quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mar Morto está Morrendo?



O Mar Morto foi eleito uma da Maravilhas do Mundo neste ano de 2012. Com uma superfície de aproximadamente 1050 km2, correspondente a um comprimento máximo de 80 quilômetros e a uma largura máxima de 18 km, é alimentado pelo Rio Jordão e banha Jordânia e Israel.

 



Nos últimos 50 anos, o Mar Morto perdeu um terço da sua superfície, em grande parte por causa da exploração excessiva de seu afluente, única fonte de água doce da região, para além da natural evaporação das suas águas. Contudo, os especialistas são de opinião que, dentro de alguns anos, esta perda tenderá a se estabilizar, paralelamente a estudos que levem à sua conservação e preservação; portanto, o desaparecimento do Mar Morto não aconteceria, segundo estes, nem hoje nem no futuro.

No entanto, Israel, Jordânia e a Autoridade Palestina assinaram um acordo para a construção de um encanamento que levará a água do Mar Vermelho para o Mar Morto. Israel vai construir uma usina de dessalinização em Aqaba para abastecer a Jordânia e o concentrado de água dessalinizada será transferido para o Mar Morto para salvá-lo de secagem,



A região do Sul do Mar Morto é um dos lugares mais inóspitos e áridos do Mundo, e devido a grande quantidade de sal no solo e o ar, a sobrevivência nesta região é quase impossível, por isso, há também escassez da presença de animais na região.





Além da aridez, nesta região há uma montanha chamada Monte Sodoma, um verdadeiro fenômeno geológico que emergiu de dentro do que hoje conhecemos como o Mar Morto, repleto de colinas áridas cuja composição básica é o Sal, Enxofre, Calcário e Gesso, e por causa das chuvas, as paredes da montanha desenvolveram formas únicas.




Fonte:  http://www.cafetorah.com/

 

Diversidade e Religiosidade



No mundo ocidental, em sua maioria países cristãos, dezembro é o mês das festividades natalinas. Mês de muitas atividades comerciais, de enfeitar as casas e lojas, comemorações em família com presentes, saudando o nascimento do menino Jesus.

Israel tem a sua própria religião. O Judaísmo é a religião oficial do pais, embora haja outros grupos de pessoas e cada qual com a sua diversidade e fé. Assim, judeus, mulçumanos, cristãos, messiânicos e outros contribuem de forma natural para esse fim.

Embora haja diferenças religiosas, em muitos lugares as pessoas se respeitam mutuamente. Em Israel, berço dos mais importantes acontecimentos da história bíblica, há muitos cristãos e nesta época, mesmo com o calendário judaico sendo o oficial método de contagem dos dias e anos, muitas famílias e visitantes comemoraram o natal.




Netanyahu, Primeiro Ministro, deu a sua cordial felicitação aos cristãos. Ele encerra seu discurso abençoando a todos os cristãos, desejando-os um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de prosperidades.



Shimon Peres, Presidente do Estado de Israel, visitou a cidade de Ramle, onde dezenas de milhares de judeus, cristãos e muçulmanos vivem em harmonia, em uma cidade próxima a Tel Aviv. Ele foi recebido na igreja católica franciscana por autoridades cristãs e pelas crianças da comunidade cristã em Ramle.



As cidade de Nazaré e Beit Lehem receberam inúmeros visitantes e fieis de todo o mundo que vieram ao país para conhecer ou rever os lugares sagrados do Cristianismo. Reuniões em igrejas mantinham os fieis com seus corações voltados para a paz e harmonia.



Marion Vaz

Fonte das imagens: Haaretz



 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sistema de Táxis Flutuantes em Tel Aviv - SkyTran

Modelo
 


Em meados de 2014 a cidade mais congestionada de Israel começará a construir o que promete ser o meio de transporte mais moderno e de fácil massificação já criado. O SkyTran é o primeiro monotrilho de levitação magnética que foi desenvolvido com tecnologia espacial no Space Ames Research Center da NASA e criado em conjunto com a empresa norte-americana SkyTran.

Os designers do projeto em Tel Aviv, Israel, asseguram que os passageiros poderão pedir um táxi através de uma página na internet ou um aplicativo de celular, que o preço de sua passagem será mais barato que o de um táxi convencional e que, com a implantação de painéis solares, ele se tornará o meio de transporte mais ecológico do mundo.

Resolver a questão do transporte nas cidades de hoje e do futuro parece ser uma das maiores preocupações de engenheiros e urbanistas. Ao redor do mundo não tem faltado criatividade para propor soluções tecnológicas, práticas e/ou ecológicas, como os  taxis ecológicos que usam lítio, o Personal Rapid Transit de Abu Dhabi e o trem de levitação magnética, criado recentemente no Japão.
No entanto, nenhum destes novos meios de transportes foram massificados, principalmente devido ao seu alto custo. O SkyTran poderá mudar isso.

Este moderno modelo de transporte foi proposto pela primeira vez em 1990 pelo inventor Douglas Malewicki. É um sistema de Personal Rapid Transit (PRT)  que contempla pequenos veículos para quatro passageiros e não necessita de um condutor, pois seu movimento é automatizado. Graças ao eletromagnetismo, estes veículos em forma de cápsulas, são suspensos sobre as ruas através de um sistema de trilhos de levitação magnética passiva.

Segundo seus criadores, o SkyTran possui um sistema de infraestrutura tão simples que requer investimento muito baixo em comparação com os trens ou metrôs tradicionais, garantindo sua popularização...

A estreia do SkyTran em Tel Aviv

 


Em Tel Aviv, tanto o município como o Governo de Israel investiram para construir um primeiro monotrilho de 6,5 quilômetros de comprimento, com um custo aproximado de 50 milhões de dólares.

Os monotrilhos estarão a 6 metros acima das ruas, as paradas de embarque foram colocadas a uma distância de cerca de 400 metros e, ao aproximar-se a cada estação, o táxi passará por uma plataforma secundária, sem interromper o tráfego.

A construção da primeira seção em Tel Aviv levará cerca de 18 meses e, uma vez em operação, ainda que a velocidade máxima seja de 241 km/h, os engenheiros alertam que as condições reais da cidade o seu deslocamento deve ser muito mais lento. No entanto, as autoridades locais estão confiantes de que os problemas de tráfego diminuirão.

No projeto inicial, cada cápsula é carregada com energia, no entanto, posteriormente o monotrilho será equipado com painéis solares. Assim, o táxi SkyTran tornar-se-á o transporte público mais ecológico no mundo.



 Fonte:http://itrade.gov.il/brazil/?p=2076

 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Uma Mensagem de Chanukiá



A Chanukiá simboliza a humanidade. Cada vela representa o ser humano, uma vez que "a alma do homem é a vela de D'us" (Provérbios 20:27). O Shamash - a vela com a qual acendemos as demais - representa nosso desafio perante o mundo em que vivemos.
 

Decoração de Chanukah nas ruas de Jerusalém


Em nosso cotidiano, frequentemente nos deparamos com pessoas cujos "pavios" estão apagados. São aquelas que, por qualquer motivo, estão tristes, sozinhas, desamparadas ou abandonadas. A escuridão de suas vidas torna-se cada vez mais densa à medida que seus objetivos parecem-lhe mais e mais distantes ou até mesmo impossíveis. Pessoas estas que não precisam de muito; apenas de nossa atenção, carinho, amor e dedicação. Mesmo em meio à multidão, não conseguem ver sua chama brilhar; não são vistas.



Nossa missão é doar nosso brilho e fazer com que elas tenham calor humano correndo em suas veias. Compete-nos fazer com que se sintam amadas, respeitadas, valorizadas e especiais. Mas é importante notar que todas estão no mesmo nível. E, mais fundamental ainda: a Mitzvá só é cumprida em sua plenitude quando todas as velas são acesas em conjunto. Somente unidos - juntos e presos pelos mais resistentes elos da dedicação ao outro - poderemos garantir que Chanucá continue sendo motivo de orgulho por gerações.




Baruch Ata Ado-nai Elo-henu Melech haolam, asher kidshanu bemitzvotav vetzivanu lehadlik ner shel Chanucá.
 
Bendito sejas Tu, Senhor, Nosso D'us, Rei do Universo que nos santificaste com tuas ordens e nos comandaste que acendêssemos as velas de Chanucá.

Fonte: http://www.netjudaica.com.br/chaguim/




 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Museu de Jerusalém exibe trajetória da Bíblia



 
"Fragmentos originais das bíblias mais antigas do mundo, alguns de quase 2 mil anos, reúnem-se em Jerusalém, em “O Livro dos Livros”, uma exposição que traça o caminho do Judaísmo e do Cristianismo ao longo da história.

Recentemente inaugurada no Museu das Terras da Bíblia, a exposição apresenta manuscritos, objetos e documentos impressos que lançam luz sobre o papel desempenhado pelo texto sagrado na civilização ocidental.
 
 

“A exposição é a primeira já feita no mundo que mostra de maneira equilibrada as histórias do Tanach (Bíblia judaica), e do Novo Testamento que compõem a Bíblia cristã”, disse à Agência Efe Amanda Weiss, diretora do Museu, que abrigará a exposição até abril de 2014.

Ao longo dos corredores, o visitante percorre de forma cronológica a aparição dos primeiros manuscritos bíblicos, assim como as raízes judaicas do Cristianismo, a propagação da fé monoteísta pelo Mediterrâneo, suas interpretações e posteriores representações.

Uma fraca luz ilumina as vitrines onde estão primitivos papiros escritos em hebraico e aramaico, manuscritos em grego, latim e siríaco dos primeiros séculos de nossa era, assim como volumes medievais que pouco a pouco vão reduzindo seu tamanho até a aparição da impressão, época dourada da difusão bíblica.

“Trata-se de uma combinação incomum de documentos bíblicos e comentários importantes e transcendentais jamais encontrados e reunidos nesta exclusiva exibição”, ressalta Weiss.

São mais de 200 obras que vão desde a tradução antiga do Livro para o grego nos primeiros séculos depois de Cristo, até códices iluminados, raros manuscritos judeus da Torá procedentes da famosa Genizá (depósito de livros sagrados em desuso) no Cairo, fragmentos de uma Bíblia de Gutenberg e um volume completo de um de seus discípulos.



O ponto de início é um fac símile de um dos rolos do Mar Morto achados em uma caverna de Qumran, cujos originais estão em Amã e tentam competir com o restante que repousam no Museu de Israel, chamado de “Santuário do Livro”.

“Esta é a primeira vez que este texto é apresentado em Israel. Está escrito em hebraico e menciona as regras da comunidade que vivia ali” no século I, explica o responsável do Departamento de Educação do Museu, Jehuda Kaplan.

Outra parada são os fragmentos da Septuaginta (versão da Bíblia hebraica para o grego koiné) com versículos do Êxodo, do Deuteronômio e o Livro de Isaías, reflexo do vínculo inevitável entre o Protocristianismo e o Judaísmo.

“Trata-se das primeiras traduções gregas, tanto da Bíblia hebraica como do Novo Testamento”, diz Kaplan sobre estes escritos dos séculos III e IV, descoberto no Egito.

A exposição não consegue responder à grande dúvida de se as primeiras Bíblias cristãs foram escritas diretamente em grego, a língua dos cultos da época, ou traduzidas do hebraico ou aramaico.

São exibidas também duas folhas de uma das 180 bíblias de Gutenberg do ano de 1455, que marcaram o início da “Idade da Imprensa” e a réplica de uma impressão da época.

Figuram, além disso, bíblias de Lutero, outra que pertenceu ao rei Henrique VIII da Inglaterra, dedicada de próprio punho a um parente, e vários volumes da versão popular do rei Jaime I da Inglaterra.


Ressaltam também as ilustradas de quando o texto escapou do controle da Igreja e serviam para educar o povo, como uma que contém passagens da vida de Cristo junto a desenhos relativos ao Antigo Testamento como episódios de Jonas e Sansão.

A exclusiva coleção iniciou em Jerusalém uma viagem que a levará ao Vaticano, uma simbólica jornada que busca contar o que as religiões monoteístas fizeram há dois mil anos."


Fontes:
http://noticias.gospelprime.com.br/museu-fragmentos-biblia-jerusalem/