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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Expiação dos Pecados



Na relação entre um judeu e Hashem há alguns níveis:

A) A ligação que se forma através do cumprimento dos Mandamentos de Hashem: Quando um judeu recebe sobre si o reino dos céus e está disposto a cumprir as ordens Divinas, ele se liga com Ele.

B) Uma ligação interna entre o judeu e Hashem: Esta é uma ligação mais profunda e elevada do que aquela estabelecida pelo cumprimento das mitzvót, pois quando um judeu peca, transgredindo uma ordem Divina, isto o envergonha tanto que ele se arrepende e faz Teshuvá.

A Teshuvá é oriunda desta ligação, que é profunda em sua alma. Ela tem a força de tirar as manchas causadas pelos pecados e fortalecer sua união com o Todo Poderoso. Esta adesão, apesar de ser muito mais elevada do que a feita pelo cumprimento das Mitzvot, é, porém limitada, expressando-se apenas na Teshuvá.

C) Uma ligação por si: Quando a alma de um judeu se une à essência de Hashem. Esta ligação não tem dimensão nem limites. Esta ligação não pode se expressar de maneira nenhuma, nem mesmo pela Teshuvá. É impossível desenvolver este relacionamento através de alguma ação, é uma ligação natural derivada da própria alma do judeu que é "uma parte de Hashem".

Da mesma forma que é impossível formar esta ligação, é impossível enfraquecê-la ou atingi-la através de pecados. Nesta união tão sublime, as transgressões não atingem por isso 'a essência do dia da expiação'.

No Iom Kipur se revela em cada judeu a sua própria ligação com Hashem, a união da sua alma com o Todo Poderoso. Quando este nível de adesão se revela, todas as falhas e manchas desaparecem.

Em níveis mais inferiores, onde os pecados causaram as manchas, aí sim devemos agir fazendo Teshuvá, pedindo pela a expiação e fortalecendo a ligação com Hashem, uma ligação que romperá e removerá tudo que a possa prejudicar. Mas a expiação de Iom Kipur é feita através da luz deste nível tão elevado no qual não ocorreu nenhuma falha, por isso basta a essência do dia para que ela aconteça!

(Baseado no Likutei Sichot Vol.4 do Rebe de Lubavitch)

Autor: Rabino Yehuda Kamnitzer

Link http://www.webjudaica.com.br/chaguim/textosFestaDetalhe.jsp?textoID=86&festaID=13

   

sexta-feira, 21 de setembro de 2012



"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados..."

Yom kippur está próximo.

 
Kotel
 
 

 

domingo, 9 de setembro de 2012

Religioso e Secular



Entre as datas importantes para o povo judeu neste mês de setembro temos Rosh HaShaná e Yom Kippur (Dia do Perdão).

A primeira,
Data Hebraica: 1 de Tishrei de 5773
Data: 17 / Setembro / 2012

O ano novo judaico é um período de reflexão, em que D'us inicia o julgamento de cada ser humano. A data celebra o aniversário da criação do Homem, no sexto dia da Criação do Mundo.

A segunda, uma data religiosa estabelecida pelo próprio D-us como Dia da Expiação (Levíticos 23.27-28) quando também o sumo sacerdote entrava uma vez no ano no Santo dos santos, ou Lugar Santíssimo, para oferecer orações por todo o povo. Nada que o leitor não saiba.

Mas o que me levou a escrever esse texto foi uma matéria no ynet.com/  onde o autor criticava a ação de uma companhia de aluguel de bicicletas em Tel Aviv, por querer disponibilizar o veículo gratuitamente no feriado judaico de Yom kippur.



O autor diligentemente utilizou o termo "fanatismo secular" para definir o descaso em relação ao dia, que outrora, era até chamado de "o mais temível dos dias", pois nele o judeu pede perdão a D-us pelos pecados cometidos. Ele disse que o "Yom Kippur é um dos símbolos do Estado de Israel".



Sabe-se que Tel Aviv difere e muito de cidades como Jerusalém, cuja história tanto bíblica como atual, tem sido um diferencial para a comunidades judaicas em Israel e ao redor do mundo.

Mas, a "cidade branca" tornou-se uma cidade moderna repleta de gentes que trabalha e se diverte. Cidade de turistas, praias, vida noturna. Enfim, um lugar para se ver e sentir o ar como as cidades do Ocidente. Tel Aviv – Nasceu como um pequeno subúrbio de Jafa em 1909 - barulhenta e movimentada com seus hotéis, cafés, museus e todo tipo de entretenimento. A cidade que nunca para.

 
Tel Aviv

Outras cidades em Israel também se destacam pela modernidade de suas moradias e vida cotidiana. Mas em todas elas, e em outras cidades onde o religioso é mais característico, há o respeito as tradições e datas comemorativas.

Mas foi o termo usado pelo autor "fanatismo secular" que levou os leitores a comentar o assunto, e uns até com certa agressividade, contrariados pela crítica de usar ou não a bicicleta no Yom Kippur e que o autor não deveria ter rotulado a própria cidade de Tel Aviv de  "a capital dos seculares".

Interessante que, pelo que notei, a maioria dos leitores se expôs como "secular". Pelos comentários pude perceber essa característica que vem identificando os israelenses em diversos lugares e ocasiões, o que já foi até comentado em artigos e reportagens. Assim, tanto o secular quanto o religioso tem suas opiniões, restrições e objeções quando de trata da sua própria vida.

Em meu comentário sobre o assunto afirmei que a preocupação do autor é que as concessões se tornem rotina alterando assim, a identidade judaica, como ele mesmo esclareceu. Um dos comentaristas disse que uma simples bicicleta não tem todo esse poder, no que ele não deixa de ter razão. Acredito que o veículo de locomoção não é o maior dos problemas, mas sim qualquer objeto ou atitude que se coloque em evidência e acima dos Mitzvot (Mandamentos) de D-us.

Mas as discussões não param por aí e você pode conferir no link  http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4277660,00.html

Segundo o nosso autor "Identidade israelense é composta de vários elementos, e alguns ou muitos deles, se originam no mundo religioso".

A minha opinião é que tanto para o secular quanto para o religioso, em Tel Aviv ou qualquer outra cidade em Israel ou nas Comunidades Judaicas, o Yom Kippur seja um dia para reflexão e para rever prioridades.

Shalom.


Marion Vaz
 

sábado, 8 de outubro de 2011

Minutos antes do término do Yom Kipur em Jerusalém











Webcam do Inbal Jerusalem Hotel situado no coração de Jerusalém!
 Link da web cam http://www.inbalhotel.com/Jerusalem-live-camera-old-city-view

Shavua Tovah

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Yom Kipur - Expiação dos Pecados


  

O que é a expiação? Os pecados são perdoados e o pecador não receberá nenhum castigo pelos maus atos indultados. Mas a expiação não se resume só nisto, ela é a limpeza de todas as manchas que uma pessoa faz na sua própria alma como conseqüência das suas transgressões. A finalidade da expiação é que não sobre nenhuma marca dos atos ruins cometidos anteriormente, ao ponto que os pecados mal intencionados se tornem méritos.

Sub entende-se que, quando um judeu faz Teshuvá e se arrepende das infrações cometidas, ele limpa o mal que se grudou à sua alma e atinge a expiação. Mas como pode a expiação através da 'essência do dia' limpar as manchas causadas à sua alma? Como pode 'o dia em si' tirar as manchas causadas pelos pecados, sem a intervenção da própria pessoa?

Na relação entre um judeu e Hashem há alguns níveis:

A) A ligação que se forma através do cumprimento dos Mandamentos de Hashem: Quando um judeu recebe sobre si o reino dos céus e está disposto a cumprir as ordens Divinas, ele se liga com Ele.

B) Uma ligação interna entre o judeu e Hashem: Esta é uma ligação mais profunda e elevada do que aquela estabelecida pelo cumprimento das mitzvot, pois quando um judeu peca, transgredindo uma ordem Divina, isto o envergonha tanto que ele se arrepende e faz Teshuvá.

A Teshuvá é oriunda desta ligação, que é profunda em sua alma. Ela tem a força de tirar as manchas causadas pelos pecados e fortalecer sua união com o Todo Poderoso. Esta adesão, apesar de ser muito mais elevada do que a feita pelo cumprimento das Mitzvot, é, porém limitada, expressando-se apenas na Teshuvá.

C) Uma ligação por si: Quando a alma de um judeu se une à essência de Hashem. Esta ligação não tem dimensão nem limites. Esta ligação não pode se expressar de maneira nenhuma, nem mesmo pela Teshuvá. É impossível desenvolver este relacionamento através de alguma ação, é uma ligação natural derivada da própria alma do judeu que é "uma parte de HaShem".

Da mesma forma que é impossível formar esta ligação, é impossível enfraquecê-la ou atingi-la através de pecados. Nesta união tão sublime, as transgressões não atingem por isso 'a essência do dia da expiação'.

No Iom Kipur se revela em cada judeu a sua própria ligação com Hashem, a união da sua alma com o Todo Poderoso. Quando este nível de adesão se revela, todas as falhas e manchas desaparecem.

Em níveis mais inferiores, onde os pecados causaram as manchas, aí sim devemos agir fazendo Teshuvá, pedindo pela a expiação e fortalecendo a ligação com Hashem, uma ligação que romperá e removerá tudo que a possa prejudicar. Mas a expiação de Iom Kipur é feita através da luz deste nível tão elevado no qual não ocorreu nenhuma falha, por isso basta à essência do dia para que ela aconteça!

(Baseado no Likutei Sichot Vol.4 do Rebe de Lubavitch)




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Yom Kipur

O Feriado de Iom Kipur está chegando, também chamado de o Dia do Julgamento é o mais sagrado dos feriados judaico, o "Shabat dos Shabatot".


Os 40 dias de arrependimento, que começam no dia 1o de Elul, terminam no dia 08 de outubro (anoitecer do dia 7) quando começa oficialmente o Yom Kipur.














Em Rosh HaShaná, D'us julgou a maior parte da humanidade e guardou seu julgamento no Livro da Vida. Mas Ele deu dez dias de suspensão para o arrependimento.

Segundo a tradição judaica em Yom Kipur o Livro da Vida é fechado e selado. Os que se arrependeram por seus pecados recebem um bom e feliz ano novo.

Como Yom Kipur é o dia de pedir perdão por promessas quebradas para com D'us, o dia anterior é reservado para pedir perdão para promessas quebradas entre as pessoas, uma vez que D'us não pode perdoar promessas que foram quebradas com pessoas.

Yom Kipur é um dia de "não fazer". Não há toque de shofar e os judeus não podem comer ou beber, sendo a regra jejuar por 24 horas. Acredita-se que esse jejum nos torna como os anjos, que não comem, bebem ou se lavam.

Na véspera de Yom Kipur a comunidade se reúne na sinagoga. Homens colocam seus mantos de orações (que normalmente não são usados a noite). Então, com o cair da noite, o chazan (cantor litúrgico) começa o "Kol Nidre", que é repetido três vezes, cada vez com voz mais alta. O Kol Nidre enfatiza a importância de manter votos e promessas, uma vez que violar um juramento é um dos piores pecados.






Uma parte importante do serviço de Iom Kipur é o "vidui", ou confissão. As confissões servem para ajudar a refletir sobre os pecados realizados e confessá-los verbalmente é parte do arrependimento formal ao se pedir perdão a D'us. Como a comunidade e sua unidade são partes importantes da vida judaica, as confissões são ditas no plural ("Nós somos culpados...").

Ao término de Yom Kipur, na última hora do serviço, a "Neilá" oferece a última oportunidade para o arrependimento. É o único serviço do ano no qual as portas da Arca (onde os rolos da Torá são guardados) permanecem abertas durante todo a duração do serviço, significando que os portões do céu estão abertos neste momento.

O serviço é encerrado com o verso, dito sete vezes, "O Senhor é nosso D'us". O shofar é tocado uma vez, e a congregação proclama "No ano que vem, em Jerusalém".

Fonte: http://www.webjudaica.com.br/


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Yom Kipur

"Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e Nele há abundante redenção; E Ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades"
Salmo 130. 7-8