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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Haredi - Aquele que teme a D-us


Religiosos Haredim em Israel contam com cerca de 13,6% da população atual e segundo pesquisas é o grupo que mais cresce podendo chegar a 16% em 2030.  São judeus ultraortodoxos que vivem em maior parte em Jerusalém e Bnei Brak e grupos que se deslocaram para outras cidades como Beit Shemesh e Haifa.

Fazem parte da população religiosa de Israel e tem como fundamento o estudo em tempo integral em yeshivot e as leis da Torah. Desde a independência de Israel (1948) eles receberam a isenção ao serviço militar e subsídios do Governo quando eram um grupo pequeno.


O conflito em Jerusalém e outras partes do país continuam e vem se agravando à medida que os Haredim fazem protestos para manter uma posição separatista e livres de influências seculares. 

Por outro ângulo, Israel vem se projetando mundialmente como uma nação em crescimento e desenvolvimento tecnológico em várias áreas e precisa manter o Tzahal (Exército Israelense) forte e destemido.

O serviço militar obrigatório orienta o recrutamento para moças e rapazes, independente do contexto social ou religioso, mas os Haredim não aceitam esta condição e assim geram ressentimento entre a população que paga seus impostos e mandam seus filhos para o exército. 

Os conflitos em Jerusalém são ofensivos, tanto para com os policiais que tentam manter a ordem e precisam agir de forma drástica para controlar a situação, quanto para os judeus ultraortodoxos que sofrem agressões, prisões e sanções judiciais. 

Com certeza não dá para evitar determinados conflitos internos num país desenvolvido, sejam eles por causa da religião, política ou social.  Confesso que é difícil ver as cenas dos conflitos, mesmo porque a população deveria estar unida contra um inimigo maior, que a todo momento, procura oportunidade para destruir Israel. 

A definição da palavra haredi no leva para o âmbito espiritual: Aquele que teme a D-us. Interessante que o termo remonta ao livro do profeta Isaías (66.5) que mostra conflitos entre irmãos por causa da fé. 

Se por um lado os Haredim defendem a sua origem e devoção, por outro lado a população civil, ora respeita, ora desrespeita esta crença que faz de Israel um país judaico?

E o que acontece, no entanto, em relação aos Haredim, como "aquele que teme a D-us" ?  Por que esta divergência no cumprimento da lei civil do alistamento?  Aquele que treme diante da Palavra do Eterno, não fará justiça? Não trará honra para sua casa, sua família, por meio do cumprimento da lei do alistamento?  

Com certeza, o Governo de Israel pode criar condições especiais para que os judeus ultraortodoxos que se alistarem, possam servir ao país e manter sua espiritualidade e suas orações tradicionais. Lembrando aos Haredim que estão no Tzahal, que cada uma das experiências e todo aprendizado vai agregar valores para suas vidas. 



Marion Vaz

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Tributo ao rabino Ovadia Yosef



Deixa um legado na terra para ocupar seu espaço nos céus.
Faleceu aos 93 anos o líder espiritual do partido ultra ortodoxo Shas em Jerusalém.
 

domingo, 3 de junho de 2012

Judaismo



Parashá Frutos do Céu e da Terra

"Escuta ó céus, e falarei: E a terra vai ouvir as palavras da minha boca." (Devarim 32,1)

O corpo de uma pessoa e alma vem a este mundo como um só. O corpo do homem é transitório, virando pó, quando a vida neste mundo chega ao fim. Seu espírito, no entanto, que é eterno passa para o mundo da verdade a ser ressuscitado com a vinda do Mashiach.

No curso normal dos acontecimentos descobrimos que as pessoas alimentam a sua existência física, materialista desde seus desejos e necessidades na área de frutas treethis são concretas, imediatas e observáveis.

O lado espiritual do homem é mais abstrato, intangível, e muito mais fácil negar e ignorar. É, no entanto, bem conhecido - até mesmo como a ciência moderna tem vindo a reconhecer - que o corpo e o espírito são interdependentes. Um espírito sem rumo vai orientar o corpo fora do curso e enfraquecê-lo. Um espírito vazio fará negligenciar seu bem-estar físico, levando à doença e à deterioração do corpo e da mente.

Os céus e as terras simbolizam espiritualismo e materialismo. Que muitas vezes se referem a assuntos espirituais como assuntos materiais e os celestes como terrestres. Para que não pensemos que estamos ignorando questões terrenas e viver nossas vidas neste mundo em um nível exclusivamente espiritual, Moisés nos informa nesta parte que duas testemunhas eternas, o céu e a terra, unem-se para simbolizar para nós, o equilíbrio adequado entre o físico e o espiritual.

Assim como a vegetação no solo não pode sobreviver sem o alimento e as chuvas e do orvalho celeste, assim também, a nossa existência física tem a sua própria legitimidade, desde que é nutrida por uma alma justa e rica interiormente.

Esta é a intenção do versículo que se segue (Devarim 32,2): "A minha doutrina deve cair como a chuva, o meu discurso deve destilar como o orvalho; como chuvisco sobre a erva e como chuvas sobre as ervas."

Coordenação e harmonia entre o corpo "terrestre" e da alma que é "celestial" são os frutos. Como Rashi comenta: ". ... Se eles serão considerados dignos, estas testemunhas virão e recompensá-los; a videira dará o seu fruto e a terra dará a sua produção e os céus darão o seu orvalho"

Rabino Simon A. Dolgin. Biografia: 1915 Nascido em Chicago. 1939 Doutor de letras hebraicas no Hebraico Collage Teológico. 1939 - 1971 rabino da Beth Jacob Congregation in Beverly Hills por 32 anos, morreu em Israel em 19 de abril em 89 anos de idade.
Fonte  http://www.virtualjerusalem.com/judaism.php?Itemid=4908

sábado, 10 de março de 2012

Purim - Um Pingo de Sabedoria




Depois que aconteceu o milagre de Purim e Haman foi derrotado, a Meguilá nos relata a alegria do povo de Israel: Para os judeus houve luz e alegria, júbilo e honra. O Talmud explica que neste versículo há uma alusão às quatro mitzvót que Haman baniu por decreto e que com sua queda, os judeus voltaram a cumprir sem qualquer receio: Luz: Torá; Alegria: as datas festivas; Júbilo: a circuncisão e honra: os tefilin.

Cada uma destas quatro mitzvót é um símbolo da aliança que o Todo Poderoso estabeleceu com o povo judeu. Justamente por isso Haman decretou contra elas, pois não podia suportar a peculiaridade do povo judeu expressa na ligação especial com o Todo Poderoso.

Pode-se até pensar que estas mitzvót, que representam um sinal entre o povo judeu e o Altíssimo, não existam entre os povos gentios, assim demonstrando a singularidade do povo de Israel. Na realidade todos estes preceitos têm um paralelo entre outros povos: Torá: palavras de sabedoria também há entre as outras nações do mundo; Dias festivos: também são comemorados pelos gentios. Tefilin: muitos povos costumam portar símbolos específicos mostrando a que tribo ou nação pertencem. Surge então a pergunta: de que maneira estes sinais caracterizam a singularidade do povo judeu?

Quando não há semelhança entre os judeus e os gentios não há necessidade de um símbolo que os diferencie, este surge justamente quando há uma aparente similaridade, expressa por elementos que têm paralelo nos costumes dos demais povos do mundo.

Disto concluímos que os elementos materiais da simbologia judaica, apesar de manterem uma aparente similaridade com os dos gentios, estão trespassados de santidade, tornando sua essência totalmente diferente.

TORÁ: para os povos do mundo, a Torá denota sabedoria ligada ao intelecto, enquanto que para os judeus, seu essencial está acima do intelecto, mas na fé de que a Torá foi outorgada por Hashem no monte Sinai e contém em seu interior a sabedoria do Todo Poderoso, muito acima da humana.

ALEGRIA DE UMA DATA FESTIVA: Os gentios relacionam estas ocasiões a festas em que se libertam de um fardo de responsabilidade, enquanto que para os judeus, a alegria jamais leva a menosprezar o temor e o respeito ao Divino.

CIRCUNCISÃO: Maimônides diz que a circuncisão enfraquece, naquele em que é realizada, a vontade mundana, por isso quando os gentios, quando a realizam, ficam entristecidos. Os judeus, ao contrário, na mesma ocasião se alegram - "Eu rejubilo Teu dito" (Salmos 119-162). A circuncisão é jubilo.

TEFILIN - Os gentios usam os símbolos visando também embelezar-se com eles. Os judeus usam os Tefilin pretos, com tiras pretas, mas dentro deles está escrito: "SHEMA ISRAEL ADO-NAI ELO-KEINU ADO-NAI ECHAD".

Aí está a singularidade do povo judeu. Estes são os sinais que expressam sua importância e o diferenciam dos outros povos.

(Baseado no Likutei Sichot Vol. 3 do Rebe de Lubavitch)


Autor: Rabino Yehuda Kamnitzer 


domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Que É D'us?



Todas as pessoas sempre procuram dar uma definição de D-us. O rabino Freeman ousou ir mais além e produziu esse lindo texto. Você precisa ler e entender. Por essa razão estou blogando esse artigo. 

O que é D`us?  O Não-Ser

Por Tzvi Freeman

O Nascimento da “Coisisse”

Como as coisas vieram a existir? Aqui está minha ideia sobre isso.

No princípio, não havia coisas. Toda a humanidade conhecia a vida como faz uma criança pequena, até que cresça e fique mais esperta. Mas então alguém entrou em sua cabeça para desenhar todo o tipo de coisas que tinha. Por fim, os desenho se tornaram glifos, um recurso esperto para comunicação esotérica. Os amantes dos glifos – tais como os sacerdotes de culto do antigo Egito – criaram milhares de glifos para representar a ideia de uma “coisa” – uma foto estática de uma coisa distinta num momento congelado do tempo. A coisa nasceu. E o mundo jamais foi o mesmo.

No hebraico, os verbos mandam.

Provas? Porque no hebraico antigo, bíblico, não há palavra para troço. Ou coisa. Nem objeto ou algo que o valha. No hebraico primitivo, cru, você não diz: “Ei, cadê aquela coisa que eu coloquei ali?” Você diz: “Onde está o desejado (chefetz) que eu coloquei aqui?” Você não diz: “O que é aquela coisa?” – você diz: “O que é aquela palavra?” Isso é o mais próximo que você consegue chegar da ideia de coisa: uma palavra. Toda a realidade é feita de palavras. Olhe na história da criação: todo o céu e a terra nada mais são que palavras.

De fato, no antigo hebraico, também não há realmente nomes. Nos idiomas como o inglês, ou português, os substantivos são os amos e os verbos são seus escravos, com adjetivos e formas associadas dançando em volta para servi-los. No hebraico, os verbos mandam. Grande, pequeno, sábio, tolo, rei, sacerdote, olho, ouvido – todos esses soam como coisas, mas no hebraico são formas de verbos. De fato, segundo Rabino Yeshayahu Horowitz (1560-1630), autor do clássico Shnei Luchot HaBrit, tudo em hebraico é realmente um verbo. Tudo é um evento, um acontecimento, um processo – fluindo, movendo-se, nunca estático. Assim como quando você era uma criança pequena.

Em hebraico, não há sequer o verbo no tempo presente. Há particípios, mas a ideia de um tempo presente somente surgiu mais tarde. No hebraico real, nada jamais é – tudo é movimento.

Isso se encaixa, porque o hebraico não foi escrito em glifos. O hebraico foi o primeiro idioma que conhecemos a ser escrito com símbolos que representam sons, não coisas. Com o alfabeto hebraico – a mãe de todos os alfabetos – você não vê as coisas, você vê sons. Até o processo de leitura é diferente: quando você lê glifos, a ordem não importa tanto. Você apenas olha e tudo está ali. Até os modernos glifos chineses podem ser escritos em qualquer direção. Com um alfabeto, a sequência é tudo. Nada tem significado por si mesmo. Tudo está no fluxo.

Entre no Fluxo

O fluxo é real. As coisas não são reais. Pergunte a um médico: quanto mais examinamos as coisas – aquilo que eles chamam de matéria – vemos que não estão ali. Tudo que realmente existe são os eventos: ondas, vibrações, campos de energia. A vida é um concerto, não um museu.

Pense sobre escrever música, em oposição a pintar um retrato. O artista dá um passo para trás e contempla sua arte, sua captação imóvel de um momento congelado – e contempla tudo de uma só vez. Então ele educadamente pede ao modelo para fazer o favor de voltar à pose daquilo que agora se tornou a realidade, o retrato. Um retrato daquilo que é, mas nunca foi.

Um compositor de música não pode fazer isto. Você não pode congelar um momento da música – ela se desvanece assim que você tenta fazer isto. Como a coisa fictícia que chamam de matéria: congelada ao zero absoluto, sem energia, sem movimento, não existe mais. Porque, na verdade, tudo que existe é o fluxo do ser.

O Nome

O fluxo do ser: agora você encontrou D'us.

O fluxo do ser: agora você encontrou D'us. De fato, em hebraico, este é o Seu Nome. O Nome de D'us é uma série de quatro letras que expressam todas as formas do verbo de todos os verbos, o verbo ser: é, foi, sendo, será, vai ser, fazendo ser, deveria ser – todos esses estão naquelas quatro letras do nome de D'us. Como disse D'us a Moshê quando ele perguntou Seu nome; “Eu sou aquilo que serei.”

Em nossas línguas modernas aquilo não funciona. Escorregamos rapidamente para a armadilha da “coisisse” outra vez. Quem é D'us? Respondemos: “Ele é Aquele que foi, é e será.”

Aqui vamos nós outra vez com a história de “a coisa que é”. Não, D'us não é uma coisa que é, foi ou será. 

D'us é o “ser” em si. Uau! A frustração da linguagem. Precisamos de palavras novas. Em hebraico você pode conjugar o verbo ser em todas as maneiras e ainda mais. Talvez no inglês ou português um dia façamos o mesmo. Até lá, somos como artistas usando aquarelas para imitar Rembrandt: como músicos tentando tocar músicas do meio-oeste em Dó Maior.

E a prova: fazemos perguntas que fazem sentido somente em inglês ou português, mas no hebraico são totalmente absurdas. Assim como: “D'us existe?” Em hebraico, há uma tautologia, algo equivalente a “A existência existe?”

Não há necessidade de “acreditar” neste D'us – se você sabe sobre o que estamos falando, você simplesmente sabe. Você saberá, também, que não há nada além desse D'us – o que há que fique de fora da “sersisse”?

Pense simplesmente: Você acorda pela manhã e, antes mesmo do café, há.

Quanto à fé e à crença, estão reservadas para coisas maiores. Como acreditar que esta notável Sersisse que é tudo que importa, sabe, tem compaixão, pode ser compreendida. Em outras palavras, dizer que a realidade é uma experiência carinhosa, o que se resume a dizer que a compaixão é real, o propósito é real, a vida é real. Isso é algo em que temos de acreditar. Mas a existência de D'us – como a maioria das ideias sobre as quais os homens discutem – esta é apenas uma questão de semântica.

Pense simplesmente: Você acorda pela manhã e, antes mesmo do café, há. Realidade, existência. Não “as coisas que existem”, mas a existência em si mesma. O fluxo, O infinito fluxo de luz e energia. Do ser, da existência. Do é. Pense em tudo que flui da “sersisse” num ponto único, perfeitamente simples. Entre nele, comungue com ele, fale com ele, torne-se um com ele, - isso é D'us.






Rabino Tzvi Freeman, editor sênior de Chabad.org, também lidera nossa equipe Pergunte ao Rabino. É autor de Trazendo o Céu para a Terra. Para inscrever-se e receber atualizações regulares sobre os artigos de Rabino Freeman, visite os Freeman Files.

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Fonte: 
http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1729092/jewish/O-Que-Dus.htm
 


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Benção Sacerdotal




"Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor faça resplandecer o Seu rosto sobre ti e seja gracioso para contigo.
Que o Senhor possa voltar a Sua face para ti e te dar a paz".


Mais de 70 mil judeus participaram semana passada naquela que parece ter sido a maior de todas as cerimônias da "bênção sacerdotal" jamais vistas no Muro Ocidental quando centenas de Coatitas abençoaram os presentes com os versículos bíblicos. Em 2009 foram apenas 30 mil, já em 2010 não se contabilizou o total.


A tradição da Bênção Sacerdotal foi iniciada em 1970, durante a Guerra do Atrito pelo rabino de Jerusalém da altura, Menachem Mendel Gafner. A multidão recitou a Oração Matinal e a Oração Musaf. 



Tem sido celebrada ao longo de 40 anos, duas vezes por ano, nos dias intermediários da celebração da Páscoa e dos Tabernáculo. Segundo o neto do rabi Gafner, esta foi a 100ª celebração da Bênção Sacerdotal. 


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Lei Mosaica



Em que consiste a Lei de Moisés?
Quando se faz referência à Lei de Moisés na maioria das igrejas, geralmente está se falando dos Dez Mandamentos. Mas esse é um engano, pois cumprir a Lei Mosaica é muito mais: ela é composta de todo o código de leis formado por 613 disposições, ordens e proibições. Em hebraico a Lei é chamada de Torá, que pode significar lei como também instrução ou doutrina.
O conteúdo da Torá são os cinco livros de Moisés, mas o termo Torá é aplicado igualmente ao Antigo Testamento como um todo.
Neste artigo usaremos o termo Torá para designar os cinco livros de Moisés, especialmente a compilação das leis mosaicas, as 613 disposições, ordens e proibições que mencionamos.
• A Lei pode ser dividida em Dez Mandamentos que no hebraico são chamadas simplesmente de As Dez Palavras. Eles regulamentam a relação do ser humano com Deus e com seu próximo.

 
• No código mosaico encontramos também o Livro da Aliança das Ordenanças Civis e Religiosas, que explica e expõe detalhadamente o significado dos Dez Mandamentos para Israel.
• O código mosaico ainda contém as leis cerimoniais, que regulavam o ministério no santuário do Tabernáculo e, posteriormente, no Templo. Elas tratavam também da vida e do serviço dos sacerdotes.
Em conjunto, todas essas disposições, ordens e proibições formam a Lei Mosaica. No judaísmo ortodoxo, além dessas 613 ordenanças, há ainda as leis do Talmude, a transmissão oral dos preceitos religiosos e jurídicos compilados por escrito entre os séculos III-VI d.C. A Torá e o Talmude são o centro da devoção judaica.

A quem foi dada a Lei de Moisés?
As passagens bíblicas seguintes documentam que a Lei de Moisés foi dada ao povo judeu, ou seja, a Israel:
– “E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje vos proponho?” (Dt 4.8).
– “Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!” (Sl 147.19-20).
– “São estes os estatutos, juízos e leis que deu o Senhor entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés” (Lv 26.46).

A Lei de Moisés foi entregue a Israel
A Lei fez de Israel algo especial, transformando-o em parâmetro para todos os outros povos. A Bíblia exprime essa verdade da seguinte maneira: “Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosse o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Dt 7.6). Por conseqüência, o Israel do Antigo Testamento era a única nação cuja legislação, jurisdição e jurisprudência tinham sua origem na pessoa do Deus vivo.
(...)
A situação futura das nações será como descreve Isaías 2.3: “Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém”. Deus está preparando o cumprimento dessa profecia.
Por isso, não devemos nos admirar quando todo o poder das trevas se levanta para atrapalhar, pois o que está em jogo é o domínio divino sobre o mundo, domínio que virá acompanhado de todas as suas abençoadas conseqüências! Quando o Senhor reinar, pecado será pecado, injustiça e mentira serão chamadas pelos seus nomes e acontecerá o que está escrito em Jeremias 25.30-31: “O Senhor lá do alto rugirá e da sua santa morada fará ouvir a sua voz; rugirá fortemente contra a sua malhada, com brados contra todos os moradores da terra, como o eia! dos que pisam as uvas. Chegará o estrondo até à extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo contra toda a carne; os perversos entregará à espada, diz o Senhor”.

Até que ponto as nações têm o dever de seguir a Lei Mosaica?




Provérbios 29.18 diz a respeito: “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz”. Toda nação que seguir esse conselho se dará bem!
A Lei de Moisés foi entregue ao povo de Israel com a seguinte finalidade:  
“Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (Pv 6.23).
Deus queria que Israel fosse uma clara luz no meio da escuridão espiritual em que viviam os povos e um contraponto às trevas do pecado.

Por essa razão Balaão, o profeta gentio, foi compelido a proclamar: “...eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações. Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! Que boas são as tuas moradas, ó Israel!” (Nm 23.9; 24.5). Balaão reconheceu que Deus era com Israel, que Ele velava sobre esse povo, morava no meio dos israelitas e lhes dava segurança e estabelecia a ordem através da Lei.
Mesmo a meretriz Raabe, que vivia na cidade ímpia de Jericó, sentiu-se obrigada a declarar aos dois espias judeus: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito; e também o que fizestes aos dois reis dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes” (Js 2.9-11).
Quando a rainha de Sabá (atual Iêmen) visitou o rei Salomão, exclamou admirada: “Foi verdade a palavra que a teu respeito ouvi na minha terra e a respeito da tua sabedoria. Eu, contudo, não cria no que se falava, até que vim e vi com meus próprios olhos. Eis que não me contaram a metade da tua sabedoria; sobrepujas a fama que ouvi. Felizes os teus homens, felizes estes teus servos que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria! Bendito seja o Senhor, teu Deus, que se agradou de ti para te colocar no seu trono como rei para o Senhor, teu Deus; porque o teu Deus ama a Israel para o estabelecer para sempre; por isso, te constituiu rei sobre ele, para executares juízo e justiça” (2 Cr 9.5-8).
O nome de Deus era conhecido muito além das fronteiras de Israel. As nações reconheciam que Israel era singular, admiravam seu maravilhoso Templo e vinham para louvar seu Deus.
Assim era respondida a oração que Salomão fizera por ocasião da inauguração do Templo: “Também ao estrangeiro, que não for do teu povo de Israel, porém vier de terras remotas, por amor do teu nome (porque ouvirão do teu grande nome, e da tua mão poderosa, e do teu braço estendido), e orar, voltado para esta casa, ouve tu nos céus, e faze tudo o que o estrangeiro te pedir, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, para te temerem como o teu povo de Israel e para saberem que esta casa, que eu edifiquei, é chamada pelo teu nome” (1 Rs 8.41-43).

 
A cidade filipina de Baguio, no norte da capital Manila, conquistou o recorde de maior "Tábua dos Dez Mandamentos", concedida pelo Livro Guinness de Recordes.
 
 
Até que ponto, então, as nações do mundo têm o compromisso de obedecer à Lei de Moisés? Bem, na verdade ninguém tem a obrigação de cumprir lei alguma. Nenhuma nação é obrigada a se orientar pelo código de leis divinas. Mas quando, de livre e espontânea vontade, ela se sujeita às ordens de Deus, essa é a melhor escolha, com os melhores resultados práticos.

Cada povo que segue as orientações do Senhor experimenta o que diz o Salmo 19.8-11: “Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis que o ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa”.
A História nos ensina que os povos que desprezaram as leis divinas de maneira consciente, que as pisotearam, cedo ou tarde desapareceram de cena. Mas os povos que estabelecem sua legislação e fundamentam sua constituição sobre as leis divinas, mesmo que seja de maneira imperfeita, são povos abençoados. A Bíblia diz: “Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor!” (Sl 144.15).
Será que hoje vivemos estressados, emocionalmente doentes e desorientados porque deixamos de obedecer à Palavra de Deus? Será que os líderes da economia mundial e os políticos tomam tantas decisões equivocadas por negligenciarem a Palavra do Senhor? Será que hoje as pessoas andam insatisfeitas e infelizes porque desprezam as ordens divinas? Com toda a certeza, pois o desprezo pelos decretos divinos sempre acaba conduzindo à ruína – espiritual, emocional e financeira.


Ver artigo completo em http://www.beth-shalom.com.br  Site Messiânico

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Princípios básicos segundo Maimônides




No decorrer da história, houve alguns pensadores cuja influência sobre as gerações que os sucederam continua evidente até os dias de hoje.

Rabi Moshê ben Maimon (Maimônides) ou simplesmente Rambam como é mais conhecido, foi uma destas figuras.





Maimônides nasceu em 1135, na cidade de Córdoba, na Espanha, então sob domínio muçulmano. A cidade era um grande centro cultural, onde muçulmanos, judeus e cristãos conviviam e participavam ativamente da vida pública.

Maimônides escreveu dez trabalhos de medicina em árabe e vários trabalhos de teor religioso, onde reflete sua visão filosófica sobre o judaísmo. É o codificador dos treze princípios fundamentais do judaísmo. Morreu em 1204, em Fostat (ou em Cairo) e foi enterrado em Tiberíades em Israel.

Sua grande popularidade lhe rendeu a frase elogiosa que diz: "De Moshê (o Legislador) até Moshê (ben Maimon) não há outro como Moshê".


Princípios básicos do Judaismo segundo Maimônides (1135-1204)


1) Acredito plenamente que Deus é o Criador e Guia de todos os seres, e que só ele criou, cria e criará tudo.

2) Acredito plenamente que o Criador é um e único: e que não existe unicidade como a d´Ele e que somente Ele é o nosso Deus, foi e será.

3) Acredito plenamente que o Criador é incorpóreo: que está isento de qualquer propriedade antropomórfica; e que nada se parece com Ele.

4) Acredito plenamente que o Criador foi o primeiro e que Ele será o último.

5) Acredito plenamente que o Criador é o único a quem é aproprioado orar, e que é proibido dirigir orações a qualquer outra entindade.

6) Acredito plenamente que as palavras dos profetas são verdadeiras.

7) Acredito plenamente que a profecia de Moisés, nosso mestre, é verdadeira, e que ele foi o pai dos profetas, tanto nos que o precederam tanto do que o sucederam.

8) Acredito plenamente que a totalidade da Torah que possuímos foi dada pelo Criador a Moisés, nosso mestre.

9) Acredito plenamente que a Torah não será modificada e nem haverá outra ortogada pelo Criador.

10) Acredito plenamente que o Criador conhece todos os atos e pensamento dos seres humanos, como está escrito: “Ele forma o coração de todos e percebe todas as suas ações” (Salmo 33.15).

11) Acredito plenamente que o Criador recompensa aqueles que observam os Seus mandamentos e pune os que os transgridem.

12) Acredito plenamente na vinda do Messias e, ainda que possa tardar, aguardo todos os dias a sua chegada.

13) Acredito plenamente que haverá a ressurreição dos mortos, quando assim o desejar o Criador.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maim%C3%B4nides

Livro Iniciação ao Judaísmo de Tova sender, p.46,47