Uma vez no ano, o Judaísmo faz um convite diferente: Pare de correr! Como uma data solene, o Dia do Perdão, te convida a refletir, sondar o coração e não pensar apenas onde foi que você errou, mas como vai proceder daquele dia em diante.
Iom Kippur é um dia para pedir perdão, mas também é um dia alegre, porque se confia no agir e no poder do Eterno. São cerca de 25 horas de jejum completo, resistindo ao desejo de comer ou beber água, para se dedicar à espiritualidade.
A Nação para, em todos os sentidos. Não há movimentação de transportes nas ruas, lojas e shoppings abertos e nem transmissão de TV e rádios. Até o aeroporto Ben Gurion cessa suas atividades. É uma dia para reflexão, pedir perdão a D-us, se conciliar com as pessoas.
Reconhecer e retroceder nos conceitos e atitudes, como uma oportunidade de ser uma versão melhor de si mesmo. E talvez esse, seja realmente um dos significados do Iom Kippur.
Israel para, observa, restaura sua comunhão com o Eterno para seguir em frente. E nas primeiras horas há um silêncio quase obrigatório, significativo. Religiosos, tradicionais e seculares tem suas atividades e momentos de devoção. Há quem fique na Sinagoga o dia todo e aqueles que andam de bicicleta.
E ao término do dia do Iom Kippur, a vida volta a rotina, as atividades, a alimentação sadia e a hidratação do corpo. E não é sobre comer muito antes do depois do Dia do Perdão, é sobre equilibrar os nutrientes.
A fé judaica sabe que somos falhos, mas que palavras pronunciadas com sinceridade de coração são promessas conscientes.
Kol Nidrei começa com uma confissão silenciosa para dar liberdade de fazer novas promessas. É saber que o passado não decide sozinho, o nosso futuro.
Marion Vaz




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