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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Beethoven in Beit Lechem



Concerto da Orquestra Nacional Palestina na Igreja da Natividade, na semana passada mostrou que a música clássica está florescendo em Belém..


"Feliz Natal e Feliz Ano Novo do Ministério do Turismo israelense", dizia o sinal que atualmente recebe os visitantes a Belém. É um pouco irônico, dada a sua localização ao lado de postos de controle operados por soldados israelenses  armados e protegidos por coletes à prova de balas!



 

Um concerto de Natal na Igreja de Belém da Natividade.
Foto por: David Bachar







Mas a sensação durante o Festival de Luz Cristã -  feriado de renovação e otimismo – foi mesmo de cerco em uma cidade que é cortada pos muros e barreiras, sem que se possa entrar ou sair sem permissão.


O isolamento de Belém também trouxe dificuldades econômicas, escassez de água e pobreza. Mas também tem outro lado: Sua sociedade é homogênea, por isso não sofrem com o tipo de violência que explode, por exemplo, em Jerusalém Oriental, onde a presença do exército e da polícia e dos grandes enclaves no coração dos bairros árabes, inflamam a situação.

Mas a temporada de férias trouxe um aumento no turismo de Belém. Os turistas geralmente vêm de autocarro para uma visita rápida durante o dia, ao invés de ficar lá e desenvolver algum tipo de relação com a vida da cidade. Eles dão apenas uma olhada rápida nos locais sagrados, compram algumas lembranças e saem. Ainda assim, este tráfego injeta um pouco de vida em Belém e ajuda a seus moradores ganhar a vida.

Dois dias antes do grande evento que é transmitido em todo o mundo  atrai milhares de peregrinos – A Missa do Galo na noite de Natal na Igreja da Natividade - localizada no local do nascimento de Jesus  e o Concerto "para a Vida e Paz ". 

Este ano o concerto na Terra Santa  foi diferente devido à mudança de percepção sobre o papel da música para promover a paz.


Artigo de Noam Ben-Zeev – Jornal Haaretz


Fonte:  http://www.haaretz.com/culture/arts-leisure/beethoven-reborn-1.404301

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Beit Lechem



Com a aproximação do Natal, data em que se comemora o nascimento do menino Jesus, aumenta a expectativa em relação ao turismo, principalmente na antiga cidade de Beit Lehen em Israel que espera atingir um recorde de visitantes este ano.

A notícia que percorre as páginas dos jornais informa que a “cidade palestina de Belém” enfrenta dificuldades para promover o turismo na região, mas espera cerca de 2,5 milhões de pessoas apesar da insegurança devido a “primavera árabe”.

No início do ano, a AP fez um pedido para tornar a cidade de Belém um patrimônio da humanidade com livre acesso para todas as pessoas. No entanto, a cidade que desde os primórdios, já era mencionada na Bíblia como Belém Efrata (Gn 35.19), a cidade do rei Davi (1 Sm 16) de Boaz e Rute (Rt 1), a cidade que nasceu o menino Jesus (Mt 2.6) , agora é mencionada como uma cidade palestina.

A reportagem no portal Terra informa que a ministra do turismo Khouloud Daibes insiste em dizer que a cidade pertence aos palestinos e que eles já estavam lá quando Cristo nasceu: "Afinal, já estávamos aqui quando Cristo nasceu e continuamos aqui, apesar de tudo, orgulhosos de não ter abandonado nossa terra" (?)

Infelizmente eu tenho que discordar. Todas as pessoas que leem os textos dos livros biográficos: Mateus, Marcos, Lucas e João entendem que Jesus só nasceu em Belém porque seus pais pertenciam a tribo de Judá e estavam na cidade para cumprir uma ordem do governador. Em termos teológicos, Jesus deveria cumprir as profecias a seu respeito nascendo em Belém para ser herdeiro do trono de Davi – rei de Israel. Todo pensamento messiânico a respeito de Jesus depende de ele ser descendente de Davi. 

Se a cidade de Belém for considerada palestina para as próximas gerações, Jesus deixa de ser judeu para ser palestino (?) Ele perde seu status de “messias” ? Ou vira um messias para o povo palestino? Ele assume o título no lugar do profeta Maomé? Eu sei que parece um pouco de discrepância da minha parte, mas é só para chamar sua atenção no que diz respeito a seriedade do assunto. Não é apenas uma afronta a Israel, mas a alteração da história, tanto bíblica como a história da humanidade. 

Talvez seja por essa razão que Israel continua com seus assentamentos na região, para manter essa ligação espiritual com o território, mesmo diante dessa afronta expositiva na Mídia, que muitas vezes é mais cruel do que o próprio confronto bélico. 

Apesar das divergências entre Judaísmo e Cristianismo no que diz respeito ao Mashiach de Israel, devemos ter em mente que o simples fato de se desvirtuar a originalidade da cidade de Belém, convertendo-a numa cidade palestina, já contradiz todo fundamento bíblico de sua existência.



Marion Vaz



Fonte:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Igreja da Natividade em Belém de Judá ou Cisjordânia?

“Autoridades Palestinas tem se ocupado numa campanha para o reconhecimento de um estado independente nos territórios anexados por Israel em 1967. Vários países da América do Sul, recentemente reconheceram um Estado palestino, entre eles está o nosso Brasil.

Em janeiro, o chanceler palestino, Riad Malki anunciou que vai buscar o reconhecimento das Nações Unidas e está fazendo campanha em todo o mundo. Este movimento é parte do chamado Plano B para um acordo de paz no Oriente Médio enquanto as negociações com Israel permanecem estagnadas.” *

Recentemente, a notícia de que as Autoridades Palestinas apresentaram um pedido à agência cultural das Nações Unidas na segunda-feira para fazer a Igreja da Natividade, o primeiro patrimônio mundial localizado nos territórios palestinos, foi notícia no Haaretz.




“A igreja está localizada na cidade de Belém, hoje Cisjordânia, e é de particular significado religioso, porque foi construída no local onde Jesus nasceu segundo a tradição cristã. Estima-se que dois milhões de peregrinos e turistas são esperados para visitar a igreja neste ano. Para os peregrinos cristãos a Igreja da Natividade é tão sagrada como a Igreja do Santo Sepulcro, na Cidade Velha de Jerusalém, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade há 30 anos”.

Religiões a parte, não nos parece oportuno a inclusão da Igreja da Natividade como patrimônio da Humanidade? Analisando a questão entendemos que sim, tanto no sentido de mostrar um sentimento de respeito à própria religião cristã como também um meio de buscar a simpatia de milhões de pessoas que professam essa mesma fé.

No entanto, espero que a FÉ (dos outros) não seja usada para manipular a opinião pública para benefício próprio, como por exemplo, impor o reconhecimento de um estado independente, ou denegrir a imagem de Israel que se mantém avesso a criação de um estado palestino e a divisão de Jerusalém e sua nomenclatura como capital palestina.

Outro assunto que merece abordagem é a relação judaica da própria cidade de Belém, classificada na Bíblia como Belém de Judá, Belém Efrata, “na Cidade de Davi vos nasceu hoje...”.


Seria anti-bíblico que agora, por conta do pedido feito a UNESCO e o reconhecimento da Igreja da Natividade como primeiro patrimônio da Humanidade em território palestino(?) que a cidade de Belem perdesse por completo sua ligação com o povo judeu.


O que parece apenas um pedido inocente e como mencionei, bem oportuno, pode muito bem ser uma estratégia governamental, ou um meio de manipular a opinião pública, principalmente dos cristãos, que já dão indícios de aceitação, pelos comentários na página do Haaretz. Mas o que está por trás desse pedido? O que não lemos nas entre linhas?

Quando Neemias se propôs a reconstruir os muros de Jerusalém e a própria cidade, tanto no sentido físico como espiritual, estava na vontade de Deus. No entanto, os opositores, entre eles Sambalate e Tobias fizeram objeções e tentaram por diversas vezes impedir a obra.

O texto bíblico nos adverte para o tempo presente, em que “Tobias” tem se levantado freqüentemente contra Israel. No passado Neemias recusou ajuda deles e ainda acrescentou: “ Mas vós não tendes partes, nem justiça, nem memória em Jerusalém” ( Ne 2.20). E todo o esforço de Neemias foi recompensado!

Hoje, estamos diante de um dilema, disfarçado em “plano B” ou “em função da Paz” ou até mesmo de “patrimônio da humanidade”! Mas não seria uma forma de “enfraquecer as mãos dos que edificam”??

Em caso de dúvidas então deveriam modificar os texto da Bíblia Sagrada em função de cada divisão territorial imposta a Israel, em cada período da História!(?) Acho que não! O que deve prevalecer é o que está escrito na Palavra de Deus. Então, Belém de Judá, a cidade do nascimento de Jesus, continua sendo a cidade de Davi, do sepulcro de Raquel, de Boaz e Rute!

Marion Vaz

*Fonte: http://www.haaretz.com/