domingo, 18 de outubro de 2026

O D-us da Aliança não muda


Aeroporto Ben Gurion - Tel Aviv

Quando olhamos para o Israel de hoje, muita gente não tem ideia do compromisso do Eterno para com o seu povo. Israel não é apenas mais uma nação ocupando espaço no mapa ou na Mídia. O El Berith fez uma aliança eterna com o povo Dele. E podemos afirmar com certeza: o D-us da aliança não falha, não muda, não abandona o seu povo. 

E já no primeiro livro da Torah podemos ler a história de Avran, Yitzchak e Yaakov, os quais receberam a promessa de um território, a vida e a trajetória de cada um deles. Patriarcas e Profetas levaram o pacto adiante conscientizaram a nação sobre as bênçãos e as consequências desse relacionamento.

E para Israel a caminhada ainda está em curso, porque aprender sobre o Eterno não é tarefa para apenas alguns anos. O interessante é poder ler nos textos sagrados sobre essa convivência do povo com o El Berith, a caminhada ao longo de cada geração, o cumprimento das promessas, as lições espirituais, as advertências e as bênçãos.

Episódios em que o próprio D-us tratou diretamente com o povo, advertindo sobre suas atitudes como em Juízes 6, outras vezes agindo com sua forte mão (Êxodo 14) para livrar Israel de seus inimigos. E apesar do passar do tempo, do avanço tecnológico de Israel, a fé ainda é autêntica. Os corações se voltam para HaShem a cada Shabbat, a cada festividade, conflitos ou ameaças e a cada vitória.

A crença num D-us único que fez os céus e a terra e que chegou até nós, percorreu um longo período na história da humanidade, apesar das adversidades sofridas pelo povo de Israel. Hoje conhecemos porque houve um grupo de pessoas que gravou as verdades do seu D-us nas tábuas do seu coração e que não se deixou intimidar por Impérios, governos e seus ídolos. 

A própria história de Israel (bíblica e atual) revela a determinação do povo em conservar sua fé, costumes e tradições e seu direito de viver em liberdade no território israelense. Embora cada nação do mundo tenha sua própria história e crença, podemos afirmar a legitimidade dos direitos de Israel sobre a terra, por causa das promessas do Eterno.


Marion Vaz


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

7 de outubro Nunca Mais!

 






Hoje completam três anos desde que um ataque violento foi feito pelo Hamas no território de Israel. Durante o Festival Nova, terroristas conseguiram invadir a área ao sul do país e assim começou o massacre que se alastrou por kibutzim e outros pequenos vilarejos. 

Centenas de pessoas perderam a vida no 7 de outubro de 2023 e milhares de feridos, além dos reféns que foram levados para Gaza. Hoje choramos a dor da perda, a dor das famílias.  A dor que não quer ser contida, para nos lembrar a cada instante das pessoas queridas que se foram.

E apesar da dor, do sofrimento, continuamos a afirmar que 7 de outubro nunca mais! Nunca mais vamos permitir que as fronteiras sejam rompidas e que grupos terroristas, extremistas ou simpatizantes do ódio, invadam o território de Israel.


Em cerimônia no Kotel hoje a noite, soldados e paraquedistas do Exército Israelense se comprometeram em cuidar das fronteiras e do território para proteção da nação.

Não esqueceremos e não perdoaremos!


Marion Vaz

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Ataque terrorista em avião com israelenses

 


Avião da FryDubai com destino a Tel Aviv com mais de 100 passageiros israelenses sofre atentado em pleno voo. Haviam 174 passageiros incluindo 27 crianças.  

Segundo depoimentos, o co-piloto esfaqueou o piloto na tentativa de assumir o controle da aeronave e derrubar o avião.  Intervenção de israelenses e médicos que estavam a bordo, salvou o piloto ferido e demais passageiros. 

O avião perdeu altitude repentinamente, deixou passageiros em pânico.  Com as bênçãos do Eterno conseguiu pousar na Arábia Saudita.  Israel está resgatado os israelenses de volta para o país. 

A Arábia Saudita não permitiu o pouso de um avião israelense em seu território.  A FryDubai providenciou um avião da própria companhia para resgatar os passageiros e levar para Tel Aviv.  

Espera-se que os novos pilotos sejam averiguados para que todos os israelenses cheguem em Israel sem qualquer preocupação.  



Atualização: Os 174 passageiros israelenses já estão em casa, em Israel. 



Yaniv, um dos heróis desse episódio foi pessoalmente parabenizado pelo Primeiro Ministro de Israel,  Benjamin Netanyahu. 



Agradecemos aos nossos heróis!


Marion Vaz 


sábado, 26 de setembro de 2026

Outono e a Festividade de Sucot


O outono chegou em Israel, mas não com paisagens de filmes, mas como uma despedida do verão. E @fannnyesther.il nos informa que esta estação em Israel tem o seu próprio ritmo. Os dias ainda são ensolarados e dá para caminhar pela cidades, sítios arqueológicos e passeios agradáveis. Noites frescas e as primeiras chuvas.


A festividade de Sucot já começou e por todo o país e na cidade de Jerusalém, que está repleta de pequenas cabanas temporárias, seja na sacada do apartamento, nas ruas, nos restaurantes. Por todo lado você encontra um lugar de refúgio para comer, pensar e lembrar do povo que caminhou no deserto.


Sucá em 2022

Sucot é uma das três festas de peregrinação do calendário judaico. Desde os tempos bíblicos, ela é comemorada como um memorial, para lembrar das cabanas simples que o povo de Israel levantou em sua trajetória pelo deserto a caminho da Terra Prometida e da proteção divina.

A tradição de reunir as quatro espécies: Lulav, Etrog, Hadas e Aravá, para serem usadas em uma benção nas orações faz parte da vida e das reuniões familiares. Símbolo da diversidade e da união do povo. 


E algo que me chamou atenção sobre todas as descrições da festa, é que Sucot resiste ao passar do tempo, as indagações. Para nos lembrar dos feitos do Eterno durante todo o caminho no deserto. Porque depois da festa, a rotina volta ao normal, as cabanas são desmontadas e os objetos voltam para as caixas. Mas a história fica na memória e para sempre nos corações.

Marion Vaz

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O Dia em que Israel parou


Uma vez no ano, o Judaísmo faz um convite diferente: Pare de correr! Como uma data solene, o Dia do Perdão, te convida a refletir, sondar o coração e não pensar apenas onde foi que você errou, mas como vai proceder daquele dia em diante.

Iom Kippur é um dia para pedir perdão, mas também é um dia alegre, porque se confia no agir e no poder do Eterno. São cerca de 25 horas de jejum completo, resistindo ao desejo de comer ou beber água, para se dedicar à espiritualidade.

A Nação para, em todos os sentidos. Não há movimentação de transportes nas ruas, lojas e shoppings abertos e nem transmissão de TV e rádios. Até o aeroporto Ben Gurion cessa suas atividades. É uma dia para reflexão, pedir perdão a D-us, se conciliar com as pessoas. 

Ben Yerudah Street

Reconhecer e retroceder nos conceitos e atitudes, como uma oportunidade de ser uma versão melhor de si mesmo. E talvez  esse, seja realmente um dos significados do Iom Kippur. 

Israel para, observa, restaura sua comunhão com o Eterno para seguir em frente. E nas primeiras horas há um silêncio quase obrigatório, significativo.  Religiosos, tradicionais e seculares tem suas atividades e momentos de devoção. Há quem fique na Sinagoga o dia todo e aqueles que andam de bicicleta. 



E ao término do dia do Iom Kippur, a vida volta a rotina, as atividades, a alimentação sadia e a hidratação do corpo. E não é sobre comer muito antes do depois do Dia do Perdão, é sobre equilibrar os nutrientes.

A fé judaica sabe que somos falhos, mas que palavras pronunciadas com sinceridade de coração são promessas conscientes. 

Kol Nidrei começa com uma confissão silenciosa para dar liberdade de fazer novas promessas. É saber que o passado não decide sozinho, o nosso futuro.  


Marion Vaz


quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Danos Colaterais - Ataque a Israel - Naza

O ataque a Israel desta vez, não veio através de mísseis ou conflitos com terroristas ou países vizinhos. Aconteceu dentro do país. Dois cineastas e "aspirantes" a lenda consolidou sua vingança através de um filme de longa-metragem, onde supostamente contam detalhes dos contra-ataques de Israel ao território de Gaza.

O documentário que foi "forjado" no território inimigo com imagens de Gaza sob destroços, repercutiu na Mídia quando foi consagrado no 83º  Festival de filmes em Veneza. Os cineastas israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor receberam o "prêmio" e 25 minutos de aplausos pelo desempenho.

No filme, depoimentos anônimos (como se Israel não fosse descobrir) de 24 ex-membros do Exército israelenses e serviços de inteligência, abordam o sistema artificial de inteligência calculando o número de vítimas civis no caso de ataques e bombardeios na Faixa de Gaza, o que foi chamado de "danos colaterais".

Com certeza, Israel faz um cálculo meticuloso no intuito de evitar mortes de civis. Israel NÃO mira um míssil num hospital, mesquita ou área aberta em Gaza. Israel fez ataques contra as bases do Hamas. Difetente dos ataques do Hamas ao território israelense. O documentário não teve  compromisso com a verdade.

O Ministro de Cultura Miki Zohar já solicitou uma investigação de identificação das "fontes anônimas" e cogita a revogação da cidadania israelense dos cineastas.

A menos de 1 mês do 7 de outubro, a data mais avassaladora de 2023, quando centenas de judeus foram sequestrados e levados reféns pelos terroristas do Hamas, e cerca de mais de 1200 almas perderam a vida num ataque brutal, Yuval e Rachel resolveram fazer defesa ao povo de Gaza, que praticamente fizeram parte do ataque. 

Se queriam uma história,  era só ter se aprofundado nas pesquisas e ouvido o depoimento dos reféns para entender como crianças, jovens, idosos e soldados estão lidando com os "danos colaterais" desde o dia que voltaram para casa. 

Mas, pela expressão facial dos cineastas ao receberem a premiação, eu deduzi que a repercussão negativa em Israel sobre a tal "conquista" já tinha chegado aos ouvidos deles. Sob aplausos, bandeiras e gritos de Philístia free, ficou bem claro o porquê deles terem sido escolhidos.




Temendo não poder voltar para Eretz, os cineastas mudaram o discurso para: Eu escolho a minha "pátria" e "O que eu vou fazer nessa terra estrangeira?" - Opção 1: Ficar por aí algum tempo. Opção 2: Fazer parte da nova flotilha de Greta. Porque a recepção aqui no Aeroporto de Ben Gurion, não vai ser das melhores.

Para o Governo de Israel e do Exército, o documentário é uma traição ao país. Para os reféns e sobreviventes do cativeiro é um descaso completo a tudo o que sofreram. Para familiares que perderam seus queridos é uma afronta e um desrespeito a memória daqueles que foram assassinados no 7 de outubro.

Mas para a Mídia e a coligação de 11 países e o Reino Unido que fizeram uma sanção contra Israel, é um colírio nos olhos. A palavra segregação racial, usada no discurso de Miliband, fez um enorme "sentido" no documentário. 

Enfim, eu não acho que os cineastas pensaram muito na questão ética, mas agora que, provavelmente, estão desempregados, vão ter que repensar suas decisões. E ninguém venha com aquela conversa de "liberdade de expressão". 


Marion Vaz