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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Alemanha questiona o Brit Milá


O pacto da circuncisão tem sido um Mitzvah observado pelo povo judeu em todos os períodos da História. O sinal físico da aliança abramica é mais do que uma simples "cirurgia", ou cultura, ou simbolo de religiosidade. Na verdade poderíamos dizer que é, também, um somatório delas e que formam, em  conjunto, uma marca do próprio povo judeu desde o período bíblico.

Quem? Pergunto. Quem se sente com autoridade suficiente para questionar esse mandamento dado pelo próprio D-us?

"Este é o meu concerto que guardarei entre mim e vós e a tua semente depois de ti: Que todo macho serácircuncidado." Bereshit 17.10

É possível que, alguém (hoje circuncidado) revele sua oposição ao ato. Fato que também já lemos em alguns depoimentos,  onde a pessoa se revolta por seus pais terem feito essa escolha por eles. Mesmo assim, ainda pode-se notar certo respeito pela prática como algo sagrado.

Assim, o Brit Milá continua vivo na religiosidade do povo judeu e tem sido praticado com liberdade em Israel e em comunidades espalhadas pelo mundo.

Mas foi na Alemanhã que a controversia sobre o assunto e os diretos dos judeus continuarem a prática virou notícias nos jornais. E deu o que falar.  Em um dos comentários o leitor dizia que "adorou a decisão pois tradição religiosa só atrasava a sua evolução!" - Eu não entendi o que ele quis dizer com "sua evolução", mas sinceramente... Tem pessoas que ignoram a vontade de D-us e os Mandamentos.



O processo contra David Goldberg, que é um mohel e o rabino da cidade de Hof Saale, na Baviera, é o primeiro caso conhecido na sequência da decisão anti-circuncisão.
















O argumento do tribunal da cidade alemã de Colônia era de que "tal procedimento implica em ferimento corporal ás crianças". Em resposta, a Conferência Europeia de rabinos entendeu como um ataque a comunidade judaica, e lembrou o Genocídio da 2ª Guerra Mundial.

Na verdade, parece que somos testados, vez por outra, com essas investidas. E talvez, "eles" fiquem esperando a reação da comunidade judaica quando promovem tais confrontos. Isso aconteceu no período bíblico, e vem acontecendo com muita intensidade na era moderna.

Parece que, quanto mais tecnologia, menos temor a D-us. Quanto mais se prega direitos humanos, menos se respeita uma pessoa, sua religiosidade e seus valores. Quanto mais se quer desculpar  os erros do passado, com maior rapidez se tropeça e se repete os mesmos erros.

Mas, como nos tempos bíblicos, o D-us da Aliança continua zelando pelo seu povo a capital alemã voltou atrás em sua decisão e autorizou a circuncisão como prática legal, desde que feita por um mohel.

A chanceler Angela Merkel teria dito que o país seria motivo de piada. Ela afirmou "Eu não quero que a Alemanha seja o único país no mundo em que os judeus não possam  realizar seus ritos"



Marion Vaz


Mohel é um judeu, perito nas leis e técnicas da circuncisão, ao mesmo tempo, um judeu praticante e cumpridor das leis, não necessariamente um médico.



Fonte: www.ynet.com/

 

domingo, 17 de abril de 2011

Circuncisão

É no capítulo 17 de Gênesis que encontramos uma seqüência de promessas e obrigações que D-us deu a Abrão. Promessas feitas anteriormente que incluem “todas as nações da terra” (12.3) agora passam a ter um caráter particular, para Abrão e seus descentes.

Após receber de Deus uma ordem para deixar Ur dos Caldeus, Abrão ou Avran, começa sua caminhada em direção a Canaã, a Terra da Promessa. Nos capítulos seguintes seguem-se conflitos, algum deles familiares e após um período em Harã está agora de posse das promessas feitas a ele e as suas gerações.

Andar com Deus para alcançar a perfeição, Concertos, mudanças de nomes e a promessa de um filho são as principais promessas feitas ao patriarca qu servem para alicerçar a fé de um homem com o El Berit – O Deus da Aliança.

O pacto descrito nos versículos 10,11 - a circuncisão, é agora o sinal físico da aliança que se perpetuaria nos séculos subseqüentes e que ainda hoje é observado pelo povo judeu.

Ao confrontar-ser com o gigante Golias, Davi traz a memória a diferença entre os dois povos: “Quem é esse incircunciso filisteu para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1 Samuel 17.26).

Assim, como em cada etapa da história judaica encontramos valores espirituais ligados ao pacto feito aos patriarcas, e que distinguem hoje, não só de forma física, mas também no contexto sociocultural, o povo de Israel.

Hoje, o Brit Milah (termo hebraico), é observado e como em toda sociedade, as freqüentes mudanças levaram a modernização da prática. O Mohel (cincuncidador) experiente e adotando métodos modernos e higiênico mantém vivo o ritual da circuncisão para os recém nascidos do sexo masculino em todas as Comunidades judaicas.

É no versículo 11 que Deus declara que tal prática era o concerto perpétuo entre Abraão e suas futuras gerações e o próprio Deus. Assim, como outros concertos também foram estabelecidos mais tarde, como por exemplo, a guarda do Shabat como dia de descanso.

É através da Torah dada a Moisés durante o trajeto no deserto que o povo de Israel começa a dar os primeiros passos no relacionamento com Deus. “A guarda do Sábado é relacionada em Deuteronômio 5.12 a saída do povo do Egito, dando a idéia de recomeço, renascimento, uma renovação da vida de cada homem” (Iniciação ao Judaísmo, p 31).

Como podemos notar o povo de Israel se destaca através de sua crença no Deus Único, em suas tradições e costumes, os quais foram passados de geração a geração, no intuito de preservar a Lei e o Concerto eterno que Deus deu ao seu povo.

Ao navegar pela Internet e segundo notícias no Haaretz, encontramos com a The Intactivism Pages uma organização que visa à proibição de práticas, seja por motivos religiosos ou socioculturais, da modificação involuntária genital de crianças de qualquer sexo. O método de circuncisão para mulheres realizado em vários países principalmente da África, e da Ásia pode ser realmente classificado como um verdadeiro ato de mutilação. O que faz justiça ao movimento.

A circuncisão feminina é um ritual comum praticado em certos países africanos, especialmente na Costa do Marfim. A idade da circuncisão varia de acordo com o grupo étnico. Pode ser desde os sete dias de idade até quando se dá à luz pela primeira vez. Geralmente são as mulheres mais velhas que se encarregam deste ritual. Usam objetos afiados como facas, lâminas de barbear ou certas plantas.

Mesmo que tais grupos étnicos determinem razões e objetivos para o ato de mutilação, o certo é que existem muitos riscos a saúde como infecções locais e em órgãos internos, dores insuportáveis, morte. Você pode pesquisar mais sobre o assunto na Google.

Mas no caso da circuncisão praticada pelos judeus, além de ter base bíblica e serem feitas por um especialista competente e dentro das leis de higiene, não me parece crime algum.

No entanto, o site pretende invadir a religiosidade do povo judeu e contestar contra a prática. Se a lei que só autoriza a circuncisão em pessoas maiores de 18 anos for realmente aceita, entramos num terreno perigoso, pois cada judeu tem o direito de exercer sua religiosidade e isso inclui o Brit Milah.

Marion Vaz

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mutila
http://www.circumstitions.com/