no campo científico e tecnológico.
Israel tem promessas do Eterno que estão se cumprindo. Shalom.
Marion Vaz
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Israel, um choque de realidade
Israel é um dos destinos mais envolventes para quem deseja aventura, conhecimento e choque de realidade. Calma, eu explico. Esta semana vi uma parte de um vídeo no Youtube sobre Jerusalém. E sim, parei de assistir logo que percebi que o intuito era denegrir a imagem de Jerusalém.
Deixei meu comentário avisando as demais pessoas que o texto do vídeo era incompatível com a realidade e a convivência pacífica dos diversos grupos religiosos que compõem a demografia da Capital de Israel. Mas esse tipo de antissemitismo está em toda parte e inúmeros grupos espalhados no mundo inteiro postam comentários e vídeo tendenciosos para iludir as pessoas sobre o que realmente acontece em Israel.
E visitar a Terra Prometida vai ser uma experiência maravilhosa se você pisar no solo sagrado com o coração aberto. A emoção toma conta logo no aeroporto de Ben Gurion em Tel Aviv e confesso que o tempo é curto para vivenciar cada detalhe, cada local e todas as experiências que o país reserva para os turistas.
E achei muito interessante quando vi os posts de um rapaz nas redes sociais, contando sobre suas expectativas e o choque de realidade quando chegou em Israel. E visitar o país atravessando cidades, ruas, vales e desertos podemos reconhecer que muitos dos fatos e notícias que a Mídia transmite NÃO são verdadeiras.
Israel é um país para ser visitado e Jerusalém, uma cidade para se reencontrar de forma religiosa ou neutra consigo mesmo. A vida diária de Jerusalém e sua diversidade nos convida a preencher os espaços que a imaginação deixa em aberto.
Uma cidade de paz, de respeito mútuo, de convivência pacífica onde judeus, cristãos e muçulmanos compartilham os mesmo espaços públicos e meios de locomoção, hospitais, comércio e lazer. E por bênção do Eterno eu pude ver isso pessoalmente.
E Israel recebe de braços abertos todos aqueles que vêm, ficam ou vão em paz. O Ministério de Turismo de Israel se preocupa com o bem estar de cada visitante, agilizando sua integração através de mapas, placas, auxílio aos grupos de turismo, caixas eletrônicos em toda parte, facilidade na aquisição de ticket de transporte público, restaurantes, mercados e lojas e mesmo que você não fale hebraico, vai conseguir se comunicar em inglês e outros idiomas.
Israel mantém sua religiosidade, tradições, rituais e festividades, mas também protege e respeita locais sagrados de outras religiões, os quais estão abertos à visitação pública. E sim, tem momentos de tensão quando as sirenes tocam para que a população busque abrigo. E sim, pode acontecer a qualquer momento porque os inimigos de Israel não dão descanso.
Mas, se o medo te impedir de viajar para Israel, você vai deixar de vivenciar experiências incríveis, anos de história, cultura, lazer e momentos de devoção religiosa que não vai encontrar em nenhum outro lugar. A escolha é sua. Shalom.
Marion Vaz
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Dia de Jerusalém
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Jerusalém Eterna e Indivisível
14 de maio deste ano tem duas importantes comemorações em Israel. Foi nesta data que o país se tornou independente como nação em 1948. Daí em diante foi guerra mesmo para alcançar a tão sonhada paz.
Hoje também comemoramos a Unificação da cidade de Jerusalém. Um marco na história de Israel. A capital de Israel hoje é linda, cheia de vida, independente e em constante desenvolvimento.
Estive la em 2022 e sinceramente não vejo a hora de voltar.
Chag Sameach!
Marion Vaz








































