domingo, 13 de outubro de 2013

Tributo a Yitzhak Rabin




Yitzhak Rabin foi um general e político israelense. Quinto primeiro-ministro de Israel.

Cerca de 30 mil pessoas, a maioria jovens, se concentraram neste sábado em Tel Aviv para lembrar o 18º aniversário do assassinato do ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, pelas mãos de um ultradireitista judeu.

 

sábado, 12 de outubro de 2013

Israel - Perspectiva através do Tempo

 

Os Patriarcas  Afirmamos que a história registrada no livro de Gênesis no Primeiro Testamento dá início à formação do povo judeu. Tudo começa com o patriarca Abrão, ele sai de sua cidade de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, em direção à terra que ainda lhe seria revelada. Ao tomar posse das promessas de Deus foi abençoado e mais tarde se tornaria uma grande nação. O encontro com Deus deve ter sido algo extraordinário, que abalou a estrutura física e emocional deste homem e o direcionou para uma nova vida:


"Pela fé, Abrão sendo chamado, obedeceu e saiu para um lugar que haveria de receber por herança e saiu sem saber para onde iria". Hebreus 11.8



 
  A terra da peregrinação chamava-se Canaã, mais tarde, Israel. Isaque e Jacó herdeiros da mesma promessa, mantém a mesma conduta de fé e obediência. Num período de escassez de alimento, Jacó e seus filhos emigraram para a terra do Egito, onde José era governador. Após a morte deste, seguiram-se anos de angústias.  Os Bney Yaacov tornaram-se escravos.

Moisés surge no cenário como um libertador nomeado pelo próprio Deus. A comunhão entre eles tornar-se-ia algo surpreendente. Depois de várias entrevistas com Faraó e dez pragas que praticamente assolaram os egípcios, o povo é liberado. Eles testemunham a força do seu Deus e os milagres acontecem, um após outro. A travessia pelo Mar Vermelho é um momento histórico a ser lembrado de geração em geração. E Moisés conduz o povo pelo deserto, num período de quarenta anos.

O povo escravizado por quatrocentos anos agora caminhava em direção à liberdade. Anos que serviram para estruturar Israel tanto na esfera religiosa como civil. As areias quentes do deserto observam meninos se transformarem em homens fortes e corajosos.

Os Dez Mandamentos e a Lei, recebidas no monte Sinai, formam a base da religião mosaica. O Tabernáculo é erguido, surgem os sacrifícios e as festas.

A caminhada chega ao fim e a Terra Prometida é admirada por Moisés do monte Nebo. Ali ele morre e é enterrado.


A conquista e a divisão das terras pelas doze tribos sob a liderança de Josué marca um novo período da história. O novo líder é um homem com coragem bastante para assumir uma posição diante do povo e do seu Deus (Js.24.15).

As doze tribos de Israel estabeleceram seus territórios: Ruben, Simeão, Manassés, Judá, Isaacar, Zebulom, Efraim, Benjamim, Dã, Naftali, Gade e Aser. Mas existia outra etapa a ser vencida: O povo nômade enfrentava agora os problemas e as dificuldades de uma vida segregaria.

Após a morte de Josué, a liderança do povo fica a cargo dos Juízes. Esses homens eram nomeados por Deus, à medida que Israel era subjugado por outros povos que viviam ao redor. Os juízes lideravam os hebreus e avaliavam as questões internas. A Bíblia cita alguns deles: Otniel, Eude, Sangar, Débora, Gideão, Abimeleque, Tola, Jair, Jefté, Ibzá, Elon, Abdom, Sansão, Eli, Samuel. Eles combatiam com os povos Moabitas, Midianitas, Amonitas e Filisteus.

 
Monarquia
 

De repente, eles perceberam que era hora de Israel ter de um governo centralizado, uma liderança que administrasse todo o território. Eles pedem um rei.
 

Samuel se sente constrangido em comentar o assunto com Deus, mas Israel precisava ser igual aos outros povos para se impor perante eles. Os anciões confiaram na autoridade de Samuel e no seu discernimento. O período monárquico é instituído por Saul. Ele foi escolhido por Deus, ungido e cheio do Espírito de Deus (1 Sm 10). Com o passar dos anos seguem-se conflitos internos.

Davi, o próximo rei entra para a história como "um homem segundo o coração de Deus". É ele que converte a cidade dos jebusitas na capital de Israel. Quarenta anos de reinados garantem o domínio sobre os povos e a conquista do território – um homem de muitas guerras, mas um homem sincero diante do seu Deus. Muitos dos salmos de adoração foram compostos por ele. Salmos que indicam sua comunhão, seu temor, sua gratidão e sua total dependência do Todo Poderoso.

Mas é no reinado de Salomão que o Templo é construído. Sua sabedoria atrai centenas de pessoas e ele escreve seus provérbios. Salomão faz casamentos políticos e fortificações estratégicas por todo o território.





O monarca centrou suas ações no desenvolvimento econômico com o domínio das principais vias de comércio.

Mas errou quando desobedeceu a Deus e contraiu matrimônio com mulheres idólatras. Elas corromperam o coração dele
consequentemente de todo o povo, com seus altares espalhados por todos os lugares. Os muitos impostos para manter o reino causaram decepções populares.

Uma rebelião após a morte de Salomão e diversos conflitos internos divide o reino. As dez tribos do norte passam a se chamar Israel. Jeroboão constrói altares e transfere o centro religioso para Betel e Dã. Ao sul, passa a reinar Roboão e Jerusalém continua a dominar a vida espiritual de Judá. Sucessivos reinados nos dois territórios marcam um período de constantes mudanças espirituais.


Cativeiro e Retorno

 
Apesar de todos os esforços dos profetas em advertir o povo contra a idolatria que assolava a casa de Israel e da iminência do castigo de Deus, o reino do norte introduz ainda com mais descaso, o culto a Baal. A idolatria atinge a ala dos sacerdotes. O Império assírio conquista o norte do país e uma deportação em massa, deixa o território abandonado.

Os gravíssimos acontecimentos parecem não ter aterrorizado Judá por muito tempo. As abominações invadem a vida diária do povo e um novo Império surge como grande ameaça. Nabucodonozor cerca Jerusalém.

O Templo é destruído, o povo contempla os muros e as portas

devoradas pelo fogo. A cidade fica completamente arrasada e o povo caminha numa marcha lenta para a Babilônia.

Setenta anos de cativeiro marcam um período de arrependimento e tristeza: "junto aos rios de Babilônia nos assentamos e choramos lembrando-nos de Sião" (Salmo 137.1). Essa triste canção transformada em versos por Luis de Camões no século XVI, foi uma chama acessa da esperança de retornarem a terra de Sion.

O Imperador Ciro ascende ao trono e o seu domínio estende-se até a Babilônia. Cumprem-se as palavras do profeta Jeremias e o povo retorna a sua terra. A primeira leva de judeus que chegou a Jerusalém trouxe os pertences do Templo que Nabucodonozor havia levado.

A reconstrução do Templo e da cidade foi marcada por sucessivas investidas contrárias por parte dos samaritanos. Ataques frequentes de beduínos do deserto e edomitas atraídos pelo desejo de roubar tais tesouros, também contribuem para desanimar o povo. Intrigas junto à corte persa paralisam a obra até o decreto do rei Dario (Esdras 4.24).

Ageu e Zacarias profetizam ao povo incitando-os a continuar a edificação da casa de Deus. Uma nova correspondência é enviada ao rei mostrando o decreto de Ciro que dava aos

judeus o direito de reconstruir Jerusalém. Uma leitura minuciosa dos textos bíblicos nos revela as dificuldades enfrentadas por esses judeus. A todo instante eram abordados e intimidados. Anos após anos.

Sob a liderança de Esdras e Neemias Jerusalém torna-se novamente fortificada. A dedicação incondicional desses homens na reestruturação da sociedade judaica marca o início de uma nova etapa na história de Israel. Esdras se destaca como escriba.


"Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos" (Esdras 7.10).

 
Ele reuniu todos os livros dispersos, retificando os textos e o povo foi convocado para ouvir a Lei. Houve arrependimento e grande choro. Severas exigências e punições foram tomadas para trazer o povo a uma nova realidade: Os judeus haviam transgredido os Mandamentos (Mitzvot) do seu Deus. Neemias traz de volta o sentimento de devoção incondicional ao Eterno, mesmo que pra isso tenha tomado medidas drásticas conforme se lê no capítulo 13.25 do seu livro.


Outros Impérios se levantaram e a terra de Israel estava no caminho deles. Os gregos sucederam aos persas, e os romanos aos gregos. Contudo os judeus lutaram heroicamente para preservar sua identidade e seus valores, e mais que tudo, a liberdade de governar o seu próprio povo. Quatro séculos marcaram a sobrevivência das tradições.


 


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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Tributo ao rabino Ovadia Yosef



Deixa um legado na terra para ocupar seu espaço nos céus.
Faleceu aos 93 anos o líder espiritual do partido ultra ortodoxo Shas em Jerusalém.
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Simchat Torá






A cada semana um trecho da Torá é lido nas sinagogas. Em Simchat Torá celebra-se o término do ciclo, e no Shabat seguinte a leitura recomeça, pela parashat Bereshit.

Nas yeshivot, escolas de estudos judaicos, e nas congregações onde a juventude tradicional predomina, a cantoria e dança que acompanham as hacafot podem durar por muitas horas. Muitas vezes são continuadas para o lado de fora da sinagoga, oferecendo cenas de alegria e extase.

Crianças pequenas geralmente recebem bandeiras decorativas, ou rolos da Torá em miniatura para seguirem os rolos da Torá nas procissões

 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Hoshaná Rabá



O sétimo dia de Sucot é chamado Hoshaná Rabá  (Grande Hoshaná) sendo considerado o último dia do "julgamento" Divino no qual o destino do novo ano é determinado.

O Salmo L'David Hashem Ori, que tem sido acrescentado à nossa prece diária desde 1º de Elul, é recitado nesta data pela última vez.

Leis e costumes

Estudo noturno

        Costuma-se permanecer acordado na noite de Hoshaná Rabá (este ano, na noite entre domingo e segunda-feira) e estudar Torá. Recitamos todo o Livro de Devarim e o Livro de Tehilim. Em algumas congregações é costume para o Gabai distribuir maçãs (significando um ano doce) para todos.Na noite de Hoshaná Rabá é costume ficar de vigília, recitando Salmos e Ticun (coletânea de trechos das Sagradas Escrituras especialmente compilados).



Salgueiro e hoshanot

        Além das Quatro Espécies usadas a cada dia de Sucot, é uma "mitsvá rabínica", datando da época dos Profetas, segurar um aravá adicional, ou salgueiro, no sétimo dia de Sucot. No Templo Sagrado, grandes ramos de salgueiro com 6 metros eram colocados ao redor do altar. Atualmente, fazemos um feixe com cinco ramos de salgueiro e os carregamos junto com as Quatro Espécies ao redor da mesa de leitura da sinagoga durante as preces Hoshaanot, das quais recitamos hoje uma versão mais completa, fazendo sete circuitos ao redor da bimá (em vez do único que é feito diariamente). Na conclusão de Hoshaanot golpeamos o chão cinco vezes com o feixe de salgueiro, simbolizando "amenizar as cinco medidas de severidade".


Refeição

        Uma refeição festiva no almoço é feita na sucá. Mergulhamos o pão no mel (como fazemos em toda refeição festiva desde Rosh Hashaná) pela última vez. Hoje também é a última ocasião na qual recitamos a bênção especial para comer na sucá. pois o mandamento bíblico de habitar na sucá é apenas para sete dias (embora seja prática em muitas comunidades – e este é o costume Chabad – de comer na sucá também no oitavo dia, Shemini Atsêret).


Fonte         
http://www.chabad.org.br/datas/sucot/suc017.html