Dois conflitos em Jerusalém envolvendo religiosos marcaram a semana com certa tensão. O primeiro diz respeito à Lei do serviço militar que permite que os ultraortodoxos fiquem fora do alistamento. A mudança na lei já foi alvo de debate e segue a passos lentos. Esta semana o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que poderia isentar os religiosos nessa obrigatoriedade.
Já mencionamos o assunto aqui no post do Eretz Israel e você pode conferir os detalhes e necessidades da convocação. Por outro lado, os residentes do país continuam debatendo sobre o assunto e afirmam que a lei é para todos. Mas com as eleições chegando e o país enfrentando 3 ameaças de guerras ao mesmo tempo, Faixa de Gaza, Líbano e Síria, como fazer aliança com os partidos e manter as cadeiras no Parlamento?
O segundo conflito envolveu o Café Basimta que abriu suas portas a cerca de um mês e vem promovendo o lugar nas redes sociais. Judeus Haredim fizeram protesto no local por causa do shabbat. A administração do Café resolveu abrir todos os dias da semana, oferecendo um ambiente de aconchego para quem quer aproveitar o cardápio, até mesmo no sábado.
Para os judeus é uma afronta às leis da Torah e eles não mediram esforços para mostrar o descontentamento. Fizeram protestos e até quebraram vidraças. Os policiais foram chamados para impedir o acesso dos Haredim e proteger a propriedade e os demais clientes.
Quando fui a Jerusalém em 2022 cheguei no shabbat e sim, todos os estabelecimentos comerciais respeitavam as normas e mantinham as portas fechadas até o pôr do sol. Ao anoitecer presenciei a mudança de horário e as lojas começando o expediente de trabalho. O povo foi chegando para comer, beber, passear e conversar e como era a festa do Sucot houve música e dança em plena Ben Yeruda street.
O único estabelecimento aberto às 15 horas da tarde era o McDonald`s e mesmo assim porque todas as funcionárias no atendimento eram árabes israelenses. Não desperdicei o combo do big mac. Mas confesso que acho imprescindível que os judeus preservem as lei do shabbat e todos os seus costumes e tradições porque é o que caracteriza a nação de Israel como judaica.
Marion Vaz


















