sexta-feira, 31 de julho de 2026

Haredi - Aquele que teme a D-us


Religiosos Haredim em Israel contam com cerca de 13,6% da população atual e segundo pesquisas é o grupo que mais cresce podendo chegar a 16% em 2030.  São judeus ultraortodoxos que vivem em maior parte em Jerusalém e Bnei Brak e grupos que se deslocaram para outras cidades como Beit Shemesh e Haifa.

Fazem parte da população religiosa de Israel e tem como fundamento o estudo em tempo integral em yeshivot e as leis da Torah. Desde a independência de Israel (1948) eles receberam a isenção ao serviço militar e subsídios do Governo quando eram um grupo pequeno.


O conflito em Jerusalém e outras partes do país continuam e vem se agravando à medida que os Haredim fazem protestos para manter uma posição separatista e livres de influências seculares. 

Por outro ângulo, Israel vem se projetando mundialmente como uma nação em crescimento e desenvolvimento tecnológico em várias áreas e precisa manter o Tzahal (Exército Israelense) forte e destemido.

O serviço militar obrigatório orienta o recrutamento para moças e rapazes, independente do contexto social ou religioso, mas os Haredim não aceitam esta condição e assim geram ressentimento entre a população que paga seus impostos e mandam seus filhos para o exército. 

Os conflitos em Jerusalém são ofensivos, tanto para com os policiais que tentam manter a ordem e precisam agir de forma drástica para controlar a situação, quanto para os judeus ultraortodoxos que sofrem agressões, prisões e sanções judiciais. 

Com certeza não dá para evitar determinados conflitos internos num país desenvolvido, sejam eles por causa da religião, política ou social.  Confesso que é difícil ver as cenas dos conflitos, mesmo porque a população deveria estar unida contra um inimigo maior, que a todo momento, procura oportunidade para destruir Israel. 

A definição da palavra haredi no leva para o âmbito espiritual: Aquele que teme a D-us. Interessante que o termo remonta ao livro do profeta Isaías (66.5) que mostra conflitos entre irmãos por causa da fé. 

Se por um lado os Haredim defendem a sua origem e devoção, por outro lado a população civil, ora respeita, ora desrespeita esta crença que faz de Israel um país judaico?

E o que acontece, no entanto, em relação aos Haredim, como "aquele que teme a D-us" ?  Por que esta divergência no cumprimento da lei civil do alistamento?  Aquele que treme diante da Palavra do Eterno, não fará justiça? Não trará honra para sua casa, sua família, por meio do cumprimento da lei do alistamento?  

Com certeza, o Governo de Israel pode criar condições especiais para que os judeus ultraortodoxos que se alistarem, possam servir ao país e manter sua espiritualidade e suas orações tradicionais. Lembrando aos Haredim que estão no Tzahal, que cada uma das experiências e todo aprendizado vai agregar valores para suas vidas. 



Marion Vaz

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Conflitos em Jerusalém


Dois conflitos em Jerusalém envolvendo religiosos marcaram a semana com certa tensão. O primeiro diz respeito à Lei do serviço militar que permite que os ultraortodoxos fiquem fora do alistamento. A mudança na lei já foi alvo de debate e segue a passos lentos. Esta semana o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que poderia isentar os religiosos nessa obrigatoriedade.

Já mencionamos o assunto aqui no post do Eretz Israel e você pode conferir os detalhes e necessidades da convocação. Por outro lado, os residentes do país continuam debatendo sobre o assunto e afirmam que a lei é para todos. Mas com as eleições chegando e o país enfrentando 3 ameaças de guerras ao mesmo tempo, Faixa de Gaza, Líbano e Síria, como fazer aliança com os partidos e manter as cadeiras no Parlamento?

O segundo conflito envolveu o Café Basimta que abriu suas portas a cerca de um mês e vem promovendo o lugar nas redes sociais. Judeus Haredim fizeram protesto no local por causa do shabbat. A administração do Café resolveu abrir todos os dias da semana, oferecendo um ambiente de aconchego para quem quer aproveitar o cardápio, até mesmo no sábado.

Para os judeus é uma afronta às leis da Torah e eles não mediram esforços para mostrar o descontentamento. Fizeram protestos e até quebraram vidraças. Os policiais foram chamados para impedir o acesso dos Haredim e proteger a propriedade e os demais clientes.


O protesto gerou polêmica, mas também engajamento nas redes sociais. Clientes dos bairros próximos foram ao Bistrô para conhecer e também dar apoio contra os manifestantes. Triste mesmo foi ver os ortodoxos sendo arrastados e, na minha opinião, desrespeitados por moradores e até por turistas por querer a guarda do shabbat.

Quando fui a Jerusalém em 2022 cheguei no shabbat e sim, todos os estabelecimentos comerciais respeitavam as normas e mantinham as portas fechadas até o pôr do sol.  Ao anoitecer presenciei a mudança de horário e as lojas começando o expediente de trabalho. O povo foi chegando para comer, beber, passear e conversar e como era a festa do Sucot houve música e dança em plena Ben Yeruda street. 

O único estabelecimento aberto às 15 horas da tarde era o McDonald`s, que no caso era uma franquia, e mesmo assim porque todas as funcionárias no atendimento eram árabes israelenses. Não desperdicei o combo do big mac. Mas confesso que acho imprescindível que os judeus preservem as lei do shabbat e todos os seus costumes e tradições porque é o que caracteriza a nação de Israel como judaica.


Marion Vaz










sexta-feira, 3 de julho de 2026

Gaza - A verdade sempre aparece


Kotel - Jerusalém

Circulou nas redes sociais esta semana um vídeo dos "queridinhos" da Mídia, os moradores da Gaza, correndo pelas ruas do território, mas não porque estavam com fome e tinha chegado um caminhão de mantimentos do tal solidarismo mundial. Não. E também não estavam em guerra, correndo para salvar a própria vida. Não.

O vídeo não mostrava uma população oprimida, choramingando miséria, esquecidos pelo mundo. Não. E também não tinha crianças chorando, desnutridas, sem moradia, pedindo paz porque o futuro delas estava ameaçado. Não. O vídeo também não mostrava as mulheres de Gaza, correndo com crianças agarradas na cintura fugindo até dos terroristas do Hamas. Não!

O vídeo também não mostrava trabalhadores pedindo emprego, igualdade social, questionando o governo atual (Hamas) ou qualquer intervenção política dos seus "padrinhos" e outros países que, com certeza, continuam enviando ajuda humanitária para os "necessitados". Não!

O vídeo que circulou na Internet mostrou uma população insane, querendo guerra, e pasmem: A volta do 7 de outubro! Isso mesmo! Os "coitadinhos" de Gaza corriam pelas ruas com cartazes, filmando e postando sua reivindicação para a desgraça alheia! Influenciando uns aos outros a buscar oportunidade para a morte e degradação moral e física dos israelenses! Sim! 

Aqueles que a Mídia mostrou durante meses a fio como inocentes, desnutridos, sem pátria, que estavam até em risco de extinção (nem sei quem teve esse tipo de raciocínio) por causa da busca incansável de Israel pelos reféns e a destruição do Hamas, estavam pedindo o retorno da guerra!

O que nos mostra claramente com que tipo de pessoas estamos lidando. Há cerca de 1000 dias atrás, quando os israelenses foram atacados, mortos e viol@dos fisicamente, as nações do mundo não se compadeceram de Israel, fizeram vista grossa a toda aquela desgraça, só para acudir a população de Gaza. E agora, a verdade aparece, não apenas para Israel, mas para o mundo inteiro, sob as reais intenções dos moradores no território de Gaza que são amigos dos terroristas e incentivam a guerra.

Com certeza não haverá mais outro dia tão avassalador e cruel como o dia 7 de outubro de 2023. O ataque que os terroristas do Hamas fizeram contra Israel, pode ser colocado lado a lado com o Holocausto, devido a crueldade, malícia e completo ódio contra a vida humana.  Só quem ama o povo de Israel conhece a dor, a angústia e o desespero da população que vivenciou tal infâmia.  Os demais fingem surpresa.

O recado para tais intenções é um só:  7 de outubro nunca mais! Israel está preparado e não vai colocar limites para proteger a população e o território.  

Os reféns sobreviventes que voltaram para Israel, estão vivos para contar toda a verdade do que passaram em Gaza e pelas mãos dos terroristas. Estão se cuidando e pedindo forças a D-us para seguir em frente. O caminho é longo mas eles vão conseguir.

E enquanto Gaza comemora os 1000 dias do ataque terrorista pedindo desgraça, Israel segue o curso da vida em busca da paz, do bem estar do seu povo, vitórias em jogos macabeus, música, esporte, conquistas no campo científico e tecnológico. 

Israel tem promessas do Eterno que estão se cumprindo. Shalom.


Marion Vaz