sábado, 26 de setembro de 2026

Outono e a Festividade de Sucot


O outono chegou em Israel, mas não com paisagens de filmes, mas como uma despedida do verão. E @fannnyesther.il nos informa que esta estação em Israel tem o seu próprio ritmo. Os dias ainda são ensolarados e dá para caminhar pela cidades, sítios arqueológicos e passeios agradáveis. Noites frescas e as primeiras chuvas.


A festividade de Sucot já começou e por todo o país e na cidade de Jerusalém, que está repleta de pequenas cabanas temporárias, seja na sacada do apartamento, nas ruas, nos restaurantes. Por todo lado você encontra um lugar de refúgio para comer, pensar e lembrar do povo que caminhou no deserto.


Sucá em 2022

Sucot é uma das três festas de peregrinação do calendário judaico. Desde os tempos bíblicos, ela é comemorada como um memorial, para lembrar das cabanas simples que o povo de Israel levantou em sua trajetória pelo deserto a caminho da Terra Prometida e da proteção divina.

A tradição de reunir as quatro espécies: Lulav, Etrog, Hadas e Aravá, para serem usadas em uma benção nas orações faz parte da vida e das reuniões familiares. Símbolo da diversidade e da união do povo. 


E algo que me chamou atenção sobre todas as descrições da festa, é que Sucot resiste ao passar do tempo, as indagações. Para nos lembrar dos feitos do Eterno durante todo o caminho no deserto. Porque depois da festa, a rotina volta ao normal, as cabanas são desmontadas e os objetos voltam para as caixas. Mas a história fica na memória e para sempre nos corações.

Marion Vaz

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O Dia em que Israel parou


Uma vez no ano, o Judaísmo faz um convite diferente: Pare de correr! Como uma data solene, o Dia do Perdão, te convida a refletir, sondar o coração e não pensar apenas onde foi que você errou, mas como vai proceder daquele dia em diante.

Iom Kippur é um dia para pedir perdão, mas também é um dia alegre, porque se confia no agir e no poder do Eterno. São cerca de 25 horas de jejum completo, resistindo ao desejo de comer ou beber água, para se dedicar à espiritualidade.

A Nação para, em todos os sentidos. Não há movimentação de transportes nas ruas, lojas e shoppings abertos e nem transmissão de TV e rádios. Até o aeroporto Ben Gurion cessa suas atividades. É uma dia para reflexão, pedir perdão a D-us, se conciliar com as pessoas. 

Ben Yerudah Street

Reconhecer e retroceder nos conceitos e atitudes, como uma oportunidade de ser uma versão melhor de si mesmo. E talvez  esse, seja realmente um dos significados do Iom Kippur. 

Israel para, observa, restaura sua comunhão com o Eterno para seguir em frente. E nas primeiras horas há um silêncio quase obrigatório, significativo.  Religiosos, tradicionais e seculares tem suas atividades e momentos de devoção. Há quem fique na Sinagoga o dia todo e aqueles que andam de bicicleta. 



E ao término do dia do Iom Kippur, a vida volta a rotina, as atividades, a alimentação sadia e a hidratação do corpo. E não é sobre comer muito antes do depois do Dia do Perdão, é sobre equilibrar os nutrientes.

A fé judaica sabe que somos falhos, mas que palavras pronunciadas com sinceridade de coração são promessas conscientes. 

Kol Nidrei começa com uma confissão silenciosa para dar liberdade de fazer novas promessas. É saber que o passado não decide sozinho, o nosso futuro.  


Marion Vaz


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Danos Colaterais - Ataque a Israel - Naza

O ataque a Israel desta vez, não veio através de mísseis ou conflitos com terroristas ou países vizinhos. Aconteceu dentro do país. Dois cineastas e "aspirantes" a lenda consolidou sua vingança através de um filme de longa-metragem, onde supostamente contam detalhes dos contra-ataques de Israel ao território de Gaza.

O documentário que foi "forjado" no território inimigo com imagens de Gaza sob destroços, repercutiu na Mídia quando foi consagrado no 83º  Festival de filmes em Veneza. Os cineastas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor receberam o "prêmio" e 25 minutos de aplausos pelo desempenho.

No filme, depoimentos anônimos (como se Israel não fosse descobrir) de 24 ex-membros do Exército israelenses e serviços de inteligência, abordam o sistema artificial de inteligência calculando o número de vítimas civis no caso de ataques e bombardeios na Faixa de Gaza, o que foi chamado de "danos colaterais".

Com certeza, Israel faz um cálculo meticuloso no intuito de evitar mortes de civis. Israel NÃO mira um míssil num hospital, mesquita ou área aberta em Gaza. Israel fez ataques contra as bases do Hamas. Difetente dos ataques do Hamas ao território israelense. O documentário não teve  compromisso com a verdade.

O Ministro de Cultura Miki Zohar já solicitou uma investigação de identificação das "fontes anônimas" e cogita a revogação da cidadania israelense dos cineastas.

A menos de 1 mês do 7 de outubro, a data mais avassaladora de 2023, quando centenas de judeus foram sequestrados e levados reféns pelos terroristas do Hamas, e cerca de mais de 1200 almas perderam a vida num ataque brutal, Yuval e Rachel resolveram fazer defesa ao povo de Gaza, que praticamente fizeram parte do ataque. 

Se queriam uma história,  era só ter se aprofundado nas pesquisas e ouvido o depoimento dos reféns para entender como crianças, jovens, idosos e soldados estão lidando com os "danos colaterais" desde o dia que voltaram para casa. 

Mas, pela expressão facial dos cineastas ao receberem a premiação, eu deduzi que a repercussão negativa em Israel sobre a tal "conquista" já tinha chegado aos ouvidos deles. Sob aplausos, bandeiras e gritos de Philístia free, ficou bem claro o porquê deles terem sido escolhidos.




Temendo não poder voltar para Eretz, os cineastas mudaram o discurso para: Eu escolho a minha "pátria" e "O que eu vou fazer nessa terra estrangeira?" - Opção 1: Ficar por aí algum tempo. Opção 2: Fazer parte da nova flotilha de Greta. Porque a recepção aqui no Aeroporto de Ben Gurion, não vai ser das melhores.

Para o Governo de Israel e do Exército, o documentário é uma traição ao país. Para os reféns e sobreviventes do cativeiro é um descaso completo a tudo o que sofreram. Para familiares que perderam seus queridos é uma afronta e um desrespeito a memória daqueles que foram assassinados no 7 de outubro.

Mas para a Mídia e a coligação de 11 países e o Reino Unido que fizeram uma sanção contra Israel, é um colírio nos olhos. A palavra segregação racial, usada no discurso de Miliband, fez um enorme "sentido" no documentário. 

Enfim, eu não acho que os cineastas pensaram muito na questão ética, mas agora que, provavelmente, estão desempregados, vão ter que repensar suas decisões. E ninguém venha com aquela conversa de "liberdade de expressão". 


Marion Vaz


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Emunah



A tradução da palavra Emunah não é apenas fé, o conceito vai além de apenas confiar ou estabelecer uma crença de que tudo vai dar certo.  É o conceito de confiar em D-us mesmo sem entender seus caminhos, seu agir.

Emunah se rende ao fato de "confiar que até os desvios podem te levar ao lugar certo". E que "nem tudo pode acontecer como a gente quer" ou pediu.  Mas de sentir o agir de D-us e sentir conforto ao caminhar por atalhos ou estradas longas.

No Salmo 27 Davi estava empenhado em alcançar a bondade de D-us, não num tempo futuro, mas no presente, diante das adversidades que estava enfrentando. E Emunah nos leva a acreditar naquilo que nossos olhos ainda não enxergam, a exemplo de Abraão, que obedeceu ao chamado do D-us e seguiu para uma terra distante.

Com certeza a bondade de D-us pode estar diante dos olhos, nos dias comuns que vivemos, sem sequer perceber ou dar valor as pequenas (grandes) bênçãos que nos alcançam.

Emunah não é apenas uma emoção, algo passageiro, mas sim uma postura que nos mantém firmes, mesmo diante das circunstâncias ou momentos de crise. É confiança inabalável nos propósitos do Eterno.

Precisamos sim olhar para o alto, como no salmo 121 e confessar que o socorro está a caminho, que vem Daquele que fez os céus e a terra. E que o Senhor que nos guarda está no controle de todas as coisas.



Marion Vaz


sábado, 12 de setembro de 2026

Rosh Hashaná Ano 5787



O ano novo judaico tem algo mais significativo do que apenas uma mudança no calendário. Não se trata apenas de trocar de datas, mas sim de entender como entrar no próximo ano, de coração grato e consciente.

E Israel iniciou o seu ano de 5787 com cerca de 10.3 milhões de habitantes. Cerca de 24 mil novos olim através da Alyah, chegaram ao país. Foram feitas novas descobertas arqueológicas que concentram atividades de vida judaica no território e o turismo voltou com toda a sua força. 

E apesar das críticas, das guerras, das vozes que teimam em contradizer as vitórias e conquistas de Israel, entramos no novo ano com um cartão de bênção sobre a vida, a família e o país.

E Rosh Hashaná tem um período de reflexão sobre o que se fez e não deu certo, para encarar o próximo ano com novas experiências, novos caminhos, novos projetos, renovando o entendimento sobre a vida, a saúde e as bênçãos que o Eterno nos concede todos os dias.

Que os nossos nomes sejam escritos no Livro da Vida e que haja paz sobre Israel!


Shaná Tová Umetuká


Marion Vaz




quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ninguém pode ditar as fronteiras de Israel



Em depoimento nas redes sociais, o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estabeleceu as normas de defesa dos territórios israelenses, afirmando que nenhum grupo terrorista vai ditar as regras sobre o território da nação se estabelecendo sobre as fronteiras.

Conflitos no norte do país com o Hezbollah são constantes e é lá no alto do Monte Hermon que o exército israelense se posicionou para controlar e proteger o território demarcado por Israel desde a Guerra de Independência. As fronteiras com o Líbano, Síria e Jordânia, Egito e Gaza também são constantemente vigiadas. 

E este cenário de guerras e confrontos faz parte da História de Israel no decorrer dos anos, para que o propósito maior que é o estabelecimento da nação continue sendo respeitado pelos demais países que fazem fronteira e demais ao redor do mundo.

Infelizmente, nem todo confronto pode ser evitado e sim, a vida de civis é afetada. E é nesse cenário de sirenes e mísseis cruzando os céus que o povo judaico continua a sua marcha dentro da Terra Prometida. E nenhum confronto vai impedir que o país continue se desenvolvendo e ampliando o legado.

E esta guerra na Mídia de países que só se posicionam quando Israel se defende com contra-ataques, não vai funcionar. Porque Israel tem o direito sobre suas conquistas, seu crédito sobre as guerras que trava, sua relevância no cenário mundial.

E ninguém pode estabelecer limites ou sanções sobre a nação israelense, por conta de suas fronteiras, história, cultura e religião, e ficar impune diante do Eterno.  Na dúvida, Miliband, é melhor não pagar para ver. E ao Consulado do Reino Unido em Jerusalém,  só tenho 3 palavras: Tchau,  adeus e bye bye.


Marion Vaz