Em recente comunicado, os administradores do café Basimta afirmaram serem judeus messiânicos. Pelo jeito vão continuam apostando na confusão ao manterem o estabelecimento aberto no dia Santo para os judeus, o shabbat.
Religiosos Haredim insistem no conflito tentando intimidar os donos do bistro e clientes que frequentam o café, pelo quinto sábado consecutivo.
Será que vale a pena mesmo esta afronta a crença judaica só para ganhar mais alguns shekel? Até então, toda a discussão rolava entorno da liberdade de tomar um achocolatado a qualquer hora do shabbat. Mas administradores do Bistrô afirmaram ser judeus que seguem a crença messiânica. Seria esse o motivo do bistrô está descaracterizando o shabbat por conta do lucro financeiro e também em função das suas próprias crenças?
Nada contra a crença messiânica, mas se o estabelecimento abre suas portas durante todos os dias da semana, por quê incluir o shabbat? E justamente num bairro onde a maioria dos moradores são judeus ultraortodoxos?
Clientes e moradores estão divididos e o que se vê nas imagens são policiais israelenses tentando manter a "paz" usando a força bruta contra cidadãos religiosos. Bate boca na entrada do Bistrô e dedos apontados contra judeus.
Cerca de 300 mil judeus ultraortodoxos vivem em Jerusalém, estudam, fazem suas orações e guardam o shabbat há anos. E dentro do Basimta um grupo de 20 pessoas saboreando café e biscoitos resolvem estabelecer as novas regras sobre a guarda do shabbat? Não tem café da manhã nos hotéis em Jerusalém ou nas casas dessas pessoas?
Durante todo o mês do conflito observamos ações e comentários ridicularizando os judeus por defenderem suas tradições, como se eles estivessem totalmente errados.
Jerusalém é a capital do Estado de Israel e também o centro religioso do país. Respeitem o shabbat.
Hoje parece apenas uma divergência de opinião, mas o que vai vir depois? Civis e turistas vão ditar as regras num país judaico? vão se opor às orações no Kotel, a leitura da Torah nas Sinagogas, a circuncisão?
Sinceramente, tem algo errado. E não é por parte dos Haredim.
Marion Vaz






