Este blog é dedicado a todos aqueles que nutrem um sentimento especial pelo Estado de Israel e respeitam o povo judeu e todos os seus costumes e tradições e amam Jerusalém como a cidade que Deus escolheu, para nela por o seu nome para sempre,
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Vamos lutar por Gilad Shalit
Quase cinco anos depois do sequestro, Noam e Aviva Shalit, pais do soldado, decidiram entrar com processo como parte civil por "sequestro" com circunstâncias agravantes, já que o filho permanece "retido como refém" e pode ser vítima de "atos de tortura ou barbárie".
Gilad Shalit foi capturado no limite da Faixa de Gaza em 25 de junho de 2006 por um comando de três grupos armados palestinos de Gaza, um deles ligado ao Hamas,
Vamos lutar por Shalit!
terça-feira, 7 de junho de 2011
David Ben Gurion (1886 - 1973)
domingo, 5 de junho de 2011
Canção da Judia de Varsóvia
Poema de Jorge Amado, escritor brasileiro, agora faz parte do acervo digital do Yad Vashem em Israel
Meu nome, já não o sei..
Só de Judia me chamam.
Meu rosto já foi bonito, na primavera em Varsóvia.
Um dia, chegou o inverno,
Trazido pelos nazistas;
E nunca mais quis ir embora.
Um dia já fui bonita,
Tive noivo, e tive sonhos.
Trazidos pelos nazistas
Veio o terror, veio a morte.
As flores se acabaram...
As criancinhas também.
Meu noivo foi fuzilado na madrugada do inverno.
Alegres jardins de outrora hoje já não existem.
Nunca mais verei as flores.
As criancinhas morreram de fome, pelas sarjetas,
Furadas de baionetas, nas diversões dos nazistas..
Morreram as flores também.
As aves, para onde foram?
Cadê Varsóvia sorrindo?
Está Varsóvia gemendo...
Está Varsóvia morrendo...
Tão lindo era meu nome, poema para o meu noivo!
Riu o nazi junto a mim:
"Judia que és bonita"
- Judia não tem beleza, judia nem nome tem...
Tomou da minha beleza nas suas mãos assassinas,
Quem me dera ter morrido na madrugada do inverno!
Sou pobre moça judia na cidade de Varsóvia...
Ontem mataram meu pai na vista de minha mãe.
Em campo de concentração minha beleza acabou.
Meu nome, já não o sei - só de judia me chamam.
Nunca fiz mal a ninguém,
E tanto mal que me fizeram!
Coração não tem os nazis...
São feras que se soltaram pelas ruas de Varsóvia.
Inverno que não acaba só há desgraça e tristeza,
Soluços de toda a gente e as gargalhadas dos nazis!
Antes, nas tardes alegres,
Meu noivo vinha à rua,
Seus olhos nos meus pousavam,
Meus lábios só tinham risos.
Mas um dia... Eles chegaram.
Vestiam camisas pardas.
Coração? Eles não tinham.
Meu noivo havia partido tão belo, com o seu fuzil!
Mataram-no de madrugada, nesse inverno que chegava...
Esse campo não tem flores...
Mais parece um cemitério...
Em campo de concentração
São mil judias comigo, mas nenhuma nome tem.
Só, sobre o peito, uma marca feita com ferro em brasa,
Como um rebanho de gado
Para os açougues dos nazis.
Minha beleza se foi...
Meus lábios já não sorriem.
Ontem mataram meu pai na vista de minha mãe;
Meus olhos são secos, secos não restou nenhuma lágrima.
Uma coisa me disseram - quem dera fosse verdade...
Disseram que em outras terras,
Judias e não judias, moças que nem nome têm,
Em armas se levantaram,
Que guerrilheiras se chamam, que matam nazis nas noites,
Que vingam os noivos e a honra! Quem dera fosse verdade!
Por que... Se fosse verdade, mulheres matando nazis,
Nesse campo desgraçado uma alegria eu teria, uma esperança também.
Dizem que em outras terras lutam mulheres em armas...
Quem dera fosse verdade por que... Se fosse verdade,
Um dia para Varsóvia, com certeza chegaria,
em que o Inverno se fosse e os nazistas se acabassem.
E a primavera encheria de cantos Varsóvia inteira,
Nas ruas de criancinhas, nos alegres jardins de flores,
Nos olhos dos namorados...
Tudo seria uma canção!
E, moça judia então, NOME de novo eu teria!
sábado, 4 de junho de 2011
Declaração de conflitos que geram polêmicas
No auditório da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo o palestrante, Mohsen Shaterzadeh, embaixador do Irã, entre outros temas abordou o conflito árabe-israelense no Oriente Médio e fez uma afirmação: "Não existe um conflito entre muçulmanos e judeus. Nós respeitamos o judaísmo como religião divina".
Tal declaração não passou de uma preliminar para chamar a atenção dos ouvintes que logo perceberam o verdadeiro teor da palestra, e que, após ler o artigo, me pareceu um método bem eficaz de introduzir o anti-semitismo.
O embaixador do Irã no Brasil não poupou palavras para definir o real sentimento a respeito do Estado de Israel e suas palavras foram: "Israel é um tumor cancerígeno no Oriente Médio". Argumentou que a crise entre o seu pais e Israel aumentou após as declarações do presidente Mahmoud Ahmadinejad: “o Estado de Israel deveria ser varrido do mapa”. Mas parece-me que estava apenas seguindo um protocolo como é de costume nesses casos.
Shaterzadeh alegou que o Estado de Israel foi criado por causa do Holocausto, e que isso deveria ter sido feito na Alemanha. Assim, em sua palestra que durou pouco mais de uma hora, além de deteriorar a imagem de Israel, como já acontecesse inúmeras vezes através da Mídia, classificou o Sionismo de “uma ideologia baseada na descriminação".
Interessante a total falta de compromisso com os textos sagrados da Bíblia e com a promessa de Deus feita a Abraão, Isaque e Jacó, o que já era de se esperar tendo em vista que a religião muçulmana difere da religião judaica e cristã. Em outras palavras ele quis dizer: Respeitamos o judaísmo e os judeus, mas os queremos bem longe da Terra Prometida!
O que mais poderíamos esperar? A Paz?
Enquanto líderes políticos insistirem em declarações unilaterais a fim de promover o anti-semitismo, desorientar a população e denegrir a imagem de Israel não haverá paz no Oriente Médio, ou entre árabes e israelenses, ou em qualquer parte do planeta.
A paz é fruto do respeito mútuo e não me parece que esse, tenha sido o real conteúdo da tal palestra.
Marion Vaz
quarta-feira, 1 de junho de 2011
JERUSALÉM: Três mil anos de História
Jerusalém Subterrânea
Abaixo da grandiosa cidade antiga de Jerusalém vamos encontrar outra cidade onde centenas de pessoas passeiam por túneis, compartimentos que datam de períodos medievais e principalmente do período romano. Para Israel, os túneis são a prova de judeus têm raízes ali e isto fez com que eles se tornassem um ponto turístico.
O número de visitantes, na maioria, judeus e cristãos, aumentou muito nos últimos anos, chegando a mais de um milhão em 2010. Ao visitar as escavações arqueológicas que expõe à mostra as várias camadas enterradas em baixo da Jerusalém de hoje, poderá observar que cada camada representa uma das civilizações que dominaram a cidade.
Desde a sua fundação pelos jebusitas, cerca de 4.000 anos atrás, 20 civilizações ocuparam o local da cidade de Jerusalém, sendo as ocupações judaicas as mais florescentes. Há vestígios das cidades dos jebusitas, assírios, persas, gregos, sírios, romanos, cristãos, muçulmanos, cruzados, turcos e judeus. Cada civilização construiu a sua cidade em cima da cidade da civilização anterior.
Jerusalém foi parcialmente destruída durante a História por invasões, incêndios, terremotos ou cercos militares. Após cada evento, a cidade era abandonada e as casas reduziam-se a ruínas. Depois de algum tempo uma nova cidade florescia sobre as ruínas da cidade destruída.
Nas escavações arqueológicas no lado sul do Monte do Templo há uma escada a vários metros de profundidade e de metro em metro você verá os vestígios de 20 cidades sobrepostas uma sobre a outra.No Muro Ocidental você poderá entrar num túnel construído recentemente e que o levará às fundações do Muro, onde você verá a construção original de Herodes levantada há mais de dois mil anos. Você também verá o aqueduto que levava água ao Templo na época dos Hasmoneus, sacerdotes que governavam Israel cerca de 200 anos antes da nossa era.
Judeus ultra ortodoxos rezam em túnel do Muro das Lamentações na cidade Antiga de Jerusalém
Uma nova ligação subterrânea quando estiver concluída, terá dois quilômetros de percurso abaixo da cidade. Em pouco tempo, será possível passar horas em Jerusalém sem ver o céu.
Ao sul da cidade antiga, visitantes podem entrar por um túnel escavado pelo rei Ezequias há 2500 anos e percorrer, agachados, o bairro árabe de Silwan. O túnel é um longo corte que se estende por 533 metros dentro da proteção das muralhas da cidade.No início do verão, uma nova passagem será aberta próximo ao local por onde se conclui que os judeus parecem ter usado o caminho para escapar da legião romana que destruiu o Templo de Jerusalém em 70 A.D.
O próximo grande projeto, de acordo com a Autoridade Israelense de Antiguidades, será seguir o curso de uma das principais ruas da era romana, que fica abaixo da praça de oração do Muro das Lamentações. Esta rota, marcada para ser finalizada daqui a três anos, vai ser ligada ao túnel do muro.
O próximo grande projeto, de acordo com a Autoridade Israelense de Antiguidades, será seguir o curso de uma das principais ruas da era romana, que fica abaixo da praça de oração do Muro das Lamentações. Esta rota, marcada para ser finalizada daqui a três anos, vai ser ligada ao túnel do muro.
Yuval Baruch, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades encarregado por Jerusalém, afirma que as escavações são feitas de maneira cuidadosa para preservar os valorosos achados de todos os períodos da história da cidade: “Esta cidade é do interesse de pelo menos metade das pessoas do planeta, e nós vamos continuar descobrindo o passado da maneira mais profissional que temos”.
No Parque Arqueológico de Jerusalém, próximo ao Muro das Lamentações, o ponto principal do centro é a reconstrução virtual tridimensional do Templo, baseada em textos antigos e escavações e produzida por uma equipe do Departamento de Simulação Urbana da UCLA. As imagens geradas a cada 41 milionésimos de segundo fazem com que os participantes sintam estar realmente subindo pelas escadas do Templo, caminhando por entre suas altas colunas para prostrar-se perante a grandiosidade do Santo Templo.
No local, foi desenterrada também uma monumental guarita de vigilância de seis metros de altura e uma torre que serviria de mirante para proteger a entrada da cidade, que são características do estilo do Primeiro Templo.
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