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sábado, 4 de abril de 2015

Pessach 2015



A cada geração cada ser humano deve se ver como se ele pessoalmente tivesse saído do Egito. Pois está escrito: "Você deverá contar aos seus filhos, neste dia, "D'us fez estes milagres... " 



Chag Sameach


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Festa da Liberdade




Ao entardecer do próximo dia 3 de abril, cerca de 120 mil judeus em todo o Brasil darão início às comemorações do Pessach, a Páscoa Judaica, celebração que marca a libertação do povo judeu da escravidão no Egito (ocorrida por volta de 1300 A.E.C.).

“Pessach é uma festa que trata da liberdade física e espiritual do ser humano”, afirma Fernando Lottenberg, presidente da Conib.

Nossos sábios ensinam que, a cada dia, devemos nos sentir como se tivéssemos acabado de ser libertados do Egito. A consciência da escravidão no passado molda o espírito judaico no presente e forja a diferença entre aqueles que se submetem a um destino pré-estabelecido e aqueles que buscam construir sua própria história.

“Por isso, mesmo recordando-nos de eventos distantes no tempo, a celebração é sempre atual, pois reúne as famílias judaicas em torno dos valores da liberdade e da autodeterminação”. 

Fonte: http://www.conib.org.br/blog/aconib

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pessach - A Festa da Liberdade









Na tradição judaica e na história, Pessach é uma das festas caracterizadas por sua diversidade e seus vários significados. É uma festa que comemora saída da escravidão e o Êxodo do Egito; é a festa de unidade nacional do nosso povo no caldeirão da angústia e salvação; a festa da grandeza da família Judaica que conhece a maravilha de estar junta como uma família; é a festa da primavera, na qual o florescimento da natureza simboliza a renovação e o despertar de um povo que se encanta com a vida. Acima de tudo é a festa de liberdade, a liberdade de cada Judeu e a liberdade do povo Judeu.

 E Moisés disse ao povo: Lembre-se deste dia no qual saiu do Egito, da escravidão; pois por força de sua mão, D'us te tirou daquele lugar, e nenhum pão fermentado será comido. Você está se libertando neste dia do mês de Aviv. Assim, quando D'us o levar para a terra dos Canaanitas, dos Hititas, dos Amoritas, dos Hivitas, e dos Jebuseus, que Ele jurou a seus pais lhes dar, uma terra onde flui o leite e o mel, você manterá este serviço neste mês. Sete dias você comerá pão sem levedura, e no sétimo dia será uma festa de homenagem a D'us.     (Shemot 12, 3-6) 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Força da Tradição Judaica


 

O Pessach é o feriado mais prolongado de Israel segundo Yaheli Berlinski, administradora do blog Vivendo em Israel. 

Em sua matéria ela descreve os costumes que antecedem as festividades e como isso afeta a sociedade. Leia o texto é muito interessante.

Pensando nisso, encontro em outras Chag as mesmas características, que no decorrer dos anos, passaram a ficar mais vívida e mais atraente em todas as comunidades judaicas.

A preparação para o Pessach começa cedo, com a limpeza das casas, a retirada de todo produto que tenha fermento,  além da preparação psicológica para o ato religioso.

A leitura do Sedér é obrigatória e assim passamos de geração a geração os nossos costumes, a nossa tradição, desde a época de Moshe até os dias de hoje.

O que me impressiona é a força que a Tradição tem de manter todas as pessoas envolvidas, o que também acontece em algumas crenças e seus costumes, mas que no Judaísmo isso se converteu num ato de sobrevivência da própria história do povo, quanto de sua religião, como de seus costumes.

E como tal festividade afeta a sociedade? Lá em Israel fica notoriamente proibido comprar produto com fermento nessa época, não importando qual a crença do consumidor.

Supermercados, lojas ou qualquer outro estabelecimento simplesmente cobrem os produtos com um pano. Esta foto tem uma placa que adverte ao consumidor: "Fermentado. Por favor, não toque!” Achei isso muito interessante!



Esse contexto social e religioso de hoje não difere muito dos fatos relatados na Torah em que os povos que decidiram caminhar ao lado de Israel, na trajetória pelo deserto, também tinham que obedecer aos mesmos critérios de observação das leis e purificação.

Enquanto as prateleiras brasileiras estavam repletas de chocolate e ovos de Páscoa, as de Israel tinham produtos vetados ao consumo em obediência as leis judaicas.

Enquanto as famílias aqui no Brasil e no mundo se deliciavam com doces e guloseimas, embora que algumas praticassem seus rituais de evitar comer carne na sexta-feira, as famílias judaicas comiam Matzá (pão sem fermento) em memórias do povo que saiu do Egito.

E assim, vivenciamos em pleno século XXI a continuidade das tradições e crenças que nossos antepassados guardavam e transmitiram aos seus filhos. Embora que alguns o tenham feito dentro de suas limitações impostas por regimes políticos vigentes na época, chegaram até nós e continuam exercendo atração sobre as pessoas para que se realize um ato de preservação da história de um povo. 


Marion Vaz

Fonte das imagens: blog Vivendo em Israel.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Aficoman – Curando um Povo Dividido



Para as crianças, é o ponto alto do Seder. No decorrer dos anos elas descobriram que como o Seder não pode ser concluído até que este último pedaço de matsá seja ingerido, elas podem “roubá-lo” a fim de forçar seus pais exaustos, desesperados para dormir, a conceder-lhes quaisquer pedidos que façam, por mais ridículos que pareçam, e vem daí a ideia americana de “presentes do Aficoman”. 

Para os adultos, parece um truque engenhoso para dar às crianças um “recesso” autorizado, uma chance de correr por aí, se divertir e ao mesmo tempo mantê-las envoldidas naquilo que está ocorrendo à mesa. 

O que é o Aficoman?
Uma das primeiras coisas que fazemos no Seder de Pêssach, após o Kidush e carpás, é “Yachatz”, a quebra da matsá. Tipicamente uma matsá se quebrará em dois pedaços diferentes. O maior, o Aficoman, que literalmente significa “deserto”, é guardado, para ser usado mais tarde, e o pedaço menor é colocado à nossa frente. É sobre este pedaço menor que agora recitamos a Hagada inteira. 

Muitas das partes mais cruciais e integrais da experiência do Seder são prefaciadas com a instrução: “Descubra a matsá quebrada” ou “levante a matsá quebrada”. Esta matsá, exatamente porque é pequena e quebrada, representa nosso “Pão da aflição” e o “alimento da pobreza”. É a matsá que por excelência, desempenha um papel importante no decorrer do drama do seder. Se o seder fosse uma peça teatral, este seria um dos atores principais. 

Finalmente, após concluir a recitação da Hagada inteira, é a primeira coisa a ser comida e com isso cumprimos nossa obrigação bíblica de comer matsá. 

Enquanto isso, o pedaço maior está escondido, reservado e ausente; deve esperar pacientemente até seu retorno muito mais tarde da noite. Somente após recitar a Hagada, após comer matsá, maror, korech, o ovo e toda a refeição festiva, nos lembramos dele e o retiramos de seu esconderijo, e se torna nossa “sobremesa”. 

De preferência, é a última coisa a ser comida nesta noite, assim dormimos com o sabor da matsá perdurado em nossa boca e em nossa memória. Embora aparentemente relegada a uma parte secundária na peça e tendo uma espécie de papel secundário, o Aficoman é tão importante e necessário à experiência do Seder quanto seu “irmão mais jovem”. 

Nossos Sábios nos dizem “ain maftirin ad acharei hapesach afikoman”, que significa “O Seder não pode ser concluído sem o aficoman”. Também substitui e representa aquele que foi o destaque bíblico do Seder: o sacrifício pascal. 

Um Conto de Duas Matsot
A história de Pêssach – escravidão seguida de liberdade – é a eterna história do judeu. “Pois não apenas eles ficaram contra nós para nos destruir, mas em toda geração eles tentaram isso novamente. E somente D'us nos salva das mãos deles”, declaramos na Hagada. 

É fascinante observar o lugar de prestígio que o Seder desempenhou e continua a desempenhar na vida de tantos judeus. Mais judeus conduzem alguma forma de Seder de Pêssach do que frequentam os serviços das Grandes Festas. 

O Seder toca uma corda profunda dentro de nós. Muitas das nossas lembranças mais calorosas e prezadas da nossa infância foram criadas à mesa do Seder de nossos pais e avós. De alguma forma, o judeu sente que não pode ignorar a história do Seder; é nossa história pessoal como indivíduos e como um povo. Agora podemos entender o simbolismo mais profundo por trás da quebra e separação da matsá. 

Talvez a matsá represente o povo judeu, a Congregação de Israel, que no decorrer da história tem continuamente sido esmagada, achatada e humilhada (como a matsá), e recebeu o “pão da pobreza e da aflição”. Muitas e muitas vezes não pudemos esperar até a massa crescer, tivemos de pegar o bastão de caminhante e partir sem nada além da “matsá”, tanto de maneira literal, quanto figurativa. 

A Divisão
Mas por um longo tempo agora, nossa matsá tem sido dividida; somos um povo dividido. Uma parte do nosso povo, o pedaço menor de nossa matsá, ainda se senta teimosamente à “mesa do Seder”, ao redor da mesa de seus ancestrais, seguindo as tradições, continuando os rituais, estudando as leis e contando a história. 

Esta é a parte menor da matsá, a minoria do nosso povo, que se recusa a abrir mão da mesa de Pêssach e encontrar outras alternativas para a vida e para a felicidade. Sim às vezes eles se sentam ali de olhos fechados, meio adormecidos, mas estão presentes. 

Estes são os judeus que acordam toda manhã se lembrando que fazemos parte de uma longa narrativa – começando com Avraham, culminando com Mashiach – e devemos levar nossa vida inspirado por essa narrativa. Eles usam um talit, colocam tefilin, vão à sinagoga, rezam a D'us, e enviam os filhos para escolas judaicas para receberem uma intensa educação de Torá. Estes são os judeus que celebram o Shabat, comem casher, não fazem uma refeição fora de uma sucá, nem usam uma roupa feita de lã e linho. 

A parte maior da matsá – a maioria do nosso povo – se afastou da mesa do Seder, para campos estranhos. Encontraram alternativas para a Torá. Na verdade, a maior parte da nossa nação permanece ignorante e de muitas maneiras apática ao nosso legado e nossa sabedoria, milhões de nossos irmãos se sentem alienados de nosso povo e sua história. E podemos identificar o momento na história em que a matsá foi “partida”. 

Há cerca de 250 anos, com a Revolução Francesa, e o que ficou conhecido como “O Iluminismo” ou a “Idade da Razão”, os muros do shtetl ruíram e muitos, na verdade a maior parte dos judeus, disse adeus à sua ideologia antiga e partiu para as ideologias liderantes da época. Voltaire substituiu Moshê, Rousseau substituiu Rashi. Kant e Nietzsche suplantaram Abaye e Rava. 

Na França e na Alemanha, o iluminismo levou à alienação de centenas de milhares de judeus da tradição. Algumas décadas depois, na Europa Oriental, milhões de judeus deram adeus à Torá para uma profusão de novos “ismos” que pareciam mais promissores que o antigo Judaísmo. 

O nacionalismo sionista secular, por exemplo, captou a imaginação de incontáveis judeus jovens, substituindo um D'us transcendente por um país concreto. Na Rússia, judeus em massa apoiaram o Marxismo, comunismo e socialismo. Na América, mais de um milhão de judeus se assimilaram entre 1840 e 1930. Nas últimas décadas nos Estados Unidos, perdemos mais um milhão dos nossos filhos. 

E a quebra da matsá continua. Ainda somos um povo dividido. A parte pequena da matsá com frequência olha com desdém para o pedaço maior da matsá. “Eu estou à mesa do seder; você está perdido e afastado”; enquanto a parte maior da matsá frequentemente olha para a parte pequena com espanto e piedade, perguntando-se como ele consegue manter-se tão isolado e afastado da modernidade e do mundo novo. 

Aqui iremos descobrir o segredo do Aficoman. Abra seu coração… 

O Chamado do Rebe
Celebramos o aniversário de nascimento do Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson (1902-1994), ocorrido em 11 de Nissan em 1902, na Ucrânia, poucos dias antes de Pêssach. Crescendo no auge da revolução que varreu o mundo e capturou corações e almas de milhões de judeus, o Rebe observou em primeira mão a “matsá” sendo fragmentada e quebrada, e então quase completamente consumida pelas chamas do Stalinismo e Nazismo. 

A Providência fez a alma do Rebe agraciar nosso mundo poucos dias antes do Seder, talvez porque a mensagem de sua vida captava a grande história do Aficoman. 

Qual a mensagem do Rebe para a nossa geração?

Que a parte maior da matsá pode estar ausente da nossa mesa do Seder, mas é o nosso Aficoman; que nossa matsá pode estar dividida, mas ainda somos uma matsá. Milhões de judeus podem estar ausentes da mesa do Seder, mas eles jamais serão esquecidos. E o mais importante, não podemos concluir nosso Seder se não trouxermos de volta o pedaço maior da matsá que foi levado da mesa do Seder. 

O pedaço pequeno de matsá jamais será capaz de atingir o auge de seu Seder se não atingirmos nosso irmão-matsá e o trazermos de volta à mesa do Seder, reconhecendo a verdade de que somos um povo e cada um de nós tem um lugar de dignidade na mesa eterna da história judaica e sua consciência.
Isso, o Rebe acreditava, foi a missão do nosso tempo. 

O Seder está quase completo, a história quase terminada. Mashiach está no limiar da porta. A refeição foi consumida, e temos nossa cota de maror, ervas amargas e sofrimento. E agora devemos nos lembrar do Aficoman. Devemos procurar o Aficoman e com muito amor e sensibilidade levá-lo de volta à mesa, e deixá-lo se reunir com sua essência, com sua história, com sua própria alma. 

Às vezes o Aficoman é difícil de localizar, o judeu assimilado é difícil de identificar. Às vezes ele se esforça para identificar a si mesmo. Mas no final da noite, ao final do seu exílio, ele retornará, para ouvir a história do Êxodo, participar da mitsvá e passá-la aos seus próprios filhos. Pois nenhum judeu será deixado para trás. 

Somente então poderemos concluir nossa jornada e verdadeiramente estar “No próximo ano em Jerusalém”.

Por Yosef Y. Jacobson


Rabino Yosef Y. Jacobson é editor de Algemeiner.com, um site de notícias e comentários judaicos em inglês e yidish. Rabino Jacobson  também faz palestras sobre ensinamentos chassídicos, sendo muito popular e bastante procurado. É autor da série de fitas “Um Conto Sobre Duas Almas”.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Pessach - Pascoa Judaica



Pessach (que em hebraico significa passagem), cuja festividade celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro do Êxodo. De acordo com a tradição, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando de acordo com a Torá, D-us enviou as dez pragas sobre o povo do Egito. Antes da décima praga, o profeta Moisés foi instruído a pedir para que cada família hebreia sacrificasse um cordeiro e molha-se os umbrais (mezuzót) das portas, para que não fossem acometidos pela morte de seus primogênitos.

Chegada a noite, os hebreus comeram a carne do cordeiro, acompanhada de pães ázimos e ervas amargosas (como o rábano, por exemplo). À meia-noite, um anjo enviado por D-us feriu de morte todos os primogênitos egípcios, desde os primogênitos dos animais até mesmo os primogênitos da casa do Faraó.

Então, o Faraó, temendo ainda mais a Ira Divina, aceitou liberar o povo de Israel, o que levou ao Êxodo. Como recordação desta liberação, e do castigo de D-us sobre Faraó foi instituído para todas as gerações o sacrifício de Pessach.Pessach é hoje uma festa central do Judaísmo e serve como uma conexão entre o povo judeu e sua história. Antes do ínicio da festa, os judeus removem todos os alimentos fermentados (chamados chametz) de seus lares e os queimam. Não é permitido permanecer com chametz durante a Pessach.

Os objetos de chametz são escondidos, e outros, passíveis de um processo de casherização são mantidos, os utilizados para cozinhar passam pelo fogo, e os de comidas frias passam pela água.

A festa de Pessach é antes de tudo uma festa familiar, onde nas primeiras duas noites (somente 1 para quem está em Israel) é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Neste sêder a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se Matzá (pão ázimo) e ervas amargas, e utiliza-se roupa de sair para lembrar-se do "sair apressado da terra do Egito".

http://www.israel3.com/modules.php?name=News&file=article&sid=893

Da Escravidão da Diáspora para a Verdadeira Liberdade




Na tradição judaica e na história, Pessach é uma das festas caracterizadas por sua diversidade e seus vários significados. É uma festa que comemora saída da escravidão e o Êxodo do Egito; é a festa de unidade nacional do nosso povo no caldeirão da angústia e salvação; a festa da grandeza da família Judaica que conhece a maravilha de estar junta como uma família; é a festa da primavera, na qual o florescimento da natureza simboliza a renovação e o despertar de um povo que se encanta com a vida. Acima de tudo é a festa de liberdade, a liberdade de cada Judeu e a liberdade do povo Judeu.

Não obstante, é responsabilidade de cada um de nós, educador e pedagogo, dirigente e ativista em educação em todo lugar, perguntarmos a nós mesmos se cumprimos na prática, em nossas vidas, esta liberdade e o êxodo da escravidão para a salvação; Somos realmente livres? Pode um Judeu ser completamente livre quando ainda vive em um país estrangeiro? Liberdade não significa a habilidade de uma pessoa para viver e trabalhar no seu país no contexto de idioma, cultura, tradição e costumes, entregues a ele por seus antepassados, que também constituem os elementos básicos de verdadeira e completa liberdade?

Quando nos sentamos juntos na noite do Seder, nós e nossos filhos, lembramo-nos que somente na Terra de Israel e no Estado de Israel é possível deixar de ser escravo da Diáspora completamente e alcançar a verdadeira liberação interna e externa, junto com o resto de nosso povo que veio de todos os cantos da terra para a Terra Prometida, da mesma maneira que nossos antepassados fizeram quando saíram de Egito.

Das Fontes Sagradas

'Sete dias você comerá matzot, mas no primeiro dia manterá a levedura fora de sua casa; porque aquele que comer pão fermentado será cortado do povo de Israel.

O primeiro dia será uma festa, e o sétimo dia será uma festa; nenhuma forma de trabalho será feita, exceto o trabalho que gera alimentação.

Observe este dia de uma geração em geração para sempre. No décimo quarto dia do primeiro mês ao por do sol comerás pão sem levedura, até o vigésimo primeiro dia do mês à noite.'
(Shemot, 12: 14-18)

E Moisés disse ao povo: Lembre-se deste dia no qual saiu do Egito, da escravidão; pois por força de sua mão, D'us te tirou daquele lugar, e nenhum pão fermentado será comido. Você está se libertando neste dia do mês de Aviv. Assim, quando D'us o levar para a terra dos Canaanitas, dos Hititas, dos Amoritas, dos Hivitas, e dos Jebuseus, que Ele jurou a seus pais lhes dar, uma terra onde flui o leite e o mel, você manterá este serviço neste mês. Sete dias você comerá pão sem levedura, e no sétimo dia será uma festa de homenagem a D'us.
(Shemot 12, 3-6)

No primeiro mês, no décimo quarto dia ao por do sol será Pessach de D'us. No 15º deste mês você celebrará o banquete de matzot em honra a D'us, durante sete dias você tem que comer pão sem levedura. No primeiro dia você celebrará uma festa; você não executará nenhum trabalho. Você oferecerá a D'us uma oferenda de fogo durante sete dias. O sétimo dia é festa; você não executará nenhum trabalho.
(Vayikra 23: 5-8)

Rabino Eliezer ha-Kappar disse: Em virtude de quatro coisas os Israelitas foram resgatados do Egito: eles não mudaram seu nome, não mudaram seu o idioma, eles não revelaram seus segredos, e não aboliram o Brit Milá.
(Midrash Sohar Tov, 114)

Rabino Ishmael comparou o êxodo do Egito a uma pomba que tinha fugido das presas de uma ave de rapina e, ao achar refúgio numa fenda de rocha, viu que uma cobra havia se aninhado ali. Se a pomba entrasse na fenda, certamente seria mordida pela cobra e se recuasse seria capturada pela ave de rapina. Como resolver este dilema? Começou a fazer um barulho e bater suas asas de forma que o dono do pombal veio salvá-la. Assim é como os Israelitas agiram em seu dilema. Eles não puderam entrar adiante no mar porque o mar não havia se aberto, nem poderiam recuar, porque o Faraó estava se aproximando rapidamente. O que fizeram? (Shemot 14:10) "Eles tinham muito medo... e os Filhos de Israel choraram a D'us". Imediatamente (Shemot 14:30), "D'us os salvou naquele dia."
(Shir Hashirim Rabbah, 2)

Naquele momento os anjos desejaram cantar um hino para D'us. E Ele lhes disse: Minhas criaturas estão se afogando no mar e vocês desejam cantar?!
(Midrash Avkir; Meguilá 10)

Em cada geração, cada homem deve considerar como se ele tivesse saído pessoalmente do Egito. Há pessoas que fazem perguntas difíceis: O que nos trouxe o êxodo, já que somos oprimidos em outras nações? Qual a diferença entre o Egito e outros reinos? E eu digo que, quando o Israel saiu de Egito, eles receberam o bem em essência até que se tornaram merecedores de serem homens livres pelo seu mérito. Este é o mérito mundial de Israel, que eles são merecedores de ser livres pelo seu próprio mérito.
(O Maharal de Praga)