Mostrando postagens com marcador Antissemitismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antissemitismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Palavras e seus significados antissemitas


Toda vez que me deparo com determinadas palavras e seus siginifcados no Dicionário da Lingua Portuguesa fico irritada e já escrevi diversas vezes sobre isso. Fariseu, por exemplo, é sempre definido como um termo pejorativo.

Alguns dicionários colocam a definição mais usada: hipócrita, relativo a hipocrisia, etc e depois seita judaica, etc. Mais não funciona. Tanto que qualquer pessoa quando quer ofender alguém ou explicar certas atitudes usam o termo, sem ter a menor ideia do seu significado. Sem contar com os ínúmeros textos de estudos "bíblicos" que são divulgados na Internet falando sobre os fariseus, seus pecados, suas desavenças, os "aís" e etc, com base e principalmente, nos textos do Novo Testamento.




Mas Alessandra Dahya nos dá definições precisas:

"A palavra fariseu tem a origem em hebraico "P´rushim, que traz dois significados e duas interpretações distintas: a primeira, “lifrosh”, ou seja, os que se separam. Já um segundo significado é “leparesh”, isto é, os que interpretam.
 
 
Os fariseus consistiam em um grupo separado, oriundo da classe média da época, que interpretava a Torá. Sua existência, enquanto grupo data do segundo século a.C.
 
A grande parte das fontes históricas descreve a atuação dos fariseus como, partido político, seita ou influência na sociedade de sua época. Mas, não se pode deixar de reconhecer a validade da participação dos fariseus dentro do cenário educacional de seu tempo.
 
Os fariseus eram conhecedores em potencial da Torá, e interpretavam-na, fortalecendo a tradição oral, que era a única forma de transmissão da Lei de Moisés e de todos os valores vigentes naquele período. Junto com os escribas, se tornaram personagens primordiais na leitura e na escrita, respectivamente."
 

Quanto as palavras e suas definições, na Espanha temos uma situação bem parecida no que diz respeito aos dicionários e o "órgão de representação da comunidade judaica da Espanha renovou os esforços para ter uma palavra pejorativa ligada aos judeus retirada do dicionário oficial do país."

Isaac Querub, presidente da Federação das Comunidades Judaicas da Espanha (FCJE), escreveu recentemente para a Real Academia Espanhola, a instituição responsável pela regulamentação do idioma espanhol, para remover a palavra "Judiada" do Dicionário da Língua Espanhola.

O dicionário define a palavra, que significa literalmente como: ". Má ação que é considerada, com viés, a pertencer aos judeus.

Um absurdo não acham? Tem mais é que remover!


Marion Vaz

 
Fontes
 
 
 
 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ódio à flor da pele


Algumas matérias postadas na Internet  nas últimas semanas me chamaram a atenção e, na maioria delas, por criticarem a religião judaica abertamente. 
Uma história de que os judeus ortodoxos haviam condenado um cão à morte por apedrejamento, postado num jornal de grande circulação também foi alvo de comentários e críticas aqui no Brasil. 

Cada “pensador” expôs a sua indignação de forma clara e objetiva, achando um absurdo que o pobre cachorro tivesse um “fim“ tão drástico. O que me chamou a atenção é que a maioria das pessoas revoltadas, além de fazer conjeturas sobre o assunto, massacrou os pobres judeus via internet com suas opiniões. 



Algumas delas reivindicaram e justificaram as ações nazistas que dizimaram os judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Algumas proclamando o nome do autor (Hit...) e praticamente desejando ter estado presente naquela época para assistir de perto.

Interessante que apenas uma pessoa ressaltou que a história não era verídica e que o Conselho judaico iria processar o autor da lamentável brincadeira. Independente dessa observação os usuários do site continuaram fazendo críticas antissemitas a respeito do assunto.

O que fez parar para pensar como e por que um grupo de pessoas que se compadeceu tanto do pobre cão, infelizmente, mostrou às claras, todo o ódio que sentia por um ser humano, ou melhor, por um grupo de pessoas, apenas pelo fato de serem judeus?

Preocupante, a maneira como o mundo caminha para o caos!

O mesmo sentimento se fez presente nos comentários expostos num site de Ceticismo há dois anos quando informaram que  judeus ortodoxos estavam fazendo campanha contra a Internet. Até o nome hebraico de D-us foi usado de forma pejorativa. Espero mesmo que eles não precisem clamar ao D-us de Israel em algum momento de suas vidas! Mas se o fizerem certamente Ele se compadecerá! 

O Jornal de Israel informou que a notícia sobre o cão, amplamente divulgada até mesmo na imprensa internacional, era um boato e que o responsável pediu desculpas. Ainda assim, os leitores continuam fazendo suas críticas a religião ortodoxa judaica e ao Estado de Israel.


Marion Vaz                                

sábado, 4 de junho de 2011

Declaração de conflitos que geram polêmicas



No auditório da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo o palestrante, Mohsen Shaterzadeh, embaixador do Irã, entre outros temas abordou o conflito árabe-israelense no Oriente Médio e fez uma afirmação: "Não existe um conflito entre muçulmanos e judeus. Nós respeitamos o judaísmo como religião divina".

Tal declaração não passou de uma preliminar para chamar a atenção dos ouvintes que logo perceberam o verdadeiro teor da palestra, e que, após ler o artigo, me pareceu um método bem eficaz de introduzir o anti-semitismo.

O embaixador do Irã no Brasil não poupou palavras para definir o real sentimento a respeito do Estado de Israel e suas palavras foram: "Israel  é um tumor cancerígeno no Oriente Médio". Argumentou que a crise entre o seu pais e Israel aumentou após as declarações do presidente Mahmoud Ahmadinejad:  “o Estado de Israel deveria ser varrido do mapa”. Mas parece-me que estava apenas seguindo um protocolo como é de costume nesses casos.

Shaterzadeh alegou que o Estado de Israel foi criado por causa do Holocausto, e que isso deveria ter sido feito na Alemanha. Assim, em sua palestra que durou pouco mais de uma hora, além de deteriorar a imagem de Israel, como já acontecesse inúmeras vezes através da Mídia, classificou o Sionismo de “uma ideologia baseada na descriminação".

Interessante a total falta de compromisso com os textos sagrados da Bíblia e com a promessa de Deus feita a Abraão, Isaque e Jacó, o que já era de se esperar tendo em vista que a religião muçulmana difere da religião judaica e cristã. Em outras palavras ele quis dizer: Respeitamos o judaísmo e os judeus, mas os queremos bem longe da Terra Prometida! 

O que mais poderíamos esperar? A Paz? 

Enquanto líderes políticos insistirem em declarações unilaterais a fim de promover o anti-semitismo, desorientar a população e denegrir a imagem de Israel não haverá paz no Oriente Médio, ou entre árabes e israelenses, ou em qualquer parte do planeta.

A paz é fruto do respeito mútuo e não me parece que esse, tenha sido o real conteúdo da tal palestra.



Marion Vaz