A notícia que apareceu no Haaretz, jornal
israelense, me chamou a atenção. A poluição das águas dos rios e mares é um
problema ambiental que afeta várias partes desse nosso globo terrestre.
Aqui mesmo no
Brasil, a revista Amanhã do jornal O Globo traz a tona em suas
reportagens o problema de poluição das baías, lagoas e rios. Apesar de o Brasil
ser uma potência hídrica, apenas 6% da nossa água foi classificada de própria
para consumo.
O descaso da própria população, a falta de saneamento
básico, o despejo indevido de material tóxico tem sido apontado como os
culpados pela contaminação de nossas águas nos levando ao caos e contribuindo
para um mundo cada dia mais carente do elemento mais importante de nossa
existência: Água potável.
Israel enfrenta o mesmo drama. Os altos índices de
contaminação nas águas do Local de Batismo, Yardenit, obrigaram o Ministério de Saúde de
Israel a proibir o seu uso. Os batismos feitos ali, como nos tempos de João
Batista, terão que parar até que ambientalistas certifiquem que a água não
causará danos à população.
O Local, sagrado para a religião cristã, recebia fieis
que desciam as águas batismais num ato de fé e fortalecimento espiritual. Esse
ritual praticado desde os primórdios também se constitui num interessante
atrativo turístico para a região. Certamente o Ministério de Turismo terá
interesse que a prática volte a ser realizada.
As águas do Rio Jordão correm do norte ao sul de
Israel e deságuam no Mar Morto. As regiões ao redor se beneficiam dele para
consumo, irrigação e demais atividades.
O Jordão é o principal rio de água do país e ele
também tem sua importância espiritual. Encontramos nos textos sagrados da
Tanach diversos trechos relacionados ao Jordão, personagens bíblicos e a atuação
do próprio D-us legitimando-o.
Certamente os fieis que ali tiveram uma experiência
sagrada sonham em voltar lá e aqueles que ainda não fizeram esperam ansiosos
para a liberação de suas águas.
Marion Vaz


